Amanhá em Compostela decorrerá o julgamento contra os estudantes Aarom, Atanes e Mário cuja petiço fiscal eleva-se a 9 anos de prisom, três para cada e que, de manter-se, entrariam na cadeia. 
Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR fazemos chegar umha vez mais a nossa solidariedade com o estudantado retaliado e aproveitamos a ocasiom para difundir o seu comunicado:
12191003_1778709065682812_4434922905108553096_n“Como já muit@s sabedes esta é a pena que nos querem impor no julgamento ao qual estamos citad@s o 10 de novembro. O nosso delito: protestar por umha educaçom pública, galega e nom patriarcal.
Toda a acusaçom, quer da procuradoria, quer das polícias nacional, local e autonómica, centra-se num protesto contra Feijó e o conselheiro de educaçom que tivo lugar no 23 de outubro de 2014. Nessa data, perante a presença na faculdade de matemáticas do presidente da Junta e o conselheiro, convoca-se umha concentraçom. O protesto centra-se no rejeitamento à LOMCE e aos demais recortes aplicados polo partido que preside no nosso país o senhor Feijó.
Como é habitual, Feijó e o conselheiro fotografárom-se e dérom declaraçons à imprensa ignorando por completo o protesto. Na busca de ser escuitad@s, @s estudantes que acudíramos à concentraçom começamos a caminhar berrando cara aonde estavam os meios de comunicaçom e os políticos. Ante isto, aproximadamente cinco pessoas vestidas de "paisano" e que em nengum momento se identificam, começam a empurrar-nos e golpear-nos, defendendo-nos de tal agressom e ficando todo aí na altura.
Já depois de quase um mês, a inícios de novembro, somos detidos num primeiro momento Aarom e Atanes e ao dia seguinte o Mário. Nas acusaçons judiciais a realidade estava de pernas para o ár: as vítimas resultamos ser agora agressores, e os agressores as vítimas. Todo, com certeza, com umhas exageradas "lesons e traumas". Assim, sob a alegada acusaçom de delitos de "atentado à autoridade", "lesons" e desordens públicas, solicitam para nós entre 7 e 9 anos de prisom em total, e multa económica em conceito de indemnizaçons.
Pola nossa parte temo-lo claro: estas acusaçons som apenas umha pequena parte da repressom que sofre o estudantado reivindicativo e qualquer pessoa que luitar. Querem acalar todo protesto por meio de golpes, multas e prisom, mas nom o vam conseguir.
É por isto que chamamos a toda organizaçom, sindicato, plataforma e movimento social a difundir e assinar este comunicado, assim como a colaborar economicamente para custear o processo e a denúncia do mesmo.
NOM NOS CALARÁM! PROTESTAR NOM É DELITO!
ABSOLVIÇOM PARA AAROM, ATANES E MÁRIO!”