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Dous militantes da Assembleia da Mocidade Independentista (AMI) fôrom identificados a passada segunda-feira por agentes da Polícia municipal compostelana quando colavam cartazes anunciando a celebraçom dumha charla sobre a ‘Operación Castiñeira’. O motivo da identificaçom foi, segundo explicitárom os polícias, a própria colocaçom de cartazes, proibida em todo o termo municipal compostelano por umha ordenança municipal aprovada por PSOE e BNG. Os polícias municipais advertírom Adriám M. P. e Paulo M. P. de que seriam denunciados por ‘resistência à autoridade’ no caso de seguir com a actividade informativa. O delito tipificado com este nome está punido polo ‘Código Penal’ espanhol com penas que vam de seis meses a um ano de prisom e tenhem carácter acumulativo. Por parte de Ceivar, embora estarmos a tratar dum caso pontual, queremos denunciar a preocupante ‘normalidade’ com que se reiteram na capital galega este tipo de abusos policiais, particularmente por parte de efectivos da Polícia municipal às ordens do bipartido PSOE-BNG e, directamente, sob o mando do concelheiro de ‘Segurança Cidadá’ Sr. José Baqueiro Canabal. Queremos assinalar também que a ‘condescendência’ do nacionalismo institucional com este tipo de práticas é entendida por nós como cumplicidade directa com a repressom e com as directrizes que, via ‘Conselho Local de Segurança’ e ‘Delegación del Gobierno’, se imponhem na nossa cidade. O92 compostelano realiza labores de polícia política A pressom policial a que som submetid@s @s activistas de todo o tipo de colectivos e organizaçons fai com que o exercício da Liberdade de Expressom –mesmo nos desiguais termos em que se exerce hoje- suponha o processamento judicial e a imposiçom de sançons económicas às pessoas encausadas e um incentivo para renunciar a este direito. Além disto, ameaças como as vertidas ontem por agentes do 092 santiaguês mesturam-se com autênticas ‘caçarias’ nocturnas de militantes que realizam labores de informaçom e nas que agentes da Polícia espanhola à paisana fam labores de localizaçom de activistas, a substracçom ilegal do material, insultos, registos pessoais, etc. que ficam na mais absoluta impunidade para os uniformados. Desde Ceivar animamos @s activistas de todo o tipo de colectivos locais compostelanos a nom ceder o exercício de nengum direito à pressom policial. Aliás, exigimos por enésima vez ao Governo municipal o cessamento da acossa policial ao tecido associativo e a desvinculaçom da Polícia local dos labores de política político-social que desenvolve na capital galega. Nom é de recibo pronunciar-se e/ou manifestar-se hoje em favor dos direitos e liberdades e amanhá continuar com umha perseguiçom permanente da dissidência política e de toda expressom de autoorganizaçom popular nom controlada polas instituiçons.
 
O diário La Voz de Galicia obsequiava os seus leitores e leitoras o passado domingo com umha reportagem sobre a exploraçom de pres@s nos cárceres da Galiza por parte de empresas que utilizam mao de obra encarcerada. O trabalho assinado por E. Vázquez Pita é um canto às supostas virtudes desde sistema de aplicaçom generalizada nos USA, chegando inclusivamente a afirmar que “quando um preso se enfunda o macaco de trabalho deixa de sé-lo”, embora os salários sejam de miséria e o trabalhador continue privado de liberdade. Sectores como a automoçom, o téxtil e a construçom olhárom nas pessoas presas umha ideal mao de obra sem possibilidade de sindicaçom, submetida ao duro regime disciplinar penitenciário e perceptora duns salários muito mais baixos do que os recebidos pol@s trabalhador@s ‘livres’. Assim, Vázquez Pita informa-nos de que 35 presos de Teixeiro trabalham no talher de ferralha que ‘Servicios y Suministros Noroeste’, com sede em Melide, tem instalado no centro penitenciário de alta segurança. As instalaçons e a sua mantença, a luz, a limpeza e outros gastos habituais das empresas correm a cargo do Estado espanhol. A informaçom indica aliás que a nave de Teixeiro fai parte das instalaçons desta prisom construida há agora sete anos. Segundo Manuel de Pedro, coordenador na Galiza do ‘Organismo Autónomo de Trabajo Penitenciario y Formación para el Empleo’, o trabalho com infrasalário é “algo totalmente voluntário”. De Pedro convida os empresários galegos a conhecer as vantagens da produçom com pessoas presas e em condiçons nom 62ráveis com @s operári@s ‘livres’. “Temos naves industriais e talheres disponíveis, nom tenhem mais que contactar com nós”, assegura o funcionário espanhol. Quinze pequenas fábricas operam nos centros de reclusom da Galiza O caso de Teixeiro nom é o único onde se realiza a exploraçom de pessoas presas. Além deste, existem na Galiza administrativa um total de 15 talheres produtivos que “conformam umha indústria auxiliar vital para sectores chave da economia galega como a automoçom, o téxtil ou a construçom, já que exercem de proveedores a baixo custo de componhentes que, de outra forma, se produziriam em países de mao de obra mais barata”, relata o jornalista Vázquez Pita com satisfacçom. O conflito da empresa de cablagens Valeo em Ourense desvelara a existência dum outro talher de produçom nestas condiçons. A reportagem informa aliás como alguns empresários estám a deslocalizar as suas factorias das prisons galegas para a Índia e a Turquia, onde os salários som ainda mais baixos. Contodo, Manuel de Pedro nom deixa de anunciar as possibilidades que oferecem Teixeiro (1438 pres@s) e A Lama (1479), as prisons com mais populaçom reclusa da Galiza. “O empresário tem a vantagem de contar com umhas instalaçons 62das, recursos humanos flexíveis (sic) e umhas condiçons que lhe vam permitir ganhar competitividade”, assegura em alusom aos infrasalários e o pagamento polo Estado de parte dos custos de produçom. Também o novo director do macrocárcere de Teixeiro, Antonio José Vázquez, sucessor do opusdeísta Carmelo Vilches, nom escatima louvanças ao sistema de exploraçom das pessoas presas. “A actividade laboral gera autoestima, proporciona-lhes uns hábitos positivos e o interno adquire umha qualificaçom laboral”, aponta o funcionário de prisons quando fala duns trabalhadores cujos salários por jornadas que em casos ultrapassam as 8 horas diárias nom passam de 500 euros mensais. Pessoas presas pagam o seu encarceramento 895 pessoas presas trabalham nestas condiçons no nosso País sobre um total de 4254 reclusos e reclusas. Apontar como exemplo da produtividade que alcançam as factorias penitenciárias os 20.000 quilos de peças elaboradas que cada mês saca de Teixeiro a empresa Servinor. O regime interno da prisom susbtitue, aliás, o pessoal de controlo que contratam as empresas. Segundo assegura Fernando Pampín, engenheiro chefe da factoria de presos de Servinor em Teixeiro, “venho umha vez por semana, mas o mando do talher está a cargo dos próprios internos”. A reportagem de Vázquez Pita aponta, por último, como um anúncio das ‘potencialidades’ deste sistema importado das prisons estadounidenses, que a situaçom do sistema penitenciário espanhol “induz a apostar na produçom como umha das melhores fórmulas de reinserçom, mas também de sustentabilidade das prisons”, sugerindo que o Estado poderia desbotar fazer investimentos nos centros penitenciários, sendo estes financiados polo trabalho de operári@s encarcerad@s.
 
A Comissom de Denúncia da Galiza vem de convocar umha concentraçom perante os julgados da Corunha. O motivo da mesma é exigir esclarecimentos e justiça por volta da morte do moço corunhês de 22 anos Diego Vinha Castro, falecido em extranhas circunstáncias no quartel da ‘Guardia Civil’ de Arteixo em Setembro de 2004. Segundo informa a Comissom, a prova policial que ajudaria a esclarecer as condiçons em que morreu Diego “desapareceu”. O organismo de denúncia dos abusos contra os direitos das pessoas em centros policiais e penitenciários exige “que se faga justiça” e convoca umha concentraçom para este 28 de Dezembro às 12:00 da manhá perante o edifício dos julgados na rua Monforte. Desde Ceivar chamamos a participar nesta mobilizaçom de denúncia dumha das 79 mortes ‘sob custódia’ policial e penitenciária que, segundo as estatísticas oficiais, se produziam no Estado espanhol em 2004. Exigimos que se esclarezam as causas e circunstáncias em que morreu o moço galego Diego Vinha e se depurem as responsabilidades correspondentes.
 
Com a “luita contra o terrorismo” como coarctada legitimadora, o Estado espanhol procede a um reforçamento maciço do controlo e a vigiláncia social. Ao fio deste repetido argumento, o Ministério de Interior espanhol anunciava em semanas passadas diversas medidas de aplicaçom imediata e outras de carácter legislativo e em elaboraçom sobre armazenamento de dados e controlo das comunicaçons. Destacam entre as mesmas o controlo das passagens dos avions com destino ao Estado espanhol, a fiscalizaçom dos sistemas de reservas e vendas de todas as companhias de transporte –nom apenas as aéreas- e os projectos legislativos em gestaçom sobre armazenamento de “dados de tránsito de comunicaçons electrónicas”, particularmente através da Internet, já aprovadas a nível da Uniom Europeia e que deverám ser homologados polos estados membros. A plasmaçom juridica da vigiláncia expande-se, segundo anunciou recentemente o ministro espanhol José Antonio Alonso, até os recunchos mais insuspeitos da vida diária de qualquer cidadám ou cidadá. Assim, por exemplo, Alonso anuncia que o seu departamento trabalha numha normativa para controlar legalmente @s usuári@s que mercam cartons pré-pagamento de telemóveis. A “razom” aduzida polo ministro espanhol é que os citados cartons fôrom usados em 11-M para dificultar as investigaçons policiais. Frente a estas medidas integradas na deriva autoritária e a perda de liberdades que percorre a UE, convidamos a rechaçar qualquer tentaçom de passividade, dar a máxima difusom a informaçons como a presente e apoiar aquelas associaçons e iniciativas que denunciem socialmente o processo de policializaçom dos estados e, particularmente, do Estado espanhol em que estamos integrad@s.
 
Editamos a última entrega do blogue que vimos de receber desde Navalcarnero, prisom espanhola onde se encontra actualmente preso o independentista galego Ugio Caamanho. 26 de Novembro de 2005, sábado Curioso como se passa o tempo aqui. Como veloz, e como baleiro. Hoje cumprimos quatro meses desde que nos encerrárom em prisom; parece que foi ontem e parece que nom existisse nada que justificasse esse período de tempo: nem luitas, nem textos políticos, nem estudos, nem muitas leituras até. Eduardo afirma que se deve à compartimentaçom do tempo, aos horários da prisom: tam absurdos que deixariam escapar os minutos entre as regandixas, impedindo que nos organizemos para aproveitar as horas. A compartimentaçom dum dia pode ser esta: 8:00 Reconto 8:30 Pequeno almoço no comedor 9:30 Inglês no módulo cultural 11:00 Tempo morto (nom se pode empregar a sala de estudo) 13:15 Almoço 14:00 Chape nas celas 17:00 Baixada ao módulo, recolhida do correio e imprensa (se houver). 17:30 Ginástica 18:30 Tempo morto (nom se pode empregar a sala de estudo) 20:30 Jantar 21:00 Chape nas celas 24:00 À cama Os momentos próprios para a escritura, leitura ou estudo seriam os “tempos mortos”, mas a sala de estudo está ocupada com aulas e no pátio ou na sala é impossível, polo ruído e pola falta de mesas e cadeiras. Ou entom nas horas de encerramento na cela, catorze e meia cada dia: seis delas de vigília, mas sendo dous faz-se difícil, porque só há umha cadeira e umha mesa anana, porque a música de um desconcentra o outro, etc. E isso que na minha cela nom temos tevê! Estudei várias soluçons possíveis, todas imperfeitas. Afinal resignei-me a perder os tempos mortos de pátio e aproveitar os chapes o melhor que podo. Mas nom me dá para muito mais que para responder as cartas, para ser franco. Assim que os carcereiros vam ajudando-me como podem, de vez em quando. Hoje, por exemplo, acabam de comunicar-me que a sançom polo plante de Giana e meu em Soto é de doze dias de isolamento. Como doze? Porque entendem que a tentativa instintiva de soltar o meu braço da mao do carcereiro, retrocedendo um passo, entra no tipo de “agressom/ameaça/coacçom a carcereiro”. Vaia figuras… Enfim, como da outra vez recuperarei tempo, estudarei e lerei até aborrecer-me, assim que nom protesto. O único mau é que vai um frio do demo e em isolamento nom botam o ar aquecido que alivia as noites nos módulos, e a duche, sem estar fresca, nunca passa de morna. Vamos, que se passa frio ainda em pleno verao, para quanto mais neste inverno castelám. Mas com algo de roupa e de exercício… Talvez me encontre o Fernando, ademais, com o que coincidim anteontem na visita dos advogados: ficou só no módulo de isolamento, ao longo do dia nom vê mais do que carcereiros. A ver se nos encontramos nas duas horas de passeio diárias. 28 de Novembro de 2005, segunda-feira Leva o seu tempo apreender a lógica singular que rege a cadeia, se é que algumha há, cousa duvidosa. Mas o outro dia figemos quatro meses por estas casas e algo de experiência já fomos acumulando. Entre os episódios que melhor podem explicar o modo de funcionar dos carcereiros, eis a minha liorta por um flexo: Aclaremos de início que nas celas a única luz que há é débil e está situada longe da mesa, polo que para ler ou estudar ou escrever há que escolher entre fazê-lo na cama e com luz, ou na mesa na penumbra. Antes vendiam flexos no economato e assunto resolto. Ao chegar eu suprimírom-nos o economato e houvo que conseguí-los polo serviço de compras externas (“demandadeiro”), mas justo a semana que pudem pedi-lo decidírom retirá-lo também da listagem de produtos que se podiam adquirir, como também proibírom que os introduzíssem os familiares e amigos via pacote. Entendamo-nos: nom estám proibidos os flexos na prisom. Estám proibidas, isso sim, todas as vias para comprá-los: economato, demandadeiro ou pacote. Excepto, naturalmente, o mercado negro (comprei um por seis euros e estragou-se à semana, depois de fazer saltar os fusíveis do módulo). Como levava muito tempo sem lios, quigem pelejar o tema para passar o tempo, para fastidiar um pouco ao SS e também, porquê nom, por se acaso acabava conseguindo o flexo, e assim deixava de gastar os olhos mais do que de seu se gastam na cadeia (que nom é pouco). Assim que o 2 de Novembro enviei umha instáncia ao SS, bastante argumentada em previsom de poder apresentá-la ante o Juíz de Vigiláncia Penitenciária quando me fosse denegada. Em resumo, explicava que estou a estudar na UNED, que a luz da cela é insuficiente e que o cárcere nom mo proporciona polo que pedia autorizaçom para que mo metesse a família via pacote. Umha semana depois chega a resposta, como sempre sintética: No autorizado, adquiéralo en economato. O 10 de Novembro faço um maço com a instáncia, a resposta e um fólio novo onde replico que, trás intentar novamente comprar um flexo no economato, o encarregado confirmou-me que nom disponhem de tal artilúgio. Portanto, autorize-me que mo traiam os meus familiares. Uns dias mais tarde chega a resposta: Adquiéralo por compras externas previa solicitud. O 13 de Novembro apanho umha listagem de demandadeiro, aponto “um flexo” e adjunto o maço com a minha correspondência com o SS. O 14 de Novembro devolvem-me o maço indicando-me que devo solicitar permisso para comprar um flexo. O mesmo dia 14 de Novembro envio o maço de papéis ao SS com um novo que diz: Solicito autorizaçom para adquirir flexo. O dia 22 de Novembro o SS devolve-me o maço com umha palavra nova: Autorizado. O dia 27 de Novembro vou pedir o meu flexo ao demandadeiro, adjuntando a autorizaçom, mas encontro um cartaz que avisa de que essa semana nom há compras externas já que o dia que teriam que traer os produtos (onze dias depois) é feriado e nom trabalham (é o dia 8 de Dezembro). Resigno-me a esperar mais umha semana. O dia 28 de Novembro, mentres comento com o Eduardo a sançom de doze dias de isolamento, de súbito olhamos o um para o outro com expressom de horror e gritamos ao tempo -O flexo! O dia de fazer a encomenda ao demandadeiro (os domingos) estarei em chopano e nom poderei. E o domingo seguinte seguirei em chopano. Terei o flexo para o dia de anos?
 
O sindicalista do Sindicato Labrego Galego (SLG) Xosé Ramón Cendán, detido em Hong Kong quando participava nos protestos contra a Organizaçom Mundial do Comércio (OMC), foi ponto ontem em liberdade. Cendán foi detido polos polícias de choque junto a 899 manifestantes mais e qualificou o trato policial recebido de “absolutamente normal”. As detençons praticárom-se quando @s manifestantes anti-OMC tratárom ultrapassar o cordom policial. Segundo o sindicalista galego, a Polícia de Hong Kong mantivo algemad@s e detid@s @s activistas durante onte e anteontem. “Foi umha mobilizaçom importante –assinala-, contra as políticas de liberalizaçom da agricultura; queremos que haja umha soberania alimentar, e que os países mais pobres podam aceder aos mercados”. O sindicalista regressará para a Galiza na próxima madrugada.
 
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