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LeyMordaza_RepresionPolicialO passado seis e sete de Julho umha delegaçom de seis Ministérios do Governo de Rajoy comparecia ante o Comité de Direitos Humanos da ONU que estava a examinar a vários Estados sobre o cumprimento do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. Após analisar os informes que apresentava Espanha, a ONU concluiu há um par de dias qualificar a Espanha com um suspenso em matéria de Direitos Humanos.

As principais críticas que aponta a ONU som a persistência de leis e práticas contrárias aos Direitos Humanos:

Racismo Policial: a ONU constata a existência de controlos policiais baseados em perfis raciais e étnicos e solicita a Espanha que retire essa discriminaçom por parte dos polícias. Assim mesmo indica que deverá levar ante os tribunais a quem continue a agir com essa prática racista.

Maus tratos: O informe recolhe que em Espanha os agentes do Estado empregam “em excesso a força e maus tratos”. Ademais insta a deixar de indultar a polícias que fôrom condenados por torturas e exige a eliminaçom da tortura, “estabelecer órganos independentes, asegurar a imparcialidade das/os forenses e proibir os indultos a torturadores”. Igualmente critica que as detençons e interrogatórios nom sejam gravados.

Isolamento de detidas/os: A ONU solicita que se elimine a detençom incomunicada na sua totalidade.

Lei de Amistia do 1977: O informe exorta a derogar a Lei de Amistia na que se refugiam muitas das pessoas que fôrom cúmplices dos crimes do franquismo. Ademais pede que seja o Estado quem se faga cargo de devolver às suas famílias os corpos das/os assassinadas/os durante o franquismo e que ainda estám em fossas comuns.

Lei Mordaça: A ONU mostra a sua preocupaçom por esta lei já que coarta a Liberdade de Expressom e Manifestaçom. Do mesmo jeito está alertada sobre o “uso excessivo de sançons” e a proibiçom de gravar a polícias.

O informe recolhe outras questons mais referentes à pouca proteçom que tenhem as mulheres vítimas de violência machista, a praxe de esterilizaçons forçadas a pessoas com algum tipo de discapacidade, as diferenças de representaçom polo seu género assim como o trato que se lhe dá às pessoas imigrantes. Igualmente a ONU opom-se à Lei do Aborto aprovada desde Madrid há ums dias.

Este é o enéssimo toque de atençom que organizaçons internacionais dam a Espanha respeito ao ámbito dos Direitos Humanos. O informe faz-se eco de muitas das situaçons das que cada dia faz-nos lidiar o Governo de Madrid em matéria repressiva mas estas organizaçons internacionais polo momento tampouco se mostram dispostas a dar umha volta de porca mais e passar dos meros informes à açom. Quizáis o mais significativo do documento emitido pola ONU seja o reconhecimento expresso da nula separaçom entre os três poderes que até o dia de hoje permitem indultar a torturadores e encarcerar por questons políticas.

 

18Tal e como publicamos em entradas anteriores umha brigada de Askapena procedente de Euskal Herria estivo na Galiza durante dez dias para conhecer a realidade do nosso País em muitas das suas dimensons. Entre as reunions, encontros e atos nos que participárom também se conta a sua presença na VIII ediçom da Cadeia Humana pola Liberdade das/os Presas/os Independentistas Galegas/os que tivo lugar o passado 24 de Julho. Após concluir este ato, a brigada deixou para o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR as seguintes palavras:

“Participamos como brigada de Askapena na VIII Cadeia Humana pola Liberdade das/os Presas/os Independentistas Galegas/os. Fizémo-lo com espíritu internacionalista para levar a nossa aperta solidária às/aos companheiras/os que se vírom privadas/os de liberdade com a única acusaçom de pretender umha Galiza livre, socialista e feminsita. A elas/es, exemplo de luita, como brigada de Askapena queremos abraça-las/los e desejar-lhes que voltem aginha para as suas casas com as suas famílias e amizades.

Em particular queremos transmitir o nosso agarimo para com as famílias das/os presas/os que sofrem as consequências da dispersom, sabemos bem o que é o sufrimento que provoca esta política penitenciária.

Finalmente convidamos e animamos a toda a militáncia a luitar polo fim da dispersom. Igualmente queremos parabenizar ao movimento independentista galego pola volta a casa de Heitor Naia Gil, absolto de todas as acusaçons.

Ongi etorri, Koala!
Preso galegoak etxera!            
Que voltem para a casa!”
 

Como já é habitual, desde umhas horas antes da VIII ediçom da Cadeia Humana pola Liberdade das/os Presas/os Independentistas a Policía Espanhola tomava as ruas da zona velha de Compostela. Numerosas grileiras, polícias uniformados e à paisana despregárom-se polas ruas da capital.

Passados ums minutos da meia tarde umhas quatrocentas pessoas enchiam a Praça da Galiza e minutos depois passárom a rodea-la colhidas/os das maos. Vigiada/os atentamente pola polícia, as assistentes pendurárom cartazes do pescoço e berrárom em contra da dispersom, das forças de ocupaçom e reclamando a liberdade das/os presa/os independentistas.

Seguidamente e de novo enganchada/os das maos partiu-se numha manifestaçom que percorreu as ruas da zona velha da capital galega. Durante o percorrido nom se deixou de gritar em ningum momento chamando a atençom das/os viandantes.

Ato político

1Chegadas/os à Praça do Toral deu-se início ao ato político com o hino do Antigo Reino da Galiza e posteriormente as palavras da Plataforma Que Voltem para a Casa! que insistiu em acadar o objetivo de arrecadar os fundos precisos para poder trasladar até o Tribunal Europeio de Direitos Humanos a vulneraçom de direitos à que se virom submetidas/os as/os presas/os independentistas Antom Santos, Maria Osório, Roberto Rodríguez e Eduardo Vigo. Igualmente insistiu-se na importância da solidariedade para difundir as constantes violaçons de Direitos Humanos que acontecem na Galiza.

Pola sua banda, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR expremeu publicamente a sua alegria pola posta em liberdade do ex-preso independentista Heitor Naia assim como o anúncio que nas vindeiras horas estará na Galiza. A continuaçom reproduze-se o comunicado lido por CEIVAR nesta VIII ediçom:

“Muito obrigadas às organizaçons nacionais e internacionais que hoje nos acompanhades e também bem-vindas a todas as pessoas solidárias a esta Cadeia Humana pola Liberdade dos e das Presas Independentistas Galegas. Entre todas fizemos possível chegar a esta oitava ediçom!!!

O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR xurdiu já há 12 anos. Esta era umha data que coinicida com a saida do último preso do Exército Guerilheiro, mas namentres as cadeias ficavam livres de presas/os independentistas, a situaçom nas ruas era bem diferente.

Para todas/os conhecidas as cargas policiais, os acosos, os seguimientos, as multas ou os intentos de infiltraçom. Eram tempos nos que a mocidade enfrontava heroicamente um estado de excepçom e naquela altura, a leitura que fazia CEIVAR era a necesidade de organizar-se fronte a umha repressom que se ia extender a todas as capas da populaçom mais consciente. Nom nos equivocamos. A repressom tocou-nos e toca-nos mui de perto, nas próprias carnes incluso, mas tampouco nos equivocamos ao criar um organismo que lhe fizera fronte a tanta injustiça e arbitrariedade.

Decorrérom já umha dúzia de anos desde que botamos a andar este projecto e algums dos que hoje estám aqui tivérom que pagar com a sua liberdade a sua militancia política, outras pessoas sentárom no banquinho dos acusados do tribunal político de Madrid, a outras as malheiras deixárom-nas na cama durante dias, outras andam a cavilar como pagar as desorbitadas multas que nom cessam de chegar à casa e outras estám paralizadas polo medo. A todas esssas pessoas prestamos-lhe o nosso acompanhamento e apoio fazendo um esforço ingente que é próprio dos Povos dignos como é o o Povo Galego.

Nestes 12 anos em CEIVAR procuramos visibilizar a repressom mas também botar luz sobre um burato que dim ser escuro e frio e ao que lhe chamam cárcere. Nem é tam escuro nem é tam frio porque dentro dessas cadeias temos a galegas e a galegos, que além das torturas e do isolamento no que lhes obrigam a viver, irradiam-nos força, valentia e compromisso. Numha data coma hoje temos presente a:

Maria Osório Lópes (vizinha de Becerreá e dispersada em León)

Antom Santos Pérez (vizinho de Compostela e dispersado em Palencia)

Eduardo Vigo Domingues (vizinho de Angrois e dispersado em Toledo)

Raúl Agulheiro Cartoi (vizinho da Marinha e dispersado em León)

Roberto Rodríguez Fialhega (vizinho de Vigo e dispersado em Valladolid)

E queremos fazer umha mençom especial a Héitor Naia Gil (vizinho também de Vigo e dispersado em Madrid até este momento). Dizimos até este momento porque no dia de ontem fizo-se pública a sentença do Tribunal Supremo na que absolvia a este independentista dos cargos polos que teria que cumprir 11 anos de prisom. Aguardamos ter nas próximas horas Heitor Naia na casa! Aguardamos ter na Galiza aginha a um exemplo de triunfo da solidariedade! O Organismo é necesário e esta vitória é a monstra da necessidade de seguir avançando organizadas.

Além desta boa nova, estes cinco presos e presas independentistas galegos estám a livrar hoje outra dura batalha. Entre condiçons insalubres, paliças e permanentes restriçons estas seis mulheres e homens siguem firmes, nom se vendem nem vendem a ninguem. Nom há preço à dignidade dum Povo. E é por isso que as tentativas de saidas individuais, tanto dentro como fora das prisons, nom nos valem, nom lhe valem a esta Pátria! As filhas e os filhos deste Povo nunca poderám ser livres até que todas o sejamos!

Apertar filas, apertar os dentes, para sorrir e para luitar mas devemos de ser claras em que a força de um nom vale de nada se nom está rodeada da força de todos! Normalizar a repressom nom pode ser o caminho, com cada pau e com cada ataque contra nós temse-nos que encolher o coraçom como se fora a primeira vez, mas com toda a vagagem de experiência que já temos. Nom nos infravaloremos, nom nos infravaloredes! CEIVAR, junto a outras companheiras de caminho estamos pola liberdade e pola dignidade da Galiza e do nosso Povo e iremos até a última consequéncia ate ver cumprida esta meta.

Nestes dias para muitos remata o curso político mas para as que hoje estamos presente ainda temos tarefa. O próximo objetivo é arrecadar fundos para ir a Estrasburgo, ir até donde cumpra até que nom regresem a esta Terra as/os filhas/os que obrigárom a desterrar-se. Ninguem, absoluramente ninguém nos vai negar o que já decidimos há muito tempo; ser livres e ter um País livre!

Finalmente desde CEIVAR fazemos-vos um chamamento a que vos reconhezades, a que nos reconhezades como irmaos, quando falta umha mau rompe-se a cadeia. Todas sodes, todos somos imprescindíveis para fazer realidade a solidariedade imparável que tumbará qualquer dificultade ou muro que nos separe do nosso Povo.

Somos todo o que precisamos, temos todo o que precisamos, maos à obra!

Adiante a solidariedade imparável

Viva a Galiza livre, socialista e feminista”

A continuaçom foi um membro do Coleitivo de Presas/os Independentistas Galegas/os quem mediante umha gravaçom expremeu a grande importância da solidariedade e dando boa conta que a esta chega nítida como nos primeiros dias dos encarceramentos das/os presas/os. Assim mesmo manifestou que cada pessoa é importante no movimento de solidariedade.

Finalmente fechou-se o ato entoando o hino galego numha jornada na que se acadou somar a mais solidárias/os do que nunca e que estivo fortemente marcada pola presença de internacionalistas de Aragón, Euskal Herria, Països Catalans, Andalucía, etc.

2Manifestaçom unitária juvenil

Mais um ano o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR  também estivo presente durante a manifestaçom unitária juvenil que tivo lugar às 20h partindo da Alameda baixo a legenda “A mocidade galega pola independência, venceremos nós” . CEIVAR despregou-se umha faixa no percorrido da mobilizaçom denunciando a repressom à que está submetida a mocidade galega.

Agradecimentos

Desde CEIVAR queremos fazer um agradecimento expresso a todas e todos vós. Somos conscientes das dificultades que muitas vezes acarrea ter que deslocar-se até Compostela um dia laborável mas também do desgaste que implica estar cada ano secundando as convocatórias.

Outro ano mais se conseguimos que a Cadeia Humana fora um claro sucesso foi grazas a vós; à militáncia que nom deixou de trabalhar nem um minuto, às/aos colaboradoras/es que bostástedes umha mao no que puidestedes e às/aos solidári@s estivestedes esse dia ou às/aos que trabalham desde o silêncio.

·         Nos vindeiros dias subiram-se mais imagens às nossas redes sociais.

Vídeo Gz Contrainfo: https://www.youtube.com/watch?v=a9PN7wNmKdU

 

hectorA nova saltava há poucos minutos mediante confirmaçom jurídica. O preso independentista galego Heitor Naia Gil saia absolto polo Tribunal Supremo dos cargos de “participaçom em organizaçom armada” e “colocaçom de artefactos explosivos”, polo primeiro delito estava sancionado com cinco anos de cadeia e seis mais polo segundo.

Polo de agora o preso independentista ainda está na prisom de Valdemoro (Madrid) aguardando a ser posto em liberdade nas próximas horas ou dias com a maior probabilidade. Nom obstante, a cautela destes casos ainda obriga à sua defesa a trabalhar para reclamar a sua imediata posta em liberdade.

 

A continuaçom reproduzimos um fragmento da carta pública escrita polo preso independentista Heitor Naia desde a prisom de Valdemoro (Madrid).

hector“Um ano mais chega o 25 de Julho, Dia da Pátria Galega, e um ano mais somos algums/has os/as galegos/as forçados/as a permanecer entre reixas e muros de formigom, longe da nossa Terra, do nosso Povo, dos lugares e das pessoas que amamos, do nosso mar, dos nossos montes e da nossa gente.

Comprovamos como um ano mais a gente fica sem vivenda, sem trabalho nem direitos. Um anos mais as leis som mais restritivas e a democracia desaparece passo a passo. Um ano mais no que às nossas crianças é-lhe vetado o direito a medrar na sua língua mae, a cultura galega é menospreçada e folclorizada com dinheiro público e as/os que a defendem som reprimidas/os.

Nas prisons vivemos este dia coma um dia mais, na mesma rotina cotiá, semana após semana, mês a mês e ano a no, mas nós vivemos cada dia com a Galiza no coraçom, com a dignidade por bandeira e com a força que nos outorga a solidariedade.

Sem medo seguimos adiante, procurando-lhe a nossa Terra um sítio neste mundo insolidário e cruel, governado polas elites e pola burguesia capitalista. Sem medo dizemos que cá estamos!”

 

Nesta manhá rematava a greve de fome que emprendérom a passada segunda feira os presos bascos Ibai Aginaga e Mikel San Sebastiam por problemas de saude. Ambos presos protestavam polo castigo imposto desde o Centro Penitenciário de A Lama contra o seu companheiro, Etxarri Aranatz Hodei Ijurko. Com esta seria a segunda vez desde que começou o ano na que levavam a Ijurko a isolamento, um regime que na anterior vez prolongou-se durante três meses.

 
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