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Amador_e_DanielDecorrérom já 43 anos desde aquel 10 de Março no que a Polícia franquista espanhola baleiava aos trabalhadores da Baçám ferrolana na Ponte das Pias quando se manifestavam em defesa dos seus direitos laborais. Entom demandavam melhoras salariais, reduçom da jornada laboral a 42 horas por semana, um mês de férias e o cobro íntegro no caso de enfermidade, umhas reivindicaçons mais que justas e que fôrom respostadas com repressom e morte.

Amador Rei e Daniel Niebla eram assassinados, 16 trabalhadores fôrom feridos de bala junto com outras dúzias que apresentavam lesons. Também se procedera ao despido de 160 operários, 101 pessoas fôrom detidas, 60 encarcerados e 54 multados. Esta era a resposta repressiva e brutal dum agonizante regime espanhol a um Povo que começara a tomar consciência de si próprio, como classe e como Naçom.

A imagem que nos deparou aquele 10 de Março bem poderia ser a narrada neste 2015: desmantelamento industrial, privatizaçom dos serviços públicos, a sangrante emigraçom, a precariedade nos salários e um empobrecimento geralizado que se ceba com a mocidade e as mulheres. Igualmente a repressom nom passou a ser parte da História: incontáveis processos judiciais com solicitude de prisom, sançons económicas desorbitadas para as/os ativistas sociais e políticas/os, malheiras dos polícias para quem se organiza, controlo social e perseguiçom.

Nom obstante, também em 1972 a solidariedade deu umha liçom. A vaga repressiva tornou-se em raiva e em mobilizaçom na que se fechárom os comércios, ocupou-se Ferrol e as comunicaçons cortárom-se. O facho da solidariedade e da entrega de Amador e Daniel som os que hoje o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR fazemos nossas para continuar trabalhando para quem ergue a dignidade desta Terra.

Amador e Daniel, presentes!
Viva o Dia da Classe Obreira Galega!
 

DSC07426Passadas as doze do meio-dia partia da estaçom de comboios da capital galega a mobilizaçom deste 8 de Março que levou como legenda “Feminismo para avanzar. Todas xuntas nunha mesma loita”. Centos de pessoas marchárom polas ruas de Compostela numha jornada na que nom faltou a música, as reivindicaçons, os sorrisos e algumha pequena sabotagem contra empresas que atentam contra as mulheres.

Com numerosas bandeiras lilás e faixas em mao fôrom as mulheres as que tomárom os caminhos e praças da cidade compostelana para cargar contra todos os tipos de opressom aos que submetem a Igreja, os partidos políticos dominantes e o capital a mais da metade da populaçom do nosso País. Berros em demanda do aborto livre e gratuito, pola dignidade dos salários e pola soberania sexual fôrom algums dos que se puiderom escuitar. Também com diversos instrumentos confecionados por elas mesmas retumbárom as paredes dos edificíos por onde passavam levando a alegria reivindicativa a todos os pontos. Do mesmo jeito, algumhas entidades bancárias, centros de cirurgia estética e multinacionais de roupa recebérom ovos de pintura como sinal de desaprovaçom ante os prototipos de mulher imposta e o capitalismo feroz.

Pola sua banda, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR estivo presente na convocatória entre as assistentes e despregando umha faixa na que se lembrava de um jeito especial à presa independentista Maria Osório. “Nom estamos todas, faltam as presas. Maria Osório liberdade” era a consigna e que foi saudada com um forte clamor ao passo da manifestaçom na Praça da Galiza.

A marcha rematou em Praterias onde se deu leitura aos manifestos cargados de raiva pola desigualdade real que atenta contra todos os aspeitos cotiás da vida das mulheres; o coidado das crianças e anciáns, a precariedade laboral, a carência em tratamentos sanitários, o direito a decidir, etc. Nom obstante também houvo de novo um espaço para a poesia, para a música e para continuar la luita feminista o restantes 365 dias do ano.

*Mais imagens nas nossas redes sociais

 

IMG-20150305-WA0005Resta menos de um dia para que as diferentes sensibilidades feministas do País ateiguem as ruas de Compostela na efeméride do 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras. Umha data simbólica para sacar à rua todas as reivindicaçons feministas que permitam construir umha sociedade soberana, equitativa e livre. Um dia para estar juntas mais também para colher folgos nesta batalha permanente contra a repressom que exerce o sistema capitalista patriarcal.

O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR secundará a mobilizaçom porque nós somos também cada mae que sofre a dispersom,  cada amiga que comparte a dor, cada companheira que sinte a tortura,  cada solidária que luita por derrotar o isolamento imposto. Igualmente estaremos por todas as militantes dos movimentos políticos e sociais que engrossam a dignidade da Galiza e que cada dia afrontam a repressom. Todas elas som o latido do coraçom desta Pátria.

Neste dia tampouco podemos esquecer à trabalhadora e presa independentista Maria Osório porque encarna os valores de umha mulher comprometida com a sua Terra, com a sua classe e com o seu género. Ela hoje está a pagar as consequências de quem impom os anti-valores e reforça a ética da exclusom social que no caso das mulheres como ela gera umha situaçom de triple exploraçom por ser pobre, por ser mulher e por estar presa.

Orgulho de mulheres!
Orgulho de Pátria!
 

1416858649_807812_1416863050_noticia_normalDesde agosto do passado ano a vizinhança de Santa Cruz de Parga está denunciando as práticas castrenses que se desenvolvem no acampamento militar. O presidente da comunidade de montes, Manuel Amil, constata que o gando e a fauna selvagem estám a ver-se prejudicada polos voos rasantes de helicópteros e polos disparos de grande potência. Ademais, engadem que as casas e os cemintérios vem-se afetadas polos constantes tremores das manobras que causam desprendimentos e fendas nas paredes.

O acampamento militar ubicou-se na zona em 1944, ocupa umha superfície de 150 hectáreas e nela chegam a estar até 1.200 militares quanho há manobras. Com a designaçom de novos mandos militares para o lugar aquartelado, também chegárom novas apropriaçons; um valado de pinchos de quatro quilómetros colocado sem nengum tipo de aviso ou consenso. “No terreno militar advirte-se de que nom passemos mas eles entram nas nossas pistas e caminhos, atravessam polo meio dos pastos sem respeitar nada e nom nos deixam durmir polas noites porque andam a patrulhar”, manifesta Manuel Amil.

A vizinhança, que já elevara as suas queixas até o Ministerio de Defensa, nestes dias voltou fazer o mesmo ante o Subdelegado del Gobierno en Lugo, Ramón Carballo, quem alegou que nas vindeiras semanas terám umha resposta. Igualmente as/os vizinhas/os já anunciárom que iam por todo o assunto em maus de advogadas/os com o fim de que se respeitem os montes, os animais, a sua tranquilidade e modo de vida.

 

A continuaçom reproduzimos a nova publicada no diário Sermos Galiza  a respeito do vizinho de Coia, Xurxo Rodríguez, julgado por delitos de “resistência à autoridade” e “lesons” a um polícia local durante os protestos da colocaçom do barco Alfageme na rotunda viguesa.

2015021020503183295“O veciño de Coia prendido o 9 de xaneiro durante as mobilizacións contra a colocación do Bernardo Alfageme na rotonda de Coia foi condenado polo xulgado do penal nº2 de Vigo a 1 ano de cadea. En total, seis meses por cada un dos delitos que se lle imputaban, un de "resistencia" á autoridade e outro de "lesións" a un axente da Policía local. Aliás, condénano a pagar 1.135 euros en concepto de indemnización.

O ditame xudicial foi remitido á avogada da defensa e ao propio Romero na xornada do 2 de marzo.

Desde a Asemblea aberta de Coia veñen de emitir un comunicado de imprensa no que aseguran sentir "decepción" e "rexeitamento" pola decisión xudicial ao seren valorados "única e exclusivamente, a declaración prestada no acto do xuízo polo axente denunciante e os seus compañeiros, considerando ditas testemuñas proba de cargo suficiente, sen entrar a analizar, ne tan sequera mencionar, as múltiples contradicións e ambigüidades vertidas polos axentes no plenario, que foron postas de manifesto pola defensa".

A xuíza responsábel do caso valeuse do principio de veracidade do que contan os atestados policiais para resolver o caso e ditar sentenza, embora --critican desde o movemento veciñal-- "a credibilidade e verosimilitude" dos relatos e informes policiais "quedou desmantelada por medio da proba gráfica e testemuñal practicada a instancias da defensa".

Así as cousas, a sentenza rebaixa a petición inicial do Ministerio Fiscal que demandaba 2 anos e medio de privación de liberdade por un presunto delito de "atentado" á autoridade. Finalmente, a xuíza entende que a "conduta de Xurxo foi consecuencia da previa actuación policial, e froito do desaloxo da rotonda" polo que o considera "resistencia" e "de escasa gravidade", en troca do que aseguraba a policía municipal.

Recurso de apelación

Desde a Asemblea aberta de Coia avanzan que "loxicamente" interporán un recurso de apelación perante a Audiencia provincial de Pontevedra "aportando a gravación do acto da vista co fin de por de manifesto a indefensión que provoca unha resolución xudicial que non entra a valorar a totalidade da proba practicada, cinguíndose a dar por boa, sen máis a testemuña dos axentes, polo mero feito de ser policías".

Aliás, avanzan que de ser obrigado a pagar a indemnización esta será abonada "entre todas compañeiras" porque, reiteraron, "Xurxo somos todas!".”

 

intercambio-datosO Tribunal Europeio de Direitos Humanos (TDEH) na sua sentença do 3 de Fevereiro de 2015 resolveu que as gravaçons telefónicas entre advogada/o e cliente vulnera o artigo 8 da Convençom Europeia de Direitos Humanos devido a que afetam à “confidencialidade”.

O Alto Tribunal Europeio resolveu esta questom após um suposto no que um advogado rumano denunciara que a polícia intervinhera as suas conversas com o seu cliente. A defesa demandou estes factos além de que um juiz autorizara tais escuitas no marco dum processo penal dirigido a perseguir delitos de “delinquência organizada” e “terrorismo”.

Assim, o Alto Tribunal Europeio mencionou que se estava a vulnerar o artigo 8 da Convençom Europeia de Direitos Humanos que faz referência à privacidade da sua vida privada, familiar e do seu domicílio e correspondéncia. A isto engadiu: “nom poderá haver ingerência da autoridade pública no exercício deste Direito, salvo quando esta ingerência estea prevista pola Lei, e constitua umha medida que, numha sociedade democrática, seja necessária para a seguridade nacional, a seguridade pública, o benestar económico, a defesa da ordem e prevençom do delito, a proteçom da saude ou da moral ou a proteçom dos direitos e liberdades dos demais”.

Além disto, a sentença detalha que o artigo 8.2 da Convençom exige em primeiro lugar que a medida impugnada tenha base no Direito Interno do Estado, mas também esta lei interna há de ter umha qualidade que se basea na acessibilidade da pessoa afetada e a sua compatibilidade do Estado de Direito. É dizer, a pessoa tem direito a conhecer previamente as consequências da intervençom.

Finalmente o Tribunal conclue que a intercetaçom entre as conversas entre advogada/o e cliente “danam a confidencialidade que é a base de relaçom de confiança entre estas duas pessoas”.

 
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