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A repressom nom quer abandonar-nos nem nos dias de festa. O moço galego Iago V. foi detido esta manhá por agentes da ‘Guardia Civil’ em Ourense. A sua morada foi registada por encarapuçados do corpo repressivo espanhol e diversas pertenças do jovem independentista roubadas. Desconhecemos onde se pode encontrar o colaborador da AMI quando elaboramos esta primeira informaçom de urgência –embora pudesse ser que a ‘Guardia Civil’ o tenha conduzido para Compostela-. Os advogados do organismo anti-repressivo encontram-se já sobre a caso e tratando de localizar o independentista detido. Todo indica que Iago V., que se encontrava emigrado em Andalucía desde há semanas e estava no País para passar as férias, é detido e extorcionado no marco da Operación Castiñeira despregada por este corpo repressivo contra a mocidade independentista em geral e contra a AMI em particular, mas esta vinculaçom com @s detid@s do 14 de Novembro é ainda indemostrável à hora de redigir-se a informaçom. Anunciamos, finalmente, que Ceivar tomará as medidas mobilizadoras que considere precisas no dia de hoje para presionar pola liberdade deste defensor da nossa Terra. De Ceivar chamamos a denunciar hoje activamente este novo ataque dos ‘picoletos’ contra a juventude independentista mais combativa. Denunciar e mobilizar-se, apesar de ser um dia de festa, porque nengumha agressom contra @s moç@s mais comprometidas deste País pode ficar sem resposta. Querem impedir-nos o direito a ser e viver como um povo livre. Querem condenar-nos à sua miséria de precariedade, emigraçom, sinistralidade, esmorecimento e desapariçom como povo, mas que saibam, desde agora, que nom o vam conseguir e que toda a sua repressom nom apaga a luita deste povo para poder ser ele próprio e livre de ataduras. Som e serám uns imperialistas fracassados. Anunciamos também que manteremos informaçom permanentemente actualizada sobre esta detençom e as suas consequências através de cartazes, pintadas e da nossa página web www.ceivar.org. Hoje é dia de festa. Hoje também é dia de luita. Até que nos deixem em paz e até que ninguém seja perseguido, detido, julgado ou maltratado por fazer o que deve fazer: defender esta Terra.
 
Damos conta das últimas notícias de que dispomos sobre a detençom do militante independentista Iago V. N., detido em Ourense na manhá de hoje pola ‘Guardia Civil’. Segundo pudo saber o nosso organismo, o detido seria posto amanhá a disposiçom judicial a partir das 10:00 horas nos julgados de Compostela. Esta é também a informaçom facilitada sobre as 20:00 de hoje no informativo da Rádio Galega, fonte que chega a assegurar que o independentista será posto a disposiçom do Julgado de Instruçom nº 2, apesar de que os próprios advogados do detido desconhecem ainda este extremo. Iago V. N., se se confirmam estas informaçons, passará esta noite provavelmente no quartel do instituto armado espanhol nas Cancelas (Compostela), despejando-se a possibilidade de que o militante independentista fosse transferido à ‘Dirección General de la Guardia Civil’, seguindo o protocolo aplicado polo corpo repressivo aos e às dez independentistas detidas o passado 14 de Novembro no marco da ‘Operación Castiñeira’. Por parte de Ceivar, e à espera de que se confirmem definitivamente estes dados, convocamos duas mobilizaçons para o dia de amanhá com o objectivo de denunciar esta nova operaçom repressiva contra o independentismo e infomar sobre o estado da situaçom. A primeira celebrará-se a partir das 10:30 da manhá frente os julgados de Compostela. A segunda celebrará-se a partir das 20:00 na Praça do Ferro de Ourense. Chamamos a familiares, amig@s e companheir@s do detido, assim como ao conjunto da cidadania de Ourense e Compostela, a participar nestas primeiras respostas perante os recentes acontecimentos repressivos. A reacçom social é o único caminho para enfrentar este tipo de actuaçons anti-democráticas, denunciar a impunidade com que se move o instituto armado espanhol na sua luita contra o nacionalismo galego e impedir que estas acometidas consigam os seus objectivos de imposiçom do terror policial. Denunciamos, mais umha vez, que a chamada ‘Operación Castiñeira’, que valorizamos politicamente de modo extensivo num artigo aparecido o passado 30 de Novembro neste mesmo ‘Noticiário da Repressom’, procura entre os seus objectivos políticos por a AMI no alvo da repressom policial, criminalizar a proposta sócio-política do independentismo galego e por um sector da cidadania deste País sob um estado de excepçom permanente, vetando o exercício dos seus direitos fundamentais e tildando de “terrorista” quem nom tem cometido mais ‘delito’ que defender esta Terra e luitar pola sua liberdade.
 
O jornal galego de informaçom crítica e investigaçom ‘jos_content da Galiza’ apresenta na sua última ediçom um interessante trabalho sobre a vinculaçom existente entre as redes mafiosas do contrabando na Galiza e organismos estatais como o ‘Servicio de Vigilancia Aduanera’ (SVA) e a ‘Guardia Civil’, reforçando umha estendida vox populi que liga estruturas do Estado espanhol com práticas ilegais e criminosas amparadas por aquel. jos_content da Galiza assinala a corrupçom existente no SVA e a sua conivência já desde início da década de noventa com as citadas práticas ilegais. Os nomes de Hermelino Alonso –chefe ‘regional’ do SVA-, Manuel Gulias –empresário galego que dirige o principal grupo de contrabando no Estado-, Manuel Oubinha ‘O Rúbio’ –enlace entre Gulias e o SVA- e muitos outros desfilam como parte dumha trama na que os ‘defensores da lei’ aparecem intimamente ligados com a criminalidade através do fio condutor do ganho económico. A investigaçom do jornal galego pom de manifesto aliás a implicaçom de agentes da ‘Guardia Civil’ nestas redes ilegais e como destacados dirigentes do SVA fôrom separados do serviço, mas sem responder jamais polos seus delitos e sendo, inclusivamente, promovidos pola administraçom autonómica do PP a postos de responsabilidade na Junta da CAG e organismos dependentes como Recursos Piscatórios, Sasemar, Indústria, etc. Recordar que as redes de contrabando nom ficam num negócio ilegal com protecçom institucional, mas tenhem servido como suporte ao desenvolvimento do negócio do narcotráfico no nosso País. Demonstra-se mais umha vez como a ósmose existente entre serviços da repressom e organizaçons criminosas é algo mais do que umha ‘excepçom punível’, mas umha preocupante normalidade. jos_content da Galiza pode-se conseguir nos quioscos, livrarias e centros sociais de todo o País. A conexom à sua página web assinala-se mais abaixo e nela publica-se, a mês passado, o último número editado polo jornal.
 
Os militantes da AMI A. M. P. e P. M. P. fôrom identificados esta madrugada por efectivos à paisana da Polícia espanhola e agentes municipais uniformados quando, segundo a acusaçom policial, realizavam pintadas no casco urbano de Compostela. Apesar de terem a documentaçom em regra, ambos militantes fôrom ameaçados por parte dos polícias espanhóis com serem conduzidos a dependências policiais, circunstáncia que nom se efectivou finalmente. A localizaçom dum bote de pintura será com certeza a ‘prova’ policial que permita abrir um novo processo judicial contra quem, por cima dumha proibiçom anti-democrática como a aprovada polo governo local PSOE-BNG e o emprego de forças policiais como autênticos cans de presa, se negam a renunciar ao exercício das reduzidas margens em que hoje é possível a liberdade de expressom. De Ceivar queremos denunciar a permanente repressom que a câmara municipal compostelana em colaboraçom com a ‘Delegación del Gobierno’ presidida por Sánchez Ameijeiras aplica os sectores mais activos da cidadania local e, particularmente, ao tecido associativo independentista. Recordamos que foi o próprio alcalde Sánchez Bugallo quem o passado dia 14-N, durante o início da ‘Operación Castiñeira’ contra a AMI, exprimia a sua “satisfacçom” pola detençom, envio a Madrid e aplicaçom de tortura sicológica a dez militantes independentistas galeg@s e esperava que o operativo significasse “o fim da impunidade”, cifrada esta na realizaçom de pintadas, os protestos independentista em actos públicos da alcaldia, etc. que, segundo Bugallo, fundamentariam a possibilidade de ser detid@ e inclusivamente encarcerad@ Tomamos nota mais umha vez da prática policial deste alcalde democrata nas formas, mas filofascista na práxis, e anunciamos a nossa intençom de continuar denunciando, já for frente às esquadras policiais, já for frente os julgados ou a câmara municipal de Compostela, os repressores da liberdade de expressom. Nom à Compostela policial! Defendamos a liberdade de expressom! Fora as forças de ocupaçom!
 
Transcrevemos os dous últimos posts enviados polo preso independentista galego Ugio Caamanho. Duas breves reflexons centradas nesta ocasiom na pervivência e vitalidade das identidades colectivas como eficaz muro de contençom contra o Capitalismo e a relaçom produtor/consumidor na produçom cultural. 3 de Dezembro de 2005, sábado O discurso mais actual do PP com ser-se contraditório nom deixa por isso de esclarecer bastante bem a questom central do nosso tempo. Pronunciou-no com todas as letras Rajói hoje na celebraçom pseudofascista da Constituiçom espanhola: “Espanha nom é umha naçom de naçons mas de indivíduos livres e iguais, que som os únicos depositários de direitos”. Já o advertira ante o Plano Ibarretxe e noutros discursos, nom existem os sujeitos colectivos, unicamente os indivíduos, por isso os nacionalismos som “gregarismos” irracionais. Contraditório, claro, com a afirmaçom da naçom espanhola e o seu direito colectivo à livre determinaçom, mas ilustrativo da concepçom capitalista do mundo: umha sociedade de negociantes que se compram e vendem cousas entre si, cada um à procura do seu interesse egoísta e “livre” de laços comunitários que o vinculem a umha terra, a umha história e a umha identidade colectiva. Sendo assim, num país composto por cidadaos digamos que tipo neoiorquino ou madrileno ou londinense, sendo assim Rajói levaria razom e o lógico seria olvidar-se da naçom e do nacionalismo (também da naçom espanhola e do seu espanholismo) e converter-se ao cosmopolitismo apátrida, o que em política equivale à partidocracia parlamentar, à representaçom, à participaçom entendida como eleiçom no mercado de programas do que mais favorece individualmente. Felizmente nom acontece assim. Continuam a existir as naçons, as comarcas, os bairros, as classes, as comunidades políticas… Ainda nom somos todos mercaderes e daí que Rajói tenha que insistir na sua doutrina liberal, que compartilha com o PSOE mas que se espeta contra a realidade das identidades nacionais, que deste ponto de vista negam mais do que ninguém o capitalismo, afirmando o vínculo comunal. Por isso nos odeiam. 8 de Dezembro de 2005, quinta-feira “Meros leitores. Receptores passivos dumha cultura produzida por outros. Homer Simpsons atados ao televisor. Consumidores. Este é o mundo da mídia legado polo século XX. O século XXI poderia ser diferente. Esta é a questom crucial. Poderia ser um mundo tanto de escritores como de leitores (e nom falo apenas de textos escritos). (…) A meta de qualquer alfabetizaçom, e desta alfabetizaçom em particular, é <<dar poder à gente para que escolha a linguagem mais apropriada para o que necessitam expressar ou criar>>”. Som palavras de Lawrence Lessig (www.lessig.org), o criador do movimento do Criative Commons contra os monopólios da comunicaçom e a cultura, contra o uso dos “direitos de autor” tipo SGAE e a favor da criaçom, cópia e uso livre das obras culturais, o que hoje se chama “pirateio”. O tema é essencial e estou por dizer que reflexa um dos fenómenos decissivos destas sociedades mercantilizadas: a cisom entre produtor-consumidor que faz com que a nossa atitude ante todos os ámbitos da vida social seja passiva, pura recepçom prévia compra. Lessig fala na cultura, que é a sua guerra, mas nom sobra estender estas noçons ao resto das parcelas sociais: desporto, economia… e política, claro. Porque nom cumprem doses muito grandes de imaginaçom para substituir o oportuno na cita anterior e conseguir a visualizaçom dumha “democracia madura”: meros votantes, receptores passivos dumha política produzida por outros… Contra todo este sistema castrador das dimensons sociais das pessoas há que reagir de vários modos, entre os que os menos importantes nom som os que escamoteiam de facto esta cisom mercantil. O próprio movimento Creative Commons, o software livre, e também a cultura que se gera nos centros sociais nossos: foliadas, grupos de teatro, etc. E também a política, ou antipolítica, entendida como burla ao fetichismo dos partidos: participar na luita política sem atender ao “isso corresponde à organizaçom política”, “isso é cousa dos políticos”, etc. Por exemplo, trataria-se de conceber a cultura como criaçom, e portanto considerar “culto” àquele que se exprime melhor ou pior em linguagens artísticas (compom cançons, desenha, escreve), e nom a quem devora o produzido por outros, e conhece de cor as obras literárias, musicais ou pictóricas dos génios do século XX.
 
A ‘Directora General de Instituciones Penitenciarias’ Mercedes Gallizo Llamas (Saragoça (Espanha), 1952) comparecia o passado 8 de Novembro na câmara espanhola para dar conta de diversos aspectos relacionados com o aumento de mortes de pessoas sob regime de custódia nos cárceres do Estado. A extensa comparecência da alta funcionária demonstra o continuismo básico existente entre PP e PSOE na gestom dos também conhecidos como ‘centros de extermínio’. Gallizo, que intervém para “dar explicaçons” sobre questons como o regime semi-aberto concedido ao terrorista de Estado Rafael Vera, a progressom no número de mortes no sistema penitenciário espanhol, os nomeamentos de directores de cadeias provinciais, etc., nega cinicamente numha parte da sua intervençom a aplicaçom de regimes de isolamento a pessoas encarceradas e exprime os critérios fundamentais que regem a gestom dos centros penitenciários por parte do PSOE. Paradoxalmente, a comparecência no Congresso espanhol de quem foi coordenadora e promotora do livro ‘El Sueño de la Libertad’ (sic) reitera as receitas produzidas nos ‘Think Tanks’ norteamericanos e británicos a respeito da prisionizaçom da pobreza. Receitas envolvidas hipocritamente por umha retórica de ‘preocupaçom estatal’ polos elevados índices de mortes, suicídios e enfermidades psicológicas graves entre a populaçom penitenciária e aposta numha ‘humanizaçom’ impossível dum sistema desenhado para punir a exclusom social e a dissidência política. O turno de réplicas e contra-réplicas parlamentares é também significativa de como questons tam graves, como a morte periódica de pessoas que se encontram numha suposta relaçom jurídica de protecçom por parte do Estado espanhol, som abordadas maioritariamente pol@s profissionais da política desde o puro oportunismo e a falta de alternativas reais e efectivas para deter esta sangria. Apesar da sua extensom, convidamos a conhecer o citado texto -olhar ligaçom apontada mais abaixo- onde se pom em evidência que a socialdemocracia espanhola carece de critérios essencialmente diferentes quanto à ‘gestom da pobreza’ dos aplicados pola direita mais reaccionária.
 
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