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vaiNo dia de hoje o Regime Espanhol desfila polas ruas de Madrid com os seus uniformes militares e rendindo honra a umha bandeira e a umha causa de genocídio e de opressom. Aludem ao 12 de outubro como o “Día de la Hispanidad” mas o que encobrem é a tortura e o extermínio dos Povos originários de América Latina e o Caraíbas.

As galegas e os galegos nada temos que festejar. O nosso País nom celebra as massacres imperialistas, a expoliaçom de recursos naturais nem a dominaçom sobre os Povos que estám resoltos a ser livres. Tal dia coma hoje a Galiza tem um espelho no que olhar-se, tal e como aconteceu há mais de 500 anos no outro lado do Atlántico; Espanha continua a empobrecer o nosso sistema produtivo, provocar emigraçom da nossa juventude, aplastar o nosso idioma e cultura e tratar às mulheres como um objeto doméstico e submisso. Tentar que sejamos umha colónia mais é o seu objetivo e responder com a repressom mais brutal a quem se rebele contra este estatus.

Muito esforço, muito dinheiro e muita opressom tivo que empregar o Regime durante este ano para continuar a dar credibilidade a um projeto que faz augas por todas as esquinas. Centos de anos custou que os Povos de América Latina e o Caraíbsa racharam com as cadeias de escravitude que os atavam a Espanha. Galiza já percorreu também esse caminho temporal e é o momento para no nosso Povo de erguer a bandeira da liberdade e da independência.

O Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR  na sua luita contra a repressom, hoje e umha vez mais denúncia os métodos de genocídio empregados por Espanha mas também ergue a voz no Dia da Resistência Indígena. Lembramos a todas as mulheres e homens que se luitárom por seguir existindo como Povo e que se enfrontárom, numha guerra desigual, contra os invasores. Estar vivas/os e ser livres é a maior das vitórias!

 

 

Cada 11 de Outubro desde o ano 2001, o independentismo galego conmemora o Dia da Galiza Combatente. Nessa data Lola Castro e José Vilar perdiam a vida por luitar contra um dos grandes males que assolou a Galiza e que ainda hoje, 25 anos depois, continua a ser um grave problema: o narcotráfico mais as suas redes.


Estado e criminalidade vam de mãos dadas no narcotráfico, umha atividade mui lucrativa e cujos benefícios circulam entre os narcos e os bancos mas também sobre o Estado que, servindo-se das diferentes polícias, empregam as drogas como uma arma. Somente há uns perdedores, o Povo trabalhador e especialmente a sua mocidade mais combativa. Na Galiza, essa aliança arrasou a mocidade nos anos 80 com a introduçom maciça da heroína.


Para o independentismo o narcotráfico sempre foi um inimigo a bater. Conhecemos os efeitos da drogadiçom que anulam a combatividade da juventude, devastam a saúde e criam relaçons pessoais insanas e destrutivas. Igualmente as drogas som empregadas polas polícias como um arma de guerra já que os “camelhos”, sem importar a sua escala, ainda nos nossos dias som convertidos como “chivatos” ao seu serviço.


O Dia da Galiza Combatente comemora umha grande ofensiva do independentismo contra o narcotráfico. Na noite do 11 de Outubro de 1990, o EGPGC atacava com bombas diversos locais propriedade dos narcotraficantes e dos bancos que lhe branqueavam o dinheiro: Cambados, Vilanova de Arousa e Vilagarcia de Arousa acordárom com as explosons que destruíam os negócios legais dos principais narcos das rias.


Na mesma noite os jovens luitadores Lola Castro e José Vilar colocárom umha bomba na discoteca Clangor, em Compostela, assinalada como o centro de distribuçom de drogas. A explosom acidental do artefacto provocou a morte dos dous membros do EGPGC mais dumha moça viguesa e numerosos feridos. Foi um duro golpe de diversa índole que confirmou que a luita, se vai a sério, nem sae grátis nem está isenta de perigos.


11 de Outubro, Dia da Galiza Combatente, FIRMES NA LUITA!

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desfileEssa será a cifra que o Ejecutivo de Madrid publicou como o orçamento destinado para festejar o vindeiro 12 de Outubro o “Día de la Fiesta Nacional”. Por volta de 3.400 militares e guardas civis assim como 48 carros nom blindados e toda a parafernália que envolve este evento, terá um gasto de tal magnitude. Ainda assim este cómputo nom recolhe o custe que terá a exibiçom aérea das 53 aeronaves que planearám sobre a capital de Espanha já que o Ministerio de Defensa mencionou que essas horas de voo já estavam programadas.

Num ano mais no que se sigue questionando “la unidad de España”, no dia de ontem o monarca Felipe VI acudia por primeira vez à Eurocámara fazer um alegato neste senso. As suas declaraçons, como o artigo 8 da Constitución e a praxe de destino das partidas orçamentais evidenciam a clara vontade de defender essa “unidad” mediante a repressom.

216 milions de euros em quatro drons

Continuando nessa linha, hoje era pública a compra de quatro drons que efetuou Espanha a EE.UU e cujo custe ronda os 216 milions de euros. Segundo informou a estadounidense Agencia de Cooperación en Seguridad del Departamento de Defensa (DSCA), o governo de Rajoy considera imprescindíveis esses aparatos para “seguridad nacional, misiones de mantenimiento de la paz, contrainsurgencia y operaciones antiterroristas”.

Ainda assim nom se trata somentes dos 216 milions de euros já comprometidos se nom que estas quatro máquinas requerirám um investimento a maiores de 171 milions de euros mais nos vindeiros cinco anos segundo o plano plurianual.

A estas alturas cumpre lembrar que namentres se recortam em serviços básicos como a Educaçom, a Sanidade, a pensom das pessoas maiores, Emprego, etc, é em armamento onde gastam o dinheiro. Cada verao o Ministerio de Defensa dirigido por Morenés solicita entre 800 e 1.000 milions de euros de créditos extraordinários para gastar em armas com dévedas que se vam aqumulando cada dia.

 

lecrimO Pleno del Congreso aprova hoje a reforma da Ley de Enjuiciamiento Criminal (LECrim) que, junto com a Lei Mordaça, supom umha blindagem legal e de livre atuaçom policial contra as liberdades civis e políticas da populaçom. A conhecida como Ley Torquemada modifica umha lei que data de 1882 e tanto no Parlamento como no Senado espanhol foi aprovada somentes com os votos do Partido Popular que ostenta maioria absoluta.

A continuaçom dez pontos das novidades da LECrim:

  1. Límites temporais na instruçom judicial: serám 6 meses para causas singelas e 18 meses para as complexas prorrogáveis até os 36 meses. A ampliaçom poderá ser solicitada polo fiscal, a acusaçom particular, a defesa e a Abogacía del Estado mas nom polo/a juiz/a de instruçom.
  2. Separar as macrocausas: instruirá-se umha causa por cada delito
  3. De ‘imputada/o’ a ‘investigada/o’: mera maquilhagem de palavra. Após o auto formal de acusaçom passará a denominar-se ‘encausada/o’.
  4. ‘Penas telejornal’: engade-se um artigo que regula a proteçom à imagem, honra e à intimidade das pessoas durante umha detençom. Para isso as FSE poderám adoitar “todas las medidas necesarias” para abolir às denominadas penas telejornal polas que se criam juízos de valor. Pola contra, segue primando o direito à informaçom polo que jornalistas sim que poderám tomar imagens mas nom às pessoas que se acheguem até um juízo.
  5. Incomunicaçom da/o detida/o: as/os magistradas/os deverám de justificar num auto a detençom incomunicada e as/os detidas/os deverám ter direito a duas revisons médicas cada 24 horas para comprovar o seu estado físico e psíquico. As/os menores de 16 anos nom poderám estár submetidas/os ao regime destas detençons incomunicadas. Mantém-se a possibilidade de que se decrete prisom incomunicada durante um máximo de 5 dias, prorrgáveis a outros 5 (em total 10 dias) para causas de “delitos por terrorismo o delincuencia organizada” (art. 509).
  6. Escuitas telefónicas: Regula-se por primeira vez o registro mais a intervençom das comunicaçons telefónicas e telemáticas como os SMS, correios electrónicos e Whatsapp sem que a/o titular das contas tenha conhecimento. Sempre será preciso contar com autorizaçom judicial.
  7. Instalaçom de dispositivos de localizaçom: A norma permite aos agentes colocar dispositivos de localizaçom sem autorizaçom judicial prévia. Depois existe um praço de 24 horas para que se ratifique ou se cesse por um/ha juíz esta medida.
  8. Polícia encuberto: poderá investigar na rede mediante o emprego de identidades falsas.
  9. Decomisso: aplia-se esta figura para poder atuar contra todo o património dum/ha penado/a com a finalidade de que o Estado recupere o dinheiro defraudado a consequência dos delitos.
  10. Segunda instância penal: os tribunais superiores revisarám em apelaçom as sentências ditadas polas audiências provinciais. A Sala de Apelación de la Audiencia Nacional será a que se encarregue das ditadas por este tribunal, em lugar de faze-lo o Tribunal Supremo.
 

panfleto-txiki_otaegi_FRAP_fusiladosTal qual deixárom refletidas nas derradeiras palavras escritas às suas famílias, os cinco militantes políticos afrontárom a sua condena a morte com coragem e valentia. Tratava-se de José Luis Sánchez-Bravo (21 anos); Ramón García Sanz (27 anos); Xosé Humberto Baena (25 anos); Juan Paredes Manot Txiki (21 anos) e Angel Otaegi (33 anos). Os três primeiros militantes do FRAP (Frente Revolucionario Antifacista y Patriótico); os dous últimos, de ETA. Todos eles fôrom assassinados polo Regime franquista com os primeiros raios de sol do 27 de Setembro de 1975.

Xosé Humberto Baena era originário de Vigo e cursou estudos de Filosofia na USC onde foi detido e julgado por primeira vez quando participava nas greves de estudantes. Embora sair absolto, Umberto polos calabouços de Vigo, Compostela e A Corunha, a partir de ai a polícia política franquista nom deixou de manter sobre ele um estrito controlo. Após cumprir o serviço militar em Madrid, Xosé voltou à cidade olívica onde continuou participando ativamente nas greves de trabalhadores e no ámbito solidário com os retaliados polo Regime. Estando perseguido polas forças repressoras, Baena fuge a Madrid onde seria detido o 22 de julho de 1975 acusado de matar a um polícia.

O Consejo de Ministros do 26 de Setembro confirma as penas de morte além dos numerosos protestos chegados incluso desde o Vaticano. Ao dia seguinte, Txiki foi assassinado em Barcelona, Otaegi em Burgos. Xosé Umberto Baena, José Luis Sánchez Bravo e Ramón García Sanz no Hoyo del Manzanares. Em Madrid destinárom-se três pelotons, cada um composto por dez guardias civís ou polícias, um sargento mais um tenente. TODOS VOLUNTÁRIOS.

Assim, às 9:10h caia sobre terra o corpo de García Sanz, aos vinte minutos fazia o próprio o de Sánchez Bravo e momentos depois o galego Humberto Sánchez Baena. Em menos de umha hora os assassinatos já concluiram e ninguém, mais que os seus assassinos, puideram acudir até o lugar. Os corpos dos antifascistas fôrom devoltos dias depois às suas famílias.

Recuperando a memória e o legado

Quem ainda considere que os derradeiros anos de Franco fôrom umha “ditadura branda”, está num erro. Os quarenta anos que durou a sua pessoa no poder fôrom décadas de terror e de voraz repressom. Igualmente, tal e como mencionara Franco, “todo está atado y bien atado”, esta frase foi o preságio do que aconteceria posteriormente no Estado Espanhol.

Infinitas som as vozes que reclamam que se julguem os crimes cometidos polo franquismo e incluso países como Argentina fam petiçons expressas ao respeito. Pola contra, som grandes e nojentos os interesses de Espanha em ocultar a etapa na que se matou a milhares de pessoas e outras tantas que tivérom que exiliar-se ou fôrom perseguidas. O continuísmo do Regime franquista perpetuado nesta democracia farsa nom permitem julgar ante um tribunal de Justiça com maiúsculas a quem ordenárom todas estas masacres.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR queremos aproveitar o dia de hoje para lembrar a todas/os as/os antifascistas que pagárom com a sua vida o seu grande amor pola liberdade. Do mesmo jeito, exigimos que todos os implicados nos crimes franquistas sejam obrigados a rendir contas ante tribunais e à populaçom e a nossa aposta pola rutura com o Regime continuísta.

 

Hoje, sexta de fim de mês, é um dia que se tem muito presente às/aos presas/os independentistas galegas/os já que estám levando a cabo um ato de protesto no reclamo dos seus direitos. Como forma de apoio em várias localidades do País haverá concentraçons de solidariedade e tomará-se uma imagem para parabenizar a Eduardo polo seu aniversário.

As comunicaçons entre ambos lados do muro som a conta-gotas, limitadas e intervidas mas as cartas, visitas e chamadas telefónicas conseguem romper este bloqueio. Nestes dias o preso independentista Roberto Rodríguez enviou umhas fotos tomadas na prisom de Valladolid durante umha visita familiar após o correspondente permisso penitenciário. Deste jeito Teto quere compartilhar umhas imagens com todas/os as/os solidárias/os e amizades que o apoiam cada dia.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR queremos fazer-vos chegar estas fotos e que as tomedes com ilusom e compromisso. Igualmente insistimos, umha vez mais, na importância do envio de cartas e postais às/os presas/os independentistas galegas/os para conseguir rachar com o isolamento ao que se vem submetidas/os.

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