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Quatro torturadores sentenciados em firme e indultados por Madrid patrulham desde hoje as ruas viguesas com uniforme policial. Trata-se dos polícias municipais Juan Manuel Pérez Rodríguez, Elena Fernández Bouzas, Sebastián Fernández Estévez e Celso Alonso Blanco. Os agentes fôrom sentenciados por sequestrar, torturar e vejar em 1997 o trabalhador senegalês residente em Vigo Mamadou Kane. A demonstraçom judicial dos factos nom foi obstáculo para os torturadores serem indultados polo Governo espanhol e reincorporados ontem ao quadro de pessoal da Polícia local viguesa. Segundo confirmava a Audiência Provincial de Ponte Vedra, Kane era sequestrado em 16 de Março de 1997 por quatro agentes locais. Transferido pola força desde a praia de Samil aos montes da paróquia de Marcosende, o cidadám senegalês era insultado, agredido e submetido a todo o tipo de vejaçons durante mais dumha hora por parte dos seus sequestradores. Frases como “"gilipolhas, vós sodes umha merda, a culpa tem-na o Governo espanhol por deixar-vos entrar, marchade-vos do nosso país e matade-vos entre as vossas tribos” dam ideia do tratamento xenofobo a que foi submetido Kane. Todos estes extremos eram recolhidos no auto judicial e ratificados em 2002 polo Tribunal Supremo espanhol. A resoluçom sentenciava os quatro agressores a penas de entre 3 e 4 anos de cárcere, inabilitava-os por um período de dez anos e apartava-os definitivamente do corpo repressivo. Dá-se a circunstáncia agravante de que, durante os dous anos que discorrérom até a celebraçom do processo, o governo municipal presidido por Manuel Pérez (PP) obstaculizara a investigaçom dos factos e mantivera os agentes nos seus destinos apesar das evidências da sua implicaçom nos factos. O nível ético do governo local e a sua cumplicidade com a tortura ficavam espidos no juízo ao apresentar várias testemunhas falsas –algumhas funcionários municipais- que fôrom expulsas da Sala de Vistas sob ameaça de processá-las por perjúrio. Zapatero indulta torturadores Por umha vez, incrivelmente, e após um processo judicial prolongado durante anos, esclareciam-se os sucessos, a verdade saia a frote e os torturadores eram condenados. Contodo, o Conselho de Ministros de Espanha nom está por ir além da retórica em matéria de direitos humanos: o passado mês de Dezembro acordava indultar os quatro agentes policiais. A iniciativa de carácter político-administrativo era promovida polo ministro espanhol de Justiça Juan Fernando López Aguilar e supunha decretar gratuitamente a liberdade sem cargos dos torturadores de Mamadou Kane. O presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero assinava o indulto impulsionado por Aguilar, embora nem o Executivo de José María Aznar se atrevera a dar tal passo e, inclusivamente, denegara reiterativas petiçons realizadas neste sentido desde 1997 por tratar-se de factos demonstrados e dado o carácter de funcionários públicos dos delinquentes. Lembrar que um dos peticionários do indulto para os agressores racistas foi o também alcalde viguês Ventura Pérez Mariño (PSOE). Pleno municipal acorda reincorporar os torturadores aos serviços activos Após o indulto governamental, o pleno municipal de Vigo aplicava no dia de ontem, com a alcaldesa Corina Porro (PP) à cabeça, a segunda fase do processo de desactivaçom da sentença e acordava reintegrar no corpo repressivo local os três torturadores e a torturadora condenados. Desde hoje, os sequestradores que humilhárom e vejárom Mamadou Kane patrulham as ruas viguesas representando a autoridade municipal. Estimamos que os factos se julgam por si próprios. A releváncia deste caso de tortura policial tivo tal dimensom internacional que associaçons de direitos humanos e imprensa europeia dedicou espaço ao tratamento informativo do mesmo. Inserindo as palavras ‘mamadou kane’ em qualquer procurador pode-se ter acesso a esta informaçom. Aliás, o sítio web da CIG –sindicato que apoiou a luita de Kane contra a impunidade policial- recolhe notícias sobre o caso.
 
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