 | | Ricardo Guerra, assassino do siareiro da R.S. Aitor Zabaleta, para quem a AP de Madrid propujo permisso de liberdade |
Apoiar de viva atitude, e nom só de palavra, as citas das selecçons desportivas nacionais, pode acarrear a acusaçom de “provocar reacçons no público que alterem ou podam alterar a segurança cidadá”, facto qualificado como “constitutivo de infracçom administrativa grave” e punível com sançons oscilantes entre 300 e 6000 E.
Esta é a acusaçom que a Polícia Nacional de Ponte-Vedra formulou recentemente à Subdelegaçom do Governo espanhol nessa província do nosso País, contra um membro do colectivo desportivo “nacionalista radical” (segundo a denúncia da Polícia) Siareiros Galegos, que acudira ao pavilhom municipal a presenciar dous partidos de handebol; o primeiro, entre as equipas de Barcelona e Valhadolide; o segundo, entre a selecçom galega e a selecçom de Túnez.
Ao primeiro partido assistira grande quantidade de siareiros valhisoletanos, alguns com bandeiras espanholas. Durante o jogo, umha trintena de jovens de Siareiros Galegos concentrou-se nas aforas do pavilhom, proferindo berros contra a Espanha e em prol da independência do nosso País. A Polícia Nacional denuncia, considerando-o factos provocadores para a segurança cidadá (!), que @s moç@s coreavam cánticos como “Puta Espanha”, “Galiza coa Espanha umha merda”, “Sem a Espanha, um País”, “Galiza Ceive”, “Ide para a Espanha!”, “Que bote a Galiza e quem nom botar é um puto espanhol”, à saída d@s siareiros da equipa espanhola.
Tamém afirmam que @s partidári@s da selecçom galega se introduzírom no pavilhom e insultárom o conjunto de assistentes ao partido (!).
Os agentes da “nacional” identificárom um moço ponte-vedrês dos Siareiros Galegos e, para além da acusaçom mencionada, denunciam que o rapaz se comportou com eles “de maneira despectiva e insultante” porque lhes exigiu que se dirigissem cara a el em galego. Tamém tomam este rapaz como alvo reiterado, afirmando que “o identificado caracterizou-se, em todo o momento, como líder do grupo de concentrados, destacando polos seus berros e cánticos” (!). Por todo isto que denuncia a Polícia Nacional de Ponte-Vedra, por meio da Brigada Provincial de Segurança Cidadá, é que o subdelegado do governo colonial nessa província, José Luis Baña Mouzo, pretende impor ao independentista um castigo económico de 1500 E.
Polícia e instituiçons estatais indultam a violência espanholista.
Para além de mostrar o nosso mais firme apoio ao independentista sancionado, de Ceivar queremos denunciar que, enquanto os tribunais espanhóis decidírom em Julho o permisso de liberdade para o neonazi que assassinou o siareiro basco da Real Sociedad Aitor Zabaleta
(vid. a notícia da ligaçom anexada ao final),
condenam um moço galego ao pago de 1500 E por proferir num pavilhom desportivo cánticos de independência e contra a Espanha, e por exigir que se lhe respeite o seu direito a que um agente institucional se comunique com el na sua língua. Aunam-se neste caso a repressom lingüística coa coarctaçom da liberdade de expressom ideológica.
Fica bem claro que exercer no Estado Espanhol a manifestaçom da opiniom política che pode passar boa factura, e nunca melhor dito.
O que a Polícia Nacional espanhola e as instituiçons representantes da Espanha na nossa Terra disfarçam de acçons destinadas a impedirem pelejas entre grupos rivais, ou ao mantimento da orde e segurança cidadá, converte-se em realidade numha acossa das expressons colectivas públicas antiespanholas; a própria P.N. delata os seus preconceitos motivadores das suas actuaçons arbitrárias e parciais, dependendo de que cidadá(m) ou sector da populaçom seja o suposto infractor da lei,
ao afirmar na sua denúncia que
“ao ter-se conhecimento nesta esquadra policial de que um grupo, de carácter nacionalista radical, denominado Siareiros Galegos, ia acudir ao partido da selecçom da Galiza, e ante a possibilidade de que estes se enfrentassem ou provocassem os siareiros de Valhadolide ou até tentassem agredi-los, estabeleceu-se o pertinente dispositivo policial”
(traduçom da equipa de redacçom de www.ceivar.org para a nossa língua).
Conclusom: as forças de ocupaçom, tendo conhecimento da presença dum grupo nacionalista, já toma as medidas de precauçom e segurança cidadá destinadas ao coidado dos espanhóis visitantes, por se acaso os galegos os provocassem ou atacassem. É em pretensa virtude dessa Lei 1/1992 de “Protecçom da Segurança Cidadá” que a P.N. sobreprotege os espanholistas e, para justificar o despregue policial, precisando demonstrar que a segurança cidadá (espanhola) supostamente estava em perigo, escolheu como bode expiatório o independentista H.F.G., quem o nosso Organismo Anti-repressivo defenderá como represaliado político que é.
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