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IMG-20150206-WA0006Quinze pessoas concentrárom-se hoje às portas dos julgados das Fontinhas em Compostela em solidariedade com o independentista Santiago Mendes, processado por “atentado” e “desordens públicas” em relaçom à resposta dada em 2009 a umha mobilizaçom em favor do extermínio do Galego convocada por Galicia Bilingüe. Um amplo dispositivo de antidistúrbios controlou desde primeira o acesso ao imóvel judicial e vigilou o grupo de solidárias/os.

De modo excecional, as pessoas que acompanhárom Mendes à sala de vistas fôrom registadas e os seus bilhetes de identidade anotados por funcionários civis à vista do grupo de guardias civiles que a diário tenhem como funçom a regulaçom do acesso ao edifício público. Já na sala, também a Polícia espanhola destinou de maneira inusual umha parelha de agentes para, supostamente, evitar “incidentes”.

Testemunhas policiais esqueceram o caso

A fiscalia solicitava 4 anos de prisom para Mendes polos dous delitos resenhados embora, afinal, retirou o segundo dada a incapacidade das 4 testemunhas policiais para argumentarem com fatos a acusaçom. Assim, um agente apenas aludiu ao conhecimento dum genérico lançamento de “pedras e garrafas”, admitindo a impossibilidade de individualizar o delito em Mendes. Recordar que várias das pessoas já condenadas a prisom neste processo 8F numha sentença que está recorrida tampouco vírom individualizadas as suas acusaçons.

Por sua parte, o chefe da Unidad de Intervención Policial destinada em 2009 na Alameda de Compostela admitiu a respeito de Mendes que “nom sei nem se estivo” (sic) e afirmou, ante a demanda de que concretasse a acusaçom, que “o que fijo em concreto este senhor eu nom o sei”. No entanto, o mesmo mando policial sim se atreveu assegurar sem prova algumha que “há algo de doutrina (sic) entre eles”, que “funcionavam organizadamente” e que as dezenas de pessoas que fugiam das cargas em 2009 eram “um grupo organizado”.

Fichas políticas

O inspetor policial que instruiu o informe sobre os enfrontamentos de 2009 declarou por video-conferência, referindo-se a Mendes como “pessoa já conhecida previamente como militante”. Este agente, que a respeito da acusaçom a dirimir dixo “eu nom recordo” e “o que sei é o que os companheiros relatárom no atestado”, asseverou no entanto que o acusado “fai parte dum dos coletivos que preparárom a manifestaçom” evidenciando a existência de pescudas político-policiais prévias sobre a sua pessoa.

A defesa de Mendes solicitou a livre absolviçom e incidiu no seu alegato final sobre o processado, contra o que apenas existe a “palavra” dum antidisturbios sem qualquer tipo de prova gráfica, que nas cargas “colhérom o primeiro [manifestante] que encontrárom” e destacou a inexistência de qualquer evidência solvente que cimentasse a petiçom de 4 anos de cárcere.

Governo Espanhol pretende que alguém “pague” polo 8F

O decurso de todo este processo evidenciou hoje, mais umha vez, o fortíssimo impulso político existente trás este juízo e o interesse da Delegación del Gobierno de España na Galiza administrativa, que é quem envia dezenas de testemunhas policiais insolventes aos juízos, para que alguém remate em prisom e “pague” assim o exercício de dignidade coletiva de 2009. Ficamos à espera das sentenças definitivas.

 

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A repressom judicial contra as pessoas que em 8 de fevereiro de 2009 contestárom nas ruas umha mobilizaçom da associaçom supremacista Galicia Bilingüe apoiada por organizaçons de extrema direita continua. Amanhá, justo 48 horas antes da saída da manifestaçom nacional de Queremos Galego que reivindicará a hegemonia social da única língua do país, um outro militante independentista galego se senta no banco dos acusados para enfrentar umha pena de 4 anos de prisom

O agora processado é o vizinho do Condado Santiago Mendes, que foi umha das 12 pessoas assinaladas no seu dia pola Polícia espanhola e processadas em relaçom com os fatos do 8F. Lembramos que este processo derivou em várias condenas de prisom e, embora está recorrido nestes momentos, os advogados nos desbotam a possibilidade de que se produza algum encarceramento de independentistas ligados àquela resposta nacional de 8F.

Concentraçom de apoio

Para amanhá está convocada umha concentraçom às 11:30 h. AM de apoio a Santiago Mendes perante os Julgados das Fontinhas em Compostela. O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR apela mais umha vez à solidariedade com as pessoas que respondérom na rua em 2009 a minoria social que neste país serve de ariete contra qualquer política de promoçom da língua nacional e trabalha em favor da substituiçom definitiva do nosso idioma polo espanhol.

 

2014061609031392494Desde as prisons espanholas chegou umha aportaçom muito especial para o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR. Tratam-se de seis peças feitas a mao pola presa independentista Maria Osório e que em pouco tempo poderám estar ao vosso alcance.

Duas carteiras, dous moedeiros, um pucho e umha saca multi-usos expremem o compromisso solidário da presa independentista Maria Osório e também a sua firme vontade a seguir aportando com trabalho a este Povo. Pontada a pontada e fio a fio, a presa independentista trasmite a ideia de continuar tecendo com agulhas de solidariedade as redes que demonstram que nengumha cárcere poderá dobregar a nossa superaçom coleitiva por derrubar os isolamentos impostos.

Além de todas as limitaçons que implica a prisom, ao Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR, enche-nos de alegria comprovar como cada dia e mediante mil formas de comunicaçom, as/os presas/os independentistas galegas/os continuam a presentes nas nossas realidades, nas ruas, nas nossas conversas e nos nossos fogares.

Para conseguir o material:

  1. Deveredes enviar um correio a Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar solicitando a vossa encomenda assim como o/os número/s de referência e o vosso número de telefone.
  2. Desde CEIVAR enviaremos-vos um correio para confirmar que ainda dispomos da/s unidade/s  demandada/s por estrita ordem de solicitude.
  3. Disporedes um praço de 2 dias para ingressar no número de conta 2080 0395 61 3040001337 de Abanca o importe.
  4. Remitindo umha imagem do comprovante e adjuntando os vosso endereço postal em poucos dias o teredes nas vossas maos. O importe inclue o envio.

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   Pucho_3Moedeiro_ref_4                                                     Moedeiro_ref_5Cesta_Ref_6

 

fotonoticia_20150202182743_800O Presidente do Governo Espanhol e o porta-voz do PSOE assinárom nesta segunda feira o quarto pacto anti-terrorista em 27 anos. O acordo que, supostamente se dirige contra os yihadistas, consta dumha declaraçom de unidade e oito pontos para desenvolver no futuro. O destacável por novidoso para executar na praxe som os dous primeiros pontos:

1) La modificación del Código Penal que esta Proposición recoge tipificará los delitos de terrorismo, con independencia de que se realicen o no en el seno de un grupo u organización terrorista, atendiendo a la finalidad con que se cometen, y cuyo elemento común es la provocación de un estado de terror en la población.

Tipificará, así, como delito de terrorismo el desplazamiento al  extranjero para incorporarse a una organización terrorista o colaborar con ella.  Asimismo contemplará las conductas propias de las nuevas formas de terrorismo, especialmente en aspectos como la captación y el adiestramiento de terroristas, incluido el adiestramiento pasivo, el uso de las redes de comunicación y tecnologías de la información a estos efectos, la financiación de organizaciones terroristas y las distintas formas de colaboración activa con ellas.

2) Acordar que, tal y como ha venido recogiendo nuestro ordenamiento jurídico, a los delitos de terrorismo con resultado de muerte les será siempre aplicable la máxima pena privativa de libertad recogida en el Código Penal.

Dado que a máxima pena prevista no Código Penal que sairá em breves do Senado é a da prisom permante revisável, esta cadeia perpétua será aplicada às pessoas julgadas por terrorismo e que causem danos de morte. O PSOE, que votara em contra da medida, fizo piruetas para justificar a assintura deste pacto fazendo vários rodeios e futuramente comprometendo-se a deroga-la quando governara, mas a conclussom foi que o PSOE consentiu explicitamente a cadeia perpétua.

Além do pacto nesta matéria entre os dous principais partidos em Madrid, e que nom deveu de surpreender a ninguém, a esência volta ser o avanço das restriçons de liberdades sociais e políticas. A subjetividade com a que se abordam permite abrir o abano para qualquer tipo de disidência política com umha Lei suxeita a muitas interpretaçons que variarám a mercê dos juices e políticos institucionais que ostentem o poder.

Novamente estamos ante um pacto no que se pretende o controlo social e incluso da privacidade das pessoas. Pola contra, o que nom se trata nunca é o “estado de terror” que causam entre as pessoas que componhem os tecidos asociativos as cargas policiais ou as torturas nas comisarias por citar dous exemplos próximos. O medo e o pánico da populaçom cingue-se atualmente ao Estado em todas as suas dimensons repressoras mas PP como PSOE pretendem que vejamos ao inimigo no vizinho do lado namentres o que realmente causa um terror geralizado som as suas políticas.

 

vlcsnap-13215628_recortadaDesde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR vimos denunciando as constantes práticas de tortura que se levam a cabo diariamente por parte das forças repressoras espanholas. Agora esta teoria também é sostida por Amnistía Internacional mediante a sua Coordinadora para la Prevención de la Tortura e também polo Tribunal Europeo de Derechos Humanos.

Pola sua bada, Amnistía Internacional publicou no dia de hoje um informe no que recolhe 6.621 denúncias de torturas policiais, umha cifra que contrasta com o escasso número de condenas emitidas pola Justiça Espanhola que se elevam a 752 e que, ademais, na sua maioria som por faltas e nom por delitos. “Día a día nos llega información de personas que han sufrido torturas como posturas forzadas, violaciones o agresiones físicas” afirma o porta-voz da Coordinadora para la Prevención de la Tortura de Amnistía Internacional, Jorge del Cura. Esta confirmaçom também é sostida por Pau Pérez, asesor do Mecanismo Nacional de Prevención de la Tortura e perito em tribunais estatais e internacionais: “Hay un sistema torturante que requiere de la impunidad, alguien que autorice, alguien que diseñe, alguien que encubre y alguien que amnistíe”, di. Além destas declaraçons, Pau Pérez também comenta ter a certeza de que as diferentes polícias que operam no Estado Espanhol possuem unidades de elite para este cometido.

Igualmente, o próprio Tribunal Europeo de Derechos Humanos condenou até em seis ocasions a Espanha por nom ter investigado as torturas e o Comité Europeo para la Prevención de la Tortura reagiu do mesmo modo condenando a Espanha polos casos constatados de tortura.

Práticas como os eletrodos, as violaçons, introduçom de armas por diferentes partes do corpo, golpes que aturdem, a asfixia mediante sacas de plástico ou de auga, as pressons psicológicas argumentando que a tua família ou amizades correm perigo, que estám encarceradas ou mortas... formam parte das detençons da militáncia política e social. Umha realidade que já nom se pode agochar mas que tivo que acadar as suas fórmulas mais extremas para conseguir que sairam à luz.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR queremos umha vez mais deixar constáncia da existência confirmada desta praxe incluso com as/os presas/os independentistas galegas/os. Assim mesmo nom podemos sair da nossa indignaçom ante a falta de credibilidade que mostra a Justiça Espanhola ante estes e muitos outros casos de tortura, o que ubica aos magistrados como cúmplices da mesma. Sistomático é que no Estado Espanhol nom haja comités de investigaçom para a tortura quando Espanha já foi denunciada numerosas vezes por este assunto por organismos internacionais, a lógica indica a clara vontade de perpetuar a tortura e a impunidade de quem a pratica.

 

A continuaçom fazemo-nos eco da informaçom facilitada pola organizaçom independentista estudantil AGIR no seu site:

b_450_0_16777215_00_archivos_Administradores_Maurcio_2015-02_020215_agirDurante umha das saídas agitativas na noite prévia ao 25N dentro da campanha “Nos campus e nos liceus, nem uniformados nem machistas: AUTODEFESA FEMINISTA”, duas componentes da Assembleia Local de Compostela, que se atopavam no Campus Sul, fôrom retidas e intimidadas ilegalmente por parte de dous agentes de Prosegur, para ser posteriormente identificadas pola polícia municipal. Menos dum mês depois recebêrom umha notificaçom na que se informava da abertura dum procedimento judicial polos factos acontecidos, mas com a surpresa de que se lhes culpabilizava também de pintadas realizadas no Campus Norte sem qualquer prova nem semelhança. Trás isto, aos poucos dias voltárom ser destinatárias dumha nova carta na que se transmitia a sua implicaçom em outro processo sancionador, desta volta de caráter administrativo, polos mesmos acontecimentos. Na última das missivas comunicava-se a petiçom dum pagamento de mais de 650€ num prazo inferior a trinta dias polos supostos danos causados.

Vemos claramente como este caso repressivo está cimentado em ilegalidades e mentiras. Por umha parte, quer-se-lhes fazer pagar por açons das quais nom existem provas e que tivêrom lugar numha zona da cidade à que nom fôrom e que lhes seria impossível ter chegado tendo em conta o lugar onde fôrom identificadas e os tempos que se indicam. Além disto, a quantidade que exige abonar ao concelho é totalmente desproporcionada a respeito dos desperfeitos dos que se lhes acusa.

Ademais, estám submetidas a dous procedimentos sancionadores paralelos, polo que apresentamos alegaçons pedindo a suspensom do processo administrativo até a finalizaçom do processo judicial. É evidente que todo o entramado deste caso é produto da imaginaçom das comissarias compostelanas. A intençom é clara: desestabilizar-nos economicamente e criminalizar socialmente ao estudantado rebelde, buscando reduzir ao mínimo a nossa atividade para assim poder seguir com a instauraçom deste estado policial governado por umha cámara municipal onde reina a corruçom generalizada.

De AGIR reiteramos o nosso compromisso com a emancipaçom das mulheres, e nom imos renunciar aos nossos métodos de luita e agitaçom tanto nas ruas quanto nas aulas. Nem este nem todos os casos repressivos que carrejamos às costas (denunciados repetidas vezes através da campanha nacional “Nom à repressom contra o estudantado galego”) vam impedir que sigamos combatendo este sistema e continuemos com a construçom do ensino que queremos. Somos conscientes de que este caminho está cheio de obstáculos de todo tipo, e a repressom económica é um deles, mas nós continuaremos repetindo-lhe a quem nos quer silenciar que o estudantado galego das camadas populares nom somos rebeldes sem motivo, senom que eles som a razom e o inimigo. Seguiremos agitando liceus, campus e consciências; formando e informando; e preparando ferramentas para a nossa autodefesa, ideológica e física, mediante próximas atividades nas que podamos apreender umhas das outras.

 
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