Última actualizaçom: 22 de Julho de 2008

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Excelente resposta neste 24 de Julho à 'I Cadeia Humana pola Liberdade dos Presos e Presas Políticas Galegas'
  28/07/2008
 Vista parcial da Cadeia Humana à sua entrada à Zona Velha de Compostela (Imagem cedida por gzi/Novas)

   Excelente é o qualificativo para descrever a resposta dada por dezenas de solidári@s e familiares à convocatória da 'I Cadeia Humana pola Liberdade dos Presos e Presas Políticas Galegas'. Sob umha intensa chuva, umha forte presença policial e a ameaça permanente da violência, dezenas de pessoas respondiam a umha convocatória silenciada polos principais meios de difusom e boicotada pola Polícia Local e a Brigada Municipal de Limpeza de Compostela, que nos dias prévios se dedicavam afanosamente a identificar os convocantes e retirar todos os cartazes possíveis.

No momento de maior afluência, 180 solidári@s assistiam ao acto. Quando se começavam concentrar as primeiras pessoas por volta das 19:30 h., um retém de efectivos da Polícia espanhola dirigia-se ao centro da Praça da Galiza para identificar “os organizadores do acto”. Embora vários membros da Mesa Nacional de Ceivar acedérom a facilitar as suas filiaçons, os 'antidistúrbios' faziam extensiva a exigência a tod@s as ali presentes, demonstrando que a finalidade última do procedimento nom era apenas localizar os responsáveis de eventuais ‘alteraçons da ordem pública’, mas actualizar os ficheiros policiais de militantes e solidári@s.

A exigência maciça de filiaçons dava passagem a um breve interrogatório sobre as “intençons” do organismo popular anti-repressivo no desenvolvimento da convocatória. Neste ponto, os nossos porta-vozes explicitárom a vontade colectiva de Ceivar de levar adiante o acto por cima de qualquer proibiçom ou violência legal, dando conta da sua duraçom e percorrido e explicitando a ausência de qualquer intençom de impedir a circulaçom de pessoas e viaturas. Após o chamada dos ‘antidistúrbios’ presentes na praça a algum mando político ou policial, dava-se luz verde à celebraçom do protesto, embora fosse sob a ameaça de que qualquer incumprimento seria contestado com umha carga policial.

Milhares de pessoas conhecem
denúncia da situaçom carcerária

A permanência d@s solidári@s concentrad@s na Praça da Galiza, num momento de máximo tránsito e afluência à capital galega –festas locais, turismo estival, Dia da Pátria, celebraçom institucional do ‘Patrón de España’, etc.-, fijo com que durante umha hora milhares de pessoas tivessem conhecimento directo da denúncia da repressom penitenciária, concretada na dispersom, a aplicaçom de torturas e o encarceramento de militantes políticos galegos e galegas. É de resenhar a presença de sete carrinhas policiais situadas em distintos pontos da praça e dezenas de agentes apostados com material empregado habitualmente nas cargas policiais.

Faixas, retratos d@s quatro pres@s independentistas, cartazes em inglês e francês denunciando a existência de presos e presas políticas na Galiza, etc. davam a conhecer a próprios e estrangeir@s umha situaçom sempre ocultada e negada que se exprimiu em palavras-de-ordem como ‘Defender a Terra nom é delito!’, ‘Liberdade patriotas galeg@s!’, ‘Direitos humanos dentro das cadeias’, ‘Que queram, que nom, Galiza é umha naçom!’, ‘Giana, Ugio, liberdade!’, ‘Sánti, Jose, liberdade!’, etc.

Amago de carga policial

Seguindo o percorrido pactuado, @s solidári@s começavam a deslocar-se em fileira de a um da Praça da Galiza para o Toral, onde Ceivar faria umha comunicaçom aos e às ali presentes. O acesso ao Toral ia-se fazer através da rua das Orfas e a Rua Nova para dar maior visibilidade à fileira reivindicativa. No momento de a marcha achegar-se para a Rua Nova, dezenas de ‘antidistúrbios’ bloqueavam a cabeça desta junto à Igreja de Salomé ante o temor de que percorresse lugares da zona velha ateigados de gente a essa hora. O decurso posterior da mobilizaçom até o Toral fijo-se em todo momento rodead@s de dous cordons policiais ao tempo que arreciavam os gritos contra as forças de ocupaçom, a repressom, a dispersom d@s pres@s independentistas, etc.

Participaçom diversa

É de resenhar também, devido à importáncia estratégica que possúi, a diversidade de projectos sociais de base, geraçons, comarcas, sensibilidades políticas, etc. que se vírom representados nesta mobilizaçom através de indivíduos concretos, assi como o acerto dum discurso anti-repressivo que, sem se desligar da sua matriz independentista, nem se perder nas vereas do assistencialismo humanitário e apolítico, nom constrange a solidariedade com @s militantes repressaliad@s e pres@s à adesom incondicional a determinadas estratégias políticas.

Queremos destacar também, nesta primeira valorizaçom de urgência do desenvolvimento dumha iniciativa que aguardamos introduzir no calendário anual de mobilizaçons do organismo, a originalidade do acto reivindicativo e a importante projecçom social que pode alcançar umha reivindicaçom apesar de manejar uns recursos limitados. Finalmente, é de assinalar o valor político e humano que atribuimos à numerosa assistência a um acto que, desde o início, se desenvolvia sob um clima de carga policial e no que a solidariedade com @s pres@s demonstrou um alto nível de auto-organizaçom e disciplina colectivas.

O remate da mobilizaçom produzia-se na Praça do Toral onde um militante do organismo popular anti-repressivo dava leitura ao comunicado redigido pola Mesa Nacional para esta ocasiom e que reproduzimos na notícia anterior.


Mais informaçom: http://www.ceivar.org