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O tribunal político espanhol apresenta como "evidências" de que "promociona o terrorismo" a organizaçom de homenagens aos Mártires de Carral de 1846

O Julgado Central de audiencia_nacional_ep_100513Instruçom nº6, presidido por Eloy Velasco, desestima o recurso interposto pola defesa da organizaçom independentista Causa Galiza contra a sua "suspensom de atividades". Na linha de perseguir a disidência política, a herdeira do Tribunal de Ordem Pública franquista, ilegaliza uma organizaçom com atividade pública até o passado mes de Outubro, quando os corpos armados do Estado entraram em casas e postos de trabalho de nove civís em diferentes cidades e vilas.

O tribunal de excepçom asegura que "existem indícios suficientes", entre os que cita a celebraçom dos Dias da Galiza Combatente de 2013 e 2015. A Audiência investiga "o entramado constituido polos imputados para a difusom de ideias que tendem a justificar o uso da violência como instrumento para a independência da Galiza, assim como enaltecer os terroristas que pudessem executar açons violentas com essa finalidade".

Com este nível de justificaçom, rematam admitindo o "sacrifício dos direitos" que, no entanto, guardaria "relaçom proporcional com a gravidade do delito".

Se nom for por se asentar na mentira mais evidente, o discurso do Estado resultaria paradoxal até o ridículo, qual é esse terror e quem o sente? Qual é a violência e/ou violências que sofre a populaçom de forma sistemática? Quais som as preocupaçons e medos do nosso povo? As dúzias de miles de militares e miles de milhons de euros que o Estado inviste em defender a sua unidade, alimentar o patriarcado e perpetuar o capitalismo, engalanar os seus representantes mais agressivos e construir a sua espanholidade som expressons intrinsecamente violentas. E num contexto de vergonha geralizada polos crimes contra a humanidade que a Uniom Europeia está a cometer contra as pessoas refugiadas que fogem da guerra que estes mesmos Estados provocarom, o tribunal político espanhol falou.

Chamam-lhe democracia e nom o é.

A nossa solidariedade é imparável!

 

Chegou ao nosso email o seguinte comunicado do Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as, com motivo do Dia Internacional dos/as Presos Políticos/as celebrado o 17 de Abril. O comunicado pode-se consultar também na web oficial do colectivo,http://network23.org/cpig.

Um ano mais, nas vésperas do 17 de Abril, data assinalada no calendário solidário com os presos e presas políticas, o CPIG publicamos a nossa tradicional mensagem som umha sucinta leitura política do contexto que confrontamos como prisioneiros e luitadores galegos/as.

Chegamos a esta jornada com umha situaçom carcerária praticamente idêntica à que vimos confrontando nestes anos prévios, o Estado espanhol mantém a sua aposta na criminal política penitenciária de castigo e chantagem contra os nossos militantes. A tantas vezes denunciada dispersom geográfica, a separaçom imposta entre os companheiros do Coletivo, a aplicaçom sistemática de rigimes fechados e isolamento, as restriçons contínuas no dia-após-dia nas cadeias… seguem caracterizando a repressom política que Espanha impom aos presos independentistas.

Nestes anos o nosso coletivo, desde a unidade e firmeza militante com a assistência e apoio de solidariedade nas ruas, foi capaz de superar com sucesso a tentativa do inimigo de dividir e liquidar a linha revolucionária que representa o CPIG. Reafirmamo-nos neste caminho guiado polos princípios de unidade, compromisso e diginidade para a liberdade, sem espaço para atitudes individualistas perante o regime carcerário.

Continuamos a exigir o respeito aos nossos direitos como militantes presos/as e daremos passos para abrir fendas na política penitenciária vigente, intensificando as reivindicaçons de traslado a umha prisom em território galego e agrupamento do nosso Coletivo. Animamos o movimento independentista para continuar a sustentar a imprescindível solidariedade política com o nosso Coletivo e chamamos ao conjunto de forças políticas e sociais democráticas a se envolverem ativamente na denúncia da repressom política e a excecionalidade penal e penitenciária aplicada aos luitadores galegos/as presos/as.

Queremos aproveitar esta oportunidade para trasladar a nossa posiçom política que trascende o ámbito estritamente carcerário e dirigirmos aos movimento popular galego, fazendo fincapé na necessidade de fortalecermos as ferramentas de autodefesa nacional. Hoje, quando o Estado acelera a sua ofensiva imperialista contra a Naçiom para destruir e assimilar Galiza, os soberanistas, os independentistas galegos/as devemos potenciar e articular forças próprias para a libertaçom nacional. Galiza só é viável desde a própria organizaçom e a consolidaçom de projetos auto-centrados, sem dependência, nem concessons a novidosos projetos alheios à nossa Terra que nom oferecem, nem podem oferecer, soluçom real aos problemas estruturais que condicionam a existência da nossa Pátria. Confiemos nas forças próprias, organizemo-nos para a luita independentista e combatamos sem complexos e com valentia o espanholismo que nos nega e repreme.

Vivemos tempos em que a ideologia neoliberal coloniza cada vez mais espaços do corpo social e político desativando a luita popular; polo menos merecedora de tal nome, entendida como luita real e conseqüente, nom reduzida a um simples espelhismo, caricaturizado após o vírus do imperante hedonismo individualista ou o inofensivo e alienante ciber-ativismo que expande a atual pos-modernidade.

Nestes tempos em que abunda o pior reformismo acomplexado e impotente perante um poder político e económico devastador, nós seguiremos a falar claro, abertamente, sem submissom aos parámetros ideológicos impostos pola direita neoliberal que constituem, nem mais nem menos que um insulto à elemental inteligência política. A estas alturas, com a realidade social e política que atravessamos, produz quando menos indignaçom escuitar a pretensas esquerdas de toda pelagem fechar fileiras com a direita no seu discurso conciliador respeito à economia de mercado, aos modelos de representaçom institucional, à pertença a espaços poíltico-económicos transnacionais como a UE ou a condena da legitimidade da violência revolucionária como meio de luita política. Perante isto, os revolucionários/as galegos/as devemos fortalecer trincheiras de resistência ideológica para erguer um movimento de libertaçom nacional verdadeiramente transformador, sustento de umha intervençom politica rupturista.

Nesta conjuntura adversa que atravessa Galiza, nom devemos perder a perspectiva histórica desterrando atitudes derrotistas e liquidacionistas. Se olharmos outros períodos difíceis do século XIX ou XX, comprovaremos como novas geraçons de patriotas fôrom, fomos, capazes de erguer projetos próprios e fazer avançar a luita polo nosso reconhecimento e emancipaçom nacional.

Reivindicamos o compromisso íntegro, a sinceridade radical no diagnóstico político e a coerência na acçom. Nós, como presos e presas políticas galegas, reafirmamo-nos no compromisso militante para a Independência nacional.

Avante a libertaçom nacional!

Viva Galiza Ceivei!

Denantes Mortos/as Que Escravos/as.

 

Este fim de semana as longas distáncias e a conduçom noturna durante horas fez realidade o risco de accidente para as duas visitantes que se dirigiam à prisom de Ocaña, em Toledo, passar cuarenta e cinco minutos com o seu amigo Edu.

Pouco antes das duas dadispersom madrugada do domingo duas vizinhas de Vigo atropelarom um javali que se meteu na autoestrada à altura de Ourense. Umha das amigas do preso conta para ceivar: "foi um flash, o golpe, os airbags e muito fume dentro do carro(...) Depois chegou a Guarda Civil de atestados, que rematarom o pobre animal. Nós poderiamos estar pior, por agora malestar geral. A. tem vários cortes e magulhaduras na mao, que já lhe vendarom no hospital, e como é mariscador, terá que colher alguns dias de baixa. Eu estou mareada, com pressom no peito, suponho que polo golpe e o airbag, dor de costas, especialmente nas cervicais, no pescoço e de cabeça. Agora ainda nom posso fazer muito movimentos".

Entretanto, no centro penitenciário de Ocaña, o Edu tivo que engolir as horas e o medo até finalmente constatar que o perigo da estrada fora a causa da ausência das suas amigas nos locutórios. 

A dispersom penitenciária, medida excepcional que aplica o Estado às presas políticas galegas, para além de procurar a separaçom da realidade nacional, cultural e socio-afectiva das pessoas presas, de forma contrária à própria Lei Orgánica Geral Penitenciária, é um castigo também para familiares e amizades, que tenhem que invertir uns gastos extraordinários em miles de kilómetros semanais, e nos piores casos, também a integridade física.

 

gcMugardos e Vigo forom os pontos onde hoje a Guarda Civil detivo duas pessoas acusadas de "enaltecimento do terrorismo"

Outras onze pessoas forom detidas nesta mesma quarta-feira 13 de Abril, no resto do Estado dentro da mesma operaçom coordenada polo Julgado Central de Instruçom número 6 da Audiência Nacional. Segundo difundiu o Ministério de Interior o suposto delito trataria-se de comentários em redes sociais de carácter "apologético de organizaçons terroristas, em particular de ETA".

Esta é a quarta fasse da "Operación Araña", ligada à persecuçom de pessoas polos seus comentários em internet. Nas anteriores fasses entre 2014 e 2015 foram detidas em todo o estado 56 pessoas no total. Das quais já se dictou sentença contra vinte, e na sua maioria forom condenadas a penas de entre um e dous anos de prisom. No portal de informaçom independente estatal La Haine destacam que "as denúncias por supostos delitos de enaltecimento aumentarom um 500% desde que ETA rematou a sua campanha armada".

 

 

cartaz_17A_2016

O 17 de Abril, como vem sendo habitual, Ceivar comemora o dia internacional das presas políticas com umha jornada de denúncia e visibilizaçom do conflito e repressom política por parte do Estado espanhol.

Os atos organizados celebraram-se na jornada do sábado, dia 16, na capital. Começará com umha palestra ministrada por Helena Dominguez, às 18h no CSO escárnio e maldizer, intitulada “Propaganda e desinformaçom na imprensa: o caso da Resistência Galega”.

Depois, às 22h dará começo um concerto na Sala Malatesta, com os grupos Skarmento e Liska.

17 de Abril

Esta data foi instituída em 2004 numha conferência mundial de organismos anti-repressivos e solidários. A necessidade da celebraçom é visibilizar e denunciar a existência do encerramento de pessoas por questons políticas, reclamar respeito dos seus direitos e posta em liberdade aos governos dos Estados responsáveis, e em último termo, impulsionar a resoluçom dos conflitos políticos, sócio-económicos, ambientais, etc., do que as retaliadas e retaliados som a sua expressom.

O recurso generalizado à negaçom, coerçom, o militarismo e a violência é tendência da Colômbia a Euskal Herria, dos Estados Unidos à Sudáfrica, da Alemanha ao Chile, do Egipto à Corsica, da Rússia à Palestina.

As consequências som visíveis. Estados em crise como o Espanhol armam-se com legislaçons restritivas do exercício das liberdades, punitivas com a dissidência, que multiplicam a repressom económica, classificam como terrorismo qualquer luita para esmagá-la com mais contundência, estendem a aplicaçom do Direito Penal do Inimigo ou a Teoria da Contorna, botando mao dos meios de comunicaçom como vozeiros dos ditados policiais.

A existência de presos e presas independentistas galegas nas prisons espanholas e o especial trato penal e penitenciário que recebem som um sintoma que evidência a vigência dum conflito entre dous projetos políticos mutuamente excluintes: o projeto nacional galego e o projeto imperialista espanhol na Galiza.

Prisom preventiva, dispersom, imposiçom do regime especial FIES-3, isolamentos prolongados, controlo das comunicaçons exteriores, agressons, etc. configuram um quadro geral de tratamento penitenciário que procura a destruiçom pessoal e política dos presos e presas para devolve-las reeducadas, isto é derrotadas, para a rua. O Estado espanhol é consciente do exemplo de rebeldia e firmeza que para o País representam, por isto a sua assimilaçom e destruiçom se torna tarefa prioritaria na luita contra o projeto independentista galego.

Contra a fascistizaçom do Reino de Espanha e da Uniom Europeia e o corte de liberdades até o afogo, solidariedade ativa. Autoorganizaçom para enfrentar a repressom e continuar no nosso labor incansável de tecedoras de redes solidárias, apoio mútuo para resistir, e energia para continuar denunciando, até vivermos, mais cedo que tarde,“sem sermos escravas de Espanha”.

 

 
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Como cada última sexta-feira de cada mês, os presos e presas independentistas unirám-se numha jornada de protesto polos seus direitos vulnerados, realizando um jejum de vinte-e-quatro horas reivindicado perante a prisom com um escrito remitido à Direcçom Geral de Instituiçons Penitenciárias. Na rua, a solidariedade veoltará a se tornar visível nas ruas das cidades do país, graças às já tradicionais concentraçons.

Horas e lugares:

-Burela: Praça do Concelho às 20:30h e ao remate, ceia vegetariana no CS Xebra

-Ferrol: Praça do Concelho 20:30h

-Lugo: Praça Maior 20:30h (quiosque da musica)

-Ourense: Praça do Ferro 20:30h

-Vigo: Marco 20h

-Ponteareas: Concelho 20h

Esta é a tabela reivindicativa que os presos e presas do CPIG remitem à DGIP com ocasiom do jejum, e que os solidários fazemos nossa:

-O reconhecimento da sua condiçom de prisioneir@s polític@s.

-O reagrupamento num mesmo cárcere do Colectivo.

-O fim da ilegal dispersom,o traslado a umha prisom em território galego.

-A melhora geral das condiçons de vida na prisom, alimentaçom, higiene, atençom sanitária, comunicaçons.

-O cessamento do actual regime de reclusom aplicado nos centros de menores.

 

 
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