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Segundo informa o portal Indymedia Galiza a instáncias de galizalivre.org, o portal independentista sofriu o dia de hoje um importante ataque informático. A sabotagem demonstra um elevado nível técnico e umha importante disposiçom de meios e realiza-se num momento em que o portal independentista anunciava um salto qualitativo no seu trabalho de informaçom. A estrutura de galizalivre.org parece ter ficado gravemente atacada, prevendo-se que a recuperaçom total do sistema poda tardar semanas e inclusivamente meses. Fontes do portal independentista sugerírom a possibilidade de instáncias policiais do Estado espanhol encontrar-se detrás desta sabotagem, dado o nível técnico da agressom e a sua capacidade para burlar todos os sistemas de defesa causando o dano antes referido. Embora as dimensons da sabotagem som muito importantes, nom é sabido ainda se os arquivos informativos poderiam ter sido também destruidos, facto que suporia a liquidaçom do trabalho acumulado durante anos de informaçom galega e soberanista. Queremos fazer público um facto significativo que, como organismo implicado no trabalho antirrepressivo, conhecemos de primeira mao: a prática policial habitual de incluir nos sumários abertos contra independentistas galeg@s informaçom tirada de galizalivre.org na que se denunciam estes processos. Do nosso ponto de vista, a sabotagem realizada hoje poderia ter com toda provabilidade o Estado espanhol detrás da sua autoria material. Embora este extremo é dificilmente confirmável, a realidade é que de instáncias policiais e judiciais procurou-se em múltiplas ocasions situar galizalivre.org no ponto de mira, nom conseguindo-o até o presente. Ceivar anuncia a sua disposiçom a participar de todas as iniciativas que se ponham em andamento para denunciar socialmente esta agressom à liberdade de expressom e informaçom.
 
A Polícia municipal de Vigo protagonizava o passado mês de Abril um novo episódio repressivo. Os militantes independentistas Júlio S. e Óscar G. eram abordados por umha patrulha do 092 quando colavam cartazes na rua Elduayen convocando umha mobilizaçom vicinal contra o PGOM, aprovado polo PP e o BNG. Segundo fontes vicinais, a alcaldia viguesa declarara “Toleráncia Zero” para evitar a difusom da convocatória, implicando-se activamente os agentes da Polícia municipal em aplicar a ordem. Trás a abordagem policial, os dous cidadáns vigueses eram cominados a identificar-se e mostrar os efeitos pessoais que portavam nas suas sacas. Perante a negativa a acatar este tratamento vejatório e a vulneraçom da sua privacidade, três unidades policiais eram despraçadas a Elduayen ao mando dum sargento que exigia novamente a documentaçom os retidos. Ambos entregavam finalmente os bilhetes de identidade ante a perspectiva de serem conduzidos a dependências policiais. Aliás, um agente extraia um cartaz da saca portada por Óscar G., que era imobilizado violentamente por três polícias por protestar por esta actuaçom. Os independentistas denunciárom estes factos no Julgado de Guarda como “substracçom” e “violaçom da intimidade”, enquanto eram acusados pola Polícia municipal dumha falta de “desconsideraçom” à autoridade. O processo contra os dous militantes celebrará-se nos julgados de Vigo o dia 28 a partir das 12:00 da manhá. Por parte de Ceivar, denunciamos como a imposiçom e a arbitrariedade som normas habituais de comportamento das Polícias locais na Galiza, um corpo activamente implicado no exercício da repressom de baixa intensidade contra o independentismo e chamamos a solidariedade com os processados.
 
Segundo anunciamos esta semana, este sábado celebrou-se no centro social Revolta de Vigo a jornada antirrepressiva convocada polo nosso organismo para informar sobre a situaçom actual d@s patriotas pres@s, assim como dar a conhecer e as iniciativas de resposta e solidariedade em curso. Intervírom durante o acto o militante de Ceivar Óscar Gomes e o advogado d@s dous militantes Guillerme Présa. O activista do organismo antirrepressivo enquadrou politicamente as detençons de Agosto no marco da “luita pola libertaçom nacional e social da Galiza”, denunciou a “violência estrutural que suporta o povo galego” e vincou na “legitimidade de todos os métodos de luita perante a usurpaçom anti-democrática da nossa soberania nacional por parte do Estado espanhol”. Gomes definiu a posiçom de Ceivar perante a repressom contra a militáncia independentista galega, incidindo particularmente no aspecto referido mais arriba e no objectivo de “exemplarizar e amedrentar" que tem a política repressiva do Estado contra o MLNG, assim como a necessidade “organizar-se activamente contra a repressom”. A continuaçom debulhou a crónica dos factos ocorridos desde o passado 23 de Julho, data das detençons de Xiana Rodrigues e Ugio Caamanho, denunciando a dispersom penitenciária e as conduçons ao Módulo de Isolamento de Soto del Real. O sumário judicial continua baixo secreto Por sua parte, o advogado de Ceivar Guillerme Presa aludiu à impossibilidade de informar com mais detalhe sobre a situaçom jurídico-legal que afrontam @s patriotas pres@s, umha vez que “o sumário continua baixo secreto de sumário e desconhecemos as acusaçons vertidas contra eles”. Presa vincou na denúncia da dispersom como “um castigo extensivo a familiares e contorno social d@s militantes” e assinalou “o seu carácter ilegal segundo a óptica da própria legislaçom penitenciária espanhola”. Familiares do preso Ugio Caamanho convidad@s ao acto nom pudérom assistir por encontrar-se de viagem para Navalcarnero (Madrid), mas enviárom um comunicado de saudaçom que foi recebido com aplausos pol@s assistentes. Na misiva, os pais do patriota galego denunciam que “o Estado opressor levou-nos o nosso filho a mais de 600 quilómetros, e necessitamos 26 horas para poder vê-lo e pasar quarenta e cinco minutos con ele”. @s parentes do militante galego tildárom esta situaçom de “preço a pagar por questionar a legitimidade do Estado”. A continuidade em prisom da independentista Alexandra de Queirós Vaz-Pinheiro e o independentista Manuel Quintáns foi recordada durante a jornada antirrepressiva. Os dous ex militantes do EGPGC estám encarcerad@s, respectivamente, desde 1991 e 1989. Finalmente, o cantor galego José Constenla amenizou a noite actuando no local social em apoio às demandas de transferência à Galiza, reagrupamento e liberdade para @s cidadá(n)s galeg@s pres@s em Ávila, Madrid, Corunha e Teixeiro. A pesar de serem informados previamente e da assistência de por volta de 50 pessoas à jornada antirrepressiva, nengum meio de difusom publicou a convocatória nem informou do decurso do acto.
 
A implicaçom do BNG nos assuntos de Estado e no próprio desenho da repressom alcança quotas preocupantes. Trás a profusom de casos de governos locais autonomistas que reivindicam mais presença policial, oferecem terrenos e edifícios municipais para a construçom de casas quartel da Guardia Civil, homenageiam o instituto armado ou aplicam políticas repressivas a partir dos Conselhos Locais de Segurança dependentes da Delegaçom do Governo na CAG, o deputado galego Francisco Rodríguez comprometia-se ontem em Madrid no desenho que devem ter as forças policiais do país vizinho. Rodríguez comparecia na sessom da câmara espanhola para explicar o sentido da abstençom d@s deputad@s do BNG na votaçom da Lei de Defesa. Após um breve alegato anti-atlantista e a louvança das “melhoras” introduzidas no projecto do ministro José Bono durante o trámite parlamentar, Francisco Rodríguez tomou posiçom perante o processo de reordenaçom que enfrontam os corpos repressivos espanhóis. “Nom podemos dilatar no tempo a consideraçom da Guardia Civil como um corpo militar, tem que ser integrado na Polícia” espanhola, assegurou. Aliás, o congressista explicou que o decantamento do BNG pola abstençom na votaçom da Lei de Defesa espanhola que mantém o papel militar na defesa da “Unidad de España” devia-se às “melhoras” incorporadas no debate parlamentar. Rodríguez fixou entre as mesmas a “adaptación plena ao espírito da Constituiçom” da figura do Chefe do Estado, “a desacralización dos valores” do Exército espanhol, a existência dumha “tímida aproximaçom a que os militares tenham direitos” (sic) e o facto de as intervençons internacionais do Exército espanhol ser autorizadas polas Cortes.
 
A nossa associaçom organiza este próximo sábado umha jornada antirrepressiva na cidade de Vigo para dar a conhecer a situaçom actual do preso e a presa independentistas encarcerad@s o passado 26 de Julho. O objectivo da cita é informar a respeito das condiçons em que se encontram @s militantes galeg@s, a sua situaçom no plano jurídico-legal e os aspectos políticos e antirrepressivos das últimas detençons. O acto celebrará-se no centro social Revolta (Rua Real, 32- baixo) a partir das 20:30 horas da tarde e contará com a assistência de familiares d@s pres@s, o advogado à frente do caso, Guillerme Presa, e o militante do nosso organismo, Óscar Gomes. Instalaremos um posto de informaçom e venda do organismo antirrepressivo, amenizando-se a jornada com música ao vivo do cantautor galego José Constenla.
 
Informavamos ontem da dispersom da presa independentista galega Xiana Rodrigues de Soto del Real (Madrid) para o centro penitenciário de Brieva (Ávila). A primeira hora da manhá de hoje, o patriota Ugio Caamanho também era transferido do módulo 5 de Soto del Real para a prisom de Navalcarnero, situada na Comunidade Autónoma de Madrid. A transferência de Caamanho fazia-se também sem aviso prévio e num autocarro da Guardia Civil espanhola. Vários presos sociais acompanhárom o independentista galego no deslocamento colectivo até o novo destino. Segundo as informaçons de que dispomos, o tratamento recebido por parte dos agentes do instituto armado espanhol durante a transferência a Navalcarnero teria sido correcta em todo o momento. A transferência da cidadá e o cidadám galegos a novos destinos penitenciários alonjados do território da CAG mantém a violaçom dum direito fundamental de toda pessoa presa, reconhecido em diversas convençons internacionais e recolhido pola legislaçom penitenciária espanhola, qual é o de a reclusa e o recluso cumprirem a prisom preventiva e a eventual condenaçom num cárcere instalado nas proximidades do seu lugar de residência e País. Condenaçom engadida A vulneraçom deste direito supom, aliás, um castigo engadido, umha vez que familiares, companheir@s e amig@s do preso e a presa independentistas som os principais objectivos do mesmo. Obriga-se o contorno familiar e social d@s militantes galeg@s a realizar deslocamentos de centos e milhares de quilómetros para poder acodir a visitas de 40 minutos e assistir os vis-a-vis, com o custo económico semanal que todo isto supom (gasolina, hotéis, alimentaçom, etc.) e o conseguinte perigo de acidente em carretera, devido aos longos trajectos e aos tempos “record” em que se devem realizar habitualmente as viagens. As transferências de Xiana Rodrigues e Ugio Caamanho a novos destinos penitenciários incorporam aliás elementos de “excepcionalidade repressiva” –por outro lado. já comuns no ainda mês e meio escasso que @s militantes levam em prisom-, umha vez que a norma nom escrita é que a presa e o preso permanezam no mesmo centro penitenciário enquanto nom se celebre o juízo na Audiencia Nacional. Consideramos que as transferências respondem a umha tentativa de desestabilizaçom pessoal destinada ao fracasso e exprimida na contínua mudança de módulos, companheir@s de cela, condiçons de vida e, inclusivamente, nas agressons recebidas por funcionários, como já tem ocorrido neste breve prazo de tempo. Do organismo antirrepressivo denunciamos, mais umha vez, a dispersom penitenciária d@s militantes independentistas hoje encarcerad@s e exigimos a sua transferência imediata à Galiza e o reagrupamento num mesmo cárcere. Chamamos novamente à solidariedade de todas as pessoas e associaçons implicadas com @s militantes pres@s e a luita polos direitos fundamentais, escrebendo para os cárceres cartas e telegramas e difundindo esta informaçom. O destino actual de Ugio Caamanho é Centro Penitenciario Madrid IV-Navalcarnero Carretera N-V. Kilómetro 27.7 28600- Navalcarnero Madrid Telefone para comunicaçons 91 811 60 42
 
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