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2010-01-16_IMG_2010-01-09_00.25.40__2394327Várias associaçons da esfera jurídica e de Direitos Humanos denunciárom os maus tratos, as torturas e as constantes vulneraçons de direitos nos centros penitenciários galegos com especial incidência nos de A Lama e Teixeiro. Numha rolda de imprensa celebrada no dia de ontem no Colégio de Advogadas/os de Vigo, mais de médio cento de organizaçons – entre as que se atopam Esculca e Avogados Novos- davam a conhecer um comunicado para “pôr em conhecimento da opiniom pública a situaçom de vulneraçom de Direitos Humanos no nosso ámbito profissional”.

A representante do Observatorio para a Defensa dos Direitos e Libertades Esculca, Iolanda Ferrreiro, lembrou que em dez anos apresentárom-se mais de vinte denúncias em prisons galegas por casos de maus tratos embora somentes numha ocasiom os funcionários fôrom chamados a declarar ante um juiz. Igualmente nas declaraçons houvo referência às deficiências sanitárias e alimentárias assim como à super-populaçom nos cárceres. A isto engadiu-lhe as travas com as que se atopam as defesas para visitar às/aos suas/seus clientes e a dificultade para solicitar as gravaçons das cámaras dos módulos de isolamento onde, fruto da impunidade, funcionários agredem às/aos presas/os.

Ante esta situaçom as organizaçons assinantes urgem às administraçons a fazer efetivo o respeito aos direitos das pessoas presas, quendas de letradas/os de ofício para o regime penitenciário e que se investiguem até o final as mortes nas prisons.

Um dos exemplos citados foi o do gaditano Javier Guerrero de 33 anos e em greve de fame desde o passado mês de Dezembro na prisom de A Lama. Após perder 20 quilos de peso e estar com a saude deteriorada, nom tem podido ver nem falar com nengum familiar desde o seu ingresso. Guerrero entrou em prisom no 2004 por delitos contra a saude pública e furtos, passou três anos na prisom de Zaragoza e após manter nesse cárcere outra greve de fame, estes anos nom se lhe descontárom da sua pena.

Absoltos quatro funcionários por vender discos piratas aos presos de Teixeiro

Mais de dez anos demorou a Justiça em resolver a acusaçom que tinham pendentes quatro funcionários do centro penitenciário de Teixeiro pola venda ilegal de discos de música. Em 2004 suspeitou-se desta atividade dentro da prisom e o resultado foi umha requisa de mais de 2.000 cópias de discos que os carceleiros vendiam aos presos obtendo umha ganáncia de entre 2 e 3 euros por cada unidade.

Polo delito contra a “propiedade intelectual” a petiçom era de dous anos de prisom e outros tantos de inabilitaçom mas os quatro funcionários fôrom absoltos por ter prescrito o delito.

 

DSC_1270O 17 de Abril é um dia assinalado para os Povos do mundo que, a causa das suas luitas populares, contam com presas/os políticas/os dentro das prisons do Estado que as/os reprime. Desde o 2004 esta data marcou-se como o Dia Internacional de Apoio às/aos Presas/os Políticas/os e na Galiza também secundamos um ano mais a convocatória.

A passada sexta feira membros do Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR pendurárom faixas por várias localidades do País em lembrança e apoio a quem estám padecendo as consequências de trabalhar por umha Galiza soberana, equitativa e justa. Igualmente essa mesma noite em Compostela celebrou-se um concerto solidário com as atuaçons de Leo de Matamá e Mini e Mero.

Por outra banda, umha delegaçom de CEIVAR acudiu até Vilafranca del Panadés (Països Catalans) convidada polo coleitivo de apoio à presas/os políticas/os Rescat. Durante a jornada do sábado CEIVAR ofreceu umha palestra sobre a situaçom repressiva na Galiza acompanhada por Que voltem para a casa! quem se centrou na vulneraçom dos Direitos Humanos das/os presas/os independentistas galegas/os.

Já durante a tarde um nutrido grupo de galegas/os secundárom a manifestaçom para pedir a liberdade das duas catalanas independentistas Marina e Lola e finalmente durante o concerto da noite o grupo Inadaptats tivo umha mençom especial para Heitor Naia, quem durante ums anos morou em Barcelona.

 

Reproduzimos a continuaçom do comunicado que o Coletivo de Pres@s Independentistas Galeg@s publicou no seu blogue no dia de ontem perante o Dia Internacional d@s Pres@s Polític@s:

logo_cpigNestas datas previas ao 17 de Avril, Dia Internacional de Apoio aos/ás Pres@s  Políticos, o C.P.I.G. como ven sendo habitual, dirigimos a nossa comunicaçom  pública, valorando o contexto actual que entrentamos @s prisioneir@s polític@s  independentistas e as perspetivas que se abrem na nossa luita coletiva em defesa dos  nossos direitos e objetivos politicos.

Este ano veuse umha especial significaçom para o movimento  independentista e a  solidariedade política com @s pres@s galeg@s ao cumprir-se dez anos do início de  umha nova xeira, practicamente ininterrompida, com prisioneir@s independentistas
galeg@s  nos cárceres espanhois. nesta década a intervençom armada sostida pola  resistência galega foi capaz de gerar umha conflitividade política que trouxo  consigo detençons e encarceramentos, dispersom e rigoroso régime carcelário junto a  um incremento da excepcionalidade penal aplicada aos/ás repressaliad@s galeg@s. À  par de tudo isto, assistimos com confiança e satisfaçom à acumulaçom de força da  solidariedade anti-repressica e à assistência integral ao nosso Coleitivo. Devemos
hoje, reconhecer publicamente o enorme trabalho desenvolto polo Organismo Popular  Anti-repressivo Ceivar e pola Associaçom Cidadá Que Voltem a Casa!, que con acerto e  esforço militante  fortalecerom umhas referências ineludíveis na luita contra a  repressom espanhola.

Desde os dous lados dos muros, socializamos  a situaçom d@s pres@s independentistas,  ampliamos a sensibilidade ante as vulneraçons de direitos e a política carcerária  aplicada ao C.P.I.G. mantmos umha dinámica de resposta e mobilizaçom frente a  repressom, fomentamos umha cultura militante que nos garante respeito e  referencialidade nas cadeias. Estes som exemplos da pertinência e validez da luita  coletiva nos cárceres e nas rúas, estamos convencidos de que continuaremos obtendo  melhoras e avances, aproximándo-nos aos objetivos de traslado à Terra  e  agrupamento, como passo prévio à liberdade.

Chegados a este ponto, nom podemos deixar de reconhecer que a política penitenciária  espanhola, caracterizada pola chantagem e a separaçom do nosso espaço social e  político, foi capaz de fazer-nos dano, provocando a derrota e claudicaçom de alguns  presos. Nom devemos deixar de lembrar que nesta década, a inmensa maioría  d@s  irmaos/ás mantivo a dignidade  militante e a fidelidade à luita. Dezaoito militantes  fomos encarcerad@s, d@s quaias só quatro rematarom optando por saídas  individualistas e desleais á luita coletiva. A eleiçom individual ademais do que supom para @ pres@ que ensaia essa falsa saída, reforça a política penitenciária de castigo que continuam sofrendo @s militantes do Colectivo e nom pode gerar mais que a firme opossiçom do C.P.I.G. e do movimento popular. Nesta luita, necessitamos o apoio incondicional do movimento popular, nom ha mais alternativas que a unidade arredor do Colectivo de Pres@s Independentistas Galeg@s, exigimos lealdade e firmeza com o nosso Colectivo, resumirémo-lo em umha frase clarificadora " dentro do Colectivo todo, fóra do Colectivo nada". Desde o respeito e a irmandade todo se pode falar, proponher e valorar, desde o individualismo ninguem deve esperar nada da Galiza patriota e solidária.

Nós, combatestes pres@s, galeg@s e orgulhos@s, mantermos a unidade militante, reivindicando a nossa condiçom de pres@s polític@s, participando das reivindicaçons, cuidando os nossos vinculos, dispost@s a defender-nos colectivamente ante qualquer necessidade de um/ha irmao/á. Sabemos que voltaremos à Galiza, racharemos a separaçom imposta e conquistaremos a liberdade, com a solidariedade imprescindível do independentismo nas rúas. Hoje em Dueñas, León, Ocaña e Valladolid o C.P.I.G. dirige um saúdo agradecido e generoso aos/às solidári@s galeg@s. Ánimo e adiante!

Viva Galiza Ceive!

Denantes Mortas que Escravas!

 

Sin_ttuloQue é um/a pres@ polític@?

Um/a pres@ polític@ ou prisioneir@ polític@ é qualquer pessoa à que se lhe mantenha na cadeia porque as suas ideias e/ou as suas actividades suponham um desafio ou ameaza para o sistema político establecido. Que a causa pola que está presa a pessoa física contenha um elemento político significativo, já sexa a motivaçom dos seus actos, os actos em si mesmos ou a motivaçom das autoridades.

Hai pres@s polític@s no Estado Espanhol?

Amnistía Internacionalreconhece que todos os governos afirmam que no seu país nom hai pres@s polític@s, este é o caso do Governo Espanhol, que mantem recluidas a 498 pessoas por razóns desta índole;  aos que ademais de estar pres@s, engade-se-lhe a tortura da dispersom, práctica que é ilegal.

A dispersom consiste em dispersar ás presas e presos por cadeias situadas a centos de quilómetros da sua terra, e obriga a viajar ás suas familias e amizades todas as fins de semana para poder compartir com elas só 40 minutos de visita a través de um vidro.

Sabias que...

Desses 498 pres@s polític@s, 14 som cidadáns galeg@s:

7 som comunistas e anti-fascistas:

Mónica Refoxos Pérez (dispersada en Jaén), María José Banhos Andujar (dispersada em Picassent, Valencia), Victoria Gómez Méndez (dispersada em Cáceres), Carmen Cayetano Navarro (dispersada em Puerto de Santa Maria, Cádiz), Ignacio Varela Gómez (dispersado em Puerto de Santa Maria, Cádiz), David Garaboa Bonillo (dispersado em Villena, Alacant), Francisco Cela Seoane (dispersado em Picassent, Valencia)

6 som independentistas:

Maria Osorio López (dispersada em Mansilla de las Mulas, Leon)

Antom Santos Perez (dispersado em Duenhas, Palencia)

Eduardo Vigo Dominguez (dispersado em Ocanha, Toledo)

Roberto Rodríguez Fialhega (dispersado em Villanubla, Palencia)

Raul Agulheiro Cartoy (dispersado em Mansilla de las Mulas)

Hector Jose Naya Gil (dispersado em Valdemoro, Madrid)

1 é anarquista:

Gabriel Pombo da Silva (dispersado em Topas, Salamanca)

Que é Ceivar?

O Organismo Popular Anti-Repressivo Ceivar somos umha organizaçom anti-repressiva e independentista galega, que entre outras cousas denuncia a repressom motivada por questons políticas, ofrece assintência jurídica e trabalha a solidariedade coas e cos presos independentistas, fazendo-a estensível ao resto de presas e presos políticos.

LIBERDADE PRES@S POLÍTIC@S GALEG@S!!

VIVAM @S PRES@S INDEPENDENTISTAS!!

 

martin-villa-fascista-webDurante esta tarde o Concelho de As Pontes emitia um comunicado no que declarava suspensa a conferência que ia impartir o ex-alto cargo franquista, Rodolfo Martín Villa, quem foi acusado pola justiça argentina de ter cometido delitos de lesa humanidade. Esta personagem fora convidada para falar sobre o processo de “transiçom” após o passamento de Franco.

Segundo o documento remitido polo governo local, a cancelaçom deve-se a questons de “segurança” depois de que se comprovaram nas redes sociais as convocatórias para boicotar o ato. O Concelho de As Pontes refire-se ao chamamento feito polo partido independentista Causa Galiza no que se denúncia que Martín Villa tivo responsabilidades políticas durante o franquismo e é a quem se lhe atribuem os assassinatos de mais de 15.000 galegas/os.

Além dos assassinatos de galegas/os, Villa também tem aberto um processo de extradiçom internacional pola morte de cinco obreiros. A isto engadem-se a morte de 30 pessoas em Euskadi, vínculos com a “Guerra Sucia” levada a cabo polos GAL e relaçom com montagens policiais contra a CNT ou com atentado contra o independentista canário Cubillo.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR parabenizamos a organizaçom popular que derivou numha vitória na que se conseguiu enviar a mensagem de que os repressores nom serám bem-vindos na Galiza.

 

concerto-webCom o galho do 17 de Abril, Dia Internacional das/os Presas/os Políticas/os, no Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR estamos impulsando a campanha “Achega a tua solidariedade, alonja os seus muros” que consiste en fazer um presente às/aos presas/os políticas/os galegas/os dispersados em prisons espanholas.

Ademais, com a intençom de lembrar a todas aquelas pessoas que afrontam o mais elevado grao de repressom, CEIVAR convoca um concerto solidário que terá lugar em Compostela o próprio dia. Para elo contaremos com dous grupos galegos que sem dúvida achegarám umhas palavras reflexivas, de recordo mas também de ánimos num convívio no que os fundos arrecadados irám destinados a combater a repressom.

 Aguardamos-vos!

Data: 17 de Abril
Hora: 21h30
Lugar: A Gentalha do Pichel (Compostela)
Entrada: 3 euros
 
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