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O presidente da associaçom cultural ourensana A Esmorga, activo militante nacionalista e colaborador da AMI Iago Vilar recuperava antes da meia manhá de hoje a sua liberdade. Vilar foi detido, segundo informamos o dia de ontem, por agentes da ‘Guardia Civil’ espanhola quando se encontrava no seu domicílio. Sequestrado sem possibilidade de dar a conhecer a sua situaçom a nengumha pessoa, o nacionalista galego via ocupada a sua morada por efectivos do instituto armado e requisados parte dos seus objectos pessoais -entre eles, o seu computador pessoal-. A posta em liberdade do independentista galego fazia-se no entanto ‘com cargos’: a responsabilidade de Iago Vilar como desenhador de páginas web e a sua relaçom com a página electrónica da AMI era motivo mais do que suficiente para o juíz decretar a vinculaçom do jovem com a “associaçom ilícita” criada pola ‘Operación Castiñeira’ despregada polo instituto armado o passado 14 de Novembro. Nom se colocam contra ele outros cargos imputados aos e às dez detidas de Novembro, como ‘injúrias contra a monarquia espanhola’, ‘danos’, ‘ultragens à bandeira de Espanha’, etc., razom pola que a incriminaçom do militante no sumário que ainda continua sob secreto se fundamenta, unicamente, no seu trabalho de informaçom e comunicaçom independentista. Um reduzido grupo de quinze pessoas convocadas polo nosso organismo recebia o patriota galego às portas do edifício judicial, portando umha faixa assinada por Ceivar com a legenda ‘Defender a Terra nom é delito. IAGO LIBERDADE!’. Vilar partia para o seu local de origem trás recuperar a liberdade. Rectificando informaçons anteriores, esclarecemos que o militante independentista passou a noite na ‘Comandancia de la Guardia Civil’ da Corunha, recebendo um trato qualificável genericamente como ‘correcto’. A sua posta a disposiçom judicial realizava-se por volta das 10:30 da manhá, negando-se Vilar a responder as perguntas do magistrado que, ocasionalmente, substituia o juíz Miguez Poza e saindo livre minutos depois. Apontar, como dado significativo da inconsistência geral do processo repressivo que continua aberto contra a AMI, que nem a própria Fiscalia se presentou no local dos factos, demonstrando a falta de solidez da acusaçom cursada. Ceivar convocou também para o dia de hoje umha concentraçom anti-repressiva na ourensana Praça do Ferro. O acto celebrará-se a partir das 20:00 da tarde e nele denunciará-se a continuidade da operaçom policial aberta contra a formaçom juvenil independentista. Advogados ligados ao nosso organismo anunciárom a possibilidade de que, enquanto a presente causa continue aberta e o sumário judicial se mantenha sob secreto, é possível que se pratiquem mais detençons. O talante altamente anti-independentista do magistrado juíz Francisco Javier Míguez Poza, a sua mais do que provável impronta pessoal em todo este processo de instruçom e a sua pública vinculaçom com instituiçons policiais convidam-nos a vincar nesta hipótese de trabalho. Independentemente destes extremos, Ceivar chama o conjunto da militáncia independentista galega a manter a calma e as linhas de trabalho sócio-político despregadas nos últimos anos. Entendemos que o presente operativo policial, mediático e judicial apenas pretende punir um determinado projecto político para este País, aquel que defende sem ambigüidades o nosso direito a ser e viver como um povo livre através do exercício do direito de Autodeterminaçom. É precisamente isto o que se quer perseguir e reprimir: a integridade e a coerência dumha proposta política num momento em que todas as forças políticas institucionais se apontam ao circo estatutário, incapaz, por sim próprio, de abordar de modo resolutivo nengum dos principais problemas deste País. Valorizamos que, para além dos objectivos políticos da ‘Operación Castiñeira’, descritos no artigo publicado no nosso portal o passado 30 de Novembro, a presente ofensiva trata de situar o independentismo à defensiva, obrigar o nosso movimento a repregar-se sobre sim e envolver-se numha dinámica única e exclusivamente anti-repressiva. Está de mais dizer o desaconselhável que pode ser cair nesta armadilha espanhola. Por último, fazemos um novo chamado à solidariedade. Solidariedade ou, melhor seria dizer, solidariedades, entendidas estas desde a sua riqueza de razons e motivaçons, às vezes inclusivamente contraditórias entre si, mas coincidentes num elemento fundamental: a necessidade de impedir o afogamento repressivo da única alternativa sócio-política que defende um futuro de soberania, liberdade e justiça social para a nossa naçom. É isto precisamente o que se está a jogar num momento em que Galiza vai ser submetida a um novo ciclo de autonomia em Espanha e vulneraçom do nosso direito a decidir como povo. É esta, desde o campo anti-repressivo, a razom última da necessidade e a importáncia desta estrutura que chamamos Ceivar. Seguiremos informando.
 
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