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hectorA nova saltava há poucos minutos mediante confirmaçom jurídica. O preso independentista galego Heitor Naia Gil saia absolto polo Tribunal Supremo dos cargos de “participaçom em organizaçom armada” e “colocaçom de artefactos explosivos”, polo primeiro delito estava sancionado com cinco anos de cadeia e seis mais polo segundo.

Polo de agora o preso independentista ainda está na prisom de Valdemoro (Madrid) aguardando a ser posto em liberdade nas próximas horas ou dias com a maior probabilidade. Nom obstante, a cautela destes casos ainda obriga à sua defesa a trabalhar para reclamar a sua imediata posta em liberdade.

 

A continuaçom reproduzimos um fragmento da carta pública escrita polo preso independentista Heitor Naia desde a prisom de Valdemoro (Madrid).

hector“Um ano mais chega o 25 de Julho, Dia da Pátria Galega, e um ano mais somos algums/has os/as galegos/as forçados/as a permanecer entre reixas e muros de formigom, longe da nossa Terra, do nosso Povo, dos lugares e das pessoas que amamos, do nosso mar, dos nossos montes e da nossa gente.

Comprovamos como um ano mais a gente fica sem vivenda, sem trabalho nem direitos. Um anos mais as leis som mais restritivas e a democracia desaparece passo a passo. Um ano mais no que às nossas crianças é-lhe vetado o direito a medrar na sua língua mae, a cultura galega é menospreçada e folclorizada com dinheiro público e as/os que a defendem som reprimidas/os.

Nas prisons vivemos este dia coma um dia mais, na mesma rotina cotiá, semana após semana, mês a mês e ano a no, mas nós vivemos cada dia com a Galiza no coraçom, com a dignidade por bandeira e com a força que nos outorga a solidariedade.

Sem medo seguimos adiante, procurando-lhe a nossa Terra um sítio neste mundo insolidário e cruel, governado polas elites e pola burguesia capitalista. Sem medo dizemos que cá estamos!”

 

Nesta manhá rematava a greve de fome que emprendérom a passada segunda feira os presos bascos Ibai Aginaga e Mikel San Sebastiam por problemas de saude. Ambos presos protestavam polo castigo imposto desde o Centro Penitenciário de A Lama contra o seu companheiro, Etxarri Aranatz Hodei Ijurko. Com esta seria a segunda vez desde que começou o ano na que levavam a Ijurko a isolamento, um regime que na anterior vez prolongou-se durante três meses.

 

A nova saltava hoje da mao do Observatorio para a Defensa dos Direitos e Liberdades EsCULcA após este ente apresentara umha denúncia polos factos acontecidos na prisom de Dueñas e dos que o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR dera a voz de alerta.

 A continuaçom reproduzimos o texto emitido:

acorrentados1"Com data 03/07/3025, a Defensoría del Pueblo remeteu escrito a EsCULcA em resposta à súa denúncia relativa ao incidente acontecido no C.P. de Dueñas o passado 26 de maio em que o preso galego A.S. foi agredido por funcionários prisionais. A Defensoría comunica que se porá em contacto com A.S. para conhecer o interesse do afectado na eventual intervençom da instituiçom.

O 2 de Xunho, EsCULcA dirigira-se ao Mecanismo Nacional de Prevención da Tortura para reclamar umha actuaçom imediata do organismo engastado na Defensoría del Pueblo em relaçom aos possíveis maus tratos infligidos ao preso galego A.S., interno no cárcere de Dueñas. 

No seu escrito, Fernando Blanco Arce, presidente de EsCULcA, lembrava que, segundo a informaçom publicada, funcionários prisionais teriam entrado na sala onde se encontrava A.S., despois de este manter um vis-à-visfamiliar, para lhe practicarem umha revisom de nu integral, ao que o interno nom se negou em nengum momento. Quando A.S. requereu poder vestir a bata, como dita a norma regulamentar, entanto se practicava a inspecçom física, os funcionários responderom agarrando com violência e arrastando A.S. em aplicaçom arbitrária do art. 72 RP, o que provocou ao preso hematomas e equimose em vários pontos do corpo."

 

askapena_brigadak_2015_kartelaNo dia de ontem chegava ao nosso País umha brigada organizada pola organizaçom internacionalista basca Askapena e na que o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR atua como afitriom.

Como em todas as brigadas que realiza o coleitivo basco no exterior, a sua missom será conhecer a realidade da Galiza e para isso já tenhem concertadas reunions com diferentes partidos políticos, associaçons ecologistas e feministas, defensoras/es de Direitos Humanos, sindicatos, organizaçons juvenis e um longo etcétera. Nesses encontros visitarám umha boa parte na nossa geografia na que, além das entrevistas, também participarám em atividades em centros sociais e por suposto na VIII ediçom da Cadeia Humana pola Liberdade das/os Presas/os Independentistas e nos atos do Dia da Pátria.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR mostramos o nosso orgulho do interese que o nosso País e as bandeiras de dignidade que erguem as/os galegas/os estám despertando noutros países. Nos últimos tempos Askapena já participou em numerosas campanhas de solidariedade com o Povo Galego entre as que se podem salientar adicar o 17 de Abril, Dia Internacional das/os Presas/os Políticas/os, do ano passado às/aos presas/os independentistas galegas/os ou participar ativamente enviando solidariedade na última ediçom da Marcha as Cadeias.

Ademais de reforçar os laços solidários, consideramos que esta é umha excelente oportunidade para partilhar as luitas em comum que mantemos com outros Povos do mundo e é por isso que vos convidamos a participar nos atos que já há programados assim como em encontros informais.

Ourense: Encontro associativo Galiza-Euskal Herria na Praça do Pelourinho (dia 15 de Julho às 20h)

Vigo: Ceia-convívio no C.S. A Revolta do Berbés (dia 17 de Julho às 21h)

Lugo: Palestra sobre a situaçom em Euskal Herria e o movimento internacionalista no C.S Mádia Leva!  (dia 19 de Julho às 19h)

Burela: Palestra sobre a situaçom em Euskal Herria e o movimento internacionalista no C.S. Xebra (dia 20 de Julho às 20h30)

 

CJev97iWwAAq5FrNesta manhá a Plataforma Que voltem para a casa! apresentava numha rolda de imprensa em Vigo o próximo objetivo: Estrasburgo. Trata-se dumha campanha que arrancará este vindeiro sábado e que pretende arrecadar os fundos necessários para sufragar os elevados custes derivados de elevar ante o Tribunal Europeio de Direitos Humanos (TEDH), o caso de quatro presas/os independentistas galegas/os  no que há claras motivaçons jurídicas para afirmar que se vulnerárom vários direitos à Defesa.

Maria Osório, Antom Santos, Eduardo Vigo e Roberto Rodrigues fôrom julgados pola Audiência Nacional no passado mês de Junho de 2013 por suposta relaçons com sabotagens que tiveram lugar na Galiza. Durante o juízo detetárom-se numerosas irregularidades que afeitárom ao próprio príncípio processual de igualdade e o menosacabo ao direito à Defesa. Como exemplos podem-se citar que o juíz deu por rematadas as provas periciais quando os peritos da Defesa ainda nom remataram de expor os seus argumentos ou o impedimento à contradiçom pericial da acusaçom. Igualmente nunca existiu a presunçom de inocência e houvo pressons do Ejecutivo de Madrid sobre o poder judicial.

Estas vulneraçons junto a outras muitas já foram elevadas ante a máxima instância no Estado Espanhol, o Tribunal Supremo que, finalmente, decidiu reduzir as condenas para as/os quatro independentistas mas que nom considerou repetir o juízo que era o solicitado por parte da Defesa.

A Estrasburgo!

Ao estar esgotados os recursos no Estado Espanhol e acreditando firmemente que a sentença contra as/os quatro independentistas é desproporcionada, arbitrária, política e injusta, a Plataforma Que voltem para a Casa! inícia neste sábado umha campanha para sufragar os custes de acudir ante Estrasburgo.

Em menos de 48 horas lançará-se um crowdfunding na que qualquer pessoa poderá mercar diverso material: estância em casas rurais, sessons de peiteado, objetos feitos polas/os presas/os independentistas e por artesáns, cursos de diferentes temáticas, tatuagens, massagens e um longo etcétera. Todos os fundos irám destinados a pagar os elevadíssimos e longos custes que terá este processo na que a estimaçom final será dums 30.000 euros embora o objetivo marcado para esta campanha seja menor. Nom obstante desde a Plataforma Que voltem para a Casa! insistem “nom podemos permitir que por umha questom económica fique sem apresentar este recurso, temos nom somentes direito se nom também a razom”. A campanha terá umha duraçom de 40 dias na que se poderá colaborar mediante um enlace web que será falicitado nos vindeiros dias.

O primeiro passo cara o Tribunal Europeio de Direitos Humanos (TEDH) deu-se já no passado mês de Maio quando se iniciárom os trámites e a partir de ai restam dous passos mais. No primeiro a Comissom Europeia comprova que se cumpram todos os requisitos administrativos e legais para ser admitida a trámite e um segundo passo seria o enjuizamento e deliberaçom por parte do TEDH. Todo o processo estima-se numha duraçom de quatro anos.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR saudamos energicamente esta iniciativa na sua dimensom legal ante a vulneraçom constante de direitos por parte do Estado Espanhol mas também na ótica de dignidade deste País.

 
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