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“Medidas especiais de controlo” é a designaçom oficial que anuncia o despregamento na noite de hoje dum amplo dispositivo policial nas localidades da Galiza onde se celebrarám concentraçons multitudinárias de jovens. Dado que na CAG nom existem normativas que proibam o consumo de álcool em espaços públicos, a intervençom policial centrará-se na identificaçom de moç@s suspeit@s de nom alcançar a maioria de idade e o controlo dos ‘distúrbios’. De Madrid estuda-se introduzir reformas legais que proibam a celebraçom destas concentraçons. Segundo a ministra de Sanidade e Consumo, Helena Salgado, o Executivo espanhol projecta aprovar umha normativa que iguale a política ao respeito em todo o Estado. Embora a iniciativa é apresentada por Sanidade, a sua vocaçom recadatória é inegável umha vez que a ‘ilegalizaçom’ do ‘botelhom’ nom acabaria este, mas permitiria os governos municipais abrir umha via de captaçom de recursos através da imposiçom de sançons. Por sua parte, o titular espanhol de Interior, José Antonio Alonso, terciou na polémica criada nos meios por volta do fenómeno juvenil. Alonso assegura que o ‘botelhom’ tem um “alto risco” e apela a governos locais e comunidades autónomas a “manter a ordem ali onde esteja permitido”. Actualmente, som maioria as CCAA e governos municipais que nom permitem o consumo de álcool fora dos locais autorizados que pagam as taxas preceptivas. Cidades e vilas Diversas localidades da Galiza convocam para esta noite concentraçons multitudinárias de jovens. Ponte Vedra, Viveiro, Ogrobe, Cambados, A Corunha, Ferrol, Vigo, etc. som alguns dos pontos para os que as respectivas Subdelegaçons do Governo espanhol preparam dispositivos policiais. Segundo o concelheiro pontevedrês de Segurança, Guillerme Vázquez, a mobilizaçom festiva celebrará-se no Campelo de Santa Maria. Vázquez assegurou que o governo municipal (BNG) adoptará “medidas preventivas de vigiláncia e controlo em colaboraçom com a Polícia Nacional”. Em termos similares manifestárom-se ontem e hoje outros regedores locais como Melchor Roel, alcalde ‘popular’ de Viveiro, que assegura aliás que @s participantes na concentraçom da vila da Marinha “nom som jovens de Viveiro, mas gente de fora” (sic). Roel tildou a celebraçom de “provocaçom” e anunciou que se vam “tomar medidas”. Administraçom autonómica anunciou mudanças legais Ao fio do debate mediático, o bipartido anunciou ontem reformas legais para impossibilitar a celebraçom de ‘botelhons’ através da revisom da Lei de Drogas de 1996. Igual que no caso espanhol, o anúncio correspondeu a um responsável sanitário, o director geral de Saúde Pública Ramón Medina. Medina assegurou que “em muitas ocasions [fala no consumo de álcool] aparece associado à prática do botelhom” (!) e referiu-se às mortes em estrada para advertir que Sanidade promoverá reformas legislativas para homogeneizar a situaçom na Galiza a respeito do Estado. As declaraçons de Medina respondem à pregunta do deputado autonómico Miguel Santalices (PP) sobre “como restringirá a Junta o fenómeno do botelhom” e realizavam-se na Comissom de Sanidade do parlamento da CAG. Aliás, Sanidade baralha proibir a venda de álcool a menores de 18 anos, acoutar espaços para ‘botelhódromos’ e limitar o horário de venda. Por sua parte, o comissionado do Plano Galiza sobre Drogas, Victor Pedreira, afirmou que “há que regular o consumo de álcool na via pública” e qualificou de “complexa” a proibiçom total perante as festas populares galegas e o consumo em terraças. Pedreira apresentou como opçom alternativa os “botelhódromos”, espaços públicos acoutados para o consumo de álcool e controlados policialmente para impedir o acesso de adolescentes.
 
As constantes demandas de responsáveis policiais, meios, dirigentes vicinais, comerciantes, etc. para alargar a presença policial nos principais núcleos urbanos da Galiza administrativa fôrom ouvidas e consideradas finalmente por Madrid. A Direcçom Geral da Polícia (DGP) vem de convocar, segundo informou ontem a Chefatura Superior do CNP, 412 praças de agentes policiais no nosso País. O alargamento da presença policial na Galiza desglossasse em 3 praças de inspectores chefes, 18 de inspectores, 56 de subinspectores, 17 oficiais e 318 agentes destinados a toda a CAG. O acordo tomado polo Ministério de Interior implica, segundo fontes policiais, que se alcança o número de agentes considerados necessários de instáncias policiais. A DGP exprimiu a sua satisfacçom pola ampliaçom do quadro de pessoal do CNP no País e assegurou que servirá para “paliar as carências de recursos humanos”. Corunha, destino da maior parte dos novos efectivos A associaçom corporativa Sindicato Unificado da Polícia (SUP) parabenizou-se polo facto de que será a primeira vez em décadas que se cubra –quase a 100%- o número de praças contemplado na Relaçom de Postos de Trabalho (RPT) do corpo repressivo espanhol. Segundo José Freire, porta-voz de SUP, a valorizaçom é “positiva”, embora matizou que a RPT precisa umha “séria modificaçom” para adequar-se às “jos_content necessidades”. Freire apontou como exemplos de desequilíbrio entre praças criadas e “necessárias” os casos de Marim, Ribeira e Vila Garcia da Arouça que somarám respectivamente 6, 9 e 7 agentes ao quadro de pessoal actual. Por localidades, o desglossamento situa A Corunha à cabeça do ránking de incremento policial com 96 agentes mais, Vigo e Redondela (61), Ourense (50), Ferrol (40), Compostela (39) e Lugo (38). Aliás, as vilas de Monforte e Viveiro e os passos fronteiriços de Túi, Salvaterra de Minho e Verim tenhem destinados efectivos do CNP. Insustentabilidade do discurso da ‘insegurança cidadá’ na CAG Como vimos denunciando, a elevada taxa de agentes da repressom no nosso País nom se corresponde com umhas altas ‘taxas de criminalidade’ –infracçons legais cometidas por cada 1000 habitantes no prazo de um ano-, nem com umha conflitividade social ou política relevantes. De facto, as próprias autoridades políticas e policiais teimam em definir a nossa como umha sociedade "segura" e minimizam constantemente os níveis de conflitividade existentes. Contodo, a constante difusom mediática da ideologia da ‘Segurança Cidadá’, detrás da que se movem interesses políticos, policiais e também económicos, e a dramatizaçom interessada de determinados factos como assassinatos, conflitividade escolar residual –segundo reconhece Educaçom-, atentados contra a propriedade privada, ‘botelhom’, tráfico e consumo de substáncias psicoactivas ilegais, etc. fam com que determinados sectores da sociedade galega integrados no associacionismo vicinal, pequenos proprietários e comerciantes, professorado, etc. se situem detrás da estratégia do Estado nesta matéria. Overbooking policial Assim, olhando um informe policial filtrado à imprensa que nos remite para Novembro de 2003 e sobre o que figemos actualizaçons parciais, neste momento haveria ou estaria a ponto de haver na Galiza administrativa aproximadamente 2475 agentes da Polícia espanhola, por volta de 4000 guardas civis –60% da populaçom da CAG encontra-se hoje sob a competência do instituto militar- e 2500 agentes da Polícia Autonómica no horizonte de 2008, 2485 polícias municipais. As cifras materializam as declaraçons realizadas em 12 de Fevereiro passado polo Ministro de Interior, José Antonio Alonso, quando assegurava que “a Polícia e a Guarda Civil vam seguir aumentando a sua presença na Galiza, porque é a melhor forma de garantir a segurança”. Embora nom fazer parte directa dos aparatos repressivos estatais, há que somar à nómina anterior os 15000 vigilantes privad@s que desempenham as suas funçons na CAG e aproximadamente outros 15000 auxiliares de vigiláncia ou ‘chaquetillas rojas’ –vigilantes sem titulaçom e com competências legais consideravelmente inferiores às d@s anteriores-. Assim as cifras, mais de 40.000 indivíduos -10.000 a soldo do Estado e 30.000 de companhias privadas- ganham um salário na CAG praticando o controlo social, a vigiláncia e a repressom. Nom adicionamos aqui os funcionários de prisons e militares destacados na Galiza administrativa.
 
Informavamos a primeiros de Janeiro do desdobramento do ‘Plano Estratégico de Resposta Policial’ (PERP) nos centros educativos da CAG por parte da Delegaçom do Governo espanhol e dentro dum programa a nível estatal. O objectivo do citado plano era, segundo os seus autores, combater o consumo de substáncias psicoactivas ilegais na infáncia e a juventude galegas. Mais de 300 agentes foram despregados nas escolas e liceus considerados ‘conflitivos’. O balanço oficial quarenta dias após o início do operativo nom deixa de ser indicativo da magnitude mínima dumha situaçom espectacularizada e apresentada de forma alarmista e desproporcionada: cinco pessoas detidas por tráfico minorista das citadas substáncias e 534 gramos requisados em toda a CAG. Aliás, a intervençom policial em locais hostaleiros e zonas de lezer frequentadas por moç@s saldou-se com onze detid@s e menos de 2 quilos de substáncias psicoactivas ilegais requisadas. Os dados de Interior referem-se ao período de 10 de Janeiro a 19 de Fevereiro. Embora as cifras objectivas da ‘Primeira Fase do Projecto’ evidenciam as intençons reais do alarme informativo desde Janeiro –La Voz de Galicia e a companhia pública RTVG ocupárom e ocupam um local fulcral nesta questom-, o Ministro de Interior José Antonio Alonso nom duvidou em qualificar de “positiva” a introduçom dos corpos repressivos nos colégios e liceus. Alonso referiu-se às cifras globais do Estado para fazer socialmente ‘vendível’ o despregamento repressivo e incidiu na “reduçom do vandalismo urbano” como consequência do mesmo. Acrescentar a vigiláncia policial e a pressom penal na mocidade Contodo, as cifras oferecidas por Interior sobre o PERP e as publicadas nos últimos meses a respeito de outras matérias competência desse departamento ponhem de relevo a existência dumha dinámica muito diferenciada na Galiza a respeito de outras sociedades e núcleos urbanos do Estado espanhol. Diferenciaçom que, no entanto, se resolve com a aplicaçom de modelos gerais e programas repressivos muito similares aos dos grandes núcleos urbanos e áreas metropolitanas espanholas. Assim coincidem, curiosamente, a aplicaçom do PERP com a dramatizaçom do fenómeno sociológico do ‘botelhom’ e as suas consequências, a aposta por extender as medidas penitenciárias na reforma da Lei Penal do Menor, os discursos dominantes em favor do reforço do controlo familiar sobre as pessoas jovens, a criaçom e exageraçom mediática da ‘violência escolar’ ou ‘conflitividade escolar’ –denominadas indistintamente-, a responsabilizaçom quase exclusiva da juventude no consumo de substáncias estupefacientes ilegais e a penalizaçom do consumo e o tráfico minoristas ou a tendência a encerrar e regulamentar o ‘tempo livre’ da mocidade na esfera institucional. Medidas que tenhem como denominador comum estigmatizar e criminalizar a juventude galega, aprofundar políticas que visam o seu maior controlo policial e pressom penal e reforçar umha educaçom na que a cada é mais evidente a introduçom de elementos pedagógicos destinados a assegurar o temor e a obediência à autoridade, a submissom e a autocensura e mermar as potencialidades existentes neste sector da sociedade.
 
Quando a memória histórica nacional se quer substituir pola comemoraçom asséptica, museística e trufada de significativos siléncios, agradecem-se actos como o organizado para os dias 25 e 26 de Março pola Coordenadora Galega de Roteiros (Cogarro) e a câmara municipal monfortina dirigida polo BNG. O governo local e a coordenadora de tempo livre desenvolverám diversos actos focados a recuperar a memória colectiva da repressom e a resistência no nosso País. O dia 25 de Março a partir das 16:00 horas a câmara municipal descubrirá umha placa em homenagem a quatro guerrilheiros galegos abatidos em 1949 na paróquia de Chavaga. O acto municipal celebrará-se no cemitério de Monforte e é apoiado pola Cogarro e o Arquivo Guerra e Exílio (AGE). Conferência de Francisco Martínez ‘Quico’ e roteiro na Terra de Lemos Aliás, o ex combatente anti-franquista Francisco Martínez “Quico” disertará na Casa da Cultura de Monforte sobre a resistência armada galega ao fascismo a partir das 18:00 horas da tarde e projectará-se um vídeo sobre a guerrilha anti-franquista no noroeste de Península Ibérica. Por sua parte, a Cogarro organizou a estáncia em Monforte daquelas pessoas que se desprazem do resto da Galiza para participar nos actos apontados. O descanso d@s assistentes realizará-se no colégio público de Chantada e ao dia seguinte (26) organizará-se um roteiro para conhecer sobre o terreno as Terras do Val de Lemos e redescubrir a biografia de José Castro Veiga ‘O Piloto’, o último guerrilheiro galego abatido em Março de 1965 no encoro de Belesar. Para qualquer informaçom sobre estas actividades chamar para 628 232 689.
 
O esquema de extensom da ingerência policial sobre a vida comunitária aplica-se de modo similar por toda a parte e a produçom mediática de alarme social por volta do ‘botelhom’ é a excusa utilizada. A Polícia municipal de Ourense identificava a passada fim-de-semana 35 moç@s de entre 17 e 21 anos nos espaços públicos da cidade. As identificaçons nom tenhem a ver com a comissom de comportamentos tipificados como delitivos e justificam-se como intervençom policial dissuasória perante este fenómeno sociológico. Embora utilizada arbitrariamente como meio selectivo de pressom e acossa, a identificaçom de pessoas nos espaços públicos apenas se pode realizar legalmente no caso de produzir-se factos ‘delitivos’ ou existir suspeitas razonáveis a juízo dos agentes policiais sobre a sua pronta comissom. Neste caso @s jovens acossad@s policialmente nom cometiam qualquer infracçom legal, umha vez que o consumo de álcool na rua nom é um comportamento tipificado como tal na cidade de Ourense. A simples acossa, a exibiçom autoritária, o reforçamento do controlo social e, fundamentalmente, a extensom ‘pedagógica’ do temor e a autocensura na mocidade frente a previsíveis rigores punitivos parecem ser os objectivos reais destas práticas que se extendem no tratamento policial da juventude galega dos principais núcleos urbanos. Exploraçom económica, atomizaçom do sujeito colectivo, alienaçom e mercantilizaçom do ‘tempo livre’ e repressom som as receitas dominantes no tratamento da mocidade.
 
Umha ampla nómina de associaçons e colectivos da comarca de Lugo organiza para os vindouros dias 17 e 18 de Março umha homenagem nacional à companheira Helena Talho Arrivas, falecida inesperadamente o passado 25 de Dezembro. Sindicalista, feminista, militante independentista de longa trajectória, activista pola paz entre os povos, popular dirigente vicinal, membro do associacionismo cultural local, etc. configuram os traços do perfil da mulher simpática, combativa, directa e irreverente com toda hierarquia que foi sempre a companheira Helena. De Ceivar queremos somar a nossa voz à homenagem colectiva que receberá em Lugo esta semana. Ficam-nos dela entre muitos outros recordos a sua profunda sociabilidade, a transparência e radicalidade dos seus plantejamentos e a determinaçom incansável perante toda forma de opressom e repressom. Homenagem nacional a Helena Talho Arrivas Sexta-feira 17 de Março 22:30 horas Clube Clavicémbalo Velada poético-musical ‘Umha noite com Helena Talho’ Actuarám: Cantareiras de Trasancos Tonina Gai Sabela Rodrigues Campo Mini e Mero Pilocha e Luciano Mago Antom Stranniki Plus Introducirá o espectaculo Carme Blanco. Sábado 18 de Março 11:00 horas Praça ‘Alférez Provisional’ Descubrimento da placa em homenagem a Helena Talho. As organizaçons e entidades que apoiam os presentes actos som A Cova da Terra, AMI, Associaçom Cultural Alto Minho, CIG, Clube Cultural Valle-Inclán, Colectivo Antifascista O Piloto, CNT, Coordenadora Feminista Donas de Nós, Coordenadora Local da Marcha Mundial das Mulheres, Coordenadora pola Paz de Lugo, FPG, NÓS-UP, Rádio Clavi e as amigas e amigos de Helena Talho.
 
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