A próxima quarta-feira dia 15, celebrará-se em Ferrol um juízo-farsa contra Francisco Martins Rodrigues "Txute", trabalhador do mar e ativista sindical conhecido pola sua militáncia política na esquerda independentista e a solidariedade ativa c@s pres@s polític@s, pola sua participaçom na greve geral de Março de 2012.

Este juízo, que se tinha pensado celebrar fai tres meses (pode-se consultar a entrevista que nas semanas prévias lhe figemos desde o organismo anti-repressivo), ficou adiado por nom estar presentes os polícias que iam testemunhar contra ele.

Novamente, umha concentraçom solidária está convocada às 11:30h nos julgados de Ferrol para apoiar ao Txute e denunciar o processo repressivo que está a sofrer. Desde Ceivar animamos a participar e difundir esta convocatória.

 

txute_trasQUE JAMAIS NOS DOMINEM POLO MEDO

SOLIDARIEDADE COM FRANCISCO MARTINS TXUTE

Francisco Martins, conhecido na nossa comarca como Txute, é um operário que em 15 de junho irá a juízo por participar na Greve Geral de 2012. Acusam-no de impedir a um militar espanhol atropelar com o seu carro a mobilizaçom que naquel dia denunciava a deterioraçom das condiçons de vida da classe trabalhadora galega. A petiçom fiscal por tal “motivo” som 12.000 euros impagáveis para quem ganha o seu salário mariscando na Ria.

Trata-se dum novo caso de exemplarizaçom repressiva contra pessoas entregadas à defesa dos interesses coletivos. É umha constante histórica na que temos muita experiência em Trasancos. Tempo atrás, Carlos Garcia Seoane era despedido da empresa Gabadi após ser eleito para o comité de empresa numha candidatura da CIG. Hoje, é Francisco Martins o retaliado. A política é idêntica: impor um regime de medo e silêncio para que acetemos mansamente a exploraçom e a degradaçom das nossas condiçons de trabalho e existência. Vivermos aterrorizadas e aterrorizados perante a perspetiva do desemprego, a emigraçom ou a repressom nom é umha opçom a considerar.

As trabalhadoras e trabalhadores desta comarca demonstramos em muitas ocasions desde 1972 que, quando pomos sobre a mesa a nossa força e a nossa unidade, somos invencíveis. Hoje, quando a oligarquia espanhola quere devolver-nos a condiçons de miséria e escravatura laboral que achavamos superadas, é tempo de por sobre a mesa essa força e essa unidade que sempre nos figérom imparáveis.

CONCENTRAÇOM 15 DE JUNHO ÀS 11:30 H. NOS JULGADOS DE FERROL