Chegou ao nosso email o seguinte comunicado do Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as, com motivo do Dia Internacional dos/as Presos Políticos/as celebrado o 17 de Abril. O comunicado pode-se consultar também na web oficial do colectivo,http://network23.org/cpig.

Um ano mais, nas vésperas do 17 de Abril, data assinalada no calendário solidário com os presos e presas políticas, o CPIG publicamos a nossa tradicional mensagem som umha sucinta leitura política do contexto que confrontamos como prisioneiros e luitadores galegos/as.

Chegamos a esta jornada com umha situaçom carcerária praticamente idêntica à que vimos confrontando nestes anos prévios, o Estado espanhol mantém a sua aposta na criminal política penitenciária de castigo e chantagem contra os nossos militantes. A tantas vezes denunciada dispersom geográfica, a separaçom imposta entre os companheiros do Coletivo, a aplicaçom sistemática de rigimes fechados e isolamento, as restriçons contínuas no dia-após-dia nas cadeias… seguem caracterizando a repressom política que Espanha impom aos presos independentistas.

Nestes anos o nosso coletivo, desde a unidade e firmeza militante com a assistência e apoio de solidariedade nas ruas, foi capaz de superar com sucesso a tentativa do inimigo de dividir e liquidar a linha revolucionária que representa o CPIG. Reafirmamo-nos neste caminho guiado polos princípios de unidade, compromisso e diginidade para a liberdade, sem espaço para atitudes individualistas perante o regime carcerário.

Continuamos a exigir o respeito aos nossos direitos como militantes presos/as e daremos passos para abrir fendas na política penitenciária vigente, intensificando as reivindicaçons de traslado a umha prisom em território galego e agrupamento do nosso Coletivo. Animamos o movimento independentista para continuar a sustentar a imprescindível solidariedade política com o nosso Coletivo e chamamos ao conjunto de forças políticas e sociais democráticas a se envolverem ativamente na denúncia da repressom política e a excecionalidade penal e penitenciária aplicada aos luitadores galegos/as presos/as.

Queremos aproveitar esta oportunidade para trasladar a nossa posiçom política que trascende o ámbito estritamente carcerário e dirigirmos aos movimento popular galego, fazendo fincapé na necessidade de fortalecermos as ferramentas de autodefesa nacional. Hoje, quando o Estado acelera a sua ofensiva imperialista contra a Naçiom para destruir e assimilar Galiza, os soberanistas, os independentistas galegos/as devemos potenciar e articular forças próprias para a libertaçom nacional. Galiza só é viável desde a própria organizaçom e a consolidaçom de projetos auto-centrados, sem dependência, nem concessons a novidosos projetos alheios à nossa Terra que nom oferecem, nem podem oferecer, soluçom real aos problemas estruturais que condicionam a existência da nossa Pátria. Confiemos nas forças próprias, organizemo-nos para a luita independentista e combatamos sem complexos e com valentia o espanholismo que nos nega e repreme.

Vivemos tempos em que a ideologia neoliberal coloniza cada vez mais espaços do corpo social e político desativando a luita popular; polo menos merecedora de tal nome, entendida como luita real e conseqüente, nom reduzida a um simples espelhismo, caricaturizado após o vírus do imperante hedonismo individualista ou o inofensivo e alienante ciber-ativismo que expande a atual pos-modernidade.

Nestes tempos em que abunda o pior reformismo acomplexado e impotente perante um poder político e económico devastador, nós seguiremos a falar claro, abertamente, sem submissom aos parámetros ideológicos impostos pola direita neoliberal que constituem, nem mais nem menos que um insulto à elemental inteligência política. A estas alturas, com a realidade social e política que atravessamos, produz quando menos indignaçom escuitar a pretensas esquerdas de toda pelagem fechar fileiras com a direita no seu discurso conciliador respeito à economia de mercado, aos modelos de representaçom institucional, à pertença a espaços poíltico-económicos transnacionais como a UE ou a condena da legitimidade da violência revolucionária como meio de luita política. Perante isto, os revolucionários/as galegos/as devemos fortalecer trincheiras de resistência ideológica para erguer um movimento de libertaçom nacional verdadeiramente transformador, sustento de umha intervençom politica rupturista.

Nesta conjuntura adversa que atravessa Galiza, nom devemos perder a perspectiva histórica desterrando atitudes derrotistas e liquidacionistas. Se olharmos outros períodos difíceis do século XIX ou XX, comprovaremos como novas geraçons de patriotas fôrom, fomos, capazes de erguer projetos próprios e fazer avançar a luita polo nosso reconhecimento e emancipaçom nacional.

Reivindicamos o compromisso íntegro, a sinceridade radical no diagnóstico político e a coerência na acçom. Nós, como presos e presas políticas galegas, reafirmamo-nos no compromisso militante para a Independência nacional.

Avante a libertaçom nacional!

Viva Galiza Ceivei!

Denantes Mortos/as Que Escravos/as.