Ceivar solicita à USC que denegue a utilizaçom de instalaçons universitárias a Baltasar Garzón

Baltasar_GarznO organismo popular anti-repressivo Ceivar solicitou publicamente no dia de hoje à Universidade de Compostela que denegue a utilizaçom das suas instalaçons ao ex juíz da Audiencia Nacional Baltasar Garzón. Esta petiçom pública foi remitida a todos os sindicatos, organizaçons estudantis e partidos políticos com presença na USC, assim como aos principais meios de comunicaçom de massas.

O motivo em que se fundamenta a solicitude é a condiçom execrável de Baltasar Garzón como juíz dum tribunal político de excepçom que amparou e ampara a aplicaçom sistemática da tortura a pessoas detidas por delitos de natureza política e que, ainda hoje, numha democracia formal, ilegaliza e persegue organizaçons políticas, juvenis, anti-repressivas ou meios de comunicaçom populares ao serviço da repressom estatal. O processo repressivo aberto contra o independentismo galego nom é alheio a estes esquemas fascistizantes.

Baltasar Garzón, que é objeto dumha campanha de lavagem de imagem que trata de apresentá-lo a nível internacional como “um valedor dos direitos humanos” e a nível estatal como “amigo das vítimas do fascismo”, é, em realidade, o indivíduo que desde o seu posto de juíz político de excepçom tolerou e silenciou a tortura de centenas de detidos e detidas por delitos de natureza política.

Indivíduos desta calanha nom podem ter acolhida na USC. É por isso que chamamos ao professorado progressista, às organizaçons do estudantado galego e aos trabalhadores e trabalhadoras do PAS da Universidade de Compostela e os seus sindicatos a reagirem coletivamente contra esta vergonha que se pode estar a financiar aliás com dinheiro público. A prática da tortura nom pode ter espaço nem reconhecimento numha Universidade pública.