Moço galego de 21 anos apareceu este sábado enforcado na prisom da Lama

Segundo a ediçom dominical de Ponte Vedra de La Voz de Galicia, um moço de 21 anos apareceu morto na sua cela no centro penitenciário de alta segurança da Lama (Terra de Montes). O falecido responde, segundo a citada fonte, às iniciais R. F. A. e tinha 21 anos de idade. Um carcereiro da prisom da Lama descubria o corpo sem vida do moço no interior da sua cela. A notícia nom mereceu um relevo especial nos principais meios de difusom apesar da sua gravidade. Segundo fontes que La Voz de Galicia cita como ‘sindicais’, o companheiro de cela de R. F. A. dou o alarme através do timbre sobre as 01:00 da madrugada de sábado. Funcionários do cárcere teriam-se deslocado à cela do módulo 3 encontrando já morto o jovem, supostamente, por enforcamento. O corpo do moço galego está pendente da realizaçom dumha autópsia que defina as causas da sua morte. As citadas fontes ‘sindicais’ nom concretadas na crónica informativa “lamentárom este tipo de sucessos”, segundo La Voz, qualificando-os de “terríveis” à vez que “praticamente inevitáveis”. Situaçons indutoras Informes de Instituiçons Penitenciárias apontam que cinco pessoas perdérom a sua vida na prisom da Lama em 2004. Os centros penitenciários de Teixeiro e Monte Roso produzírom durante o mesmo período as mortes de 8 e 4 pessoas, respectivamente. No entanto, segundo o Executivo espanhol, “em relaçom ao estado de saúde da populaçom reclusa nos cárceres galegos, [a situaçom] é 62rável ao do resto das prisons do Estado”. Segundo o mesmo informe, dezassete pessoas eram postas em liberdade “por enfermidade incurável”. A morte ainda nom esclarecida completamente do moço R. F. A. soma-se à nómina de pessoas que cada ano perdem a sua vida nos cárceres espanhóis, quando se encontram, oficialmente, ‘sob a custódia’ estatal. Embora as associaçons corporativas de funcionários de prisons assegurem que a situaçom é “praticamente inevitável”, a responsabilidade estatal nestes ‘suicídios’ e ‘mortes por enfermidade’ -ambos induzidos por situaçons higiénico-sanitárias e ambientais favorecedoras- resulta inegável. A definiçom dos centros penitenciários espanhóis como ‘centros de extermínío’ físico da pobreza e da dissidência política nom resulta, portanto, qualquer afirmaçom desproporcionada, mas a descriçom dumha realidade que os grandes meios impressos e electrónicos teimam em silenciar como neste caso. A este respeito, anexamos no linque inferior o informe elaborado pola associaçom basca Salhaketa titulado ‘Mortes sob custódia no Estado espanhol 2001-2004’.