imagen-sin-tituloAos serviços de comida e limpeza subcontratados e ao trabalho escravo de reclusas/os em empresas privadas exteriores às prisons, o passado mês de outubro de 2013 o Ministerio del Interior anunciava um novo negócio derivado dos centros penitenciários. Tratava-se dos 48 milhons de euros que se destinavam para a privatizaçom da segurança do perímetro das prisons e que, mediante a Ley de Seguridad Privada, promovia a contrataçom de pessoal diretamente de empresas privadas.

O departamento que gestiona Jorge Fernández Díaz punha em andamento esta nova política de privatizaçom que se iria implementando nos centros penitenciários do Estado Espanhol (agás em Catalunya) em três fases. Neste mês de outubro teria que ter-se iniciado a última fase na que agentes da Policía Nacional e da Guardia Civil abandonariam os recintos penitenciários sendo substituidos por segurança privada. Os objetivos supostamente respondiam a interesses económicos já que os cálculos feitos polo Ministerio del Interior afirmavam que os custes seriam menores. Igualmente pretendia-se ubicar aos escoltas que perdérom o seu trabalho após o cessamento da atividade armada em Euskal Herria.

Nada mais afastado da realidade. Os agentes da Policía Nacional e da Guardia Civil continuam com as suas funçons nas prisons compartilhando as mesmas com os membros da segurança das empresas privadas. Igualmente, somentes o 10% dos escoltas destinados anteriormente em Hego Euskal Herria estám desempenhando ocupaçom de segurança nas prisons. Pola contra, o Ministerio del Interior nunca informou publicamente do desenvolvimento e das avaliaçons deste programa que leva em andamento um tempo muito considerável.

Rede de negócio

A proximidade das eleiçons gerais é um dos fatores que está paralisando a implementaçom desta terceira fase já que desde as agrupaçons de polícias e de funcionários de prisons nom estám satisfeitos com esta medida do Ministro e o Partido Popular  teme a perda de votos deste seitor. Mas esta nom é a única razom. Desde há ums meses as mesmas agrupaçons de polícias e funcionários estám denunciando as constantes pelejas e agressons entre os próprios membros da segurança privada a causa de desputas polas funçons a desenvolver.

Por outra banda, lonje de ser rentável economicamente, os gastos com a externalizaçom da segurança nom param de incrementar-se. Aos salários dos agentes da Polícia Nacional e da Guardia Civil, há que engadir agora os da segurança privada que se estimam nesta segunda fase em 2.200 euros ao mês por vigilante privado. Bem é certo que estes nom perceberám tais salários mas sim que permite clarificar as suculentas cifras de ganáncias que lhe reportarám à empresa privada para a que trabalham assim como a mentira que alega o Gobierno de España em quanto à eficiência económica.  

Finalmente caberia destacar que quem mais sofre com estas externalizaçons é a populaçom reclusa que dia a dia padece a massificaçom carcelária e a baixada de qualidade na alimentaçom, serviços médicos e condiçons de higiene. Igualmente a respeito da privatizaçom da segurança privada é de sublinhar a maior impunidade com a que podem operar as empresas a respeito de um ente público.