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Reproducimos a continuaçom o comunicado que recebimos no nosso correio eletrónico do Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as perante o falecimento do Comandante Fidel Castro Ruz. este comunicado também se pode consultar na pagina web do CPIG.

cpigSe bem o Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as nom costuma manifestar-se publicamente perante acontecimentos semelhantes ao que motiva esta breve comunicaçom, consideramos que nesta jornada histórica e trascendental o nosso Coletivo deve expressar a nossa consternaçom e profundo pesar polo falecimento do Comandante Fidel Castro Ruz, dirigente revolucionário cubano e filho também da nossa Terra.

Sabemos que esta humilde mensagem chegará dias depois de que a notícia percorra o mundo e seja respondida com milhares de expressons individuais e coletivas de reconhecimento à figura de Fidel e de solidariedade com o povo cubano, mas superando as dificuldades e restriçons impostas polo regime carcerário espanhol, queremos unir a nossa voz à de todos os revolucionários/as do mundo que nestas datas nos juntamos por volta da grandeza imbatível do Comandante.

Nom vamos reiterar no que tanto se levará insistido nestes dias; na sua trajetória política e guerrilheira, nas suas brilhantes contribuiçons teóricas e analíticas, nas conquistas sociais da Revoluçom, na digna Soberania anti-imperialista de Cuba, no internacionalismo revolucionário praticado sempre pola República cubana... Hoje, os presos e presas independentistas galegas queremos salientar os imprescindíveis valores revolucionários que Fidel nos deixa com o seu exemplo permanente. Falamos da dignidade inquebrantável diante de adversidades e agressons do inimigo, da rectitude e a coerência pessoal e política, da valentia no combate, da capacidade de resistência diante da repressom, da generosidade com o povo e com outros povos, da sinceridade na expressom política mesmo nas etapas mais difíceis.

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Jexuxmari Zalakain é professor na faculdade de Ciências Sociais e da Comunicaçom da Universidade do País Basco. Com uma petiçom fiscal inicial de 48 anos de prisom, que sofreu diferentes variaçons e reduçons, acabou cumprindo 8 anos de cárcere por fazer parte do Conselho de Administraçom do diário EGIN, que foi clausurado pelo juiz Baltasar Garzón no ano 1998.

Ceivar: Por fazer jornalismo acabas com teus pés numa cela. Conta-nos, que era Egin e por que acaba "ilegalizado".
J.Z: EGIN foi um jornal abertzale de esquerda, criado e mantido pela contribuiçom de pequenas quantidades da gente durante 20 anos, um diário popular, nom elitista, que se denominou a si mesmo “a voz dos sem voz”, no sentido de que tratava de refletir as aspiraçons e combates dos sectores mais esquecidos pela grande imprensa, e também dos mais ativos politicamente. Com o tempo converteu-se na besta negra do estado espanhol e de quem sustentavam seus interesses dentro e fora de Euskal Herria. A seu fechamento o inefável e grotesco presidente Aznar disse: “Achavam que não nos íamos atrever”. Efetivamente, atreveram-se com toda a impunidade, acusando a seus gestores e jornalistas de pertence a banda armada”. Em 2009, com todos seus gestores, o diretor e a subdiretora no cárcere, fechada também a emissora RÁDIO EGIN, o Tribunal Supremo espanhol sentenciou que seu fechamento tinha sido “ilegal”; mas ninguém devolveu os bens apreendidos.

Ceivar: Em todos estes anos que estiveste preso, notaste uma grande diferença na luita na rua?
Durante esses anos a esquerda abertzale deu uma grande viragem, apostando por vias “exclusivamente democráticas”, ETA deixou as armas “definitivamente”, e toda a militância ficou moi tocada, quase em choque durante vários anos, sem poder levar à prática as formas de luita que tinha adoptado para a nova etapa que se abria a continuaçom. A mim e aos meus companheir@s de prisom parecia-nos que nossa gente tinha perdido punch, que nom tinha frescura, que já nom tinha chispa”; era também o que nos iam transmitindo @s companheir@s que saíam em liberdade. Dava-nos a impressão de que nom se sabia moi bem como atuar, ou que se fazia moi torpemente. Depois surgiu o 15M, Podemos e as confluências e parecia que tinham descoberto o mediterrâneo: há que lutar pela gente, a confluência da luta nacional e social; ou seja, justamente as senhas de identidade da esquerda abertzale de toda a vida. Agora, após nom poucos desencontros, acho que o pessoal se recuperou desse trauma inicial e está de novo com as pilhas carregadas, uma direçom renovada e uma ingente tarefa por diante: queremos ser independentes, ativando o direito a decidir, sem tentar previamente adobregar ao estado com as armas.
A mim me tocou viver uma época muito tranquila, ao menos comparado com a que me contavam os colegas que viveram e sobreviveram aos combates dos 80-90: contínuos confrontos, greve de fome prolongadas, a morte em algumas ocasions, chapeos, etc. O confronto com a instituiçom carcerária foi quase uma forma de vida. O nosso foi mais suave. Após ouvir os relatos de tempos passados, comecei a dizer que eu estava num “balneário”. Temos feito de todo o anterior, mas com outra intensidade, a outro ritmo. A instituiçom segue mantendo a muitos d@s pres@s polític@s em isolamento e em condiçons pouco dignas, mas digamos que o assanhamento é mais seletivo. Ademais, tinha-se decidido que a luta se transladasse basicamente à rua, que o peso da repressom nom devia de cair principalmente n@s prisioneir@s. Nom sei se com muito sucesso.

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O vindeiro 17 de Janeiro Diego Lores enfrenta um juízo em que lhe pedem 3 anos e meio de prisom e umha responsabilidade civil de mais de 30.000 euros. A acusaçom particular é a polícia local de Vigo. E nom há acusaçom pública, já que a fiscalia rejeitou já por duas vezes fazer parte do processo contra o ativista. Os polícias locais acusam a Lores de umha suposta agressom contra um agente durante os protestos que acontecerom há dous anos em Vigo, contra o projeto de instalar um barco numha rotunda. Um gasto, que o movimento social sostem muito mais necessário para destinar a questons sociais. “Esta actuaçom nom só é paradigma do pailanismo urbanístico que se está a estender pola geografia viguesa, mas é -e assim foi percibida pola vizinhança- um insulto, umha provocaçom em toda regra. Nom há quartos para pagar as ajudas de emergência, alugueiros ou recibos da luz da cidadania empobrecida, mas sim para instalar um barco numha rotunda.”, explicam no manifesto que impulsou a Asembleia Aberta de Coia, e defendem “Sentímo-nos mui orgulhosos de Diego, umha mais de tantas pessoas que dia a dia nos demonstram como nom sai de graça saír do rabanho. A denúncia das injustiças de este sistema, a contestaçom social, a protesta, som perseguidas e criminalizadas, a pessar de que o nosso ordenamento jurídico diga o contrário. E Diego sempre foi umha das caras mais visíveis da luita da rotunda de Coia, polo que achamos que o seu processamento nom é casual. Pretendem que pague por toda a vecinhança, para que fique claro que sucede com as vozes disonantes.”

O manifesto está disponível para assinar online e conta já com o apoio de um grupo de pessoas conhecidas.

 

Diego Lores absolviçom!

 

 

No dia 5 de Dezembro de há cinco anos, ingressavam em prisom Maria, Antom, Teto e Eduardo, depois de passarem tres dias os dous primeiros, e cinco dias os dous últimos, em dependências da polícia nacional em Madrid. Foram detidas numha operaçom contra o independentismo galego, junto com outras duas pessoas que depois ficaram em liberdade.

Durante estes cinco anos estiverom em distintas prisons, e agora encontram-se Maria e Antom em Mansilla de las Mulas (León), coincidindo na mesma cadeia desde Maio de este ano. Eduardo em Ocaña (Toledo), classificado em primeiro grao e cumplindo no módulo de isolamento. E Teto em Villanubla (Valladolid), no módulo de isolamento, no qual está completamente só desde meiados do mês de Outubro.

Queremos lembrar-vos hoje, como sempre, é umha boa escusa para enviar umhas postal ou umha carta e achegar apoio, afecto e força.

Cinco anos sem elas, cinco anos com elas!

A nossa solidariedade é imparável!

 

festivaldaliberdadedakidarriaO Festival da Liberdade, organizado de forma militante e onde a solidariedade é a protagonista é albo da perseguiçom política.

Tres dias em Cangas onde a festa se mistura com a reivindicaçom; para além dos concertos, há charlas e outras atividades como o concurso Suso Vaamonde destinadas a afortalar o tecido social. Onde há grupos de “manada feminista” permanentes atendendo que nom aconteçam agressons machistas. Onde se ondeam bandeiras galegas e se berra, também, pola liberdade das presas independentistas.

No passado Outubro (os dias 13, 14 e 15) celebrou a sua segunda ediçom, e a pressom do instituto armado estivo presente com controis intensos. Mas agora ainda continua, amparando-se e rebuscando em questons de normativas técnicas. A denúncia baseia-se na Lei 9/2013 de Emprendemento e da competitividade económica na Galiza, que no seu título terceiro recolhe umha série de normas para a regularizaçom de espectáculos públicos e atividades recreativas. Lei importada para o controlo de festas em macrodiscotecas e que nom se adaptava à realidade galega, polo qual causou tal rechaço nas comisons de festas, verbenas e festivais de todo o Pais, até o ponto de a própria Xunta publicar um comunicado em 2014 onde matizava os requisitos esigidos. Estes requisitos, os quais se lhes imputam às organizadoras do festival som a inexistência dum Plano de Emergência e dum projeto técnico, cousa que a Xunta esclarece que só é necessário para instalaçons desmontáveis e fechadas para aforo superior a 2500 pessoas. Para justificar que o aforo fosse superior o instituto armado fala de miles de pessoas vindas de todo o Estado, mas precisa, por exemplo, que na zona de campismo havia 30 tendas, o qual se faz dificil de compatibilizar. Esta é umha das mentiras ao lado de outras como a de nom ter mais de um acesso, quando estavam sinalizados e visiveis dous, o de saída e o de entrada.

Em qualquer caso, a denúncia vai para além das questons técnicas que argumentam, já que diferentes eventos se tenhem celebrado no mesmo espaço e condiçons nos últimos tempos, mas parece que é este em concreto o que molesta. Todo um sarilho de acusaçons como intuíto único de criminalizar o festival, assim como o centro Social A Tiradoura, do que algumas pessoas também forom encausadas. Desde o festival esclarecem ter solicitado os permisos oportunos, tanto ao concelho de Cangas como à subdelegaçom do Governo.

Nom à criminalizaçom dos movimentos sociais!

A solidariedade é imparável!

 

concentraom_nov2016 Em este mês de Novembro, excepcionalmente, mudamos o dia da concentraçom solidária coincidindo com o jejum reivindicativo das presas indepependentistas para a quinta-feira, já que na sexta coincide o 25 de Novembro, dia contra a violência machista, em que haverá concentraçom e protestas ao longo das cidades e vilas do País, e nas que também participaremos.

De novo, acompanhando o protesto de intramuros, saimos à rua entre as 20h e as 21h da noite para visibilizar as suas reclamaçons elementares. Os pontos que o Coletivo de Presas Independentistas Galegas reclama som: O reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras políticas, o fim da política criminal de dispersom penitenciária, o reagrupamento dos membros do coletivo numha mesma prisom em território galego, o cessamento do regime de reclusom nos centros de menores e a melhora geral das condiçons de vida no encerro.

As convocatórias som: QUINTA-FEIRA 24 DE NOVEMBRO

Compostela: 20:30h na praça do Toural

Burela: 20:30h na praça do Concelho

Vigo: 20h no Marco (rua Principe)

Ourense:20:30h na praça do Ferro

Lugo: 20:30h na Praça Maior

 
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