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Meios provocam hoje interessadamente um ‘debate social’ sobre a mocidade galega a partir da convocatória nesta semana de três ‘botelhons’ maciços na Corunha (dia 11), Vigo (dia 11) e Compostela (dia 9). Independentemente da opiniom que poda merecer esta modalidade de ‘tempo livre’ prendida no circuito do consumo, as posiçons de grupos mediáticos, autoridades locais e corpos policiais delatam as intençons oficiais sobre o tratamento da mocidade galega: estigmatizaçom pura e dura e aposta pola aplicaçom generalizada de medidas coactivas. O tratamento informativo da temática reitera os leit motivs exprimidos nos últimos meses: ‘ausência de valores’ -atribuida gratuita e exclusivamente à populaçom mais jovem-, ‘necessidade dum maior controlo familiar’ e implementaçom de novos desenhos legais e policiais. A iniciativa adopta abertamente o carácter de ‘campanha’ dada a homogeneidade nos conteúdos, a coincidência temporal de distintos agentes institucionais e mediáticos na sua emissom e a sua repetiçom por distintos foros informativos. Mais unidades policiais em Vigo A problematizaçom planificada do ‘botelhom’ acrescenta-se a outras iniciativas tendentes a conotar negativamente e reforçar a vigiláncia e a repressom sobre a mocidade galega. Assim, nas últimas semanas assistimos à introduçom da Polícia espanhola em colégios e liceus com a coarctada da ‘luita contra a droga’, o endurecimento da Lei Penal do Menor por parte do PSOE, a aprovaçom de jos_content normativas municipais contra o ‘vandalismo juvenil’, o debate sobre ‘a violência nas escolas’, a repressom contra a mocidade independentista, etc. “Os que fam botelhom nom som delinquentes”, afirmou literalmente ontem a alcaldesa de Vigo Corina Porro (PP). Aplicando a premissa, o governo municipal da cidade olívica autorizará a convocatória. No entanto, a Subdelegaçom do Governo espanhol em Ponte Vedra anunciou ontem que a Polícia espanhola despregará “unidades especiais de vigiláncia para proteger o património público”. O subdelegado Delfín Fernández afirmou que “Polícia nacional e local estám em contacto para dimensionar o acontecimento”. O dispositivo destinará-se, segundo Fernández, a “evitar (…) que se produzam altercados e agressons, trapicheio e venda de álcool a menores”. Por sua parte, a unidade policial adscrita à administraçom da CAG –popularmente conhecida como Polícia Autonómica- vigilará o edifício oficial da Junta que se encontra no ponto de reuniom de moç@s. Finalmente, Fernández apelou “à sensatez e prudência de famílias e jovens” e aludiu “aos que a diário fam botelhom, se o podem apraçar que o aprazem” (sic). Dispositivo policial especial na capital A convocatória de outro botelhom hoje dia 9 na Praça do Obradoiro a partir das 23:30 também provocou o interesse do Conselho Local de Segurança de Compostela. O edil de Segurança Cidadá, Xosé Baqueiro, anunciou a La Voz de Galicia que se despregará um dispositivo especial coordenado entre a Polícia espanhola e a municipal. Muito condicionado polas questons de imagem, o ex edil de Festejos apelou ao "sentido comum” d@s jovens que se deslocarám até o Obradoiro para que se ‘invisibilizem’ e desenvolvam a concentraçom na Alameda. Por sua parte, a cidade de Lugo, onde, segundo o concelheiro delegado de Protecçom da Comunidade (sic), José Ángel González Corredoira, “nom há um incremento alarmante nem do botelhom nem do vandalismo urbano”, criará paradoxalmente um grupo especializado para o “combate do botelhom” dentro da Polícia Local composto por sete ou oito agentes à paisana. Corredoira considera que “é um bom momento” para constituir esta unidade porque “o problema aumenta com a chegada do bom tempo e porque se achega a primavera”. O alcalde herculino apremiou à Subdelegaçom do Governo espahol na Corunha para que “adopte medidas para impedir a concentraçom na Praça do Humor” o vindouro sábado. Hipocrissia no patronato do álcool O rotativo com maior difusom no nosso País segundo a EGM lidera desde há meses esta ‘campanha de sensibilizaçom social’ na que de modo reaccionário se desligam os fenómenos sociológicos das causas que os originam, se oculta a deterioraçom continuada das condiçons sócio-laborais da juventude galega e as difíceis perspectivas de independizaçom familiar como elementos explicativos de muitos comportamentos colectivos e se aposta, decididamente, polo emprego de medidas punitivas. Assim, La Voz de Galicia laia-se hoje, por exemplo, do “vazio legal” existente no Estado espanhol para a proibiçom de manifestaçons públicas nas que o convocante é anónimo, como ocorre no presente caso, dado que a convocatórias som realizadas por SMS. Outras declaraçons de agentes sociais e políticos evidenciam o grau de cinismo que alcança a abordagem desta questom. Assim, a agrupaçom patronal Federaçom Espanhola de Bebidas Espirituosas (FEBE), principal beneficiária deste tipo de manifestaçons colectivas, anunciava ontem a sua “preocupaçom polas competiçons de botelhom” e destacava a importáncia de que “a sociedade se involucre na prevençom do consumo indevido de álcool”. Por sua parte, a ministra espanhola de Sanidade assegurou também estar “preocupada” polas competiçons alcoólicas interurbanas e anunciou medidas para freiar o consumo desta droga.
 
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