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O alcalde corunhês Francisco Vázquez apresenta-se como um aluno avantajado no desenho e aplicaçom de ordenanças municipais restritivas e punitivas demandadas recentemente por La Voz de Galicia e que se estám a endurecer nos principais núcleos urbanos do Estado. Flexível no tratamento da corrupçom urbanística, a permanência da simbologia fascista ou a grave deterioraçom do contorno ambiental corunhês, Vázquez assegura que será taxativo na ‘luita contra o vandalismo juvenil’. A ordenança municipal anunciada ontem segue a pista de outras em plena aplicaçom ou a ponto de aprovar-se que tenhem como denominador comum a magnificaçom social e mediática de incidentes menores e o desenvolvimento a partir dos mesmos dumha estratégia de policializaçom dos núcleos urbanos, incremento da vigiláncia e criminalizaçom de fenómenos sociais que som produto do próprio sistema sócio-económico. Lei do Taliom “Neno que rompe um banco, papá que paga um banco; neno que rompe umha farola, papá que paga umha farola. Há que deixar as cousas claras”, enfatizava ontem o alcalde corunhês fazendo umha aplicaçom primária da Lei do Taliom. Segundo o regedor ‘socialista’, a nova ordenança ainda nom está elaborada por completo mas assegurou que o ponto da responsabilidade subsidiária dos progenitores está “já decidido” porque “a soluçom ao problema está nos próprios fogares dos violentos” (sic). Embora, a respeito do tema do ‘garrafom’, Vázquez declarou que “nom se deve criminalizar os jovens” (sic) e anunciou a possibilidade de proibir a venda de álcool em locais que nom pertençam ao sector hostaleiro a partir de determinadas horas, reeditando umha espécie de lei seca. Vázquez despontara recentemente nos media pola sua proposta de acoutar espaços urbanos para a prática do ‘garrafom’. A liberdade de expressom aparece na mira de ajuste O exercício da liberdade de expressom é colocado pola nova normativa municipal ao mesmo nível que a destruçom e deterioraçom de elementos do mobiliário urbano. A Câmara municipal conta com um departamento especializado na retirada de cartazes e o apagado de pintadas e murais, mas decidiu contratar com a empresa Ferroser –que tem a concessom da “higiene da via pública”- um serviço específico para a luita contra o exercício deste direito fundamental.
 
O Executivo espanhol vem de assumir, oficialmente, a saturaçom do sistema penitenciário espanhol na CAG. O reconhecimento da massificaçom carcerária produz-se através da resposta parlamentar dada ao deputado galego Francisco Rodríguez, mas é substancialmente diferente das cifras achegadas polas associaçons de carcereiros e reduz aquela notavelmente. Segundo Instituiçons Penitenciárias, por exemplo, as cinco prisons situadas no território da Galiza administrativa disporiam de 3641 celas. Por sua parte, as associaçons corporativas de funcionários de prisons apontam que o número real de celas estaria habilitado para alojar 2918 pessoas. A diferença proviria, segundo CCOO e ACAIP, da contagem interessada realizada polo Governo espanhol das celas duplas quando a lei penitenciária ditamina que –agás em casos excepcionais- estas tenhem que ser individuais. A anterior diferença de cifras fai com que a administraçom espanhola admita que os cárceres da CAG ultrapassárom já a sua capacidade, mas apenas em 100.6% e por baixo da meia estatal (136.2%). Enquanto, ACAIP e CCOO mantenhem que @s 4236 pres@s registad@s em Outubro suponhem umha massificaçom de 145%, isto é, nove pontos por cima da meia estatal. Massificaçom em todos os cárceres A saturaçom do sistema penitenciário da CAG fijo-se aguda durante 2004, ano em que o número de internos e internas se acrescenta em 18.3%. Segundo as cifras que maneja o ‘amarelo’ ACAIP referidas a 13 de Janeiro, a prisom com mais reclus@s é A Lama (Terra de Montes) com 1436 apesar de estar desenhada para alojar 1008 pessoas. O macrocárcere de alta segurança da Paradela (Teixeiro) encerra 1392 pessoas e está desenhado para um número de ‘vagas’ idêntico ao da Lama. O mesmo ocorre nos restantes centros. Pereiro de Aguiar dispom de 274 celas e aloja 462 pessoas; Monte Roso, 344 e 435; Bonge, 284 e 392. A resposta parlamentar assegura, embora, que a situaçom das infraestruturas e os 62mentos dos centros penitenciários instalados no nosso País “pode qualificar-se de aceitável”. Aliás, o Executivo espanhol informa de que som 1511 as pessoas que na CAG se encarregam da vigiláncia e o controlo da populaçom encarcerada. Juventude e toxicomanias A informaçom explicita também que 40.4% das pessoas presas na CAG som menores de 30 anos e o seu encarceramento deriva de situaçons relativas ao consumo de drogas ilegais. Quanto a componhente de género, o masculino predomina claramente na populaçom reclusa. Assim, há 1325 homes e 96 mulheres em Teixeiro; 1414 e 75 na Lama; 444 e 33 em Pereiro de Aguiar; 396 e 18 em Bonge e 435 homes em Monte Roso. Achegamos ligaçom com informaçom anterior publicada no nosso portal emarcada na política de prisionizaçom da probreza e a progressiva conversom dos centros penitenciários em centros de mao de obra auxiliar barata para importantes empresas da CAG.
 
A Universidade de Vigo e a Aula Castelao organizarám em Ponte Vedra entre os dias 23 e 27 de Janeiro um ciclo de conferências en Pontevedra em que se revisará desde distintas perspectivas aspectos da repressom franquista na Galiza. O ciclo desenvolverá-se sob o título ‘Memória da repressom franquista’. Segundo o porta-voz da Aula Castelao, Júlio Leal, a iniciativa “nom pretende recuperar velhas pantasmas, mas explicar a sua origem e demonstrar que seguem a existir na sociedade de hoje em dia”. O ciclo celebrará-se na Casa das Campás procura evitar que “se silenciem ou esquezam” factos históricos que marcárom no passado e ainda marcam hoje os comportamentos sócio-políticos da cidadania galega. A temática do ciclo abordará-se desde distintas ópticas –Igreja e Judicatura, mulher, âmbito local, comarcal e ‘provincial’, etc.- e por diferentes autor@s e estudos@s. Anexamos a ligaçom com o programa das jornadas e dados para inscrever-se nas mesmas ao pé desta notícia.
 
Colocamos hoje as postagens do preso independentista galego Ugio Caamanho correspondentes aos dias 29 e 31 de Dezembro passado. 29/12/2005, Quinta-feira. Acabo de enteirar-me de que a “Operaçom Castinheiras”, ao baixar da Audiência Nacional, foi parar às maos de Míguez Poça, juiz decano de Santiago e velho conhecido de muitos independentistas e activistas sociais. Soubem-no ao tempo que me informárom da detençom do Iago Vilar, imagino que por ordem desse juiz. Como dizem os espanhóis, “de la sartén al fuego”: com um juiz como esse igual era melhor ficar com a Audiência Nacional. Quem é Míguez Poça? Eu escuitei o seu nome por primeira vez há cousa de seis ou sete anos, quando quis enviar ao caldeiro dous independentistas, acusados de umha triste pintada contra a guerra de Jugoslávia. Quis envia-los e por certo que os enviou, um fim de semana na cadeia da Corunha, mas em contrapartida organizamos umha boa em Santiago, com manifestaçons duras e algum episódio que poucos esperavam. Desde aquela familiarizamo-nos com o seu nome polas liortas da liberdade de expressom, conflito que sostivo o independentismo contra a Cámara Municipal de Santiago e contra os juízes, que custou e ainda custa umha data de euros, arrestos domiciliários e embargos por murais, cartazes ou pintadas. Quando te tocava Míguez Poça de juiz escusavas ir ao juízo a defender-te porque ias condenado de antemao e a penas disparatadas. Coincidiu-nos num julgamento por um mural da AMI que proclamava “As paredes calarám quando Galiza seja livre”, e afinal acabamos no penal de Teixeiro Miguel Garcia e eu, quatro dias que soubêrom a aperitivo. Um tipo ao que há que dar-lhe de comer à parte, vaia. O mau é que talvez acrescente, às ganhas que nos tem desde sempre, certa ilusom por virar “juiz estrela”, ganhar titulares e monopolizar controvérsias, certo ponto megalômano que acaso seja mais temível ainda que o facto de ser meio nazi. Vê-se que como Juiz Decano de Santiago nom enche o seu ego, e tem que demonstrar-se a si e ao mundo o seu poder enviando jovens activistas a prisom. Com um fulano assim dirigindo o sumário sim vai fazer falta pressom cidadá na rua para evitar que se passe de rosca e meta entre gradas cinqüenta ou cem garotos cujos nomes figurem mumha revista ou numha acta. Como nom se enfrente a umha oposiçom séria dos movimentos sociais, capaz é de fazer-se o Garzón à nossa custa. A ver. A ver o que se passa com o Iago, e a ver como reage a gente, se mantém e incrementa a mobilizaçom das últimas semanas. 31.12.05, Sábado. Último dia deste ano 2005, que o demo o leve. O mais duro que tivemos desde que eu faço parte do movimento; demasiados polícias e juízes polo meio. Detençons, ameaças, golpes, prisons, ataques a organizaçons juvenis, a meios de comunicaçom, umha campanha intensíssima de desprestígio e assédio... E com o cainismo como música de fundo, como sempre mas acaso um pouco mais ainda, até o limite. Também no pessoal, naturalmente, comigo cá num buraco de Madrid a escrever estas linhas, com Giana num buraco parecido em Ávila, e com golpes mais duros e definitivos que esses que carrego nas minhas alforjes privadas. Um ano difícil, com certeza. Que o leve, o demo. Ó, mas a gente é estupenda. Quero dizer, que poucos fôrom os filhos da puta, poucos os covardes, poucos os miseráveis; muito poucos, quase nenhum. Quero dizer que a inteireza dos de sempre foi espantosa, e o apoio de outros mais maciço que nunca. Certo que nos batêrom, mas nom conseguírom nem umha só vitória porque todo segue em pé, e mais potente que nunca. Que raios, este 2005 foi quando mais avançamos nos meios de comunicaçom populares, nos centros sociais, no lazer autogerido, e noutras cousas que melhor nom escrevo. E botamos o PP! Nom está tam mal como balanço dum ano. Só que ninguém nos prometeu que vá ser fácil, mais bem ao revés. Nunca o foi, de resto. Nunca, desde que os dominados nos empenhamos em conspirar para destronar os poderosos: nom há de que queixar-se neste caso, bem mirado. Num ano do século XVI, quase cem depois dos nossos levantamentos irmandinhos, os camponeses alemaos erguêrom-se contra os nobres, os comerciantes e os curas para fundar umha sociedade sem propriedade privada, comunistas como nós e como tantos outros em toda época. Morrêrom todos atrozmente, mas aquele nom foi um mau ano, a contrário, foi um ano grandioso e digníssimo que ainda alimenta as nossas esperanças e ilumina o nosso caminho com a divisa que os uniu e sublevou, e que nos segue unindo e sublevando hoje contra os novos aristocratas, mercaderes e bispos. Umha divisa com a que podemos despedir o ano, irmá Giana, contentes e satisfeitos desde estas sórdidas cadeias: Omnia sunt communia, cabrons! E este ano, que se vaiam preparando.
 
O secretário comarcal de CIG Transportes Ernesto López Rei foi detido hoje quando fazia parte dum piquete informativo frente ao Hospital Sam Rafael da cidade da Corunha. Por volta das 6 da manhá o sindicalista foi arrestado pola Polícia espanhola, permanecendo na esquadra policial e sendo posto a disposiçom judicial sobre as 12:OO horas. Meio cento de trabalhadores do sector permaneciam concentrados perante os Julgados em solidariedade com López Rei. Segundo o responsável de Carreteras e Urbanos de UGT Galiza, Demetrio Chorén, López Rei nom participara em altercaçom qualquer, e a detençom tinha carácter polítco. Chorén também assegurou que o detido podia ter sido qualquera, ou todos os membros do piquete. Aliás, declarou que os factos som um atentado contra a liberdade sindical e contra os cargos sindicais, sendo a actuaçom policial premeditada dado que fôrom directamente a polo detido. A greve de ambuláncias é umha das medidas tomadas pol@s trabalhador@s sector em resposta à negativa do patronato a negociar o convénio galego. Denunciam incumprimentos gerais nas jornadas e nas questons de saúde laboral, sem que, como é habitual nestes casos, as autoridades fagam as inspecçons oportunas. Contrasta este facto com a intervençom de carácter repressivo contra @s empregad@s que participam na greve e a desproporcionada vigilância policial em forma de escoltas às ambuláncias.
 
Três estudantes independentistas fôrom retidos e identificados por agentes policiais ontem na Corunha à entrada dum centro académico quando repartiam brochuras com a legenda ‘Nom à polícia nas escolas’. O reparto fai parte dumha campanha iniciada pola organizaçom Agir contra o despregamento repressivo nos centros escolares iniciado o dia 10. O sucesso inscreve-se na quantidade de retençons e cacheios que, desde a data na que se inicia a aplicaçom do Plano Estratégico de Resposta Policial, se estám a produzir nas escolas e liceus do nosso País. O plano aludido desprega-se após a maciça socializaçom por imprensa, rádio e televisom dos resultados dum informe oficial do Ministério de Interior em que se assegurava que se está a produzir um descenso importante na idade de início no consumo de substáncias psicoactivas ilegais na mocidade galega. Contodo, segundo denunciamos nas últimas semanas, o plano de despregamento policial nos centros académicos apenas emprega o consumo de drogas como coarctada para acrescentar o controlo sobre a mocidade e reforçar na juventude determinados padrons de comportamento definidos polo medo à repressom, a submissom e a aceitaçom dos corpos policiais como reguladores da vida comunitária. O incidente ocorrido na Corunha desvela que as funçons que os diversos corpos repressivos desenvolvem coordenadamente no contorno e o interior dos centros académicos de menores vai muito além da oficialmente denominada ‘luita anti-droga’ e procura também punir a dissidência sócio-política, atemorizar potenciais aderentes à mesma e é parte inseparável dos novos desenhos e pedagogia policiais face os moços e moças galegas.
 
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