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Jexuxmari Zalakain é professor na faculdade de Ciências Sociais e da Comunicaçom da Universidade do País Basco. Com uma petiçom fiscal inicial de 48 anos de prisom, que sofreu diferentes variaçons e reduçons, acabou cumprindo 8 anos de cárcere por fazer parte do Conselho de Administraçom do diário EGIN, que foi clausurado pelo juiz Baltasar Garzón no ano 1998.

Ceivar: Por fazer jornalismo acabas com teus pés numa cela. Conta-nos, que era Egin e por que acaba "ilegalizado".
J.Z: EGIN foi um jornal abertzale de esquerda, criado e mantido pela contribuiçom de pequenas quantidades da gente durante 20 anos, um diário popular, nom elitista, que se denominou a si mesmo “a voz dos sem voz”, no sentido de que tratava de refletir as aspiraçons e combates dos sectores mais esquecidos pela grande imprensa, e também dos mais ativos politicamente. Com o tempo converteu-se na besta negra do estado espanhol e de quem sustentavam seus interesses dentro e fora de Euskal Herria. A seu fechamento o inefável e grotesco presidente Aznar disse: “Achavam que não nos íamos atrever”. Efetivamente, atreveram-se com toda a impunidade, acusando a seus gestores e jornalistas de pertence a banda armada”. Em 2009, com todos seus gestores, o diretor e a subdiretora no cárcere, fechada também a emissora RÁDIO EGIN, o Tribunal Supremo espanhol sentenciou que seu fechamento tinha sido “ilegal”; mas ninguém devolveu os bens apreendidos.

Ceivar: Em todos estes anos que estiveste preso, notaste uma grande diferença na luita na rua?
Durante esses anos a esquerda abertzale deu uma grande viragem, apostando por vias “exclusivamente democráticas”, ETA deixou as armas “definitivamente”, e toda a militância ficou moi tocada, quase em choque durante vários anos, sem poder levar à prática as formas de luita que tinha adoptado para a nova etapa que se abria a continuaçom. A mim e aos meus companheir@s de prisom parecia-nos que nossa gente tinha perdido punch, que nom tinha frescura, que já nom tinha chispa”; era também o que nos iam transmitindo @s companheir@s que saíam em liberdade. Dava-nos a impressão de que nom se sabia moi bem como atuar, ou que se fazia moi torpemente. Depois surgiu o 15M, Podemos e as confluências e parecia que tinham descoberto o mediterrâneo: há que lutar pela gente, a confluência da luta nacional e social; ou seja, justamente as senhas de identidade da esquerda abertzale de toda a vida. Agora, após nom poucos desencontros, acho que o pessoal se recuperou desse trauma inicial e está de novo com as pilhas carregadas, uma direçom renovada e uma ingente tarefa por diante: queremos ser independentes, ativando o direito a decidir, sem tentar previamente adobregar ao estado com as armas.
A mim me tocou viver uma época muito tranquila, ao menos comparado com a que me contavam os colegas que viveram e sobreviveram aos combates dos 80-90: contínuos confrontos, greve de fome prolongadas, a morte em algumas ocasions, chapeos, etc. O confronto com a instituiçom carcerária foi quase uma forma de vida. O nosso foi mais suave. Após ouvir os relatos de tempos passados, comecei a dizer que eu estava num “balneário”. Temos feito de todo o anterior, mas com outra intensidade, a outro ritmo. A instituiçom segue mantendo a muitos d@s pres@s polític@s em isolamento e em condiçons pouco dignas, mas digamos que o assanhamento é mais seletivo. Ademais, tinha-se decidido que a luta se transladasse basicamente à rua, que o peso da repressom nom devia de cair principalmente n@s prisioneir@s. Nom sei se com muito sucesso.
Ceivar: Nos últimos anos fomos vendo como se modificava o discurso mais político, pela amnistia total d@s pres@s, por um mais em favor do respeito dos direitos humanos. ¿Por qué achas que se dá esta mudança?
É uma mudança de perspectiva, nom de fundo. Tem sido motivado pelo interesse de acercar a mais sectores da populaçom ao compromisso pel@s pres@s, procurando aqueles temas que pudessem atrair a sectores mais amplos, aqueles que historicamente nom tinham participado na tentativa continuada de lhes trazer a casa. Nessa socializaçom do tema pres@s, a amnistia (amnistia osoa) ficou desdibujada, tam ao fundo que nom se percebia em primeiro plano (porque certamente nom tem estado), pelo interesse em centrar nos direitos humanos, um paraquedas mais sensível para a populaçom. Têm-se priorizado aqueles temas mais sensíveis, tem-se-lhes dado mais visibilidade. Aí apareceram sectores da esquerda abertzale (primeiro baixo a denominaçom ATA e depois Amnistiaren Aldeko eta Errepresioaren kontrako Mugimendua) que priorizam a amnistia acima de qualquer outra consideraçom, e que, em última instância –e isto é uma opiniom muito pessoal e pouco compartilhada— têm tido a virtude de voltar a reposicionar. Agora bem, também penso que a questom principal que bate nesse sector nom é a amnistia, já que está composto por militantes ou simpatizantes que nom estiveram de acordo com a viragem da esquerda abertzale em seu conjunto e têm canalizado seu descontentamento na amnistia. O mau de tudo é que se abriu uma brecha no movimento pró pres@s (nom sei de que profundidade), e tem reflito em familiares e prisioneir@s. E esta sim que é uma consequência pouco recomendável.

Ceivar: Como viveste tu no cárcere estas mudanças que se foram dando na esquerda abertzale?
Eu tenho estado os oito anos na prisom de Dueñas (Paléncia, Espanha), um cárcere de estrangeiros e nom tenho tido a oportunidade de debater com outr@s companheir@s em outros macos. Quando a esquerda abertzale deu sua viragem e anunciou em roda de imprensa o sentido do mesmo, nom podia acreditar o que estava a suceder. Algum@s companheir@s mais veteranos explicavam-me que a mudança vinha de longe e assim era, mas nom me cabia na cabeça. Digamos que me pilhou totalmente por surpresa. Quando saí estava vendido todo o percal. Estávamos em outra galaxia; com os mesmos objetivos, mas como que a música nom era a mesma. Lembro que, numha de tantas conversas de pátio, tentando entender o que sucedia, disse a meus colegas: “A partir de agora nossa luita nom vai ser nem épica nem lírica, será em prosa”. Nom esqueçais que os materiais para o debate chegam a prisom a contagotas, sorteando todo o tipo de dificuldades. E isso nos fez viver muitos momentos de soçobra. Mas já está, já passou. Espero que ainda possamos escrever páginas gloriosas para nosso povo, Euskal Herria
jexuxmari2Ceivar: O 27 de setembro de 2015 saístes do cárcere de Dueñas, em Palência, rodeado de moitísim@s amig@s que te foram receber. Desde esse dia segues dando a batalha na rua. Militante incansável, nom abandonas @s companheir@s que deixaste atrás. Podes falar-nos um pouco sobre as iniciativas que se estão a dar pela liberdade d@s pres@s gravemente enferm@s?
Nom deixam de se multiplicar as acções em favor tanto dos pres@s enferm@s, como de quem estam submetidos a isolamento, em contra da dispersão, polo seu achegamento a Euskal Herria, ou mais em general pola sua liberdade. Para dezembro está a preparar-se uma macro-mobilizaçom que estará centrada num encerro de ex-prisioneiros políticos vasc@s na localidade guipuzcoana de Usurbil (aberta também a outras pessoas), a turnos de 40 ou 50, desde o 10 de dezembro ao 14 de janeiro, dia em que celebrar-se-á a manifestaçom anual em Bilbo. Em torno do encerro estam a preparar-se toda a série de atividades, encontros, conversas, mesas redondas em povos e bairros de Euskal Herria

Ceivar: A luta pelo translado a uma prisom de Euskal Herria dos e das presas bascas vem de longe. Neste sentido, há uma cita todos os meses de janeiro na manifestação que se celebra em Bilbo desde faz anos, para exigir o imediato cesse da dispersom penitenciária e para consciencizar à sociedade basca ao respeito. Achas que existe uma aposta real por parte dos partidos políticos nacionalistas para acabar com a dispersão?
A reivindicaçom pelo translado de pres@s a Euskal Herria está generalizada nos sectores abertzales e progressistas (com diferente intensidade, claro está), mas vê-se que não se fez o suficiente, porque ainda não se conseguiu nem sacar aos enferm@s, nem acercar ao resto; quanto menos sacar à rua, nem com amnistia nem sem ela. Por tanto, têm-se de redobrar os esforços, e aqui ninguém sobra. O PNV foi um ator determinante à hora de pôr em marcha a dispersão; nom sei se implica no mesmo grau em retorna-los. Eu diria que nom.
Ceivar: @s pres@s, costumam-nos fazer chegar a mensagem de que as diferentes mostras de solidariedade som algo necessário para continuar adiante. Como viveste tu a solidariedade ao outro lado do muro?
A solidariedade do povo, da gente em suas diferentes versões e graus é fundamental para sobreviver com dignidade no cárcere. É o alento que se precisa para respirar, o alimento que nos fortalece. A mim pessoalmente nom me faltou nunca umha ou mais visitas semanais durante os oito anos que me mantiveram em prisom. Aparte de familiares e amigos-amigas, tinha uma longa lista de pessoas dispostas a visitar em qualquer momento. Nunca o poderei agradecer suficientemente. Devo-lhes a sobrevivência. Nunca poderei esquecer a inveja com que me falavam alguns “comuns” ao compreender que nom me faltavam visitas, cartas, chamadas telefônicas e demais. Muitos deles passam anos sem ninguém que se lhes acerque, fora de algumh@s voluntári@s que nom faltam esporadicamente, no melhor dos casos. De modo que…amigos e amigas galeg@s, umha grande aperta para tod@s e nom deixedes so/@s @s companheir@s. Até sempre!



Jexuxmari Zalakain es profesor en la facultad de Ciencias Sociales y de la Comunicación de la Universidad del País Vasco. Con una petición fiscal inicial de 48 años de prisión, que sufrió diferentes variaciones y reducciones, acabó cumpliendo 8 años de cárcel por formar parte del Consejo de Administración del diario EGIN, que fue clausurado por el juez Baltasar Garzón en el año 1998.
Ceivar: Por hacer periodismo acabaste con tus pies en una celda. Cuéntanos, qué era Egin y por qué acaba "ilegalizado".

J.Z: EGIN fue un periódico abertzale de izquierda, creado y mantenido por la aportación de pequeñas cantidades de la gente durante 20 años, un diario popular, no elitista, que se denominó a sí mismo “la voz de los sin voz”, en el sentido de que trataba de reflejar las aspiraciones y combates de los sectores más olvidados por la gran prensa, y también de los más activos políticamente. Con el tiempo se convirtió en la bestia negra del estado español y de quienes sostenían sus intereses dentro y fuera de Euskal Herria. A su cierre el inefable y grotesco presidente Aznar dijo: “Se creían que no íbamos a atrevernos”. Efectivamente, se atrevieron con toda impunidad, acusando a sus gestores y periodistas de “pertenencia a banda armada”. En 2009, con todos sus gestores, el director y la subdirectora en la cárcel, cerrada también la emisora RADIO EGIN, el Tribunal Supremo español sentenció que su cierre había sido “ilegal”; pero nadie devolvió los bienes incautados.

Ceivar: En todos estos años que estuviste preso, ¿notaste una gran diferencia en la lucha en la calle?
 
Durante esos años la izquierda abertzale dio un gran viraje, apostando por vías “exclusivamente democráticas",  ETA dejó las armas “definitivamente”, y toda la militancia quedó muy tocada, casi en shock durante varios años, sin poder llevar a la práctica las formas de lucha que había adoptado para la nueva etapa que se abría a continuación. A mí y a mis compañer@s de prisión nos parecía que nuestra gente había perdido punch, que no había frescura, que ya no había "chispa”; era también lo que nos iban transmitiendo l@s compañero@s que salían en libertad. Nos daba la impresión de que no se sabía muy bien cómo actuar, o que se hacía muy torpemente. Luego surgió el 15M, Podemos y las confluencias y parecía que habían descubierto el mediterráneo: hay que luchar por la gente, la confluencia de la lucha nacional y social; o sea, justamente las señas de identidad de la izquierda abertzale de toda la vida. Ahora, después de no pocos desencuentros, creo que el personal se ha recuperado de ese trauma inicial y está de nuevo con la pilas cargadas, una dirigencia renovada y una ingente tarea por delante: queremos ser independientes, activando el derecho a decidir, sin intentar previamente doblegar al estado con las armas.
 
A mí me tocó vivir una época muy tranquila, al menos comparado con la que me contaban los colegas que vivieron y sobrevivieron a los combates de los dos 80-90: continuos enfrentamientos, huelga de hambre prolongadas, a muerte en algunas ocasiones, chapeos, etc. El enfrentamiento con la institución carcelaria fue casi una forma de vida. Lo nuestro fue más suave. Después de oír los relatos de tiempos pasados, comencé a decir que yo estaba en un “balneario”. Hemos hecho de todo lo anterior, pero con otra intensidad, a otro ritmo. La institución sigue manteniendo a muchos de l@s pres@s polític@s en aislamiento y en condiciones poco dignas, pero digamos que el ensañamiento es más selectivo. Además, se había decidido que la lucha se trasladara básicamente a la calle, que el peso de la represión no debía de caer principalmente en l@s prisioner@s. No sé si con mucho éxito.
jexuxmari3Ceivar: En los últimos años fuimos viendo cómo se modificaba el discurso más político, por la amnistía total de l@s pres@s, por uno más en favor del respeto de los derechos humanos. ¿Por qué crees que se da este cambio?
 
J.Z.: Es un cambio de perspectiva, no de fondo. Ha sido motivado por el interés de acercar a más sectores de la población al compromiso por los pres@s, buscando aquellos temas que pudieran atraer a sectores más amplios, aquellos que históricamente no habían participado en el intento continuado de traerles a casa. En esa socialización del tema pres@s, la amnistía (amnistía osoa) quedó desdibujada, tan al fondo que no se percibía en primer plano (porque ciertamente no ha estado), por el interés en centrarse en los derechos humanos, un paracaídas más sensible para la población. Se han priorizado aquellos temas más sensibles, se les ha dado más visibilidad. Ahí aparecieron sectores de la izquierda abertzale (primero bajo la denominación ATA y luego Amnistiaren Aldeko eta Errepresioaren kontrako Mugimendua) que priorizan la amnistía por encima de cualquier otra consideración, y que, en última instancia –y esto es una opinión muy personal y poco compartida— han tenido la virtud de volverla a resituar. Ahora bien, también pienso que la cuestión principal que late en ese sector no es la amnistía, puesto que está compuesto por militantes o simpatizantes que no estuvieron de acuerdo con el viraje de la izquierda abertzale en su conjunto y han canalizado su descontento en la amnistía. Lo malo de todo es que se ha abierto una brecha en el movimiento pro pres@s (no sé de qué profundidad), y tiene reflejo en familiares y prisioner@s. Y esta sí que es una consecuencia poco recomendable.

Ceivar: ¿Cómo viviste tú en la cárcel estos cambios que se fueron dando en la izquierda abertzale?

Yo he estado los ocho años en la prisión de Dueñas (Palencia, España), una cárcel de extranjeros y no he tenido la oportunidad de debatir con otr@s compañer@s en otros macos. Cuando la izquierda abertzale dio su viraje y anunció en rueda de prensa el sentido del mismo, no me podía creer lo que estaba sucediendo. Algun@s compañer@s más veteranos me explicaban que el cambio venía de lejos y así era, pero no me cabía en la cabeza. Digamos que me pilló totalmente por sorpresa. Cuando salí estaba vendido todo el percal. Estábamos en otra galaxia; con los mismos objetivos, pero como que la música no era la misma. Recuerdo que, en una de tantas conversaciones de patio, intentando entender lo que sucedía, dije a mis colegas: “A partir de ahora nuestra lucha no va a ser ni épica ni lírica, será en prosa”. No olvidéis que los materiales para el debate llegan a prisión a cuentagotas, sorteando todo tipo de dificultades. Y eso nos hizo vivir muchos momentos de zozobra. Pero ya está, ya pasó. Espero que aún podamos escribir páginas gloriosas para nuestro pueblo, Euskal Herria.
Ceivar: El 27 de septiembre de 2015 saliste de la cárcel de Dueñas, en Palencia, rodeado de muchísim@s amig@s que te fueron a recibir. Desde ese día sigues dando la batalla en la calle. Militante incansable, no abandonas a l@s compañer@s que dejaste atrás. Puedes hablarnos un poco sobre las iniciativas que se están dando por la libertad de l@s pres@s gravemente enferm@s?
 
No dejan de multiplicarse las acciones en favor tanto de los pres@s enferm@s, como de quienes están sometidos a aislamiento, en contra de la dispersión, por su acercamiento a Euskal Herria, o más en general por su libertad. Para diciembre se está preparando una macro-movilización que estará centrada en un encierro de ex-prisioneros políticos vasc@s en la localidad guipuzcoana de Usurbil (abierta también a otras personas), a turnos de 40 o 50, desde el 10 de diciembre al 14 de enero, día en que se celebrará la manifestación anual en Bilbo.  En torno al encierro se están preparando toda serie de actividades, encuentros, conversaciones, mesas redondas en pueblos y barrios de Euskal Herria
Ceivar: La lucha por el traslado a una prisión de Euskal Herria de los y las presas vascas viene de lejos. En este sentido, hay una cita todos los meses de enero en la manifestación que se celebra en Bilbo desde hace años, para exigir el inmediato cese de la dispersión penitenciaria y para concienciar a la sociedad vasca al respecto. ¿Crees que existe una apuesta real por parte de los partidos políticos nacionalistas para acabar con la dispersión?

La reivindicación por el traslado de pres@s a Euskal Herria está generalizada en los sectores abertzales y progresistas (con distinta intensidad, claro está), pero se ve que no se ha hecho lo suficiente, porque aún no se ha conseguido ni sacar a los enferm@s, ni acercar al resto; cuánto menos sacarlos a la calle, ni con amnistía ni sin ella. Por tanto, se han de redoblar los esfuerzos, y aquí nadie sobra. El PNV fue un actor determinante a la hora de poner en marcha la dispersión; no sé si se implica en el mismo grado en retornarlos. Yo diría que no.
 
La solidaridad del pueblo, de la gente en sus distintas versiones y grados es fundamental para sobrevivir con dignidad en la cárcel. Es el aliento que se necesita para respirar, el alimento que nos fortalece. A mí personalmente no me faltó nunca una o más visitas semanales durante los ocho años que me mantuvieron en prisión. Aparte de familiares y amigos-amigas, tenía una larga lista de personas dispuestas a visitarme en cualquier momento. Nunca podré agradecerlo suficientemente. Les debo la supervivencia. Nunca podré olvidar la envidia con que me hablaban algunos “comunes” al comprender que no me faltaban visitas, cartas, llamadas telefónicas y demás. Muchos de ellos pasan años sin nadie que se les acerque, fuera de algun@s voluntari@s que no faltan esporádicamente, en el mejor de los casos. Así que… amigos e amigas galeg@s, umha grande aperta para tod@s y nom deixedes so/@s @s companheir@s. Até sempre!