Moncho teria hoje 66 anos, e nom podemos deixar de imaginar-nos as suas maos agarradas às nossas nas cadeias de solidariedade e reivindicaçons que partilhamos. Mas um doze de Agosto de há 41 anos matou-no a polícia. O franquismo, assim como o régime borbónico reconstituido após a morte de Franco, continua a agarrar metralhetas diante das reclamaçons de emancipaçom nacional e social da Galiza. Boa parte de quem hoje conforma o independentismo galego nom nacera quando o matarom, mas todas somos companheiras suas.

Lembramos sem perdom a monchoreboirasEspanha que matou, entre muitas outras vidas de combatentes generosas, a Ramom Reboiras Noia, de 25 anos. Vinte e cinco anos som alguns anos para quem tem que abandonar a aldeia para ir trabalhar à cidade e com quinze já conhece o trabalho na construçom, para quem com dezaoito estuda e trabalha e com vinte milita clandestinamente e sem descanso contra um sistema que nom serve, quem com vinte e três participa nas heroicas greves do outono do 72. E com 25 anos Moncho morreu de pé, sangrando nas ruas de Ferrol rodeado de mercenários. A entrega e valor que espalhou é o das imprescindíveis. As que luitam até a morte, apesar da morte, contra a morte. Por isso Moncho vive.

Denantes mortas que escravas!