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Com um discreto dispositivo ‘antidistúrbios’, a apresentaçom de três das cinco pessoas acusadas e umha reduzida presença solidária na sala de vistas, celebrava-se esta manhá em Compostela, trás três tentativas frustradas, o juízo contra cinco participantes nas mobilizaçons desenvolvidas em 2004 para reivindicar a propriedade social do Edifício Sindical e denunciar a operaçom especulativa da imobiliária Urban e o governo municipal para construir andares de luxo no solar do citado imóvel. O desenvolvimento da vista evidenciou a inconsistência das acusaçons contra @s processad@s, o escasso rigor judicial na consideraçom das principais provas da defesa e a testemunha falsa dos dous vigilantes do Grupo Cetssa Seguridad, S. A. apresentados como denunciantes. Som precisamente os vigilantes Sr. Landeira e Sr. Vilas quem, apoiados polo seu superior, o inspector Sr. Freire, acusárom em falso C. G. e J. P. de agressom física e intento de ocupaçom do Edifício Sindical. Apontar como dado ‘curioso’ que a detençom de ambas vizinhas era praticada no seu dia por efectivos da Polícia espanhola sem os vigilantes citados intervir nos reconhecimentos. Sançom económica por cima dos 10.000 euros Aliás, o processo pujo de relevo a intençom de procurar, a qualquer preço, ‘responsáveis’ para o confronto havido na altura entre manifestantes contrários à especulaçom urbanística e agentes de Cetssa Seguridad, S. A. que a finais de Agosto de 2004 impediam a criaçom do centro social autogestionado Aeito no interior do Edifício Sindical. Incorrendo em graves contradiçons evidenciadas pola defesa d@s acusad@s, os vigilantes responsabilizárom C. G. e J. P. de fazerem parte dum grupo de pessoas que tratararia de ocupar o edifício e se enfrentara com os uniformados. A petiçom fiscal ascendeu a 9000 euros por umha lesom gástrica crónica a um dos vigilantes, 950 euros de ‘indenizaçom’ polos dias de inasistência a Cetssa Seguridad, S. A. e 60 euros de multa no caso de C. G. Para o acusado de agredir um segundo vigilante a petiçom fiscal ascende a 450 euros em conceito de multa e 350 euros por ‘indenizaçom’. O processo ficou visto para sentença pondo-se de relevo novamente a classe de justiça que os e as cidadás galegas podemos esperar dos tribunais espanhóis.
 
Três militantes independentistas fôrom detid@s hoje pola manhá por agentes da Guarda Civil no sul do País. Trata-se de Íria Medranho, Abraám Alonso e Alberte Moço. Medranho e Alonso fôrom detid@s em Ponte Areas, enquanto Moço era abordado polos agentes da repressom em Vigo. Segundo informaçons aparecidas em Vieiros, que referencia à Comandáncia da Guarda Civil em Ponte Vedra, a detida e os dous detidos seriam “presuntos culpáveis de danos materiais no concelho de Túi". Na realidade do que está a falar cripticamente o instituto armado espanhol é da eliminaçom de três vidraças franquistas situadas no edifício municipal tudense. @s militantes detid@s fam parte da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular, formaçom política que desenvolve nos últimos meses umha intensa campanha de intervençons práticas para rematar com a presença da simbologia fascista na Galiza. @s três militantes saiam em liberdade a meia manhá. Segundo anuncia no seu sítio web, NÓS-UP prevê que se pratiquem mais detençons ao longo do dia e assegura que “temos constáncia da procura de outr@s militantes que está realizando o serviço de informaçom do instituto armado espanhol”. O comunicado publicado pola Permanente Nacional da citada organizaçom assegura, aliás, que as detençons respondem a “umha evidente intencionalidade política de criminalizar à esquerda independentista”. Trás definir os sucessos como “vaga repressiva do Estado espanhol”, a formaçom independentista “alerta o conjunto da militáncia, simpatizantes, amig@s e base social a participar em todos aqueles actos de solidariedade que ao longo do dia se vaiam convocando”. O comunicado remata manifestando “o insubornável compromisso com a eliminaçom de toda a simbologia fascista presente no nosso país”. Actos de solidariedade Como resposta informativa e mobilizadora imediata às detençons, a formaçom independentista convoca umha concentraçom em Ponte Areas hoje a partir das 21:00 horas da noite perante a câmara municipal. Aliás, celebrará-se com antelaçom umha assembleia informativa no local social Baiuca Vermelha de Ponte Areas a partir das 19:00 horas. Por parte de Ceivar, denunciamos mais umha vez este estado de excepçom, permanente e de baixa intensidade, a que nos encontramos submetidas neste País as pessoas e organizaçons que trabalhamos desde parámetros de libertaçom nacional e social. Convidamos a cidadania galega a mobilizar-se activamente frente a este novo ataque repressivo e chamamos, simultaneamente, a essa mesma cidadania a fazer activamente seu o esforço colectivo para limpar Galiza da simbologia que cada dia nos recorda, insultando a nossa memória colectiva, o genocídio de que fomos objecto a partir de 1936. O nosso organismo denunciará através das vias que considere mais apropriadas as detençons de militantes independentistas no sul do País. Jogo sujo informativo Embora resultar relativamente anedótica, nom podemos deixar de chamar a atençom sobre a prática informativa a que se tem emprestado hoje o portal galeguista Vieiros a respeito dos factos assinalados. A inclusom na informaçom sobre as detençons da notícia sobre o acidente sofrido polo jovem independentista E. V. D., ao manipular supostamente umha pistola o passado mês de Janeiro, dando-lhe a categoria de “ligaçom relacionada”, desvela umha perigosa tendência face o amarelismo no tratamento informativo do independentismo que gostariamos de pensar que é apenas pontual. Lembramos que o acidente sofrido por E. V. D. a meados de Janeiro foi motivo dumha repugnante campanha mediática que, sem respeitar as mais mínimas regras do rigor informativo e vulnerando abertamente a presunçom de inocência do jovem, ‘sentenciava’ este unicamente por causa da sua filiaçom política e dava pé para umha campanha de linchamento mediático do independentismo.
 
Seguindo a pauta aberta na notícia anterior, o militante independentista Bruno Lopes foi também detido hoje pola Guarda Civil. Quando colocamos esta informaçom apenas sabemos do paradeiro do cidadám galego que se encontraria retido no quartel do instituto militar espanhol. Queremos chamar a atençom sem alarmismo qualquer sobre o perigo que para a integridade física e síquica d@s militantes galeg@s supom a permanência em centros de detençons como o apontado, onde nom existe garantia qualquer para o respeito dos direitos individuais das pessoas. Companheiros e companheiras do militante independentista e membro da Direcçom Nacional de NÓS-UP convocárom para hoje umha concentraçom na Porta Nova de Ferrol a partir das 20:30 horas da noite. Desde Ceivar remitimo-nos à posiçom apresentada na informaçom anterior e convidamos a cidadania galega a ‘passar à acçom’ para que quanto antes nem um só símbolo fascista apareza nas ruas, praças, igrejas e edifícios do nosso País. O nosso organismo declara-se aberto e disposto, mais umha vez, e por cima de siglas e correntes de opiniom do MLNG, à solidariedade com todas e todos aqueles patriotas galegos que por causa da defesa da Terra caiam nas redes da repressom espanhola.
 
O Estado espanhol é, provavelmente, um dos poucos estados da UE que poda ‘presumir’ de desenvolver de modo simultáneo dous macroprocessos políticos contra organizaçons políticas e sociais revolucionárias nos seus tribunais especiais. Falamos do sumário 18/98 aberto contra o Movimento de Libertaçom Nacional Basco (MLNB) e o processo iniciado contra organizaçons da esquerda espanhola como PCE(r), SRI, Associaçom de Familiares e Amigos de Pres@s Politic@s e GRAPO. Destaca em ambos casos o carácter da iniciativa na que som processadas por motivos políticos dezenas de pessoas, a absoluta carência de garantias jurídicas –umha vez que existe um objectivo central: impor a tese de que todo-o-que-tenha-relaçom-política-e/ou-ideológica-com-expressons-de-luita-armada-é-igual-a-esta e, portanto, juridicamente delitivo, punível e ilegalizável- e, finalmente, a subversom dos mínimos elementos jurídicos que permitiriam identificar o Estado espanhol como um Estado de Direito. Procurando dar umha resposta informativa a esta realidade, o Movimento polos Direitos Civis (MpDC), o Observatório para a Defesa dos Direitos e Liberdades Esculca e a associaçom Justiça e Sociedade organizam em 16 de Fevereiro a partir das 20:00 no centro social O Pichel umha conferência sob a legenda ‘Macrojuízos e garantias processuais. Sumário 18/98’. O acto abordará a criminalizaçom política e ideológica de milhares de pessoas a resultas do processo aberto polo juíz especial Baltasar Garzón e as arbitrariedades jurídicas cometidas no desenvolvimento do mesmo. Para tratar sobre a questom, participarám Roi Ribeira, membro do Movimento polos Direitos Civis (MpDC) Miguel Anxo Fernández, membro de Justiça e Sociedade Héctor López de Castro, membro de Esculca Recomendamos visitar a este respeito o linque da Comissom Internacional de Juristas contra a Criminalizaçom de Ideias em Euskal Herria 'Euskal Herria Watch' que se anexa mais abaixo.
 
O Ministro espanhol de Interior, José Antonio Alonso, chegará hoje segunda-feira à Galiza para inaugurar em Ponte Vedra um ‘Grupo de Resposta Especial contra o Crime Organizado’, mais conhecido polas suas iniciais Greco. A unidade policial constará de 25 agentes e localizará-se na esquadra da Polícia espanhola em Ponte Vedra. A visita do alto funcionário motivava ontem umha entrevista em La Voz de Galicia na que Alonso anuncia os planos do seu Ministério para a CAG. Perguntado a respeito da muito baixa ‘taxa de criminalidade’ que regista o nosso País, com 27.7 infracçons penais por cada 1000 habitantes –vintos pontos por debaixo da meia estatal e 40 a respeito da da UE- Alonso parabenizava-se pola situaçom e respondia cripticamente que “há que perseverar” ao tempo que reconhecia a existência de “problemas pontuais” dos que, segundo afirmou, dará conta no dia de hoje. A “perseveráncia” de ministro concreta-se na afirmaçom de que “a Polícia e a Guarda Civil vam seguir aumentando a sua presença na Galiza, porque é a melhor forma de garantir a segurança”. “Eu na Galiza seguirei pondo Polícia, Guarda Civil e aumentando os recursos, como o Greco, porque é a minha obriga como ministro do Interior do Governo de Espanha”, enfatizou Alonso, esclarecendo simultaneamente um facto evidente: que o incremento da presença e infraestruturas policiais no País nom é produto da “insegurança cidadá”, mas um objectivo em sim próprio. A respeito da instauraçom dum novo corpo repressivo para o ámbito da CAG por parte da administraçom bipartida, Alonso recunca em que “eu tenho-me que preocupar das polícias do Estado (…). Eu podo respeitar as iniciativas legítimas das comunidades autónomas, mas nom podo aconselhá-las porque os protagonistas da política galega tenhem que ser os galegos” (sic), assegurou. Actualmente, mais de 2000 polícias espanhóis, quase 4000 guardas civis e umha cifra que se aproxima dos 30.000 vigilantes privados –metade deles formados e titulados segundo directrizes de Interior e fiscalizados polos outros corpos policiais- componhem o grosso da força policial espanhola na Galiza administrativa. A administraçom da CAG projecta a criaçom de mais umha Polícia, a Autonómica, que disporia em 2008 de 2000 efectivos a partir dos 350 actuais. Reuniom com Pérez Touriño e cita com mandos policiais O ministro espanhol reunirá-se com os mandos policiais na CAG trás inaugurar a nova unidade operativa da Polícia espanhola. Aliás, tem previsto fazer um balanço da "luita contra o crime organizado" e reunir-se em privado com o presidente da administraçom autonómica na esquadra policial de Ponte Vedra.
 
O Delegado do Governo espanhol na CAG, Manuel Ameijeiras Vales, nom perdeu oportunidade para fazer méritos e demonstrar a sua condiçom perante a visita à Galiza do ministro de Interior José Antonio Alonso: o funcionário de Madrid apresenta-se hoje nos meios abordando temas diversos como a baixa ‘taxa de criminalidade’ da CAG, o perfil dos actuais narcotraficantes no País, o “sucesso” da introduçom da Polícia nos centros escolares e as virtudes da brigada de elite apresentada hoje em Ponte Vedra. Na entrevista realizada por Radio Nacional e que recolhe a agência Europa Press, Manuel Ameijeiras advertiu da existência de mundanças no “perfil” dos narcotraficantes e anunciou que a distribuiçom está a dia de hoje em maos de gente nova “menos experta e mais perigosa, porque som mais arriscados”. O Delegado do Governo assegura aliás que, antes, eram “grandes famílias” as que se dedicavam ao narcotráfico, mas a organizaçom da actividade estaria-se “renovando” com gente jovem. Ameijeiras admitiu a existência de “episódios” de ajuste de contas no sul oeste da CAG entre organizaçons de narcos e apontou que o “alarme social” sobre esta questom nom se extende à cidadania galega “porque som ajustamentos de contas entre eles” (sic). Embora, assegurou que esta situaçom afectaria à percepçom subjectiva de segurança, “que se estraga”, porque “som tam importantes as cifras absolutas como o facto de que a cidadania tenha consciência de que está numha sociedade segura”. Nova unidade policial A visita à Galiza do ministro espanhol de Interior para apresentar a nova unidade policial de elite Greco, com 25 efectivos e “a mais alta tecnologia”, foi também motivo das declaraçons do responsável político e policial. Ameijeiras qualificou os agentes de “especialmente treinados para delitos como o crime organizado, branqueio de dinheiro e máfias”. “Há que luitar utilizando as mesmas tecnologias que eles tenhem”, afirmou, sugerindo implicitamente que o Estado vai tecnicamente por detrás dos grupos objecto de interesse policial. Embora ubicar-se em Ponte Vedra, a nova unidade terá jurisdiçom em toda a Galiza administrativa. “Sucesso” da ingerência policial nos centros escolares da CAG O despregamento policial realizado desde 10 de Janeiro sobre escolas e liceus também ocupou a atençom do delegado espanhol. Segundo Ameijeiras Vales, o tráfico minorista de substáncias psicoactivas ilegais em centros de ensino, a partir do que se argumenta a ingerência policial nos mesmos, “baixou” desde o início da aplicaçom do ‘Plano Estratégico de Resposta Policial’, embora o alto funcionário nom ofereceu nengum dado que figesse acreditável o seu asserto. Ameijeiras reconheceu que a acçom policial nom se centra hoje nos grandes narcotraficantes, mas nos de meio e pequeno alcanço que seriam, na sua opiniom, os que “incidem” na mocidade galega “e o Governo nom vai permitir que se utilizem os centros de ensino para a distribuiçom de droga em pequenas quantidades”, advertiu. Madrid define Galiza com "um dos recunchos mais seguros da Europa" Apesar do permanente bombardeio mediático destinado a criar sensaçom subjectiva de ‘insegurança cidadá’ e fundamentar o alargamento da presença policial e um discurso penalizador do social, Ameijeiras reconheceu em referência ao País no que está destinado que "sem exagerar, é um dos recunchos mais seguros da Europa", dado que se situa mais de 20 pontos por baixo da ‘taxa de criminalidade’ estatal –número de ‘faltas’ e ‘delitos’ cometidos por cada 1000 habitantes num período de tempo determinado- e 40 da europea. “Temos uns índices de criminalidade muito bons”, assegurou para indicar que som inferiores, “sem querer ser comprazente, porque se deve tocar madeira" (sic). O funcionário atribuiu os citados índices à "base sociológica" (sic) do País e, glosando um histórico tópico espanhol, qualificou a Galiza administrativa como "sitio tranquilo", embora advertiu que as ‘faltas’ –infracçons legais menores- nom se reduzírom substancialmente em 2005. O Delegado do Governo chamou a atençom dos media sobre as pequenas infracçons, que contribuiriam a umha percepçom de ‘insegurança cidadá’ que “nom é boa”. Ao longo do dia de hoje, Ameijeiras Vales e Pérez Touriño acompanharám o ministro espanhol de Interior nas citas que tem previstas no nosso País.
 
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