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Sin_ttuloA Audiencia Nacional condenou à vizinha de Boiro, Sílvia M., a pagar umha sançom de 380 euros por portar umha pancarta na que levava impressa a legenda “Morte aos Borbóns”. Os factos remontam-se ao passado mês de Junho quando após a abdicaçom de Juan Carlos I, produzirom-se numerosas manifestaçons anti-monárquicas. A sancionada concurrira a umha mobilizaçom na Praça do Concelho de Boiro na que houvera um confronto entre as/os manifestantes e a Guardia Civil.

Durante a vista, a fiscal Rosana Lledó solicitara umha sançom que rondava os 6.500 euros mas Defesa e Fiscalia chegárom a um acordo polo que Sílvia M. finalmente deverá de abonar a quantidade de 380 euros.

Mais um sancionado

O mesmo dia que Sílvia M. acudia às instalaçons da Audiencia Nacional também o fazía José Javier P., quem o passado mês de Maio subia à sua conta de Twitter “Si tuviera delante al príncipe lo mataría, aunque fuese con un alambre. Algún día asesinaré a la Casa Real”. Para este acusado também se solicitara umha sançom de 6.500 euros que, após chegar a acordo com a Fiscalia, reduziu-se a 380 euros.

 

celta-600x400A continuaçom reproduzimos o emitido desde o web de Briga.

No jogo de futebol disputado o passado sábado em Balaídos entre o Celta e o Atlhetic de Bilbao, vários jovens comunicárom-nos que sofreram umha irracional persecuçom por parte da polícia espanhola em colaboraçom com agentes da segurança privada do estádio.

A retirada de bandeiras da pátria, de solidariedade com as presas e presos independentistas galegos ou com simbologia do grupo siareiro Celtarras, precedeu à expulsom de vários jovens que as portavam e que seriam identificados pola polícia espanhola, requisando-lhes aliás o cartom de abonados.

Embora a polícia nom deu nengumha explicaçom pola arbitrariedade das identificaçons e expulsons do estádio, sim comunicárom que os jovens receberiam umha notificaçom por parte do clube.

A frequência com que este tipo de episódios se repetem nas competiçons desportivas da Galiza, nom deixa de ser mais um indicador da anómala situaçom que se vive num país no que a própria simbologia nacional é proibida e censurada por parte do aparelho repressivo espanhol. Mas nom só, também e proibida e censurada a rebeldia juvenil, a daquelas e daqueles tantos jovens que nos grandes eventos desportivos de massas estám presentes mostrando que na Galiza existe um conflito, que nem todo é tam uniforme, submisso e alienado como a imprensa sistémica pretende mostrar, e que neste país há umha luita que nos enfrenta cada dia ao projeto imperialista e capitalista espanhol.

Eis essa a razom da perseguiçom policial: reprimir e censurar, invisibilizar e calar as vozes das jovens que nom estamos dispostas a calar, nem nas bancadas nem nas ruas.

De BRIGA mostramos a nossa solidariedade com os e as jovens identificadas e expulsas do estádio e animamos ao conjunto da juventude galega e consciente a erguer-se contra a crescente repressom espanhola.

STOP REPRESSOM CONTRA A JUVENTUDE REBELDE GALEGA!

 

2013_4_28_image-d18631975b16157096ab67723ff675fa-1367157014-11A plataforma “Direitos Civís” acumula mais de 45 denúncias emitidas contra a Guardia Civil e a Policía Nacional na Galiza por diversas irregularidades. Algumhas delas som nom levar visível a obrigatória identificaçom, polas desmesuradas cargas policiais nas mobilizaçons sociais e políticas ou as actuaçons desmedidas com as pessoas retidas durante os protestos. Igualmente evidenciárom-se a falsificaçom de partes policiais nos que umha pessoa denunciada era ubicada em Mondariz à mesma hora que esta pessoa achava-se de forma comprovada em Vigo.

Assim o explicou o porta-voz do coleitivo Direitos Civís, Renato Núñez, que também mencionou outros atropelos como o acontecido o passado 13 de Novembro quando se tramitara umha petiçom para concentrar-se diante da sede do Partido Popular em Compostela e posteriormente a polícia obrigou-nos a mover-se a outra ubicaçom.

Obscurantismo institucional

O vozeiro de Direitos Civís lembrou que a plataforma leva mais de dous anos apresentando as denúncias, queixas e reclamaçons ante a Inspección de Personal y Servicios de Seguridad e ante o Valedor do Povo mas que a resposta que que recebem é sempre a mesma, “dim que nom nos vam dizer nada e que nom o fam para nom perjudicar a seguridade cidadá!”, surpreende-se Núñez que também reprocha que tam siquer se comunica que as denúncias fôrom tramitadas.

Renato Núñez também informou que as queixas remitidas à Unidad de Quejas de la Policía Nacional nom recebérom resposta e que a Jefatura Superior de la Policía somentes respostou a umha afirmando que se lhe dera o trámite oportuno mas negando-se a informar qual é a situaçom tramital.

Finalmente, engadiu-se que das nove queixas enviadas ao Valedor do Povo todas foram arquivadas ao mesmo tempo que a instituçom abria umha investigaçom de ofício na que o denunciante nom se lhe ofrecia nengumha informaçom.

 

DSC07491Ao meio-dia de ontem dava lugar a rolda de imprensa convocada polo Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR com motivo da detençom de Heitor Naia a passada quarta feira no aeroporto luso de Sá Carneiro quando tratava de exiliar-se na República Bolivariana de Venezuela para evitar os onze anos de prisom aos que foi condenado pola Audiencia Nacional.

As primeiras palavras pronunciou-nas um membro do Organismo Anti-repressivo que se dirigiu aos meios de comunicaçom explicando o contexto no que tivo lugar a detençom assim como a constante vulneraçom de Direitos Humanos à que se ve submetida toda a militáncia política que é detida baixo a acusaçom de “terrorismo”. Concretamente, no caso de Heitor Naia, o membro de CEIVAR especificou que se trata de umha pessoa que foi condenada a 11 anos de prisom num juízo no que nom se demostrárom materialmente provas contra o militante vigués e no que o Tribunal de Exceçom deu por boa a declaraçom dumha pessoa que unicamente procurava benefícios penitenciários de reduçom de condena a cámbio de inculpar a outras.

Igualmente, ante a injusta situaçom, o componhente de CEIVAR aludiu à satanizaçom que os medios de comunicaçom levam a cabo contra a militáncia política galega e neste caso contra Heitor Naia. Também engadiu a compreensom humanitária e política de que existam pessoas que tratem de eludir a prisom quando, além das condenas injustas, “os centros penitenciários nom garantem os mínimos direitos à alimentaçom, à salubridade e à atençom sanitária”.

Finalmente, desde CEIVAR denunciou-se a aprovaçom da Lei Mordaça, a geralizaçom da violência policial e os recortes dos Direitos e Liberdades Fundamentais por um Regime que, no seu declive, aposta pola repressom como resposta. Ademais, explicou, a Audiencia Nacional tem umha evidente natureça política já que de nom ser assim, as condenas seriam muito menores. “A detençom incomunicada, as torturas e a dispersom som normas que aplica o Governo Espanhol ainda em contra da sua própria Constituçom e de todos os pactos e acordos internacionais assinados por Espanha, nom há um só motivo que explique esta situçom”, matizou.

“Somos solidários com os Povos do Mundo no que se vulneram Direitos Humanos especialmente por motivaçom política”

Na rolda de imprensa também compareceu o galego-venezuelano Jaime Milhor, quem fora retido durante umhas horas junto a Heitor Naia no aeroporto de Sá Carneiro para verificar a autenticidade documental e que horas depois foi posto em liberdade sem nengum tipo de cargos.

Milhor começou a sua intervençom reivindicando com “orgulho” a sua ativa militáncia na organizaçom venezuelana Alexis Vive Carajo e monstra delo foi o pano no pescoço que levou pendurado durante a rolda de imprensa. Alexis Vive Carajo é umha organizaçom política chavista que forma parte do Gran Polo Patriótico e que conta com representaçom ministerial dentro do gabinete do Presidente Nicolás Maduro. “As nossas funçons som prover ao Povo venezuelano de novas formas de auto-organizaçom em comunidades livres que som as comunas”, explicou Mihor. Segundo detalhou o militante bolivariano, dentro dos princípios de Alexis Vive Carajo  também estám os de ser solidários com os Povos do Mundo nos que se vulneram os Direitos Humanos especialmente por motivaçom política mas Milhor desvinculou à organizaçom da decisom pessoal de exilío de Heitor Naia.

Documentaçom de vulneraçom de Direitos Humanos e obscuratismo do Governo Espanhol

Após explicar este contexto, Jaime Milhor detalhou que a quarta feira ele estava no aeroporto de Sá Carneiro por mera estatística porque já que é um dos aeroportos onde mais galegas/os confluem no ano. Também aproveitou para reivindicar-se como galego, “a diferença de outros, como Mariano Rajoy, eu nom trato de ocultar que som galego, a minha família é de Viveiro e tivérom que emigrar para ganhar o pam porque cá havia umha ditadura sem-vergonha que matava à gente nas valetas”.

Assim é como Milhor declarou que a sua laboura desde há quase um ano é a de documentar informaçom sobre vulneraçom de Direitos Humanos contra ativistas políticos para reporta-los ao Governo Bolivariano, “um governo solidário que pom por diante as prioridades da gente e que a dia de hoje pode alçar a sua voz na Organizaçom de Naçons Unidas e no Comité de Defesa da ONU”, afirmou Milhor.

No caso concreto de Heitor Naia, Milhor aludiu a que o militante vigués foi sentenciado por um Tribunal que julga ideias políticas e incluso sem as mínimas garantias de defesa como a contradiçom de provas ou dar por válidas as declaraçons dum acusado que procurou benefícios penitenciários a costa de inculpar a Naia.  A este respeito, Jaime Milhor estimou que a recopilaçom de toda a informaçom de vulneraçons de Direitos Humanos no referente a Heitor Naia, será de entre oito meses e um ano devido ao obscurantismo propiciado polo Governo Espanhol. Embora tantas dificultades, Milhor nom descarta fazer extensivo este trabalho ao resto de presas/os independentistas galegas/os.

O terrorismo como negócio

DSC07498Nas primeiras horas da retençom de Jaime Milhor, o militante bolivariano figurou na imprensa como detido por “terrorismo”. Com este motivo Milhor apontou a que toda a informaçom publicada, agás o seu nome, era falsa e criticou aos meios por criar e pressionar com falsos imaginários de “terrorismo” no que os polícias e governantes som cúmplices.

“A sociedade galega nom tem terror, o terrorismo é um negócio ao serviço das diferentes polícias para poder perseguir, criminalizar impunemente e cobrar os pluses salariais de perigosidade”, alegou Milhor. “Terrorismo som os desafiuzamentos, a fame, os que se inventam as mentiras, as tarjetas Black, os que roubam, os que geram desemprego, nós estamos em contra de que quem protesta vaia ao cárcere namentres os outros estám na rua”, apontou Milhor. “A principal organizaçom terrorista do Mundo é o Partido Popular Europeio que submentem à populaçom à escravitude, isto é, trabalhar por casa e comida numha contorna autoritária sem precedentes”, enfatizou.

Igualmente referiu-se às palavras do Subdelegado del Gobierno na Galiza, Santiago Villanueva, quem na sua toma de possessom de cargo falara de exterminar ao independentismo radical galego, “é umha declaraçom de guerra para marginalizar a quem quere construir umha alternativa própria contra um Estado opressor que tenta silenciar e ilegalizar umha opçom política”, mencionou Milhor.

Finalmente o militante bolivariano repassou algums dos apercibimentos ao Estado Espanhol por parte de organizaçons internacionais e estatais pola falta de cumplimento em matéria de Direitos Humanos. “A detençom de Heitor Naia é expressom dum conflito que se desenvolve na sociedade galega e nom se pode permitir que isto nom seja difundido noutras partes do Mundo, menos ainda quando temos conhecimento real”, concluiu Jaime Milhor.

 

O militante independentista Héitor J. N. foi detido nesta amanhá no aeroporto luso Sá Carneiro de Porto quando, supostamente, se dispunha a apanhar um voo com destino à República Bolivariana de Venezuela. Segundo apontárom distintos meios, a Polícia portuguesa, a pedido da espanhola, foi quem praticou a sua detençom em companhia de outra pessoa à que a mídia apresenta como “cidadám venezuelano” e responderia às iniciais J. M. M.

O militante galego foi condenado em dezembro a 11 anos de prisom pola Audiencia Nacional após ser denunciado por um arrependido que colaborou com a Justiça espanhola no decurso do juízo a cámbio de benefícios penitenciários particulares. Neste processo dilucidava-se a participaçom de Héitor J. N. na voadura de antenas de TV e rádio no monte Sam Paio de Vigo em 2012. Embora o tribunal especial carecia de provas, além das declaraçons do arrependido, impujo a este umha sentença de 11 anos de privaçom de liberdade.

Concentraçons

Nestes momentos, Héitor J. N. encontra-se junto ao cidadám venezuelano J. M. M. em maos da Polícia portuguesa e prontos, provavelmente, para ambos serem entregues à espanhola. A detençom, com um suposto cargo de falsificaçom de documentaçom, suporia o encarceramento do militante independentista galego e o cumprimento íntegro da condena imposta pola Audiencia Nacional em dezembro.

À vista da situaçom, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR convocou para amanhá quinta-feira 12 de março concentraçons informativas e de solidariedade com os dous detidos. Nestes atos em que se reivindicará a sua liberdade facilitará-se informaçom de última hora sobre este processo repressivo, a situaçom das pessoas envolvidas, etc. Os lugares e horas das mobilizaçons som as que detalhamos a continuaçom:


QUINTA-FEIRA 12 DE MARÇO

BURELA: Praça do Concelho às 20h30
COMPOSTELA: Praça do Pam às 20h30
FERROL: Praça do Concelho às 20h30
OURENSE: Praça do Ferro às 20h30
VIGO:  Farola de Urzáiz às 20h30
LUGO: Praça Maior 20h30
CORUNHA: Obelisco 20h30

[Atualizada às 22h18] Segundo acavam de informar ao organismo anti-repressivo, J.M.M. foi posto em liberdade sem cargos.

 

(Actualizada às 00:10h) Segundo informam Heitor Naia passará esta quinta feira a disposiçom judicial no Tribunal da Maia (Portugal) para responder polos cargos de falsificaçom documental. Posteriormente será levado ante o Tribunal da Relação do Porto, no âmbito do mandado de detençom europeia para que se avalie a sua extradiçom ao Estado Espanhol.

(Actualizada 16:55h) Às 09:25 desta manhá Heitor Naia passou ante o Tribunal da Maia quem o condenou a um ano de prisom com pena suspensa por falsificaçom documental. Agora está à espera de passar ante o Tribunal de Relaçâo do Porto para gestionar a sua extradiçom ao Estado Espanhol.

 

dibujocarcelysangreFoi no módulo  número 14 de primeiro grau do Centro Penitenciário da Lama onde “apareceu aforcado” o preso Borja Martín Gómez, Volvo, entre as 13h e as 16h do passado sábado. Nom obstante, a nova nom transcendeu entre as grande as grandes empresas de comunicaçom por entender que se tratava de um “simples suicídio”.

Volvo, como assim era conhecido, participou ativamente na campanha Cárcel=Tortura e estava submetido a contínuos deslocamentos por animar ao resto de reclusos a tomar parte das mobilizaçons contra as prisions. Segundo remitem os seus achegados, a versom oficial do aforcamento nom coincide com a boa autoestima do preso polo que descartam a possibilidade do suicídio.

Campos de extermínio

Lembramos que há quase um ano também no Centro Penitenciario de A Lama de novo “aparecia morto” o preso Eugenio García Serrano, Gavioto, aos 48 anos de idade e que também luitara desde dentro da prisom contra os regimes FIES e o sistema carcerário. Até o dia de hoje tanto as suas famílias como amizades e companheiras/os ainda nom conseguírom esclarecer o acontecido o 30 de abril de 20fugaa14.

A continuaçom remitimos um escrito de Gaivoto no 2008 no que detalha as condiçons de vida de A Lama: “El día 23/09 se me plantaron en la celda los carceleros y estaba leyendo el correo y uno de ellos me rompió una carta y quiso pegarme. Yo sólo les di dos ladridos y salieron corriendo (están acostumbrados a pegar a la gente y que no se les revuelvan). El caso es que vinieron unos 15 guardias en plan amenazas pero no se atrevían a entrar y después de asegurar que no habría paliza, les dejé que me esposaran y me llevaron al celular (1ª fase) allí me desnudaron y me golpearon; siguieron con empujones, amenazas y todo tipo de humillaciones. Me tuvieron dos días desnudo en una celda bajo el Art. 72, sin nada y sin patio. Cuando me levantaron el art., en vez de conducirme al módulo 14 de 1er grado, 2ª fase, me llevaron al ala corta del celular. Me mantienen en una especie de aislamiento, pues yo debería estar con presos de 2ª fase. No me traen ni mis efectos personales, ni mis fotos, ni mis papeles y tampoco me han dado paso a las llamadas. Yo escribiré al Juez y al Juzgado de Guardia porque se pasan todo el rato amenazando, me quitan mis cosas, y me zarandean para provocarme.”

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR denunciamos umha vez mais os numerosos assassinatos que se estám a acometer dentro das prisons espanholas e que contam com um grande entramado institucional: o Governos com os seus ministérios, Instituciones Penitenciárias, juíces, médicos, carceleiros, polícias... Assassinatos que quedarám impunes umha vez mais mas que nós nom esquecemos.

 
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