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images22Cada 25 de novembro comemóra-se o Dia Internacional contra a Violência Machista. Cada ano oscilam as cifras, variam as legendas e mudam os nomes das mulheres assassinadas mas há algo que permanece e que se enquista como umha constante. Para os grandes médios de comunicaçom, as mulheres “aparecemos mortas” e nom se trata de umha questom política se nom de “cousas que passam” ou “assuntos de parelha”. No ámbito económico somos silenciadas porque há um exército de mulheres desempregadas dispostas a reempraçar a outra e aceitar um trabalho precário a costa das suas vidas. Para os partidos maioritários somos propaganda com a que “ganhar votantes” quando se realiza umha concentraçom de repulsa e aparecem para a foto.

As mulheres som somos nada do que o capitalismo patriarcal e o Estado calibra que somos. As mulheres, além de identificar-nos tal, podemos ser muitas cousas mas também somos política e política do mais alto nível. O Estado capitalista e patriarcal no que vivemos marca-nos desde que nascemos com o que “próprio de umha mulher” e o que nom, priva-nos de oportunidades educativas porque quem se sigue encarregando da casa somos nós e se nom os estudos que desejas cursar já estám privatizados para a elite. Os trabalhos que ninguém quere ocupamo-los nós aguantando abusos, agressons e humilhaçons. As campanhas publicitárias dim-nos que para ser umha mulher de verdade temos que ser altas, delgadas e trabalhar num posto de ejecutiva e isso nom é o que olhamos nos espelhos quando nos miramos. As contornas sociais calam ante as situaçons de maus tratos porque “som cousas normais” ou porque a elas “também lhes passa” e a Administraçom incumpre constantemente os protocolos e as denúncias poucas vezes som o que se aguarda. Todo um entramado mais extenso no que nos fam sentir inferiores, degradadas, culpáveis e ultrajadas a mais da metade da populaçom, e isso nom é política?

Ainda assim para algumhas de nós o conto já mudou. Para aquelas que após saltar infinitos obstáculos e pagar mui caro cada caida, erguemo-nos e estamos nas ruas. Muitas compreendemos que todo o que nos rodea som questons políticas polo que nom queremos nem devemos permanecer à margem. Paramos o engano de acreditar que os conflitos som privados e pessoais e entendemos que formam parte do coleitivo no que vivimos, do nosso Povo, e que como tal tenhem que ser abordados publicamente. Ai se vem a centos de mulheres pelejando num ou em vários ámbitos: no feminismo, nas ocupaçons, no ambientalismo, nos despejos, no anti-repressivo, no rural, polos DD.HH, no movimento LGTB... Somos muitas como muitas mais som as que ainda nos faltam. Mas as barreiras continuam para nós. O sistema nom nos “programou” para alçar a nossa voz contra as suas injustiças, para que pensáramos por nós mesmas e que lhe causáramos moléstias. As galegas levamos já muitos anos “molestando” e criando vínculos com outras mulheres e homens que nos tratam de igual, mas a golpe de mortes, prisons, sançons e desaprovaçom social há quem pretende voltar a engaiolar-nos nas nossas moradas onde acham que “nunca devimos de sair”. Esses som os mesmos que pensam que opinar, escrever, pensar, intervir, manifestar-se, agrupar-se, debater... som delitos, quiçais também vejam o delito em que as mulheres queremos ser livres, livres para decidir, livres para viver e livres num Povo que também o seja.

 

Cartaz_conc_mensal_NOVEMBRO2015

Concentraçons em defesa dos direitos d@s pres@s independentistas

Esta sexta de fim de mês convocam-se as concentraçons mensais para acompanhar à/aos presa/os independentistas galega/os nas reivindicaçons que demandam ativamente nom ingerindo alimentos da prisom durante este dia:

-Reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras e prisioneiros políticos.
-Fim da política de dispersom penitenciária.
-Reagrupamento dos membros do coletivo numha prisom em território galego.
-Cessamento do regime de reclusom nos centros de menores.
-Melhora geral das condiçons de vida nas prisóns.
Nós, desde o outro lado do muro concentraremo-nos nas seguintes cidades:
DIA 30 DE OUTUBRO
BURELA: Praça do Concelho às 20h30
COMPOSTELA: Praça da Galiza às 20h30
FERROL: Praça do Concelho às 20h00
LUGO: Praça Maior às 20h30
OURENSE: Praça do Ferro às 20h30
VIGO: Marco (rua Príncipe) às 20h00
PONTE AREIAS: Praça Maior às 20h00
CORUNHA: Cantom Obelisco às 20h30
Ceias populares solidárias com @s retaliad@s independentistasceias_solidarias_27112015

Esta sexta-feira 27 de novembro, após as concentraçons mensais em defesa dos diretos d@s pres@s independentistas, as assembleias comarcais de Ceivar em Compostela, Burela, Ferrol, Vigo e Ourenseu organizam ceias ou petiscos populares de solidariedade económica com @s independentistas pres@s e com @s militantes de Causa Galiza recentemente encausad@s na 'Audiencia Nacional' por "integraçom em banda armada" e "enaltecimento do terrorismo". A estas imputaçons engade-se a ilegalizaçom de facto da organizaçom política na que militavam.

O dinheiro recadado nestas ceias irá destinado a abonar a defesa penal d@s processad@s e denunciar o salto qualitativo dado pola repressom espanhola com a ilegalizaçom do independentismo politicamente organizado.

As citas som as seguintes;

COMPOSTELA: ceia às 22:00 h. no CS A Gentalha do Pichel (preço 10€, haverá ementa vegana)
BURELA: ceia às 21:30h no CS Xebra
VIGO: petiscos às 21:00h no CS A Revolta
OURENSE: petiscos às 21:30h no Barcelona
FERROL: petiscos às 21:00h no CS Artábria

 

 

juez-condena-2O Tribunal Constitucional pronunciou-se a respeito do recurso legal que apresentara a Asociación Viguesa pola Memoria Histórica do 36 com a finalidade que se retirara do monte vigués de O Castro a cruz franquista que inaugurara Franco em 1961 após umha visita á fábrica de Citröen e que mantém presente o símbolo da repressom na Galiza. 

A primeira demanda que apresentara esta associaçom no contencioso administrativo da cidade olívica para cumprir a Ley de Memoria Histórica, resolvera favoravelmente ao derribo o passado 14 de setembro de 2014. Nessa sentença o juiz recolhia que a cruz era para festejarla sublevación militar de 1936, de los vencedores de la Guerra Civil y de la posterior dictadura y represión y es un testimonio presente del triunfo de los vencedores en la Guerra Civil y memoria de la humillación para los vencidos, sus víctimas y sus decendientes”.

Além da orde de derribo, o alcalde da cidade do Partido Socialista de Galicia (PSdG), Abel Caballero, negou-se a executar o derribo e apresentou um recurso ante o Tribunal Superior de Xustiza de Galicia que em fevereiro deste ano considerou que La cruz también refleja la persecución por razones políticas en un contexto histórico que no ha de ser olvidado para que no se repita, de forma que ha de conservarse esa memoria, pero no en el sentido de exaltación de los valores franquistas sino en el de que permita reflexionar sobre el pasado, una vez desaparecido el componente político inicial y dado el contexto político actual”.

Embora esta negativa, a Asociación Viguesa pola Memoria Histórica do 36 recurriu o falho até o Tribunal Constitucional que hoje nom admitiu a trámite o recurso de amparo ao entender que há “inexistencia de violación de los derechos que tutela”. Agora, a nom ser que o Ministerio Fiscal interponha um recurso de súplica, arquivarám-se as atuaçons iniciais da associaçom viguesa polo que a cruz franquista continuará presidindo um dos montes emblemáticos da cidade olívica amparada polo seu alcalde, o partido do que é membro, e a própria Lei que contempla a “retirada de placas, monumentos u otros símbolos conmemorativos de la Guerra Civil, la victoria franquista o la dictadura”.

 

Captura-de-pantalla-2014-07-04-a-las-11.29.07Num comunicado emitido nestes dias, a Unión de Oficiales (UO) da Guardia Civil dirigiu-se ao ministério que dirige Jorge Fernández Díaz, para solicitar-lhe que se “refuerce la seguridad en España aunque ello suponga restringir algunos derechos y libertades”. O escrito apresentou-se com a suposta motivaçom dos ataques em París.

No comunicado, a UO faz especial referência ao controlo das comunicaçons da cidadania assim como a apertura das fronteiras. Segundo este sindicato, a populaçom compreenderia as “medidas excepcionales”. Do mesmo jeito engadem: “no reforzar la seguridad en calles con el Ejército puede tener más que ver con evitar la imagen incómoda de soldados de uniforme patrullando las ciudades que con una verdadera preocupación por nuestra seguridad, sobre todo con unas elecciones a la vista”.

Esta associaçom que no seu dia já solicitara a inclusom das Fuerzas Armadas en missom de “seguridad pública” se enquadraram dentro da estrutura da Guardia Civil e da Policía Nacional, é umha das tantas vozes que se está erguendo, empregando o acontecido em París, para submeter à cidadania a situaçons ainda mais extremas de controlo.

 

fotonoticia_20151114151045_1280No dia de hoje @s detid@s o  passado 30 de outubro por integrar a formaçom política Causa Galiza fizérom umha rolda de imprensa em Vigo na que detalhárom os pormenores da sua detençom e a sua posta em liberdade o passado 2 de Novembro. Os membros de Causa Galiza defendérom em todo momento a legalidade do seu trabalho político assim como que a sua atividade é realizada publicamente e à luz do dia.

Segundo reportárom, a “Operación Jaro” pola que fôrom detid@s, responde à “profunda crise que vive o Regime de 1978 e que tem umha ampla fenda aberta com o processo catalám” além de “negar o direito de autodeterminaçom dos Povos”. Assim mesmo engadírom que o Estado elege as vias repressivas para cargar contra as formaçons políticas legais e independentistas.

“Nunca se demonstrou que fizéramos atividade ilegal”, mencionárom os membros de Causa Galiza e que “nom existem dados concretos nem objetivos que permitam à Guardia Civil nem à Audiencia Nacional determinar que esta organizaçom política desenvolve atividades ilegais”. Ademais engadírom que “este é um dato fulcral num momento no que que di que pessoas que tenhem umha vida civil absolutamente normal com postos de trabalho e família com umha atividade política pública, som terroristas”.

Durante a rolda de imprensa também se aproveitou para denunciar a tensom psicológica permanente à que fôrom submetidos durante os três dias que permanecèrom nas dependências da Guardia Civil de Tres Cantos (Madrid) e a infra-alimentaçom que recebérom durante esses dias.

Por outra banda os imputados nesta operaçom considerárom que o Delegado del Gobierno na Galiza realizou funçons de juiz quando afirmou que se “descabezara una organización terrorista”. Ante isto os militantes que hoje comparecérom afirmárom que “Villanueva atualmente exerce funçons de juiz e determina a inocência e responsabilidades das pessoas que tenhem um processo aberto”.

A respeito da medida cautelar imposta polo juiz da Audiencia Nacional, Eloy Velasco, de suspender a atividade política de Causa Galiza por dous anos, os comparecentes informárom que já tenhem umha equipa jurídica que se encarregará de levar adiante a causa para abrir outra fronte contra o processo de ilegalizaçom aberto.

Reunions e mobilizaçons

Na meia tarde de hoje está convocada umha reuniom à que acudirám vários partidos políticos, sindicais, ecologistas, etc na que se explicará “o atropelo judicial e policial” ao que se vírom submetidos. Entre as respostas que se baralham e que contarám com o respaldo das organizaçons è umha mobilizaçom a nível nacional para as vindeiras semanas com o objetivo de defender “os direitos civis e políticos d@s galeg@s"

 

Segundo informárom a Asociación de Armadores do Cerco de Galicia, nestes dias varios marinheiros do cerco fôrom identificados e botados do hotel Eurobuilding de Madrid. Os marinheiros acudiram até a conferência na que participava Feijóo para protestar polas atuais cotas impostas por Bruxelas.

Os marinheiros no momento de ser expulsos portavam cartazes nos que se podia ler ““Feijóo traiciona a los gallegos...+ del 60% del pescado de Galicia, + de 100 barcos, + de 36.000 familias, + de 80 puertos afectados”. Os momentos de tensom chegárom quando se acreditava que havia detidos mas os identificados acudírom aos autocarros que os deslocaram a Madrid para participar nas mobilizaçons do seitor a nível estatal.

Lembramos que os marinheiros do cerco continuam acampados diante da Xunta em Compostela até que nom se solucione as cotas pesqueiras do cerco.

 
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