Governo local compostelano aumenta a presença policial na rua com a escusa do ‘garrafom’ e reforça as sançons administrativas

A capital galega é um paradigma de como o sobredimensionamento do sector turístico arrastra necessariamente o recurte continuado de liberdades públicas nas populaçons afectadas e o incremento sostido da presença policial. Todo deve estar correctamente disposto para que @ visitante se sinta a gosto nos destinos oferecidos polas agências turísticas e comprove, visualmente, que o perfil do lugar escolhido para a sua viagem se corresponde 100% com o apresentado nos folhetos dos turoperadores. Coincidindo com o início do curso académico e respondendo aos apelos de ‘mao dura’ do diário fascista ‘El Correo Gallego’, a câmara da capital aprovará hoje de forma inicial a ‘Ordenança Municipal de Resíduos e Limpeza Viária’. A nova normativa, que pode estar em vigor em dous meses, decreta a restriçom absoluta do consumo alcoólico fora dos circuitos comerciais, o aumento da presença de agentes à paisana e, embora resultar paradoxal e cómico, a perseguiçom policial de pessoas que urinem em lugares públicos. Embora esta última ser a questom higiénico-sanitária de menor importáncia num termo municipal onde proliferam impunemente as agressons ambientais por parte de empresas construtoras, madeireiras, política de infraestruturas, etc., lograr a sua perseguiçom policial e administrativa foi um dos cavalos de batalha da ultradireita mediática local nas últimas semanas. O regedor ‘socialista’ Sánchez Bugallo anunciou em contestaçom indirecta a ‘El Correo Gallego’ que “haverá agentes à paisana e de uniforme patrulhando as ruas para reduzir estas práticas já que é necessário pilhar in fraganti o infractor”, segundo vinha exigindo o diário. Restriçons e implicaçom das famílias na repressom A aprovaçom da nova normativa anuncia no seu artigo 67 que “fica proibido o consumo e venda de bebidas nos espaços públicos” que nom sejam as terraças de estabelecimentos hostaleiros que quotizam à câmara municipal, ou em situaçons autorizadas como “festas” (entendam-se exclusivamente as oficiais). Estabelecem-se sançons económicas de 100 a 750 euros para o consumo alcoólico nom acoutado nos recintos comerciais. A imposiçom de “trabalhos em benefício da comunidade” –trabalhos forçosos nom retribuidos- poderá ser a medida punitiva alternativa às sançons pecuniárias. A manobra municipal de distracçom/confusom visa reforçar a ingerência policial na vida comunitária e colocar o 092 como um dos principais agentes reguladores desta. Aliás, a previsível aprovaçom da ordenança dota o governo local de instrumento punitivos mais fortes e consolida certa autonomia da adminstraçom municipal a respeito da Justiça espanhola à hora de impor sançons económicas e trabalhos forçosos. Finalmente, responsabiliza-se legalmente às famílias, seguindo as directrizes da ultradireita mediática e social compostelana, na repressom d@s menores e declara-se a maes, pais e titor@s “responsáveis directos e solidários das infracçons” cometidas por aqueles.