Mártires som aquelas que paalexandrebovedadecem grandes sufrimentos a causa da defesa da sua opiniom ou posiçom. As que nom recuam, as que olham de frente à morte. Quando celebramos a Galiza Mártir estamos a homenagear a Galiza resistente e rebelde. Longe da ladaínha do lugar de submissom em que tantas vezes é colocado o nosso povo, a Galiza Mártir é a Galiza que ante a dor e a infâmia, sabe erguer-se na postura da dignidade.

Deforma-se a curva do sorriso, deformam-se as vértebras, escorrega o sangue. Mas a Galiza mantem-se em pé enquanto lateja o corpo frente ao fascismo.

O 17 de Agosto de há 80 anos matarom a Alexandre Bóveda em Poio. Alexandre pagou com a vida, ele e outros e outras: Galiza é o nome dum povo inteiro. Muitas vidas roubou Espanha: a das esquecidas, as despossuídas, as perseguidas, as rapadas, as violadas. As que nom renunciarom, as que nom colaborarom com o inimigo ainda com a vida em jogo. Nunca aguentar em pé tem tanto valor como quando se olha de frente aos lobos da morte. Estar de pé frente um fuzil e dizer Galiza e manter o olhar. Morrer com a terra entre os dentes.

Temos mártires em fossas comuns ou atiradas dentro de sacos no mar e nos rios, polos cantís, polas corredoiras. Temos mártires estercando pampilhos e dente de leom. Temos mártires fazendo crescer novas geraçons de militantes da liberdade. As nossas mártires estám em pé, gozam de boa saúde e de digna raiva. Mantenhem a olhada clara. Os lobos também estám ainda aí.

Que viva a Galiza Mártir!