jpgDesde que em 1936 o fascismo se ergueu em armas contra a vontade popular, regueiros de sangue galego derramárom-se polo País. Se há três dias lembrava-se a figura de Alexandre Bóveda, ontem foi a turma em Compostela de honrar a Ángel Casal.

O ato começou na rua do Vilar onde estava ubicada a imprenta “Nós” na que Casal estava plenamente comprometido e da que saiam à luz a “Revista Nós” e “A Nosa Terra”. O fio das intervençons foi um desenho realizado por Castelao na sua obra “Galiza Mártir”, concretamente o que leva por legenda “non enterran cadáveres, enterran sementes”. Com esse ponto de partida abordou-se a vida pessoal e militante do que fora alcalde da capital do País desde Fevereiro de 1936 até a sua detençom e posterior assassinato o 19 de Agosto do mesmo ano.

Casal, homem involucrado com o nacionalismo galego, participou ativamente no eixo da difusom das ideias mediante as publicaçons de corte soberanista mas também foi dos primeiros em reivindicar a “República da Galiza”. Igualmente militou nas filas do Partido Galeguista e previamente unira-se às Irmandades da Fala da Corunha. Anterior a esta etapa estável na Terra, Casal tivera que emigrar a Buenos Aires e a Burdeos pola precariedade laboral, umha história que se repite para milhares de galegas/os cada dia.

A homenagem a Casal em Compostela concluiu na Praça do Obradoiro onde se pendurou do Concelho a bandeira desenhada por Castelao com umha sereia e o gravado no escudo “denantes mortos que escravos”. Durante a sua colocaçom as/os assistentes berrárom vários “Galiza ceives” e fechou-se entoando o hino nacional.