Comunicado d@s pres@s independentistas galeg@s, das cadeas espanholas

Como já vinhemos anunciando, o nosso Organismo Popular Anti-repressivo está a celebrar polas comarcas do País umha série de actos reivindicativos pol@s pres@s independentistas, entre os quais os jantares e ceas solidárias de convívio que visam socializar as demandas de repatriaçom e liberdade para a Giana Gomes e o Ugio Caamanho,assi como a recadaçom de recursos económicos para afrontar as exigências da dispersom carcerária. No último realizado por enquanto, que foi efectuado na passada fim-de-semana polo comité comarcal de Ceivar-Compostela, deu-se leitura ao comunicado que das cadeas espanholas de Cáceres e Brieva nos figérom chegar @s pres@s independentistas, e que reproduzimos na íntegra a continuaçom: “Desde que nos detivêrom a 23 de Julho de 2005, nós @s 2 vemos imagens da Galiza principalmente por meio das televisons espanholas. Assi é que nos demos de conta de que o que a Espanha vê ou quer ver em nós é sempre gente chorando. Se umha vaga de incêndios arrasa o território, aparecem imagens de pessoas labregas chorando; se há inundaçons, choram comerciantes; se naufragam marinheiros, choram viúvas; se numha vila umha família esfameia e um menino morre de inaniçom, mais lágrimas. Achamos que num ano e meio nom vimos nem um/ha so(a) galeg@ airad@ na T.V. Tamém nom vimos nengum rindo. Nom é que nos preocupe o que pense de nós o espectador espanhol. O que acontece é que esta deformaçom mediática exprime um desejo e um propósito do Estado, a materializaçom dos quais si nos afecta directamente. Entre outras cousas, mantendo-nos pres@s. O povo galego nom foi assi tan dócil como se quer pensar na Espanha. Isso sabemo-lo nós, sabem-no os meios de comunicaçom galego-espanhóis e sabe-o especialmente a Policía. Que se ignore no estrangeiro e que essa ignoráncia se conserve é labor dela. Na última década, em concreto, a principal expressom radical de resistência do povo consistiu na proliferaçom de sabotagens desorganizadas e anónimas por todo o País, de níveis técnicos diversos e alvos tam amplos quanto as formas em que agridem a comunidade e o território: veículos do exército, sedes do P.P. e do P.S.O.E., projectos de infra-estruturas lesivas coa Terra, escravagistas, especuladores, polícias e jornalistas aditos ao regime fôrom assinalados por acçons de sabotagens que socialmente se atribuem a sectores do Independentismo e, em menor medida, anarquistas, por muito que @s activistas da luita ilegal sempre preferírom o mutismo, deixando que os próprios actos se explicassem a si mesmos. Após dez anos quase sem detençons de importáncia e, em todo o caso, sem nengum/ha activista encarcerad@, a dinámica de luita alarga-se a mais sectores e crece em intensidade e contundência. Os corpos policiais, pressionados por um governo ansioso por fechar os conflitos revolucionários internos para ocupar-se coas mans livres do Islamismo, aperta o cerco a independentistas e anarquistas, multiplica seguimentos e controlos, e pratica a cada vez mais detençons.Nós @s 2 fomos capturad@s em Santiago e encarcerad@s em prisons madrilenas logo de relacionar-se-nos cum ataque bombístico que o mesmo dia sabotara a sede de Caixa Galicia na capital. Poucos meses despois, as detençons, ordenadas pola Audiencia Nacional a instáncias da Guardia Civil, afectariam a direcçom da organizaçom juvenil A.M.I., bem como militantes populares e especialmente dos centros sociais. Só a nós @s 2, no entanto, se nos denega a liberdade provisória por enquanto. Dispersad@s a centenares de quilómetros da nossa Pátria, a muitas horas de viagem das nossas famílias e amizades, a experiência da prisom tem sido avondo procelosa para nós. Agressons, plantes, dispersom, isolamento, castigos e denúncias tenhem acompanhado o nosso percorrido por diferentes presídios onde nunca deixamos de achar tamém a solidariedade doutr@s pres@s polític@s e tamém d@s galeg@s e internacionalistas que se ocupárom de enviar-nos todos os ánimos e as forças que pudêssemos necessitar. Encontrámos tamém o orgulho e o poder da simples vontade, da simples negaçom, e dessa maneira conseguimos pequenas vitórias carcerárias que fam com que, no momento de escrever estas linhas, a situaçom esteja estável e sem mais enfrentamento que o que implica que umhas pessoas estranhas nos encerram um dia trás outro nas celas e empecem-nos sair daqui. Entretanto, o nosso sumário continua aberto e Policía e Guardia Civil pretendem ainda empregá-lo para engaiolar mais independentistas e atribuir-nos a maior quantidade de delitos possível. Por enquanto, desconhecemos tanto a petiçom fiscal final quanto a data de juízo, que até poderia celebrar-se no ano que vem cumha prórroga prévia da prisom preventiva. Quererám que nós tamém choremos, digo eu. Porém, se deixamos de sorrir é por umha breve e bem justificada ira, igual que se deixássemos de construir a Galiza nom seria para chorarmos sobre os seus escombros, mas para defendê-la de quem tenta a sua demoliçom. Que fotografem isso”. Outono de 2006 Giana Rodrigues Gomes, presa independentista galega no cárcere espanhol de Brieva (Ávila) Ugio Caamanho Sam-Tisso, preso independentista galego no cárcere espanhol de Cáceres Aproveitamos para lembrar ao nosso público leitor que o seguinte jantar solidário pol@s pres@s independentistas que Ceivar organizará será no dia 23 de Dezembro, no local social viguês Faísca. Lá vos aguardamos!