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10985414_738115062966721_3566681161452414604_nEste sábado na cidade de Vigo rendirá-se umha homenagem a Manuel Vilaboa Toucedo após ums dias do seu passamento. Vila-boa, como era conhecido entre as/os ativistas de diferentes sensibilidades políticas, será lembrado num ato no mirador do parque da Madroa que dará começo desde a meia tarde.

Manuel Vilaboa, destacado militante das luitas operárias, conheceu a repressom polas suas conviçons. Deste jeito passou nove anos encarcerado na Modelo de Barcelona por um conflito laboral com os linotipistas e dous meses mais na cadeia de Vigo polos protestos en ASCON. Nom obstante, nem esta repressom nem os paus recebidos ao longo da vida, fizérom que baixara a guárdia. Era habitual atopar-te com a sua pessoa em numerosas mobilizaçons populares assim como nas concentraçons de fim de mês apoiando as reivindicaçons das/os presas/os independentistas galegas/os.

O seu compromisso mantivo-se intacto até que a sua saude lho permitiu. O seu exemplo nom é um ponto e final se nom um ponto e seguido na História que se escreve cada dia na Galiza com figuras como a sua.

 

20150825Esta sexta de fim de mês voltam-se convocar as concentraçons mensais para acompanhar à/aos presa/os independentistas galega/os no jejum que realizam nesse dia. O plante de nom ingerir comida durante 24 horas é um ato reivindicativo coletivo para demandar:

-Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras e prisioneiros políticos.
-Fim da política de dispersom penitenciária.
-Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
-Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
-Melhora geral das condiçons de vida nas prisóns.

Ademais de ser um dia de reivindicaçom dentro da cadeia é também o dia em que muitas das famílias e das amizades da/os presa/os independentistas galega/os emprendem longas horas de caminho para combater a dispersom. Nós, desde o outro lado do muro concentraremo-nos nas seguintes cidades:

28 DE AGOSTO
BURELA: Praça do Concelho às 20h30
COMPOSTELA: Praça da Galiza às 20h30
CORUNHA: Cantóm Obelisco ás 20h30
FERROL: Praça do Concelho às 20h00
LUGO: Praça Maior às 20h30
OURENSE: Praça do Ferro às 20h30
PONTE VEDRA: Praça da Peregrina às 20h00
VIGO: Marco (rua Príncipe) às 20h00
PONTE-AREIAS: Praça Maior às 21h00
 

jpgDesde que em 1936 o fascismo se ergueu em armas contra a vontade popular, regueiros de sangue galego derramárom-se polo País. Se há três dias lembrava-se a figura de Alexandre Bóveda, ontem foi a turma em Compostela de honrar a Ángel Casal.

O ato começou na rua do Vilar onde estava ubicada a imprenta “Nós” na que Casal estava plenamente comprometido e da que saiam à luz a “Revista Nós” e “A Nosa Terra”. O fio das intervençons foi um desenho realizado por Castelao na sua obra “Galiza Mártir”, concretamente o que leva por legenda “non enterran cadáveres, enterran sementes”. Com esse ponto de partida abordou-se a vida pessoal e militante do que fora alcalde da capital do País desde Fevereiro de 1936 até a sua detençom e posterior assassinato o 19 de Agosto do mesmo ano.

Casal, homem involucrado com o nacionalismo galego, participou ativamente no eixo da difusom das ideias mediante as publicaçons de corte soberanista mas também foi dos primeiros em reivindicar a “República da Galiza”. Igualmente militou nas filas do Partido Galeguista e previamente unira-se às Irmandades da Fala da Corunha. Anterior a esta etapa estável na Terra, Casal tivera que emigrar a Buenos Aires e a Burdeos pola precariedade laboral, umha história que se repite para milhares de galegas/os cada dia.

A homenagem a Casal em Compostela concluiu na Praça do Obradoiro onde se pendurou do Concelho a bandeira desenhada por Castelao com umha sereia e o gravado no escudo “denantes mortos que escravos”. Durante a sua colocaçom as/os assistentes berrárom vários “Galiza ceives” e fechou-se entoando o hino nacional.

 

recebimento_koala_20150822Neste sábado terá lugar a bem-vinda do ex preso independentista Heitor Naia, "Koala", em Vigo. O recibimento decorrerá a partir das 19h no Centro Social A Revolta do Berbés ubicado na zona velha da cidade olívica. Ademais da música haverá umha ceia (com opçom vegetariana) ao preço de cinco euros.

Heitor Naia saiu da prisom o passado 24 de Julho após ser absolto polo Tribunal Supremo de todos os cargos polos que fora imputado pola Audiência Nacional e cuja sentença o condenara a onze anos de cárcere.

Dia: sábado 22 de Agosto
Hora: 19h
Lugar: Centro Social A Revolta do Berbés (Rua Real 12)
 

esta-door-non-se-cura-con-resiacinO 17 de Agosto é umha data assinalada nos calendários das/os galegas/os que amam Galiza e que nom dobregam nos seus esforços até fazer de ela, como dizia Castelao, umha “Pátria feliz”.  Tal dia como hoje, em 1936, o fascismo espanhol assassinava no monte Caeira ao motor do Partido Galeguista, Alexandre Bóveda.

O Dia da Galiza Mártir comemóra-se hoje mas poderia ser qualquer outro dia do ano. Faltaria papel, tempo e memória para lembrar um/ha por um/ha a todas/os as/os galegas/os assassinadas/os ao longo da História por defender os ideais da Pátria soberana e do Povo digno. Elas eram pessoas com nomes e apelidos que nom figuram nos livros mas que conformárom a memória coletiva, que continuam presentes para dar-nos folgos e para reconhecer-nos na estirpe de luitadoras/es à que pertencemos.

Decorrérom já quase oito décadas desde que matárom a Alexandre Bóveda mas os rios de sangue galego nom deixárom de correr desde entom. Primeiro seria nos montes, contra os paredons de cualquer vila ou cidade, nos cárceres, nas cunetas... depois com o assassinato de Moncho Reboiras e nos nossos dias com a “ditadura de luva branca” que propina malheiras nas mobilizaçons, submete a perseguiçom e mantém na prisom a cinco filhas/os da Terra.

O 17 de Agosto honra-se a figura de Bóveda mas nela também há de ir a de todo o nosso Povo anónimo que deu a vida para que compreendamos que a rendiçom nom está na nossa folha de ruta, que a dignidade e a força coleitiva tombarám tanta repressom e farám da Galiza um território justo e soberano.

 

2011a9_2d4a75b0d6e742f2bc854937f3628f11.jpg_srb_p_437_585_75_22_0.50_1.20_0.00_jpg_srb-2Há 40 anos que um portal e umha rua de Ferrol tigírom-se de sangue. A sangue do Povo galego derramou-se por todo o País com o assassinato do dirigente da UPG, José Ramom Reboiras Noia, a maos de agentes da Brigada Político-Social franquista. Cada pinga desse sangue espalhou-se pola Galiza e ainda hoje as suas “sementes de vencer” florescem em nós.

Decorrérom já 40 anos desde que Moncho deixou umha pegada insustituível em nós e nem o passo do tempo nem o empenho institucional por empanar a sua imagem puidérom com o seu legado. Somos milhares as/os que nos reconhecemos em Reboiras; sentimos a Moncho nas suas origens mais humildes, no seus empregos precários, na sua vida estudante mas também nas suas facetas de sensibilidade com a classe operária, na sua plena involucraçom nas luitas estudantis e sindicais e no seu COMPROMISSO, com maiúsculas, com o País.

Os passos de Moncho sempre fôrom decididos e valentes e a sua firmeza supunha umha séria ameaça para o franquismo.  Naquela altura, como tantas outras vezes até os nossos tempos, o Regime nom o duvidou, descabeçar às pessoas que pulavam por devolver-lhe a dignidade a Galiza e a sua gente. Reboiras era consciente dos planos do Estado mas nom se amedrentou, passou à clandestinidade e seguiu na sua laboura.

Na madrugada do 12 de Agosto de 1975 Moncho Reboiras era assassinado pola Brigada Político Social, além de que a briga era em desigualdade de condiçons, Moncho ofereceu batalha até o seu derradeiro alento. Reboiras protegeu a umha companheira e um companheiro mais que estavam com ele e que conseguírom fugir e fizo fronte aos polícias durante mais de duas horas até que o crivárom a tiros na rua Terra.

A morte de José Ramom Reboiras Noia nom foi um ponto e final, o seu Povo mantém vivo o legado de aquele que entregou todo para que cheguemos a ser livres. Nem a repressom com a que convivia cada dia junto com o resto de militantes nem as falsas promessas emitidas por Espanha o conseguírom mover um milímetro do seu posicionamento. Reboiras ubicou a Galiza e a sua gente como eixo da sua vida, ele morreu fisicamente mas o seu exemplo mora em nós cada vez que concebimos a luita como o caminho para fazer que a nossa Terra seja NOSSA.

 
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