2014022018185888765À par que começou o novo curso académico também semelha que começárom as vistas mais os juízos contra o estudantado galego. Amanhá, quinta feira (dia 22) será umha estudante a compareça por umha suposta “falta de maltrato” em Compostela. Antia, além de estudar História, também é militante da organizaçom estudantil Agir desde onde relatam os factos polo que a acusam:

“No dia 26 de fevereiro, na jornada de greve que vaziou as aulas de todo o País, o estudantado mais consciente organizamos, como em todas as convocatórias, dezenas de piquetes nas portas dos centros para garantir o direito à greve do alunado. Os piquetes som um elemento essencial para evitar que todas as estudantes que decidem secundar os paros no ensino nom sejam sancionadas polo professorado que nom respeita a sua eleiçom. Este é um método de proteçom solicitado em multidom de ocasions polo alunado que vê perigar os seus resultados académicos apoiando a greve, já que muitos e muitas docentes consideram falta de assistência nom justificada a ausência nesse dia se apenas um ou umha aluna acode à faculdade, restando pontuaçom ou mesmo chegando a reprovar cadeiras enteiras às pessoas que legitimamente decidem nom ir às aulas numha convocatória de paro no ensino. É por isto que de AGIR defendemos a funçom necessária que tenhem os piquetes para garantir o direito à greve e o seu caráter coletivo.

Nessa jornada, como já se tem passado noutras ocasions, houvo um reduzido grupo de estudantes que, atuando de maneira individualista e insolidária, tentárom entrar nos centros, sem sucesso nem maiores problemas. Mas umha delas foi a denunciante, que a primeira hora da manhá chegou à faculdade de História com a intençom de aceder a ela custasse o que custasse. Fazendo ouvidos xordos às recomendaçons para que abandonasse a sua violenta e provocadora atitude, e num estado de exaltaçom evidente, começou a empurrar às membras do piquete. Umha das que estava à frente era a nossa companheira, que ainda apenas utilizando exclussivamente métodos defensivos para evitar a entrada no centro, foi golpeada até em três ocasions, apesar dos seus reiterados avisos para que frenasse as agressons. Quando por quarta vez UC lhe levantou a mao, Antia escusou seguir sendo humilhada e devolveu-lhe um bofetom. Mas a esquirola nom gostou de ficar sem a impunidade que creu ter e ameaçou com chamar à polícia e denunciar, quando ironicamente devera de ser a nossa companheira a que o figesse. Durante os dias seguintes soubemos que UC afirmava ter posto umha demanda contra a militante de AGIR, mas perguntada por outras membras do piquete negou-no, pedindo que Antia a perdoasse e que esquecesse este “incidente”.

No passado mês a nossa companheira recebeu umha notificaçom na que era citada para um juízo por “falta de maltrato”, com um relato que supera a ficçom. Nele pom-se à agressora como umha vítima que apenas pretende estudar e que é repudiada por um piquete que a ameaça com pegar-lhe, e a nossa companheira é umha violenta independentista que aparece da nada para golpear à inocente UC quando esta solicitava amavelmente entrar na faculdade.”

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR chamamos à solidariedade com a militante e estudante e rechaçamos todas as expressons de vitimizaçom das/os agressoras/es e as denúncias gratuitas contra as/os ativistas. Igualmente estaremos presente na concentraçom que há convocada diante dos Julgados das Fontinhas (Compostela) às 10h.

Dia: 22 de Outubro
Hora: 10h
Lugar: Julgados das Fontinhas (Compostela)