A continuaçom reproduzimos um fragmento da carta pública escrita polo preso independentista Heitor Naia desde a prisom de Valdemoro (Madrid).

hector“Um ano mais chega o 25 de Julho, Dia da Pátria Galega, e um ano mais somos algums/has os/as galegos/as forçados/as a permanecer entre reixas e muros de formigom, longe da nossa Terra, do nosso Povo, dos lugares e das pessoas que amamos, do nosso mar, dos nossos montes e da nossa gente.

Comprovamos como um ano mais a gente fica sem vivenda, sem trabalho nem direitos. Um anos mais as leis som mais restritivas e a democracia desaparece passo a passo. Um ano mais no que às nossas crianças é-lhe vetado o direito a medrar na sua língua mae, a cultura galega é menospreçada e folclorizada com dinheiro público e as/os que a defendem som reprimidas/os.

Nas prisons vivemos este dia coma um dia mais, na mesma rotina cotiá, semana após semana, mês a mês e ano a no, mas nós vivemos cada dia com a Galiza no coraçom, com a dignidade por bandeira e com a força que nos outorga a solidariedade.

Sem medo seguimos adiante, procurando-lhe a nossa Terra um sítio neste mundo insolidário e cruel, governado polas elites e pola burguesia capitalista. Sem medo dizemos que cá estamos!”