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A revisom que vimos de fazer da evoluiçom das visitas a www.ceivar.org durante 2005 arroja alguns dados interessantes e motivadores a respeito do nosso trabalho informativo na rede. Passamos desde Janeiro de 233 computadores diferentes a visitar o web aos 1084 que fizérom o próprio no passado mês de Outubro, mantendo sempre umha progressom constante. Assinalar também que o mês de Julho, coincidindo com o começo da renovaçom informativa que realizamos quase cada 2 ou 3 dias, e a partir da detençom e encarceramento de 2 militantes independentistas na capital galega, foi que passamos de 368 a 790 computadores diferentes que acedérom ao web anti-repressivo. O número de visitas, páginas visionadas, hits e bites também progressa de forma sustentada desde primeiros de ano. Assim, o mês passado recebemos 2332 visitas que visionárom 11328 páginas. A prática totalidade destas visitas procedem do Estado espanhol sem que podamos acertar quais as próprias da Galiza. A distáncia 60 ou 70 vezes inferior, situam-se por esta ordem os USA, o Brasil e a Alemanha. Embora se tratar de dados ainda modestos, valorizamo-los muito positivamente. Primeiramente, porque constatamos um progresso continuado no número de visitantes diferentes, visitas práticas, páginas visionadas e bites. Segundo, porque este progresso produz-se com muita mais celeridade a partir de que a renovaçom informativa começa a ser quase diária, demonstrando-se, que existe um interesse num sector da sociedade sobre o tipo de informaçom que servimos. Por último, um dado essencial, qual é o facto de que a existência do web apenas se difunde através do trabalho e a presença social ainda limitada de Ceivar, a colaboraçom de webs amigos e o envio com periodicidade irregular e em funçom da existência de factos relevantes dum pequeno boletim electrónico que chamamos "Ceivar informa". À vista destes dados, e da necessidade estratégica de estabelecermos canais de informaçom e comunicaçom próprios, horizontais e nom supeditados aos interesses político-económicos dos principais grupos de comunicaçom, Ceivar anuncia a intençom de reforçar progressivamente a presença na Internet, avançar na qualidade e quantidade dos conteúdos presentados e alargar aos poucos esta pequena trincheira desde a que combatemos a ocultaçom e a manipulaçom informativa que envolvem a existência e a luita do independentismo na Galiza.
 
Efectivos da Guardia Civil fizérom presença no conflito laboral que sostenhem desde ontem os trabalhadores da minaria do Berzo. A origem da greve está no estancamento das negociaçons que os trabalhadores mantenhem com Madrid por volta do futuro do sector. Um grupo de quinientos mineiros curtava às 10 da manhá de ontem as carreteras de saída da CAG para o Berzo nas proximidades de Ponferrada, provocando-se retençons de 11 quilómetros em cada um dos sentidos. Valados quita-medos e barricadas de pneumáticos incendiados cruzadas no meio da estrada garantírom durante horas a continuidade da medida de pressom sobre o Executivo. Aliás, grupos de mineiros lançárom bombas de palenque contra o helicóptero da Guardia Civil que se aproximou à zona do conflito para identificar os manifestantes. Segundo informam diversos meios, um comandante do instituto militar teria tratado de dissuadir os mineiros para a suspensom da acçom, intervindo pouco após umha coluna de 50 guardas civis com material anti-distúrbios. Os mineiros defendérom-se com o lançamento de pedras e garrafas de vidro, ficando despejada a área trás sucessivas cargas policiais. Fontes sindicais qualificárom de “muito dura” a intervençom do instituto armado espanhol, utilizando botes de fume e pelotas de goma contra os obreiros, e lamentárom que esse seja “o talante que demonstra o nosso paísano Zapatero”, em alusom à origem leonesa do presidente espanhol. Liberada a Autovia do Noroeste A-6 para o tránsito, os enfrentamentos entre trabalhadores e agentes reproduzírom-se polas ruas de Sam Romám. Dirigentes de CCOO e UGT tratárom sem sucesso de suspender o curte de tránsito e evitar os enfrentamentos. Desconhecemos dados sobre operários que pudessem ser feridos ou detidos.
 
Os meios som especialistas em fabricar vítimas onde só há verdugos. Quatro militantes da AMI serám processad@s o vindouro 7 de Novembro às 11:00 da manhá nos julgados de Ourense acusad@s dumha inexistente falta de “danos” polo diário caciquista La Región. No passado 16 de Maio, véspera do Dia das Letras, militantes da formaçom juvenil concentraram-se perante a sede do jornal ourensano dentro da campanha de denúncia dos subsídios milionários que os meios espanholistas recevem da Direcçom Geral de Política Lingüística. O caso de La Región é paradigmático desta denúncia, porquanto o espaço que destina à língua galega é absolutamente marginal e fica acoutado a jos_content culturais ou folclóricas. O seu papel normalizador é, portanto, nulo, contribuindo mais bem ao sucesso do processo de substituiçom lingüística. Contodo, isso nom impede que cobre permanentemente um dinheiro público para um fim que nom cumpre e com o que a administraçom autonómica, através de Política Lingüística, veu comprando a sua submissom informativa. A protesta organizada pola AMI na altura consistiu no despregamento dumha faixa com a legenda “La Región: inimigos do galego” assinada pola formaçom juvenil, o reparto dumha folha informativa e palavras de ordem contra o diário caciquista. Os directivos do jornal chamaram à Polícia espanhola, personando-se esta nas instalaçons e identificando como “responsáveis” os quatro militantes que serám julgad@s em 7 de Novembro. Da formaçom juvenil chamam ao “boicote do periódico La Región”, à solidariedade com @s quatro processad@s e demandam de Política Lingüística a suspensom de vez dos subsídios a meios de difusom que trabalham para a hegemonia do espanhol na Galiza. A nossa associaçom chama à solidariedade com @s quatro processad@s e soma-se ao chamado para o boicote do diário ourensano.
 
A Conselharia de Cultura anunciava ontem por boca do director geral de Criaçom e Difusom Cultural Luis Bará o projecto de criar um recenseamento de galegas e galegos retaliad@s desde o início do genocídio e a repressom em Julho de 1936. Os registos civis e arquivos militares que nom fôrom queimados e as testemunhas ainda vivas serám a base sobre a que elaborar este diagnóstico quantitativo e qualitativo da magnitude dumha etapa que marca a lume o nosso presente, como demonstra o facto de que o início da recuperaçom da memória colectiva desde as instituiçons “democráticas” tivesse que esperar 30 anos após a morte física do general Francisco Franco. A iniciativa institucional anuncia-se depois de diversas medidas tendentes à rehabilitaçom de figuras como o dirigente do PG Alexandre Bóveda, a criaçom na Ilha de Sam Simom dum centro nacional para a reconstruçom histórica do período no que a Galiza viveu sob o fascismo espanhol e algumha iniciativa de carácter local focada a limpar vilas e cidades da simbologia franquista ainda onipresente. Da óptica do nosso organismo, o esclarecimento científico e a socializaçom extensa do ocorrido na Galiza, quanto à repressom e o genocídio, durante a Longa Noite de Pedra do fascismo, som asignaturas pendentes do actual entramado constitucional e autonómico espanhol, fundamentado na anésia histórica, o nom processamento penal dos responsáveis do genocídio e a hegemonia de elementos franquistas na conversom do regime anterior na actual democracia espanhola que continua negando e vulnerando os direitos nacionais e sociais do nosso povo.
 
Segundo vem de informar umha chamada solidária desde a capital espanhola, o preso independentista galego Ugio Caamanho era conduzido hoje surpresivamente ao módulo de isolmento de Navalcarnero para cumprir umha incomunicaçom total de 144 horas. Desconhecemos qual pode ser agora a “motivaçom” que tem impulsionado a direcçom do centro penitenciário a adoptar esta nova medida arbitrária, que se somaria aos 30 dias de isolamento que o independentista galego tem pendentes de cumprimento após a luita pola defesa dos seus direitos desenvolvida em Soto del Real. Curiosamente, a incomunicaçom de Caamanho coincide com a apariçom repentina de “problemas técnicos” no serviço de telefonia de Navalcarnero que impediriam ao preso galego avisar no exterior sobre o seu isolamento, particularmente porquanto isto poda afectar o regime de visitas. Mais umha vez, queremos chamar a atençom sobre a sequência de arbitrariedades e vulneraçons de direitos básicos que tanto Ugio Caamanho quanto Xiana Rodrigues venhem suportando desde o seu ingresso em prisom o passado 26 de Julho e quando nos aproximamos dos cem dias dos seus sequestros. Novamente, enquanto os tribunos espanhóis exibem a sua retórica democrática no Congresso de Madrid e fam cânticos ocos ao regime constitucional, o pluralismo, as liberdades e o reconhecimento das identidades nacionais, a repressom d@s nacionalistas galeg@s que defendemos a plena soberania nacional da Galiza e nom aceitamos rebaixas autonómicas segue tam vigente como sempre, antes com o PP, agora com o PSOE. Aproveitamos a ocasiom para apelar @s nacionalistas galeg@s, @s democratas autêntic@s e as pessoas solidárias a denunciar esta situaçom e escrever para Navalcarnero solidarizando-se com o patriota galego Ugio Caamanho. Uxio Caamaño Santiso Centro Penitenciario Madrid 4 Carretera N-V. Km. 27.7 Navalcarnero (Madrid) España Direitos humanos dentro das cadeias! Repatriaçom d@s patriotas pres@s! Ugio e Xiana, Liberdade!
 
A conversom da “segurança cidadá” num lucrativo negócio e a sua privatizaçom progressiva som processos que caminham da mao e tenhem direcçom estatal. Segundo informa hoje o diário Faro de Vigo, a presença de vigilantes privados na cidade olívica e o seu contorno já se aproxima da cifra de polícias do CNP e agentes locais. Concretamente, trata-se de 802 vigilantes privados pertencentes a companhias como Securitas, Esabe, Cetssa ou Prosegur, frente a 500 agentes da Polícia espanhola e 380 da Polícia Local, alargáveis proximamente em 26 praças, segundo dados da associaçom corporativa policial SUP. Resulta sintomático a respeito do processo de privatizaçom da “segurança cidadá” o facto de que as administraçons públicas sejam um dos principais clientes destas empresas, assim como o progressivo alargamento competencial que estas estám a alcançar, exercendo funçons antes reservadas aos corpos repressivos públicos (escoltas, controlo de explosivos, espionagem industrial, vigiláncia de instituiçons oficiais, etc.). Contodo, o marco legal espanhol em matéria de segurança privada define até o momento a preeminência funcional da Polícia espanhola e a Guardia Civil sobre estas companhias, dispondo os primeiros inclusivamente de faculdades de fiscalizaçom sobre as segundas e agindo estas como polícias auxiliares. Dous mil controladores na Área Metropolitana de Vigo Junto a esta importante presença de efectivos policiais estatais e privados, há que somar, segundo a fonte citada, a presença na comarca viguesa de 2000 vigilantes denominados “controladores”, agentes uniformados sem competências para intervir, portar armas ou identificar pessoas, mas utilizados como permanente presença “dissuassória”. Realmente, a inflaçom desta modalidade de vigiláncia policial –que remete, em última instáncia, ao CNP- deriva do facto de a contrataçom por parte das empresas ser mais económica –nom exigência de qualificaçom para as funçons desempenhadas- e a sua efectividade dissuassória frente à cidadania, similar.
 
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