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Um companheiro do organismo anti-repressivo deslocou-se o passado dia 3 de Janeiro até Barcelona para participar numha charla sobre a repressom na Galiza organizada polo Ateneu Popular Independentista La Torna. Quarenta pessoas assistírom a um acto no que se debulhou a ‘Operación Castiñeira’, a situaçom d@s pres@s independentistas galeg@s e o contexto repressivo geral que se vive no País. A charla oferecida no ateneu do bairro de Gràcia foi apresentada por umha activista do organismo anti-repressivo catalám Resgat. Igualmente, os jornais Llibertat e L´Accent –umha publicaçom quinzenal de distribuiçom gratuita da que se editam 5000 exemplares nos Països Catalans- publicárom, respectivamente, um artigo redigido pola nossa associaçom e umha entrevista ao companheiro deslocado ao Principat para expor a realidade repressiva da Galiza.
 
O vindouro sábado 21 de Janeiro Ceivar organizará na Corunha um concerto contra a repressom, o primeiro dumha série que em 2006 esperamos realizar em diversas comarcas da Galiza. O concerto celebrará-se a partir das 22:00 horas na Sala Inox (Beiramar, 44) e participarám os grupos Mossin Nagant –punk gazteiztarra- e Mencer Vermelho –rock proletário ferrolano-. As entradas para o concerto venderám-se a partir de amanhá no centro social Atreu (Sam José, 12) e no Bar Faluya (Orçám, 75). Os preços do bilhete som de 6€ se se compram com antelaçom nestes locais e de 8€ os vendidos o dia 21 na bilheteira da Sala Inox. Desde Ceivar animamos a assistir a esta actividade lúdica e informamos que a totalidade dos fundos recadados das entradas destinarám-se a potencializar o trabalho anti-repressivo num momento em que este se fai mais necessário do que nunca.
 
O rotativo corunhês La Voz de Galicia está a desenvolver umha campanha de adoutrinamento da opiniom pública a favor da criminalizaçom da juventude galega e a intervençom do elemento repressivo como rectificador de comportamentos ‘desviados’ e ‘incívicos’. Se o diário arroupava recentemente o despregamento policial nos colégios e liceus da CAG, destina na sua ediçom de hoje umha ampla reportagem ao ‘vandalismo juvenil’, a ‘carência de valores’ da juventude galega e a ‘falta de disciplina nas escolas e famílias’. A reportagem assinada por Alberto Magro incide sem reconhecé-lo em argumentos tipo da direita reaccionária a nível europeu e sugire o aumento da repressom, a vigiláncia e a colaboraçom da cidadania com a polícia como estratégias resolutivas do ‘problema’. Assim, Magro agita as cifras do chamado vandalismo juvenil, os custos da reposiçom de mobiliário urbano, a insuficiência do controlo policial e uns magnificados ‘actos anti-sociais’ que afectam os núcleos urbanos do País relativamente à juventude e a ‘movida nocturna’. Como exemplos das expeditivas vias de soluçom à problemática que constrói e socializa mediaticamente o diário corunhês, o jornalista apresenta a Toleráncia Zero aplicada por Giuliani em Nova Iorque nos noventa com um custo máximo para os direitos civis d@s neoiorquin@s, o recurte generalizado de liberdades que aplica Tony Blair no Reino Unido e a política municipal parisina. Modelos todos nos que a liberdade de expressom, o exercício da dissidência política e ideológica e os direitos públicos fundamentais pagam a factura de dispor de ‘cidades limpas e ordenadas’. Construir umha realidade virtual atravês da manipulaçom mediática Objectivamente, o rotativo alinea-se com os projectos do Ministério de Interior e a Delegaçom do Governo na CAG, estrategicamente tendentes a acrescentar o controlo policial sobre umha cidadania galega atomizada, encorsetar a vida social em normativas de carácter mais do que duvidoso do ponto de vista democrático e ‘normalizar os comportamentos desviados’ segundo o critério dominante. Curiosamente, La Voz parece preocupar-se mais polo estado das papeleiras e contentores de lixo da CAG do que pola integridade física das pessoas num País onde em 2005 morriam 93 pessoas nos seus postos de trabalho por culpa da dessídia patronal e institucional. Nom surpreende, portanto, que os modelos do diário sejam a Toleráncia Zero da polícia neoiorquina -saldada com dezenas de mortos nos bairros pretos e pobres e persecuçom d@s antibelicistas, ou as políticas do primeiro ministro británico que, enquanto procura ‘comportamentos cívicos’ e ‘cidades limpas e ordenadas’, comanda um genocídio no Iraque, defende o emprego em chao británico da tortura na ‘luita contra o terrorismo’ ou prorroga sine die os tempos de detençom incomunicada de pessoas detidas sem qualquer acusaçom concreta. Embora resultar irrisório vindo de quem avalam umha classe política corrupta, ocultam a realidade sócio-económica do País, silenciam sistematicamente qualquer resposta social e vendem o sentido das suas informaçons ao melhor postor, apelar à ‘falta de valores’ da mocidade galega e converter esta num problema policial, é umha séria advertência sobre as jos_content medidas repressivas que estám por chegar. Medidas para as que La Voz prepara o terreno e que, no caso da mocidade galega no seu conjunto, suporám criminalizaçom, controlo e repressom mantendo intacto o actual panorama de precariedade laboral maciça, emigraçom, mercantilizaçom do ‘tempo livre’ e impossibilidade de independizaçom familiar. Achegamos ao pe da informaçom a ligaçom com a reportagem de LVG a favor de políticas repressivas contra a juventude galega.
 
A criaçom da Polícia Autonómica nom virá acompanhada da rebaixa no número de guardas civis, segundo assegurou o vice-presidente da Junta da CAG Anxo Quintana o secretário geral da ‘Asociación Unificada de Guardias Civiles’ (Augc) na Galiza, José Díaz Castelo. O vice-presidente autonómico assegurou aliás que nom haveria transferências de agentes e que alguns poderiam seguir como polícias autonómicos. Em palavras do secretário da Augc , Quintana tomou o compromisso de que nom haveria “desterros de guardas civís” a outros lugares do Estado Espanhol e que o BNG se oporia à citada medida. Resulta chamativo que os ‘desterrros’ de pessoas trabalhadoras som denominados polos diferentes governos e o patronato como “mobilidade geográfica e laboral”, e que as mobilizaçons opostas a esta fôrom en múltiplas ocasions reprimidas por quem agora reclama nom mover-se da Galiza. O secretário da Augc também agradeceu Anxo Quintana o apoio do BNG através do Grupo Mixto no Parlamento espanhol às petiçons deste colectivo.
 
A comunicaçom social é umha frente fundamental do nosso trabalho anti-repressivo. Com o intuito de reforçar esta linha de intervençom, o passado mês de Dezembro editamos experimentalmente o número 0 da ‘Cisalha’, um periódico de informaçom trimestral sobre a defesa das liberdades democráticas e a luita contra a repressom. ‘Cisalha’ sairá coincidindo com as estaçons do ano e a sua difusom será gratuita através de locais sociais nacionalistas, mobilizaçons populares e correio postal. Destacamos deste primeiro número do nosso vozeiro o Editorial, focado a impulsionar a linha de trabalho aberta com a manifestaçom nacional do passado 18 de Dezembro, e umha análise de urgência da ‘Operación Castiñeira’. A publicaçom consta nesta ocasiom de duas páginas em formato A3. Podem-se consultar, imprimir e difundir a partir do endereço web que figura ao pé desta informaçom.
 
A imposiçom de medidas de carácter punitivo e policial e para abordar problemáticas que dificilmente tenhem umha soluçom repressiva está à ordem do dia e extende-se a todas as esferas da vida social, fazendo onipresente a vigiláncia. Neste sentido, o bipartido vem de solicitar a Madrid o alargamento da presença da Guarda Civil nas carreteras da CAG, trás constatar que, com 285 pessoas mortas nas estradas em 2005, Galiza “mantém umha preocupante tendência ascendente que a alonja das cifras estatais”. Reafirmando a visom da sinistralidade viária como “problema de ordem pública”, a conselheira de Política Territorial María José Caride reunia-se ontem com os quatro subdelegados do Governo espanhol na CAG para “controlar a rede viária de forma muito mais intensa”. Caride anunciou aliás que se dirigirá ao representante de Espanha na CAG, Manuel Ameijeiras Vales, para solicitar da Delegaçom do Governo “um esforço maior” e o incremento do número de agentes da Guarda Civil e veículos destinados ao seguimento do tránsito rodado. A dissuassom policial é a receita exclusiva Como é lógico, a alta funcionária nom questionou em nengum momento o modelo de transporte que produz esta sinistralidade e incidiu apenas em medidas sancionatórias. Tampouco se baralham medidas paliativas como a promoçom do transporte público nocturno, o fomento de formas de tempo livre desligadas do emprego do carro individual, etc. Comprova-se portanto que o incremento dos efectivos policiais na Galiza será continuo nos próximos anos, existindo um amplo consenso nos partidos que componhem a administraçom autonómica. A conclusom lógica é que cada vez estaremos mais vigilad@s, mais expost@s a processos repressivos e mais privad@s de direitos.
 
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