Testemunhas policiais fôrom incapazes de personalizar as responsabilidades delitivas que atribuírom às doze imputadas de #8f45anos

Hoje celebrou-se a segunda sessom do juízo #8f45anos com a declaraçom de 21 agentes da Polícia Espanhola e a Guárdia Civil. As duas conclusons básicas da jornada fôrom por umha parte, a existência de investigaçons policiais prévias ao 8F de ambos corpos na denominada “contorna independentista”e por outra a impossibilidade de personalizar os factos delitivos atribuidos genericamente às 12 pessoas processadas sem provas concretas.

Julgados de Compostela valados

No médio dum desproporcionado controlo policial, os Julgados de Fontinhas (Compostela) acordárom valados completamente. Para poder aceder às imediaçons, é dizer, a um serviço público, as processadas tivérom que identificar-se ante a Polícia Espanhola ao igual que as pessoas que iam fazer trámites judiciais e que os médios de comunicaçom que devérom amossar as suas acreditaçons.

Igualmente as dúzias de solidárias que cada dia concentram-se a partir das 09:00 fôrom colocadas a vários metros da porta de entrada aos Julgados.

IMG_9419Início da vista

Seguindo a linha da vista anterior, as processadas acudírom com as camisolas pretas. A poucos minutos das dez da manhá entravam na sala de vistas onde, de novo, já estava a aguardar o preso independentista, Roberto Rodrigues Fialhega, “Teto”. Sorrisos cúmplices e a confirmaçom de que ontem escuitara os berros da Marcha Solidária a Teixeiro.

No dia de hoje o tema a tratar fôrom as provas periciais. Um total de 21 agentes passárom um por um à sala de vistas para responder às perguntas da Fiscalia e da Defesa.

Nesse momento distintos agentes policiais reconhecérom a existência de pescudas prévias à manifestaçom do 08 de fevereiro de 2009. Estas incluiam revisom de sítios web, propaganda na rua ou a confeiçom dumha listagem de “habituais” (sic) do independentismo galego, chegando a citar incluso dous nomes, que estariam desde dias antes no ponto de mira policial sob o qualificativo de “independentistas radicais” e, de facto, foram identificados sem mediar qualquer incidente.

Pola contra, as testemunhas policiais nom lográrom em nengum dos casos concretar e personalizar os factos delitivos atribuidos de modo genérico e sem provas, aludindo continuamente a “grupos”, presunçons e suspeitas. O facto de que polícias e guárdias civís reconheçam em todos os casos se enfrentarem a pessoas com o rosto cuberto para evitar as identificaçons fijo impossível, do ponto de vista jurídico, atribuir responsabilidades dum modo claro.

Do mesmo jeito os agentes que prestárom declaraçom mostravam muitas dúvidas do que eles propiamente estavam a declarar. Expressons coma “creo”, “exactamente no lo recuerdo”, “puede ser”, “tampoco lo puedo confirmar”, “me lo imagino”, entre outras muitas, fôrom umha constante.

Parte mais política do processo

Os vinteum funcionários policiais que depoérom hoje respondem a nível superior às directrizes da “Delegación del Gobierno de España” no nosso País, que preside o militante do PP Samuel Juárez. Do perfil de Juárez, apenas apontar que para além de ser o máximo responsável político pola repressom na Galiza, foi ativo membro dum grupo da rede social Facebook partidário da aboliçom das autonomias.

Na jornada prévia a esta segunda sessom, o Delegado espanhol reivindicara através nos meios “justiça para os processados”, quando o habitual quando se tratar dos múltiplos imputados e imputadas por corrupçom nas fileiras do seu partido é, no seu caso, reclamar a “presunçom de inocência até que resolva a Justiça”.

Os agentes, que comparecérom armados na sala de vistas, ante a impossibilidade de demonstrarem os delitos imputados optárom por concentrar as declaraçons em quatro pessoas, tratando de evidenciar –sem lográ-lo em nengum caso- a sua responsabilidade nas “desordens públicas”, “danos”, etc. da que acusaram todas as pessoas processadas. De facto, foi comum admitir por parte dos agentes a “extrema dificuldade” das identificaçons.

Fracasso absoluto da “Delegación”

As testemunhas que dependem das diretrizes políticas da “Delegación del Gobierno de España”, após admitirem a inexistência de provas fidedignas e personalizadas para as acusaçons apresentadas, concentrárom as suas intervençons em quatro imputados nos que pretendem cargar as responsabilidades penais. De um chegárom a afirmar, incluso, provocando as gargalhadas da sala, que identificárom o seu rosto “a cem metros de distáncia”.

Igualmente sucedérom-se erros nas denúncias apresentadas após da manifestaçom do 8F e incluso um polícia afirmou que ele nunca escuitou nengúm tipo de insulto por parte dos galegófobos de Galicia Bilingüe quando esta foi a dinámica daquela jornada. Assim mesmo, vários agentes declarárom que as manifestantes pro-língua vestiam todas de preto, mas outro dos agentes declarou que as pessoas às que identificara visualmente iam com roupa vaqueira.

Além da chafalhada jurídica que suponhem doze detençons sobre as que logo nem sequer se é capaz de manter umha acusaçom solvente ante um tribunal, o acontecido desvela o conteúdo político do processo, já nom tanto por parte do tribunal, que é ordinário e cuja cumplicidade com a estratégia de Juárez está por demonstrar, mas polas próprias decisons da “Delegación del Gobierno de España”, que decidiu deter militantes a esgalha em 2009 para organizar um macro-processo contra o movimento de normalizaçom lingüística que é juridicamente insustentável.

Testemunhas policiais comunicam entre elas

Da falta de garantias da causa dá testemunha o facto de que os agentes que abandonavam a sala se comunicavam por telefone com as testemunhas policiais que ainda nom entraram, orientando as suas declaraçons apesar da advertência da juíza no sentido de que “abandonem o edifício e nom se ponham em contato com os seus companheiros”.

Ordem de nom retransmissom do juízo

Na vista do dia de hoje, desde CEIVAR, nom puidemos retransmitir o juízo como se fixera na terça feira. O motivo foi a proibiçom expressa da juíza de empregar os telefones ou qualquer dispositivo que permitira narrar os acontecimentos.

Chegado a um momento da vista à juíza foi-lhe comunicado que se estava a transmitir o juízo e expulsou a umha jornalista da sala.8FFF

Espaços para a solidariedade

A diferença do que ocorrera na vista anterior, durante o descanso, ao preso independentista Roberto Rodríguez Fialhega, “Teto”, fixérom-no abandonar a sala de vistas polo que hoje as amigas e familiares tivérom menor tempo para comunicar-se com ele. Pola contra, a solidariedade chega desde qualquer recuncho e, como anédota, um solidário levou á sala um bolo caseiro para compartilhar com Teto. A Teto nom lhe permitirom levar o doce mas minutos antes de rematar o juízo puido comer umhos bocados.

Quase seis horas durou a vista e à saida ainda continuava um nutrido grupo de solidárias aguardando às portas dos Julgados de Fontinhas. O vento, a chuva, o frio e a pressom policial nom as minguárom demostrando que a solidaridade é imparável.