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_mg_5099No pleno celebrado no Congreso espanhol no dia de ontem, saiu aprovada a Lei Mordaça mais a Reforma do Código Penal com os únicos votos favoráveis do Partido Popular. O pacote de medidas que submetem às pessoas a um “estado policial” de manual foi avalada mediante a maioria absoluta que ostenta o PP na Cámara.

Entre duras críticas por parte da oposiçom parlamentária, o porta-voz do grupo popular, Conrado Escobar, argumentou que “es un avance para la convivencia y refuerza nuestra democracia”. O certo é que o PSOE também respaldou ao Governo na reforma do Código Penal relativa a “terrorismo” no que a votaçom se saldou com 279 votos a favor, 24 em contra e 14 abstençons.

Após 18 meses de longas tramitaçons, o vindeiro 1 de Julho entra em vigor tanto a nova Lei Mordaça como a Reforma do Código Penal nos que se inclue a cadeia perpétua.

Redobrar os esforços

A aprovaçom das novas reformas legais formalizam a repressom ditatorial à que se submetem a todos os movimentos sociais e políticos. Meter umha papeleta numha furna cada quatro anos (para quem assim o decide) nom é significativo de nengumha sociedade democrática e quiçais a partir de agora a muitas/os lhe caiam as vendas dos olhos para comprovar de primeira mão o Estado totalitário que oprime com cada vez mais força.

Nom está todo perdido. Bem é certo que as margens de manobra estreitam-se mas coleitivamente, com maiores doses de trabalho e esforço, ombro com ombro e com solidariedade permanente ainda há caminho aberto. Nom somos as/os primeiras/os galegas/os em atravessar situaçons de fascismo e novamente teremos que enfronta-las com inteireza e enchendo de alegria e compromisso todos os nossos espaços cotiás.

 

conceEsta sexta de fim de mês convocam-se as concentraçons mensais para acompanhar à/aos presa/os independentistas galega/os no jejum que realizam nesse dia. O plante de nom ingerir comida durante 24 horas é um ato reivindicativo coletivo para demandar:

-Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras e prisioneiros políticos.
-Fim da política de dispersom penitenciária.
-Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
-Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
-Melhora geral das condiçons de vida nas prisóns.
Nós, desde o outro lado do muro concentraremo-nos nas seguintes cidades:

DIA 27 DE MARÇO

BURELA: Praça do Concelho às 20h30 + Ceia vegana anti-repressiva no C.S. Xebra!
COMPOSTELA: Praça da Galiza às 20h30 + Ceia solidária no CS A Gentalha do Pichel
CORUNHA: Cantóm Obelisco ás 20h30
FERROL: Praça do Concelho às 20h00
LUGO: Praça Maior às 20h30
OURENSE: Praça do Ferro às 20h30
PONTE VEDRA: Praça da Peregrina às 20h00
VIGO: Porta do Sol (Sereio) às 20h00
PONTE-AREIAS: Diante do Concelho às 20h00

Ademais também aproveitaremos para tomar-nos umha fotografia para dar-lhe os parabéns a Roberto Rodríguez, Teto, que no vindeiro mês estará de aniversário.

 

B_2gidfWQAEIy1S.jpg_largeO preso independentista Heitor Naia já se atopa nas dependências da Audiência Nacional aguardando ponher-se hoje a disposiçom judicial para responder pola Ordem Europeia de Detençom e Entrega. Trata-se dum juízo ordinário e rápido no que simplesmente se verifica se a detençom de Naia foi legal ou nom e se há de continuar em prisom.

Naia foi entregado mediante a província espanhola de Badajoz e posteriormente deslocado até Madrid. Em poucos dias ou incluso hoje existe a possibilidade que já se tenha conhecimento do auto judicial embora as probabilidades de que o preso independentista continue em prisom som muito elevadas. Nom obstante, insiste-se em que Heitor Naia cumprirá os 11 anos de prisom já sentenciados pola AN e aos que nom se pode engadir maior pena judicial.

Lembramos que Heitor Naia foi detido o passado 11 de Março no aeroporto de Sá (Porto) quando tratava de exiliar-se a Venezuela. Após ser julgado por um tribunal luso foi condenado a um ano de prisom com pena suspensa e posteriormente deslocado até a prisom de Porto e a continuaçom Lisboa.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR umha vez mais queremos enviar toda a nossa solidariedade com Heitor Naia e em quanto se tenham novas do destino penitenciário do preso independentista serám comunicadas mediante as vias habituais para que todas/os as/os solidárias/os poidades enviar-lhe umhas linhas de arroupo e apoio.

 

logo_ceivar_corNum texto divulgado esta quarta feira, o advogado de Carlos Calvo retificou as suas acusaçons contra o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR e a Associaçom de Familiares e Amigas/os Que Voltem para a Casa!

As acusaçons atribuiam-nos às duas organizaçons “manipulaçom interessada” durante dous anos da figura do preso Carlos Calvo. Umhas calúnias mui graves que insultavam à militáncia destas duas organizaçons e aos centos de solidárias/os que os últimos anos trabalhamos pola liberdade e os direitos das/os presas/os independentistas galegas/os.

Ficamos satisfeitas/os com a retirada das difamaçons nom querendo prolongar o conflito com novas polémicas.

 

Sin_ttuloA Audiencia Nacional condenou à vizinha de Boiro, Sílvia M., a pagar umha sançom de 380 euros por portar umha pancarta na que levava impressa a legenda “Morte aos Borbóns”. Os factos remontam-se ao passado mês de Junho quando após a abdicaçom de Juan Carlos I, produzirom-se numerosas manifestaçons anti-monárquicas. A sancionada concurrira a umha mobilizaçom na Praça do Concelho de Boiro na que houvera um confronto entre as/os manifestantes e a Guardia Civil.

Durante a vista, a fiscal Rosana Lledó solicitara umha sançom que rondava os 6.500 euros mas Defesa e Fiscalia chegárom a um acordo polo que Sílvia M. finalmente deverá de abonar a quantidade de 380 euros.

Mais um sancionado

O mesmo dia que Sílvia M. acudia às instalaçons da Audiencia Nacional também o fazía José Javier P., quem o passado mês de Maio subia à sua conta de Twitter “Si tuviera delante al príncipe lo mataría, aunque fuese con un alambre. Algún día asesinaré a la Casa Real”. Para este acusado também se solicitara umha sançom de 6.500 euros que, após chegar a acordo com a Fiscalia, reduziu-se a 380 euros.

 

celta-600x400A continuaçom reproduzimos o emitido desde o web de Briga.

No jogo de futebol disputado o passado sábado em Balaídos entre o Celta e o Atlhetic de Bilbao, vários jovens comunicárom-nos que sofreram umha irracional persecuçom por parte da polícia espanhola em colaboraçom com agentes da segurança privada do estádio.

A retirada de bandeiras da pátria, de solidariedade com as presas e presos independentistas galegos ou com simbologia do grupo siareiro Celtarras, precedeu à expulsom de vários jovens que as portavam e que seriam identificados pola polícia espanhola, requisando-lhes aliás o cartom de abonados.

Embora a polícia nom deu nengumha explicaçom pola arbitrariedade das identificaçons e expulsons do estádio, sim comunicárom que os jovens receberiam umha notificaçom por parte do clube.

A frequência com que este tipo de episódios se repetem nas competiçons desportivas da Galiza, nom deixa de ser mais um indicador da anómala situaçom que se vive num país no que a própria simbologia nacional é proibida e censurada por parte do aparelho repressivo espanhol. Mas nom só, também e proibida e censurada a rebeldia juvenil, a daquelas e daqueles tantos jovens que nos grandes eventos desportivos de massas estám presentes mostrando que na Galiza existe um conflito, que nem todo é tam uniforme, submisso e alienado como a imprensa sistémica pretende mostrar, e que neste país há umha luita que nos enfrenta cada dia ao projeto imperialista e capitalista espanhol.

Eis essa a razom da perseguiçom policial: reprimir e censurar, invisibilizar e calar as vozes das jovens que nom estamos dispostas a calar, nem nas bancadas nem nas ruas.

De BRIGA mostramos a nossa solidariedade com os e as jovens identificadas e expulsas do estádio e animamos ao conjunto da juventude galega e consciente a erguer-se contra a crescente repressom espanhola.

STOP REPRESSOM CONTRA A JUVENTUDE REBELDE GALEGA!

 
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