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Na manhá da terça-feira 30 de Maio foi despejado o centro social ocupado compostelám. À primeira hora da manhá umhas ativistas encontrárom operários tapiando a porta, custodiados por um dispositivo policial. Aos poucos minutos começava umha concentraçom espontánea de ativistas do centro social e solidárias, que foi rebentada pola polícia espanhola. Quando nom se contavam ainda mais de dez pessoas concentradas, a polícia carregou violentamente contra elas, causando feridas a algumhas e levando “retidas” a duas mais à esquadra policial.

Isso nom impediu que a gente continuasse a juntar-se ao redor do centro social, chegando a contar-se um cento de pessoas a berrar “Um depejo, outra ocupaçom”.

Três anos de trabalho social e cultural

O centro social foi ocupado a começos de 2014, desenvolvendo desde entom umha intensa atividade social e cultural, sempre à margem das instituiçons e baseando-se no assemblearismo e a autogestom.

Apesar da boa relaçom com a vizinhança e o tecido associativo local, o projeto sofreu umha perseguiçom judiciária que o conduziu a se ter que defender legalmente. O despejo desta terça-feira foi ordeado polo juiz, e produziu-se sem aviso prévio. Todas as pertenças das pessoas e coletivos que fam parte do Escárnio e Maldizer ficárom dentro do prédio, com as portas e janelas tapiadas por muros de bloque. Entre essas cousas está umha biblioteca, numeroso mobiliário e objetos pessoais.

Convocatória de resposta

Em resposta ao despejo e à repressom de pola manhá, convocou-se umha manifestaçom esta mesma tarde. Sairá às 20:00 da Porta do Caminho.

De Ceivar chamamos a toda a comunidade de solidárias a particiapar nas mobilizaçons de protesto.

Defendamos o Escárnio!

Viva a luita popular!

 

dispersomEHSegundo difundiu a cadena Ser, emisora de rádio propriedade do grupo PRISA, estariam a acontecer negociaçons entre PP e PNV para garantir um achegamento das presas independentistas a prisons dos arredores do País Basco, num rádio de 250km. Contodo, o portavoz do PNV no Congreso, Aitor Esteban, asegurou que nom há novidades com respeito a isto, negando que se tenha tratado o tema.

A histórica reivindicaçom frente a política de afastamento das presas políticas bascas longe das suas casas cumpre 30 anos em esta primavera, umha política penitenciária desenhada e desenvolvida polo governo do PSOE, que incumple de maneira sistemática o suposto direito recolhido na própria legislaçom espanhola de cumprir a pena no lugar mais próximo possível ao próprio domicílio. Por outra parte, trinta anos de sólido e persistente apoio da sociedade civil em Euskal Herria aos seus presos e presas, e também de denúncia do carácter de castigo engadido de esta medida, que busca a rutura emocional da pessoa presa e um desgaste engadido para o entorno social.

A dispersom afecta também às presas galegas, que se encontram a centos de quilómetros das suas casas. Medida que também denunciamos constantemente com as concentraçons na rua a última sexta-feira de cada mês, e que administrativamente as presas independentistas também reclamam à Dirección General de Instituciones Penitenciarias.

A dispersom também é tortura!

 

Nueva imagenUmha sexta-feira mais, acompanhamos o protesto de intramuros, saimos à rua entre as 20:00h e as 20:30h desta sexta-feira 26 de maio para visibilizar as suas reclamaçons elementares.

Os pontos que o Coletivo de Presas Independentistas Galegas reclama som:

O reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras políticas, o fim da política criminal de dispersom penitenciária, o reagrupamento dos membros do coletivo numha mesma prisom em território galego, o cessamento do regime de reclusom nos centros de menores e a melhora geral das condiçons de vida no encerro.

As convocatórias teram lugar:

Compostela: 20:30h na praça do Toural

Vigo: 20h no Marco (rua Principe)

Ourense: 20:00h na praça do Ferro

Lugo: 20:30h na Praça Maior

Burela: 20:30 Praça do concelho

 

O passado sábado um grupo de galegas e galegos fomos receber a Marcha a Teixeiro que c4organizabam desde Euskal Herria em solidariedade cos presos e presas vascas. Alí, compartimos berros, sorrisos e apertas.

A continuaçom publicamos o comunicado que lerom umha companheira do organismo e outra da Associaçom de Familiares e Amigas dos presos e presas Que Voltem para a Casa!:

 

Recibimos-vos aqui com a impotência de ter este macrocárcere chantado na nossa vila. Como mais umha violaçom sobre o nosso território, oculto nas aforas, estrategicamente detrás dos pinheiros, os arames e os muros, que tam bem simbolizam o Estado espanhol.
Dentro, o fracasso do Reino: as pessoas das camadas mais pobres do nosso povo e de outros, migrantes e vítimas das desigualdades e o espólio que acabam nas jaulas do estado. Onde também encerram, com a maior perversom repressiva, às prisioneiras políticas.
Contra o formigom aguentam o inverno as militantes sequestradas, as décadas de dispersom, cadeias perpétuas encubertas, isolamento, deficiente atençom médica e atrancos para o estudo, o desporto, a criatividade e o afecto. Torturas de diferentes intensidades.
Aí dentro, hoje, há torturadores a soldo.

E aí dentro, hoje, as nossas irmás e companheiras guardam o calor nas palmas das maos.

C5Detrás dos pinheiros e dos arames e dos muros florescem e resistem as boas, as generosas, com a solidez do cerne dos povos, as da madeira mais fina da raiz do coração. Mao com mao connosco, que fazemos o aguante, nós-raizes. Trazemos a saiba do fogar e abraços e percorremos os quilómetros de várias voltas ao mundo no trajeto repetido entre a casa e a prisom. Para nós, o orgulho de mover-nos por amor e por justiza.

Como um punhadinho de terra onde sementes diminutas lhes germinam entre os dedos, na mornura do outono. E vam agromando na privamera. Até o verám em que rebentem todas as flores.

Misturarmos a fúria e a alegria, a humildade e a insubmisom. Sabemos que visibilizar as injustizas e as vulnerabilidades é empoderante, expór as feridas e berrar as verdades é necessário.

Alias, temos feito da necessidade virtude, temos aprendido com isto, temos desfrutado nos locutórios, rido nos vis a vis, até aprezado as diversas paisagem dos paises onde espalharom os encerros, mas isto nom exime da mesquindade ao Estado nem do esforço físico, emocional e económico, nem da dor.

As independentistas galegas, afeitas a saber-nos em minoria, encontramo-nos com o calor das prisioneiras bascas e com as suas familias e amizades nos cárceres espanhois ao longo das quatro décadas que levamos de postfranquismo. E só recebemos, da vosa parte, a tenrura e a generosidade dum povo que tem no apoio mútuo umha ferramenta quotidiana. Por todo isto, obrigadas.

Temos umha causa comum, derrubar esses muros. Até que saiam ceivas todas as reféns do Estado.

Liberdade independentistas!
Euskal Presoak, Etxera!

 

 

 

ESPETXEETARA MARTXAK GALEGO WEBO próximo 20 de Maio terá lugar a marcha de solidariedade com os presos basc@s a Teixeiro, a actividade da que Ceivar participa junto com Que voltem! enmarca-se dentro da campaña Euskal Udaberria kalera "A primavera basca à rua". Dentro dessa campanha agrupam-se diversos atos que fam referéncia a distintos momentos da história de Euskal Herria.

A marcha à prisom de Teixeiro sucede ao tempo que outras cinco marchas a prisoms espanholas, Picassent, Puerto de Santa Maria, Roanne, Fleury y Saint Maur. Com estas marchas pretende-se lembrar os 30 anos dos desenhos de políticas de alonjamento e dispersom com os pres@s basc@s. Desenhos de políticas penitenciarias extendidas a todos @s pres@s politic@s.

Outros atos dentro do marco da campanha Euskal Udaberria kalera -A primavera basca à rua- som os 40 anos da semana pro Amnistia de maio do 1977 e também os 40 anos da Marcha da Liberdade.

MARCHA Á PRISOM DE CURTIS-TEIXEIRO

Esta marcha é umha homenagem ao sacrificio e a resisténcia d@s familiares e amig@s d@s pres@s basc@s durante todos estes anos. Essas pessoas que nunca deixarom de levar umha mensagem semanal: queremos-vos! Nom estades sos!. Tambem é umha exigemcia do fim da tortura de alonjamento como primeiro passo à liberaçom d@s pres@s basc@s.

Bem cedo sairám desde distintos pontos de Euskal Herria de 6 a 8 autobuses com destino Teixeiro. A marcha pretende chegar às portas da prisom às 12h; às 12:30 comeza o ato solidário co irrintzi, e haverá intervençons, musica, solidariedade e muito agarimo. Realizará-se unha volta polo perimetro da prisom.

Desde Ceivar animamos-vos a participar na marcha e levar a primavera basca à rua.

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33814666934 3e0fedc970 zO passado sábado 13 de Maio celebramos com alegria e euforia o recebimento ao Antom depois dos mais de cinco anos de sequestro num ato no que participarom dando-lhe a bem-vinda ademais de Ceivar, a gente do centro social lucense Mádia Leva, a plataforma Que voltem para a casa e Mikel, independentista basco companheiro de Antom na cadeia de Aranjuez.

No seguinte enlace está disponível a vídeo-crónica realizado pola equipa de Galiza Contrainfo. A galeria de imagens do recebimento pode-se ver no seguinte enlace.

De Ceivar queremos agradecer a Gentalha do Pichel, a Mini e Mero, as gaiteiras Paula e Fer, ao técnico de som Jose e a todas as pessoas que figerom possível fazer deste recebimento um momento entranhável.

 

 

 
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