110276-crumpled-paper-icon-social-media-logos-rss-cube

A montagem policial iniciada pola Guardia Civil contra a AMI a passada segunda-feira tem multidom de dimensons. Sem pretender incidir nas mais relevantes, assinalaremos aspectos dum interesse particular para definir o perfil delitivo do corpo e as margens de arbitrariedade em que se move: durante os registos realizados estes dias, foi habitual a “desapariçom” de consideráveis quantidades de dinheiro depositadas em endereços particulares e locais sociais, a substracçom de objectos de uso pessoal (fotos, revistas, música, livros, etc.) cuja apropriaçom polo instituto armado carece de interesse para a investigaçom, convertendo-se num puro e duro exercício de poder e arbitrariedade, etc. Podemos constatar entre outros o roubo do dinheiro da Associaçom Cultural A Fouce de Ouro que um dos detidos tinha depositado no seu domicílio; a substracçom da caixa forte e a lista de sóci@s do centro social Revolta de Vigo; a “desapariçom” de actas de reunions políticas e material propagandístico de curso legal no caso do assalto ao local da AMI em Compostela, ou a substracçom de objectos de outros quartos distintos dos da pessoa detida e objecto de registo nos casos de andares partilhados. Aliás, os encarapuçados expropriárom flexos, bilhetes de identidade, roupa, chaves de casa, quadros, cartons de crédito, apontamentos, etc. De Ceivar anunciamos a nossa intençom de fazer frente judicialmente a esta actuaçom delitiva desenvolvida polas forças de ocupaçom e recuperar todo o material e quantidades económicas que os agentes encarapuçados substrazérom das casas e sedes sociais assaltadas. Além de exercer a criminalizaçom e a repressom política, o instituto armado demonstrou mais umha vez a sua eficácia em actividades gangsteris e pujo em evidência a quem, quando a repressom arrecia, declaram “confiar na profissionalidade” das forças policiais.
 
Nom é objectivo deste sítio web atacar o nacionalismo autonomista. Contodo, nom podemos deixar de assinalar qualquer colaboraçom da direcçom do BNG com a repressom face as organizaçons e pessoas que integram o Movimento de Libertaçom Nacional Galego. Mais umha vez, a Executiva Nacional do Bloco Nacionalista Galego tem demonstrado carecer de escrúpulos, viver obsesionada pola “correcçom política” mais miserável e renunciar à defesa das mais elementares liberdades democráticas dos e das cidadás galegas com independência da sua filiaçom política no nacionalismo. Frente à posiçom de dezenas de nacionalistas de base que nos últimos dias estám a assistir às convocatórias realizadas desde a nossa associaçom, a direcçom da formaçom galega posicionou-se oficialmente com a Justiça espanhola e os aparelhos repressivos do Estado. Além de navegar na mais absoluta ignoráncia sobre a situaçom em que se encontram os e as patriotas detidas em Madrid, facto manifesto quando o BNG assegura que vé “desproporcionada a aplicaçom dos aspectos mais estritos da legislaçom antiterrorista” que em nengumha das detençons se tem aplicado, a direcçom autonomista parece preocupar-se apenas polo “alarme social injustificado” (?!) que cria a vaga repressiva praticada pola Guardia Civil. Ao tempo, demonstrando umha submissom canina perante Espanha, o BNG exprime “o seu respeito perante a acçom da Justiça” e o seu desejo de que “às pessoas que tenham incorrido na comissom de delitos (sic) lhes sejam exigidas as responsabilidades a que houver lugar”. Segundo a formaçom de que é porta-voz Anxo Quintana, o problema do operativo repressivo ainda aberto e do que se podem derivar jos_content detençons, assaltos a domicílios e ocupaçons pola força de locais sociais e sedes políticas, é a “aparatosidade da acçom” policial, o “alarme social injustificado” –quando se estám a vulnerar liberdades democráticas básicas como o direito de reuniom e associaçom- e o facto de que a “caça” de independentistas pola força de ocupaçom espanhola “serve para dar publicidade a expressons políticas que som residuais na Galiza”. Tomamos nota da posiçom do BNG. O reconhecimento da Audiência Nacional espanhola, autêntico tribunal político especial; a preocupaçom polas formas mais externas do operativo policial, mas nom polos seus graves conteúdos –possibilidade de mal-tratos e torturas, inconsistência jurídica e política da presente montagem policial, encerramento de webs informativas, possibilidade de ilegalizaçom da AMI, assalto a ponta de pistola de locais sociais nacionalistas, etc., etc.-; a petiçom subliminal, mas evidente, de penalizaçom para quem na luita pola liberaçom nacional e social nom respeitar o quadro jurídico-político imposto; o temor miserável ao avanço do independentismo enquanto é o espanholismo PPSOE destrue dia a dia o nosso País, etc. A repressom, além de compactar a solidariedade e reforçar a nossa determinaçom de luita, tem a virtualidade de posicionar cada quem, além de discursos e poses, no local real que ocupa e a funçom que cumpre na Galiza. A direcçom do BNG tem optado mais umha vez por posicionar-se covardemente com o Estado quando este se lança sobre umha presa aparentemente fácil, emitindo umha tímida crítica sobre as “formas” mas aceitando o “fundo” da questom: hoje dez patriotas galeg@s encontram-se ilocalizad@s na capital de Espanha, sem que familiares e amig@s conhezam a situaçom física e síquica em que se podem encontrar e submetid@s a umha montagem policial carente de qualquer fundamento que pode derivar em ingressos em prisom.
 
Os dez independentistas detid@s esta semana pola Guardia Civil espanhola saírom esta manhá trás personar-se na Audiência Nacional de Madrid. A nossa associaçom está a organizar um dispositivo para i-los recolher à capital espanhola.
 
O operativo repressivo contra o independentismo na Galiza nom descuidou os aspectos informativos. O web de AMI foi clausurado e galizalivre.org, embora aparentemente activa, está bloqueada polos mesmos que ontem assaltárom encarapuçados com armas e cans três locais sociais nacionalistas, registárom umha dezena de domicílios e detivérom 10 militantes cujo único "delito" é luitar pola liberaçom nacional e social da Galiza. A esta hora é absolutamente impossível colocar qualquer informaçom em galizalivre.org e dar um seguimento informativo à vaga repressiva. Enquanto, a militáncia de Ceivar está a convocar concentraçons a nível nacional. Hoje, se a "democracia" espanhola o permete, celebraremos um acto informativo, de solidariedade e denúncia desta vaga repressiva às 20:00 na Praça do Pam (Cervantes) em Compostela e às 9 no Obelisco da Corunha. Fazemos um chamado a webs amigos, listas de correio e pessoas particulares para dar difusom a estas convocatórias com a maior amplitude.
 
Com motivo da montagem policial iniciada ontem, com a invençom dumha imaginária “associaçom ilícita”, o organismo anti-repressivo Ceivar convocou o dia de ontem e convocará hoje actos informativos e de resposta em várias cidades da Galiza. Vigo: colada informativa em toda a cidade. Pregamos as pessoas interesadas por-se em contacto com o organismo nesta cidade através das organizaçons do MLNG. Lugo: concentraçom às 21:00 frente à subdelegaçom do Governo espanhol Compostela: concentraçom às 20:00 na Praça do Pam (Cervantes) A Corunha: concentraçom às 21:00 frente ao Obelisco Ourense: acto pendente de convocatória. Contactar com a militáncia independentista local. jos_content iniciativas de resposta à montagem policial aberta contra o independentismo serám anunciadas nas próximas horas e dias, tratando de ultrapassar a paralisaçom informativa que tem provocado a intervençom dos webs de AMI e o portal galizalivre.org, o qual, apesar de estar aparentemente em activo foi intervido também pola Guardia Civil espanhola modificando todas as chaves de acesso depois de intervir policialmente os nossos domínios. Fazemos umha chamado extenso a todos os e as nacionalistas, a companheiros e familiares d@s detid@s e a todas as organizaçons sinceramente implicadas na defesa das liberdades democráticas. Encontramo-nos perante umha montagem policial, política e mediática que pretende, para justificar a sua própria virtualidade, o encarceramento de militantes. Advertimos contra fantasmagóricas acusaçons sobre a existência de “bandas armadas”, “associaçons ilícitas”, etc. com que o Ministério do Interior pretende encobrer o que nom é mais que um operativo destinado a criminalizar e punir o independentismo em pleno debate sobre a reforma do Estado espanhol. Consideramos que neste momento a solidariedade com @s patriotas repressaliad@s sovarda com muito os limites habituais de filiaçons e ideologias, para converter-se numha autêntica necessidade de parar os pés a umha “democracia” como a de ZP incapaz de respeitar os seus próprios direitos constitucionais formalmente recolhidos. Denunciamos também o assalto de domicílios particulares e locais sociais realizado ontem polo instituto armado espanhol, o saqueio policial de material informativo e propagandístico e a cumplicidade nojenta que a prática totalidade dos meios de comunicaçom estám a exercer hoje, reproduzindo a versom policial, vulnerando a presunçom de inocência dos detidos e detidas e colocando na diana policial e social umha série de organizaçons cujo único delito é perseverar incansavelmente na defesa da nossa Terra e luitar pola libertaçom nacional e social de todos e todas nós. Hoje e nos próximos dias será fundamental sair à rua e encarar a repressom política que Espanha exerce permanentemente sobre o nosso País e sobre as pessoas e organizaçons que, desde o compromisso mais generoso e a dignidade colectiva, luitam para que o nosso País seja algum dia realmente livre. Nom à montagem policial!!! Mass media, lacaios da Guardia Civil!!! Liberdade para @s dez independentistas detid@s!!!
 
Onze militantes independentistas detid@s, três locais sociais assaltados pola Guardia Civil, vários domicílios registados por agentes encarapuçados e páginas web independentistas desactivadas pola Guardia Civil, é o balanço do operativo policial dessatado hoje contra o independentismo nas localidades de Ourense, Lugo, Vigo e Compostela. A acusaçom vertida contra @s detid@s é fazer parte dumha "associaçom ilícita" cujo nome nom foi explicitado em nengures. Aliás, o Julgado de instruçom nº1 da Audiência Nacional atribuiria @s independentistas a participaçom em actos de "enxalçamento do terrorismo", "injúrias contra a monarquia", ataques a entidades bancárias, etc. Ceivar convocará nas próximas horas concentraçons informativas como as realizadas na tarde de hoje. @s detid@s encontram-se actualmente na Comendáncia da GC da Corunha e na sua totalidade ou em parte poderiam ser conduzidos a Madrid para declarar na Audiência Nacional. Do nosso organismo denunciamos a montagem policial aberta nas últimas horas contra o independentismo galego, a vulneraçom absoluta da liberdade de expressom e reuniom e o assalto policial a centros sociais dispersos por todo o País com o intuito de deter militantes e aprofundar na investigaçom aberta. Enquadramos este operativo repressivo na permanente criminalizaçom social e política a que se vem submetidas no Estado espanhol as pessoas, colectivos e organizaçons que adirem a um futuro e um projecto de liberaçom nacional e social para o nosso País e na tentativa de satanizar, perante o debate da reforma autonómica aberto no Estado, as posiçons coerentemente nacionalistas sostidas polas associaçons e entidades que neste momento estám no olho do furacám repressivo. Chamamos, por último, a todas as pessoas e organizaçons sensibilizadas contra a repressom a participar nas mobilizaçons que se podam programar nas próximas horas, tomando como referência o portal de INdymedia Galiza, umha vez que o portal referencial do independentismo, embora aparentemente activo, é inacessível para a inserçom de informaçom.
 
Mais artigos...
Teimudamente Alçadas!
teimudamente_alzadas
Manual de Segurança para Ativistas
manual_segurana_2015
O Teito é de Pedra
mostra_capa
Lei de Segurança Cidadá
LSC_2014web
Endereços d@s Pres@s

1 920422340620189774

raul_web

maria2014_web

edu_web

teto_web

Atópanos nas redes sociais



feisbuk

banner_numero_conta_2014