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Como já é habitual, desde umhas horas antes da VIII ediçom da Cadeia Humana pola Liberdade das/os Presas/os Independentistas a Policía Espanhola tomava as ruas da zona velha de Compostela. Numerosas grileiras, polícias uniformados e à paisana despregárom-se polas ruas da capital.

Passados ums minutos da meia tarde umhas quatrocentas pessoas enchiam a Praça da Galiza e minutos depois passárom a rodea-la colhidas/os das maos. Vigiada/os atentamente pola polícia, as assistentes pendurárom cartazes do pescoço e berrárom em contra da dispersom, das forças de ocupaçom e reclamando a liberdade das/os presa/os independentistas.

Seguidamente e de novo enganchada/os das maos partiu-se numha manifestaçom que percorreu as ruas da zona velha da capital galega. Durante o percorrido nom se deixou de gritar em ningum momento chamando a atençom das/os viandantes.

Ato político

1Chegadas/os à Praça do Toral deu-se início ao ato político com o hino do Antigo Reino da Galiza e posteriormente as palavras da Plataforma Que Voltem para a Casa! que insistiu em acadar o objetivo de arrecadar os fundos precisos para poder trasladar até o Tribunal Europeio de Direitos Humanos a vulneraçom de direitos à que se virom submetidas/os as/os presas/os independentistas Antom Santos, Maria Osório, Roberto Rodríguez e Eduardo Vigo. Igualmente insistiu-se na importância da solidariedade para difundir as constantes violaçons de Direitos Humanos que acontecem na Galiza.

Pola sua banda, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR expremeu publicamente a sua alegria pola posta em liberdade do ex-preso independentista Heitor Naia assim como o anúncio que nas vindeiras horas estará na Galiza. A continuaçom reproduze-se o comunicado lido por CEIVAR nesta VIII ediçom:

“Muito obrigadas às organizaçons nacionais e internacionais que hoje nos acompanhades e também bem-vindas a todas as pessoas solidárias a esta Cadeia Humana pola Liberdade dos e das Presas Independentistas Galegas. Entre todas fizemos possível chegar a esta oitava ediçom!!!

O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR xurdiu já há 12 anos. Esta era umha data que coinicida com a saida do último preso do Exército Guerilheiro, mas namentres as cadeias ficavam livres de presas/os independentistas, a situaçom nas ruas era bem diferente.

Para todas/os conhecidas as cargas policiais, os acosos, os seguimientos, as multas ou os intentos de infiltraçom. Eram tempos nos que a mocidade enfrontava heroicamente um estado de excepçom e naquela altura, a leitura que fazia CEIVAR era a necesidade de organizar-se fronte a umha repressom que se ia extender a todas as capas da populaçom mais consciente. Nom nos equivocamos. A repressom tocou-nos e toca-nos mui de perto, nas próprias carnes incluso, mas tampouco nos equivocamos ao criar um organismo que lhe fizera fronte a tanta injustiça e arbitrariedade.

Decorrérom já umha dúzia de anos desde que botamos a andar este projecto e algums dos que hoje estám aqui tivérom que pagar com a sua liberdade a sua militancia política, outras pessoas sentárom no banquinho dos acusados do tribunal político de Madrid, a outras as malheiras deixárom-nas na cama durante dias, outras andam a cavilar como pagar as desorbitadas multas que nom cessam de chegar à casa e outras estám paralizadas polo medo. A todas esssas pessoas prestamos-lhe o nosso acompanhamento e apoio fazendo um esforço ingente que é próprio dos Povos dignos como é o o Povo Galego.

Nestes 12 anos em CEIVAR procuramos visibilizar a repressom mas também botar luz sobre um burato que dim ser escuro e frio e ao que lhe chamam cárcere. Nem é tam escuro nem é tam frio porque dentro dessas cadeias temos a galegas e a galegos, que além das torturas e do isolamento no que lhes obrigam a viver, irradiam-nos força, valentia e compromisso. Numha data coma hoje temos presente a:

Maria Osório Lópes (vizinha de Becerreá e dispersada em León)

Antom Santos Pérez (vizinho de Compostela e dispersado em Palencia)

Eduardo Vigo Domingues (vizinho de Angrois e dispersado em Toledo)

Raúl Agulheiro Cartoi (vizinho da Marinha e dispersado em León)

Roberto Rodríguez Fialhega (vizinho de Vigo e dispersado em Valladolid)

E queremos fazer umha mençom especial a Héitor Naia Gil (vizinho também de Vigo e dispersado em Madrid até este momento). Dizimos até este momento porque no dia de ontem fizo-se pública a sentença do Tribunal Supremo na que absolvia a este independentista dos cargos polos que teria que cumprir 11 anos de prisom. Aguardamos ter nas próximas horas Heitor Naia na casa! Aguardamos ter na Galiza aginha a um exemplo de triunfo da solidariedade! O Organismo é necesário e esta vitória é a monstra da necessidade de seguir avançando organizadas.

Além desta boa nova, estes cinco presos e presas independentistas galegos estám a livrar hoje outra dura batalha. Entre condiçons insalubres, paliças e permanentes restriçons estas seis mulheres e homens siguem firmes, nom se vendem nem vendem a ninguem. Nom há preço à dignidade dum Povo. E é por isso que as tentativas de saidas individuais, tanto dentro como fora das prisons, nom nos valem, nom lhe valem a esta Pátria! As filhas e os filhos deste Povo nunca poderám ser livres até que todas o sejamos!

Apertar filas, apertar os dentes, para sorrir e para luitar mas devemos de ser claras em que a força de um nom vale de nada se nom está rodeada da força de todos! Normalizar a repressom nom pode ser o caminho, com cada pau e com cada ataque contra nós temse-nos que encolher o coraçom como se fora a primeira vez, mas com toda a vagagem de experiência que já temos. Nom nos infravaloremos, nom nos infravaloredes! CEIVAR, junto a outras companheiras de caminho estamos pola liberdade e pola dignidade da Galiza e do nosso Povo e iremos até a última consequéncia ate ver cumprida esta meta.

Nestes dias para muitos remata o curso político mas para as que hoje estamos presente ainda temos tarefa. O próximo objetivo é arrecadar fundos para ir a Estrasburgo, ir até donde cumpra até que nom regresem a esta Terra as/os filhas/os que obrigárom a desterrar-se. Ninguem, absoluramente ninguém nos vai negar o que já decidimos há muito tempo; ser livres e ter um País livre!

Finalmente desde CEIVAR fazemos-vos um chamamento a que vos reconhezades, a que nos reconhezades como irmaos, quando falta umha mau rompe-se a cadeia. Todas sodes, todos somos imprescindíveis para fazer realidade a solidariedade imparável que tumbará qualquer dificultade ou muro que nos separe do nosso Povo.

Somos todo o que precisamos, temos todo o que precisamos, maos à obra!

Adiante a solidariedade imparável

Viva a Galiza livre, socialista e feminista”

A continuaçom foi um membro do Coleitivo de Presas/os Independentistas Galegas/os quem mediante umha gravaçom expremeu a grande importância da solidariedade e dando boa conta que a esta chega nítida como nos primeiros dias dos encarceramentos das/os presas/os. Assim mesmo manifestou que cada pessoa é importante no movimento de solidariedade.

Finalmente fechou-se o ato entoando o hino galego numha jornada na que se acadou somar a mais solidárias/os do que nunca e que estivo fortemente marcada pola presença de internacionalistas de Aragón, Euskal Herria, Països Catalans, Andalucía, etc.

2Manifestaçom unitária juvenil

Mais um ano o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR  também estivo presente durante a manifestaçom unitária juvenil que tivo lugar às 20h partindo da Alameda baixo a legenda “A mocidade galega pola independência, venceremos nós” . CEIVAR despregou-se umha faixa no percorrido da mobilizaçom denunciando a repressom à que está submetida a mocidade galega.

Agradecimentos

Desde CEIVAR queremos fazer um agradecimento expresso a todas e todos vós. Somos conscientes das dificultades que muitas vezes acarrea ter que deslocar-se até Compostela um dia laborável mas também do desgaste que implica estar cada ano secundando as convocatórias.

Outro ano mais se conseguimos que a Cadeia Humana fora um claro sucesso foi grazas a vós; à militáncia que nom deixou de trabalhar nem um minuto, às/aos colaboradoras/es que bostástedes umha mao no que puidestedes e às/aos solidári@s estivestedes esse dia ou às/aos que trabalham desde o silêncio.

·         Nos vindeiros dias subiram-se mais imagens às nossas redes sociais.

Vídeo Gz Contrainfo: https://www.youtube.com/watch?v=a9PN7wNmKdU

 

hectorA nova saltava há poucos minutos mediante confirmaçom jurídica. O preso independentista galego Heitor Naia Gil saia absolto polo Tribunal Supremo dos cargos de “participaçom em organizaçom armada” e “colocaçom de artefactos explosivos”, polo primeiro delito estava sancionado com cinco anos de cadeia e seis mais polo segundo.

Polo de agora o preso independentista ainda está na prisom de Valdemoro (Madrid) aguardando a ser posto em liberdade nas próximas horas ou dias com a maior probabilidade. Nom obstante, a cautela destes casos ainda obriga à sua defesa a trabalhar para reclamar a sua imediata posta em liberdade.

 

A continuaçom reproduzimos um fragmento da carta pública escrita polo preso independentista Heitor Naia desde a prisom de Valdemoro (Madrid).

hector“Um ano mais chega o 25 de Julho, Dia da Pátria Galega, e um ano mais somos algums/has os/as galegos/as forçados/as a permanecer entre reixas e muros de formigom, longe da nossa Terra, do nosso Povo, dos lugares e das pessoas que amamos, do nosso mar, dos nossos montes e da nossa gente.

Comprovamos como um ano mais a gente fica sem vivenda, sem trabalho nem direitos. Um anos mais as leis som mais restritivas e a democracia desaparece passo a passo. Um ano mais no que às nossas crianças é-lhe vetado o direito a medrar na sua língua mae, a cultura galega é menospreçada e folclorizada com dinheiro público e as/os que a defendem som reprimidas/os.

Nas prisons vivemos este dia coma um dia mais, na mesma rotina cotiá, semana após semana, mês a mês e ano a no, mas nós vivemos cada dia com a Galiza no coraçom, com a dignidade por bandeira e com a força que nos outorga a solidariedade.

Sem medo seguimos adiante, procurando-lhe a nossa Terra um sítio neste mundo insolidário e cruel, governado polas elites e pola burguesia capitalista. Sem medo dizemos que cá estamos!”

 

Nesta manhá rematava a greve de fome que emprendérom a passada segunda feira os presos bascos Ibai Aginaga e Mikel San Sebastiam por problemas de saude. Ambos presos protestavam polo castigo imposto desde o Centro Penitenciário de A Lama contra o seu companheiro, Etxarri Aranatz Hodei Ijurko. Com esta seria a segunda vez desde que começou o ano na que levavam a Ijurko a isolamento, um regime que na anterior vez prolongou-se durante três meses.

 

A nova saltava hoje da mao do Observatorio para a Defensa dos Direitos e Liberdades EsCULcA após este ente apresentara umha denúncia polos factos acontecidos na prisom de Dueñas e dos que o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR dera a voz de alerta.

 A continuaçom reproduzimos o texto emitido:

acorrentados1"Com data 03/07/3025, a Defensoría del Pueblo remeteu escrito a EsCULcA em resposta à súa denúncia relativa ao incidente acontecido no C.P. de Dueñas o passado 26 de maio em que o preso galego A.S. foi agredido por funcionários prisionais. A Defensoría comunica que se porá em contacto com A.S. para conhecer o interesse do afectado na eventual intervençom da instituiçom.

O 2 de Xunho, EsCULcA dirigira-se ao Mecanismo Nacional de Prevención da Tortura para reclamar umha actuaçom imediata do organismo engastado na Defensoría del Pueblo em relaçom aos possíveis maus tratos infligidos ao preso galego A.S., interno no cárcere de Dueñas. 

No seu escrito, Fernando Blanco Arce, presidente de EsCULcA, lembrava que, segundo a informaçom publicada, funcionários prisionais teriam entrado na sala onde se encontrava A.S., despois de este manter um vis-à-visfamiliar, para lhe practicarem umha revisom de nu integral, ao que o interno nom se negou em nengum momento. Quando A.S. requereu poder vestir a bata, como dita a norma regulamentar, entanto se practicava a inspecçom física, os funcionários responderom agarrando com violência e arrastando A.S. em aplicaçom arbitrária do art. 72 RP, o que provocou ao preso hematomas e equimose em vários pontos do corpo."

 

askapena_brigadak_2015_kartelaNo dia de ontem chegava ao nosso País umha brigada organizada pola organizaçom internacionalista basca Askapena e na que o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR atua como afitriom.

Como em todas as brigadas que realiza o coleitivo basco no exterior, a sua missom será conhecer a realidade da Galiza e para isso já tenhem concertadas reunions com diferentes partidos políticos, associaçons ecologistas e feministas, defensoras/es de Direitos Humanos, sindicatos, organizaçons juvenis e um longo etcétera. Nesses encontros visitarám umha boa parte na nossa geografia na que, além das entrevistas, também participarám em atividades em centros sociais e por suposto na VIII ediçom da Cadeia Humana pola Liberdade das/os Presas/os Independentistas e nos atos do Dia da Pátria.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR mostramos o nosso orgulho do interese que o nosso País e as bandeiras de dignidade que erguem as/os galegas/os estám despertando noutros países. Nos últimos tempos Askapena já participou em numerosas campanhas de solidariedade com o Povo Galego entre as que se podem salientar adicar o 17 de Abril, Dia Internacional das/os Presas/os Políticas/os, do ano passado às/aos presas/os independentistas galegas/os ou participar ativamente enviando solidariedade na última ediçom da Marcha as Cadeias.

Ademais de reforçar os laços solidários, consideramos que esta é umha excelente oportunidade para partilhar as luitas em comum que mantemos com outros Povos do mundo e é por isso que vos convidamos a participar nos atos que já há programados assim como em encontros informais.

Ourense: Encontro associativo Galiza-Euskal Herria na Praça do Pelourinho (dia 15 de Julho às 20h)

Vigo: Ceia-convívio no C.S. A Revolta do Berbés (dia 17 de Julho às 21h)

Lugo: Palestra sobre a situaçom em Euskal Herria e o movimento internacionalista no C.S Mádia Leva!  (dia 19 de Julho às 19h)

Burela: Palestra sobre a situaçom em Euskal Herria e o movimento internacionalista no C.S. Xebra (dia 20 de Julho às 20h30)

 
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