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Como cada última sexta-feira de cada mês, os presos e presas independentistas unirám-se numha jornada de protesto polos seus direitos vulnerados, realizando um jejum de vinte-e-quatro horas reivindicado perante a prisom com um escrito remitido à Direcçom Geral de Instituiçons Penitenciárias. Na rua, a solidariedade veoltará a se tornar visível nas ruas das cidades do país, graças às já tradicionais concentraçons.

Horas e lugares:

-Burela: Praça do Concelho às 20:30.

-Compostela: Praça da Galiza 20hh.

-Ferrol: Praça do Concelho 20:30.

-Lugo: Praça Maior 20:30

-Ourense: Praça do Ferro 20:30

-Vigo: Marco 20hh

-Ponteareas: Concelho 20hh

Esta é a tabela reivindicativa que os presos e presas do CPIG remitem à DGIP com ocasiom do jejum, e que os solidários fazemos nossa:

-O reconhecimento da sua condiçom de prisioneir@s polític@s.

-O reagrupamento num mesmo cárcere do Colectivo.

-O fim da ilegal dispersom,o traslado a umha prisom em território galego.

-A melhora geral das condiçons de vida na prisom, alimentaçom, higiene, atençom sanitária, comunicaçons.

-O cessamento do actual regime de reclusom aplicado nos centros de menores.

 

 

Uns dias antes da manifestaçom contra a ilegalizaçom de Causa Galiza, os presos independentistas decidírom publicar um comunicado no seu blogue chamando à solidariedade com os nove detidos e analisando politicamente a operaçom repressiva.

Este é o comunicado completo:

Comunicado do CPIG sobre a Operaçom Jaro e a situaçom política geral.

Transcorridos uns meses desde a denominada Operaçom Jaro da Guarda Civil contra o independentismo galego, do Coletivo valoramos de interesse contribuir com a nossa reflexom política perante os recentes acontecimentos, pola especial transcendência e envergadura deste ataque repressivo e a sua significaçom na etapa histórica que estamos a atravessar.

A recente operaçom, como todos sabemos, nom tem por objeto golpear às estruturas operativas da resistência galega, nem afecta diretamente ao nosso projeto combatente; com estas detençons o Ministerio del Interior espanhol intervém com vários objetivos estratégicos interrelacionados: por um lado ataca a acçom política independentista, caracterizada por umha linha estratégica rupturista e um discurso valente e desacomplexado, fiel à tradiçom política do independentismo revolucionário. Por outro lado, busca estender certa sensaçom de vulnerabilidade e temor ante a repressom política em ámbitos cada vez mais amplos, buscando um evidente efeito dissuasório no movimento popular.

Esta operaçom tem um precedente, na já distante Operaçom Castinheiras contra AMI, se bem as detençons de militantes de Causa Galiza situam-se num contexto particularmente diferente a aquel novembro de 2005. Hoje o Estado, afectado profundamente por umha crise social e económica devastadora junto a umha agudizaçom do questionamento do modelo territorial, está imerso em plena ofensiva reaccionária contra direitos e liberdades públicas, estendendo a repressom a diferentes níveis, administrativo, judicial e carcerário, contra a dissidência política, o independentismo revolucionário galego.

Nesta dilatada década, as acçons da resistência galega contribuírom decissivamente à visibilizaçom do conflito político e histórico que confronta o nosso país com Espanha, obrigando ao Estado espanhol a planificar umha repressom específica estratégica para liquidar as forças de autodefesa nacional num contexto mais amplo de aceleraçom do processo de desestruturaçom da Galiza cara a assimilaçom nacional.

O recente golpe repressivo supom um passo mais nesta direcçom, afectando umha organizaçom política do movimento independentista, atacando direitos fundamentais e liberdades formalmente reconhecidas no próprio ordenamento jurídico espanhol e garantidos por tribunais internacionais. Cumpre tomarmos consciência com toda claridade dos tempos que atravessamos, o Estado na sua vorágine recentralizadora e neoliberal converte-se de feito em um Estado totalitário que só oferece precariedade, pobreza, repressom e cárcere.

Diante deste panorama, suficientemente descrito, o conjunto do movimento popular galego, mui particularmente a militáncia independentista deve reagir com dignidade e valentia, confrontando a repressom fascista espanhola com compromisso militante e firmeza estratégica. Quando o inimigo pretende a liquidaçom do País, a deserçom das fileiras do movimento nacional, só há umha resposta possível aceitável: a confiança no caminho decidido, o sustento da tradiçom política do independentismo revolucionário que, nestas longas décadas de luita, foi capaz de confrontar e superar outros ciclos de dificuldades, mais de umha travessia no deserto, contribuindo ativamente para a libertaçom nacional.

Cumpre falar abertamente sem disfrazar umha realidade que nom admite discussom política: a luita conleva golpes e repressom do inimigo. A história ensina-nos que isto foi, é e continuará sendo assim. A evidência incontestável de que este País está vivo e resiste segue sendo a necessidade que os espanhóis tenhem de reprimir, deter e encarcerar luitadores galegos.

Saiamos às ruas, defendamos direitos e liberdades, envolvamo-nos na solidariedade ativa perante a repressom, mas nom só, tomemos perfeita consciência dos tempos que vivemos, sejamos coerentes e demos passos valentes e decididos contra o inimigo espanhol. Ou eles ou nós. Espanha reserva-nos a miséria e o medo, abracemos um presente de luita por um futuro nosso.

A luita é o único caminho!

Viva Galiza Ceive!

Denantes Mortos Que Escravos.

Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as.
Janeiro de 2016.

 



Este domingo às 12:00, na Alameda de Compostela. É a cita que propomos meio cento de organizaçons políticas, sindicais, sociais e solidárias da Galiza, para responder à Operaçom Jaro. Para dizer nas ruas ao Estado espanhol que as suas ameaças e agressons nom nos arredam, senom que nos afiançam na nosso postura irredutível de solidariedade com os companheiros perseguidos polo seu compromisso com o povo, e no nosso ódio a umha maquinária estatal que cada vez mais claramente se assenta somente sobre o engano e o terror dos seus submetidos.

O Organismo Anti-Repressivo Ceivar, como é natural, faz parte das entidades convocantes. Lá estaremos, este domingo, como sempre nas ruas, alargando a mao e o abraço a quem cai no ponto de mira do poder espanhol. Esperamos contar com a companhia de todas e todos vós também!

Esta é a listagem das organizaçons convocantes:
Afiadoras de Fútebol Gaélico
Agir
Agora Galiza
A Riada do Tea
Anova (Ourense)
Anticapistalistas Galiza
Assembleia Feminista de Ourense
Associaçom Antifascista Jimmy Sempre com Nós
Associaçom Cultural Amigos da Cultura de Ponte Vedra
Associaçom Cultural Festival das Brétemas (Ponte Areias)
Associaçom de Amizade Galego-Cubana 'Francisco Villamil'
Associaçom de Luita Livre Olímpica Alacrám Vermelho (Porrinho)
Asociación para a Defensa Ecolóxica de Galiza (ADEGA)
Briga
Ceivar
Centro Social A Galheira (Ourense)
Centro Social A Gentalha do Pichel (Compostela)
Centro Social Auto-gestionário O Fresco (Ponte Areias)
Centro Social Cova dos Ratos (Vigo)
Centro Social Faisca (Vigo)
Centro Social Fuscalho (Guarda)
Centro Social Gomes Gaioso (Crunha)
Centro Social Harar (Noia)
Centro Social Mádia Leva! (Lugo)
Centro Social Revolta (Vigo)
Colectivo Terra (Pontedeume)
Colectivo NÓS
Coletivo Nacionalista de Marim (CNM)
Comité de Solidariedade com as Retaliadas Políticas (CSRP)
Comité de Solidariedade com os Presos e Presas Políticas
Confederación Intersindical Galega (CIG)
Confederación Nacional do Trabalho (CNT)
Fundaçom Artábria
Grupo de Acción Social (Vigo)
Grupo musical Keltoi
Isca!
Liska!
Movemento polos Dereitos Civis (MDC)
Mulheres Nacionalistas Galegas (MNG)
Oficina de Dereitos Sociais (ODS) de Coia (Vigo)
Orquestra Autóctona Republicana A Bagunda
Partido Comunista do Povo Galego (PCPG)
Que voltem para a Casa!
Rede de Coletivos A Ria nom se Vende
Riazor Blues
Siareiros Lugo 1953
Sociedade Cultural e Desportiva do Condado
Suévia Fútebol Gaélico
Terra [Organizaçom juvenil]
Touradas Fora de Ponte Vedra
Verdegaia
Vigo contra a Represión
Xebra Associaçom (Burela)
Xeira

 


Este mês o Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as (CPIG) realiza o seu jejum reivindicativo a quarta-feira 30. Vinte e quatro horas sem comer em protesto polas duras condiçons de vida que se lhes imponhem na cadeia, contra o isolamento e contra a dispersom.

Para acompanhá-los, as concentraçons solidárias realizarám-se também a quarta-feira, em lugar da sexta-feira habitual. Animamos-vos a participar nestes atos, acompanhando às familiares e amigas em datas em que a ausência dos nossos irmaos e irmás se faz notar com especial intensidade.

 


O jovem ponte vedrês que conseguiu impingir um bofetom a Mariano Rajoy foi encarcerado hoje num Centro de Menores de Ourense. Os juízes e fiscais do regime assanham-se com o rapaz, imponhendo-lhe umha medida desproporcionadíssima, com o evidente objetivo de dissuadir, por meio de umha resposta tam brutal, a quem se atreva a plantar cara aos poderosos.

A dupla vara de medir do Estado fica clara neste caso. Por um bofetom ninguém vai preso na Galiza, e menos ainda sendo menor de idade. O que o juiz castiga com cárcere nom é um bofetom, senom umha afrenta ao poder espanhol; da mesma maneira que ao punir ao jovem o juiz nom pretende que deixem de existir os bofetons na Galiza, senom que a gente comum nom pense em impingir-lhos aos que mandam. O encarceramento deste moço é umha medida para manter à populaçom submissa.

A dupla vara de medir também se aprecia entre os políticos e jornalistas. Quando se ajoelham perante o discurso oficial de "condena da violência", estám a silenciar com cumplicidade a verdadeira violência que se vive neste país, ao lado da qual o bofetom é umha anedota. A violência que os subordinados de Rajoy, às suas ordens, praticam diariamente contra a gente: as cargas policiais (onde se repartem muito mais que bofetons), as detençons de ativistas políticos e a ilegalizaçom de Causa Galiza, as torturas nas esquadras e prisons, os despejos de famílias deixadas na rua a ponta de pistola, etc.

Sem entrar a valorar a decisom do jovem de responder a Rajoy com umha pequena devoluçom da violência, de Ceivar (Organismo Popular Antirepressivo) solidarizamo-nos com ele pola desmedida repressom que sofre, e exigimos a sua libertaçom imediata e incondicional, bem como o fim da campanha de linchamento público orquestada pola polícia e executada servilmente polos meios de comunicaçom do regime.

Solidariedade com Andrés!

Queremo-lo na rua!

Paremos o fascismo.

 

almanaque3

Mais um ano, os presos do CPIG colaboram na ediçom do calendário de Ceivar. Antom Santos assina os desenhos deste ano, com umhas formosíssimas ilustraçons baseadas nas fotografias de Ruth Matilda Anderson, tomadas nas suas viagens pola Galiza nos anos 1920.

Um magnífico presente do Apalpador que podes conseguir em muitos locais e centros sociais do país por só 10 €. Esta é umha primeira listagem de pontos de distribuiçom, que iremos atualizando nos próximos dias:

Em Compostela os calendários vam-se poder mercar: no Pichel, na livraria Pedreira, na Livraria Couceiro, Livraria Ciranda, Pub Avante.
Em Lugo no Centro Social Madia Leva
Em Noia no Centro Social Harar
Em Burela no CS Xebra
Em Ourense no bar Lusco-Fusco

Se queres comprar-no-lo diretamente, escreve-nos a Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

 

 
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