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ndiceO meu filho Eduardo nasceu en Outubro de 1985 e de pequeno era mui tranquilo ainda que quando tinha que ir à guarderia non gostava de ir. Quando Eduardo contava com quatro anos nasceu seu irmao, Santi, e ele contentou-se porque é muito o que lhe queria e quere a Santi. Lembro que sendo os dous cativos jogavam muito juntos, sempre pendentes un do outro.

Na Primária nom era moi estudioso mas sempre sacou os estudos para diante já que é mui inteligente. Isto último ainda o recordam os mestres e professores quando coincidem de atopar-se nas ruas com Santi ou conmigo.

 A ensinança Secundária estudou-na no IES do Sar e foi ai quando se achegou ao mundo da política, teria arredor de 13 anos. Daquela tivo discrepáncias de jeito constante cos professores porque Eduardo nunca aturou as injustiças. Mentres estudaba a ESO participou das greves estudantis, defendendo os dereitos do estudantado galego.

Despois de rematar a ESO, começou o Bacharelato mas à idade de 17 anos pugo-se a trabalhar de fontaneiro e até os 22 anos estivo na profissom em várias empresas. Durante todo este tempo compatibilizou o trabalho laboral com a militáncia no independentismo galego no que volcou sempre os seus esforços desinteresadamente.

Quando Eduardo tinha 22 anos produziu-se a detençom do seu irmao, Santi, que tinha 18 anos. Foi entom quando a família começamos a conhecer a realidade das prisions espanholas.

Con 23 anos foi viver para Vigo, trabalhou arredor dum ano na limpeza da estaçom do comboio e com 25 anos voltou a estudar a través da UNED.

Eduardo sempre se sentiu orgulhoso da súa militáncia independentista, tanto na casa coma na rua.

O 30 de Novembro de 2011, con 26 anos foi detido pola Guardia Civil, desde aquela esta em prisom. A día de hoje restam-lhe 10 anos e 8 meses para rematar a condena inmposta pola Audiencia Nacional.

Eu como mae de Eduardo que mais vou dizer… que o quero, e que si tivera que dizer o que sinto nunhas palavras ao pensar em ele som: orgulho e dignidade.

 

ix_marcha_as_cadeias

Somentes restam duas semanas para que se leve a cabo a IX Marcha às Cadeias convocada pola Associaçom de Familiares e Amizades d@s pres@s polític@s independentistas Que Voltem para a Casa!. Umha marcha que durante nove ediçons mantem-se em pé achegando a solidariedade até as mesmas portas das prisons.

A Marcha às Cadeias consiste numha viagem reivindicativa em prol dos direitos das/os presas/os independentistas galegas/os e como um modo de romper com a dispersom que mantém ás/aos retaliadas/os galegas/os a centos de quilómetros dos seus fogares. Até as/os presas/os independentistas galegas/os chegaremos em autocarros que sairám desde todos os pontos do País e com o objetivo firme de que sintam a solidariedade imparável da que formamos parte.

É por isto que o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR faz um chamamento a secundar a mobilizaçom que terá lugar desde o 16 de Janeiro pola noite e toda a jornada do dia 17. Animamos-vos a todas/os a acudir a umha viagem na que se bem é certo que será longa como também o é a nossa luita, nom faltarám os risos, o convívio, a música e, por suposto, a solidariedade.

REMATAR COM A DISPERSOM

TRAZE-LAS PARA CASA

Toda a info: www.quevoltem.org

 

fotoraulMeu irmao é Raúl Agulheiro, somos da zona da Marinha, parte da família está em Sam Miguel de Reinante, umha aldeia do Concelho de Barreiros e a outra parte em Ribadeu. Entre os curmáns sempre foi dos mais pequenos, polo que o núcleo familiar sentia certa devoçom por ele.

Rapaz bem conhecido no lugar, tanto por jovens como pessoas maiores. Desde bem pequenos andamos no mesmo grupo de amigos, embora algumhas vezes a gente com a que andavamos nom era a mesma, nos sempre andivemos juntos.

Sempre gostou do futebol, desde mui neno, foi o primeiro em jogar na equipa de futebol de salom da aldeia. Jogava com rapaces 4 ou 5 anos maiores que ele. Desporto que jogou toda a vida até que começou a jogar nos juvenis da equipa do povo, o Iberia. A sua pequena carreira de futebolista viu-se frustrada por umha lesom de rotura de ligamento. Além de praticar esse desporto, era fiel ao clube do que gostava, o Celta de Vigo, ainda que o resto da família eramos do Deportivo da Corunha.

Foi um dos primeiros rapazes da nossa idade em se interessar pola política, era a época de Nunca Mais, do Nom á Guerra... Lembro que no instituto sempre queria organizar algum ato e o primeiro que organizou foi um a favor da Palestina.

Quando Raúl tinha 15 anos, estivemos umha tempada em Cáceres, daqueles anos lembro que fizemos boas amizades que hoje em día perduram, a essa gente Raúl ensinou-lhes que a Galiza era umha Naçom e o motivo polos que ele ama a sua Terra.

Anos mais tarde voltou para Galiza, daquela já ia começar a estudar na universidade, decidiu-se por Ciências Políticas, cousa que à gente da aldeia lhe alegrou, por fim havera alguém "que lhes poida ensinar aos políticos a ser politicos de verdade" diziam. Esse alguém, era Raúl.

Forom anos muito bons em Compostela, o Raúl sempre colaborando com organizaçons independentistas, defendendo o Galego, reclamando as selecçons nacionais desde Siareiras/os galegas/os, luitando polos direitos dos presos e presas independentistas... foi por isso polo que conheceu tantos amigos e amigas em todo o País mais também algum inimigo já que umha pessoa assim, sempre molesta para alguém.

O dia da detençom iamos ir para a aldeia a celebrar as festas, já que essa fim de semana celebraba-se o dia grande. Quando vim que tardava em voltar á casa, baixei a rua a ver se o via por algures, ao voltar à casa já atopei com a Guardia Civil no portal e negárom-se a permitir-me entrar na minha casa... foi a última vez que vim a meu irmao fora da cadeia...

A família estivo a ir todas as fins de semana a Soto del Real a vê-lo, a fazer-lhe ver que o queriamos e que estavamos com ele. Nós preocupados perguntavamo-nos, e como estara? Estava bem, estava com o mesmo humor, com as mesmas brincadeiras, com a frente ergueita e a cabeça bem alta.

Na zona, a solidariedade com Raúl foi constante, a aldeia e a vila de Ribadeu mostrarom a sua generosidade, que ainda perdura e que perdurará, porque Raúl nom é um terrorista, e um galego querido pola sua gente.

 

logo_ceivar_corA data de 29 de Dezembro veu-se de fazer público um comunicado assinado polo advogado defesor de Carlos Calvo Varela, Benet Salellas. O escrito enviado a correios electrónicos e publicado em diferentes plataformas virtuais contém umha série de difamaçons contra o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR polo que resulta óbvio dar umha resposta na mesma medida:

1.- O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR nunca fizo alusom interna nem pública na que se lhe atribua a Carlos Calvo Varela a sua pertença a nengumha organizaçom armada nem se referiu à sua sintonia política com a luita ilegal. O trabalho solidário desenvolto por este Organismo Popular Anti-repressivo nom foi empregado em nengum caso no processo judicial contra Carlos Calvo Varela para inculpa-lo nem para agravar os delitos polos que ele mesmo está acusado.

2.- Ao Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR nom lhe corresponde a laboura de decidir e/ou investigar/saber se Carlos Calvo Varela é responsável dos delitos dos que é acusado, nós apoiamos a todas/os as/os independentistas reprimidas/os por motivaçom política.

3.- O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR solidariza-se com todas/os as/os presas/os políticas/os, especialmente com as/os presas/os independentistas galegas/os. No caso de existir algum/ha presa/o independentista galega/o que prefera que nom volquemos a nossa solidariedade para com ela/e, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR nom oferece nengum inconveniente em deixar de reclamar a sua liberdade embora nos resulte triste e incompreensível. No caso de Carlos Calvo Varela nunca o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR recebeu notificaçom expressa de cesar a nossa atividade solidária com Carlos Calvo Varela.

4.- O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR nom se responsabiliza das opinións, consideraçons ou uso de material feito por pessoas, organizaçons ou plataformas alheias a este Organismo Anti-repressivo. O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR responde estritamente polo trabalho feito de forma pública e mediante as suas canles de comunicaçom oficiais.

5.- Finalmente e ante a geralizaçom da sensaçom de que encorvando o lombo se evitam os paus, e sobretodo que perante um problema coletivo como é a repressom, a única saida proveitosa é a individual, nós, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR reiteramos a nossa aposta pola solidariedade e negamo-nos a aceitar as pantasmas de falsas vitórias individuais que debilitam a aposta coletiva deste Povo. Quando se sofrem agressons é preciso umha resposta unitária, quando a dominaçom é mais poderosa mais necessária é a comunidade, quando cunda o fatalismo cumpre sempre orgulhar-se da própria rebeldia.

Viva a solidariedade!

 

Na vigente legislaçom, a coaçom no ámbimagesito sindical e laboral está penada que a que se produz em qualquer outra esfera. As penas de prisom que atualmente estám recolhidas para os denominados “piquetes” oscilam entre os 6 meses aos 3 anos de prisom e sançons económicas de entre 6 a 12 meses. Estas condiçons som as que pretendem que se mudem a partir de agora com a Reforma do Código Penal e que assim, as penas de cadeia sejam “excepcionales y siempre vinculadas a episodios de violencia” segundo informam desde o Gobierno de España.

Estas mesmas fontes dim ter como objetivo rematar com as desproporcionadas sentenças de penas de prisom a sindicalistas na que, em todo o Estado Espanhol, há já mais de 300 trabalhadoras/es implicadas/os e que sumam petiçons de 120 anos de cadeia.

Além do “novo” critério esgrimido polo Ministro de Justicia, Rafael Catalá, e polo próprio ex Fical General del Estado, Eduardo Torres-Dulce, o certo é que as/os sindicalistas som as/os únicas/os sancionadas/os durante os conflitos laborais. O direito à greve, recolhido na Constitución Española, é perseguido namentres aos empresários que coacionam à classe trabalhadora de múltiples formas para nom manifestar-se, nom é punido.

Quatro sindicalistas galegas/os condenadas/os a três anos de prisom

Na Galiza os exemplos da repressom aplicada contra a classe trabalhadora toca-nos bem de perto. Ainda a dia de hoje faltam por resolver definitivamente os casos de Ana, Tamara, Carlos e Serafín que estám condenadas/os cada um/ha a três anos de prisom por defender os direitos laborais e denunciar os recortes sociais.

O caso destas/es quatro sindicalistas tem arrecadado milhares de solidariedades manifestadas em múltiples e multitudinárias mobilizaçons para reclamar o seu indulto. Nestes momentos continuam a aguardar a medida de graça. Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR queremos manifestar umha vez mais toda a nossa solidariedade com a classe operária retaliada seja qual for a modalidade da sançom.

 

A partir de hoje e nos vindeiros dias, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR inciamos umha nova campanha de solidariedade com as/os presas/os independentistas galegas/os. Mediante as aportaçons feitas por familiares e amigas/os pretendemos resgatar algumhas das facetas pessoais e políticas das/os retaliadas/os galegas/os e achegar a visom humana e ativista de quem estám dispersadas/os nas prisons espanholas. Vaia de antemão o nosso agradecimento a todas as pessoas que colaborárom neste projecto.

antomAntom Santos desde a ótica dum companheiro da Agrupaçom de Montanha Augas Limpas (AMAL)

Embora ter de falar da fasquia montanheira do Antom cumpre aclarar que o atletismo é o desporto no que colocou, e coloca ainda hoje malia as restritas geometrias e a ruim alimentaçom que padece no seu sequestro, a sua máxima concentraçom. Dito isto, e como nom disponho de umha cronologia das suas excursons, passo a fazer um pequeno desenho dele usando como lapis algumhas anedotas que partihamos nas rotas da Agrupaçom de Montanha Augas Limpas por esta terra nossa.

Lembro umha conversa na Serra do Gistral, soplando lufaradas de vento adoecido untado numha mesta névoa -por sinal condiçons comuns naquelas latitudes-, na que competíamos ele e mais eu a ver quem ia com um equipamento menos sofisticado: -pois eu debaixo do chuvasqueiro só levo umha camisola curta e umha longa , -pois eu... Traio isto para ir pondo no desenho um dos valores que nom  acostumam a ver-se atualmente na montanha: a austeridade contraposta ao consumismo, mapa e bússola frente a GPS, camisa de quadros frente a tecidos tecnológicos, conhecemento e contemplaçom frente a espectáculo e imediatez... 

Outro aspeto importante para mim, e sobram motivos para dizê-lo, é que este home sempre deposita toda a sua confiança nos e nas companheiras. Para ilustrá-lo deslocamo-nos ate Sam Joám de Rio, no I Acampamento de Montanha da AMAL aló polo 2008. A atividade da manhá do domingo consistiu numha iniciaçom ao rapel, contando com um primeiro contacto muito singelo e de poucos metros e um descenso posterior já de certa dificuldade e altura. O Antom colheu-no com cautela fazendo a primeira prova muito preocupado em levar bem a postura. De seguido piorou o panorama ao ver-se diante da varanda dumha ponte duns 25metros. A cautela mudou em medo, mas confiou plenamente no bom fazer do companheiro que arranjava  as cordas, por sinal pouco esperimentado no quefazer, e alá foi parede abaixo. Isso sim moi pouco e pouco, sem espetáculos, com humildade diante do perigo mas com valentia.

Também é doado salientar do Antom a sua habelência à hora de elaborar resenhas vizosas respeito das rotas, incorporando, como já nomeava antes, o conhecimento em profundidade e palmo a palmo do País. E vem-me à cabeça agora a que responde à rota do Monte Pindo, colgada no blogue da AMAL, ou algum artigo do nosso vozeiro “ a Cabreira” como no que debulha as características do bosque de ribeira. Da mao deste degoiro por nom deixar um beco sem expediçom surgiram  andainas como a das Serra do Careom e o Bocelo, montes pouco conhecidos, pequenos e sinxelos embora igualmente faladores da terra em que vivemos -e o compostelam no seu molho-. Neles no máximo cruzas algumha vizinha, também trabalhadores das empresas eólicas -estas si conhecem a zona- e nunca montanheiros desses que devecem por tirar umhas fotos inesqueciveis e atopar emoçons taquicárdicas.

E quedam, se calhar para que conte ele, as brincadeiras e risadas contundentes, as conversas cotiás, o companheirismo exigente ou, porque nom?, algumha aventura montanheira.
 
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