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O rotativo corunhês La Voz de Galicia está a desenvolver umha campanha de adoutrinamento da opiniom pública a favor da criminalizaçom da juventude galega e a intervençom do elemento repressivo como rectificador de comportamentos ‘desviados’ e ‘incívicos’. Se o diário arroupava recentemente o despregamento policial nos colégios e liceus da CAG, destina na sua ediçom de hoje umha ampla reportagem ao ‘vandalismo juvenil’, a ‘carência de valores’ da juventude galega e a ‘falta de disciplina nas escolas e famílias’. A reportagem assinada por Alberto Magro incide sem reconhecé-lo em argumentos tipo da direita reaccionária a nível europeu e sugire o aumento da repressom, a vigiláncia e a colaboraçom da cidadania com a polícia como estratégias resolutivas do ‘problema’. Assim, Magro agita as cifras do chamado vandalismo juvenil, os custos da reposiçom de mobiliário urbano, a insuficiência do controlo policial e uns magnificados ‘actos anti-sociais’ que afectam os núcleos urbanos do País relativamente à juventude e a ‘movida nocturna’. Como exemplos das expeditivas vias de soluçom à problemática que constrói e socializa mediaticamente o diário corunhês, o jornalista apresenta a Toleráncia Zero aplicada por Giuliani em Nova Iorque nos noventa com um custo máximo para os direitos civis d@s neoiorquin@s, o recurte generalizado de liberdades que aplica Tony Blair no Reino Unido e a política municipal parisina. Modelos todos nos que a liberdade de expressom, o exercício da dissidência política e ideológica e os direitos públicos fundamentais pagam a factura de dispor de ‘cidades limpas e ordenadas’. Construir umha realidade virtual atravês da manipulaçom mediática Objectivamente, o rotativo alinea-se com os projectos do Ministério de Interior e a Delegaçom do Governo na CAG, estrategicamente tendentes a acrescentar o controlo policial sobre umha cidadania galega atomizada, encorsetar a vida social em normativas de carácter mais do que duvidoso do ponto de vista democrático e ‘normalizar os comportamentos desviados’ segundo o critério dominante. Curiosamente, La Voz parece preocupar-se mais polo estado das papeleiras e contentores de lixo da CAG do que pola integridade física das pessoas num País onde em 2005 morriam 93 pessoas nos seus postos de trabalho por culpa da dessídia patronal e institucional. Nom surpreende, portanto, que os modelos do diário sejam a Toleráncia Zero da polícia neoiorquina -saldada com dezenas de mortos nos bairros pretos e pobres e persecuçom d@s antibelicistas, ou as políticas do primeiro ministro británico que, enquanto procura ‘comportamentos cívicos’ e ‘cidades limpas e ordenadas’, comanda um genocídio no Iraque, defende o emprego em chao británico da tortura na ‘luita contra o terrorismo’ ou prorroga sine die os tempos de detençom incomunicada de pessoas detidas sem qualquer acusaçom concreta. Embora resultar irrisório vindo de quem avalam umha classe política corrupta, ocultam a realidade sócio-económica do País, silenciam sistematicamente qualquer resposta social e vendem o sentido das suas informaçons ao melhor postor, apelar à ‘falta de valores’ da mocidade galega e converter esta num problema policial, é umha séria advertência sobre as jos_content medidas repressivas que estám por chegar. Medidas para as que La Voz prepara o terreno e que, no caso da mocidade galega no seu conjunto, suporám criminalizaçom, controlo e repressom mantendo intacto o actual panorama de precariedade laboral maciça, emigraçom, mercantilizaçom do ‘tempo livre’ e impossibilidade de independizaçom familiar. Achegamos ao pe da informaçom a ligaçom com a reportagem de LVG a favor de políticas repressivas contra a juventude galega.
 
A criaçom da Polícia Autonómica nom virá acompanhada da rebaixa no número de guardas civis, segundo assegurou o vice-presidente da Junta da CAG Anxo Quintana o secretário geral da ‘Asociación Unificada de Guardias Civiles’ (Augc) na Galiza, José Díaz Castelo. O vice-presidente autonómico assegurou aliás que nom haveria transferências de agentes e que alguns poderiam seguir como polícias autonómicos. Em palavras do secretário da Augc , Quintana tomou o compromisso de que nom haveria “desterros de guardas civís” a outros lugares do Estado Espanhol e que o BNG se oporia à citada medida. Resulta chamativo que os ‘desterrros’ de pessoas trabalhadoras som denominados polos diferentes governos e o patronato como “mobilidade geográfica e laboral”, e que as mobilizaçons opostas a esta fôrom en múltiplas ocasions reprimidas por quem agora reclama nom mover-se da Galiza. O secretário da Augc também agradeceu Anxo Quintana o apoio do BNG através do Grupo Mixto no Parlamento espanhol às petiçons deste colectivo.
 
A comunicaçom social é umha frente fundamental do nosso trabalho anti-repressivo. Com o intuito de reforçar esta linha de intervençom, o passado mês de Dezembro editamos experimentalmente o número 0 da ‘Cisalha’, um periódico de informaçom trimestral sobre a defesa das liberdades democráticas e a luita contra a repressom. ‘Cisalha’ sairá coincidindo com as estaçons do ano e a sua difusom será gratuita através de locais sociais nacionalistas, mobilizaçons populares e correio postal. Destacamos deste primeiro número do nosso vozeiro o Editorial, focado a impulsionar a linha de trabalho aberta com a manifestaçom nacional do passado 18 de Dezembro, e umha análise de urgência da ‘Operación Castiñeira’. A publicaçom consta nesta ocasiom de duas páginas em formato A3. Podem-se consultar, imprimir e difundir a partir do endereço web que figura ao pé desta informaçom.
 
A imposiçom de medidas de carácter punitivo e policial e para abordar problemáticas que dificilmente tenhem umha soluçom repressiva está à ordem do dia e extende-se a todas as esferas da vida social, fazendo onipresente a vigiláncia. Neste sentido, o bipartido vem de solicitar a Madrid o alargamento da presença da Guarda Civil nas carreteras da CAG, trás constatar que, com 285 pessoas mortas nas estradas em 2005, Galiza “mantém umha preocupante tendência ascendente que a alonja das cifras estatais”. Reafirmando a visom da sinistralidade viária como “problema de ordem pública”, a conselheira de Política Territorial María José Caride reunia-se ontem com os quatro subdelegados do Governo espanhol na CAG para “controlar a rede viária de forma muito mais intensa”. Caride anunciou aliás que se dirigirá ao representante de Espanha na CAG, Manuel Ameijeiras Vales, para solicitar da Delegaçom do Governo “um esforço maior” e o incremento do número de agentes da Guarda Civil e veículos destinados ao seguimento do tránsito rodado. A dissuassom policial é a receita exclusiva Como é lógico, a alta funcionária nom questionou em nengum momento o modelo de transporte que produz esta sinistralidade e incidiu apenas em medidas sancionatórias. Tampouco se baralham medidas paliativas como a promoçom do transporte público nocturno, o fomento de formas de tempo livre desligadas do emprego do carro individual, etc. Comprova-se portanto que o incremento dos efectivos policiais na Galiza será continuo nos próximos anos, existindo um amplo consenso nos partidos que componhem a administraçom autonómica. A conclusom lógica é que cada vez estaremos mais vigilad@s, mais expost@s a processos repressivos e mais privad@s de direitos.
 
Setenta e cinco novos agentes policiais passarám a formar parte da unidade da Polícia espanhola adscrita à CAG em 2006. A notícia fazia-se pública antonte trás comprometer-se o ‘Ministerio de Interior’ com a administraçom autonómica a convocar as vagas policiais antes do mês de Julho. A unidade policial que actualmente protege instituiçons e altos cargos da CAG conta com 350 efectivos e 150 menos que os previstos quando foi criada em 1991. Segundo anunciou o departamento de Presidência, Interior e Justiça que preside o ‘vazquista’ Méndez Romeu, o alargamento efectivo do pessoal policial adscrito materializaria-se no próximo verao ou, a mais tardar, a finais de 2006. Os factos venhem satisfazer as demandas de diversas associaçons policiais que o passado Novembro se reuniam com Méndez Romeu para correger o que qualificárom como ‘défice de pessoal’. O titular da conselharia anunciou sem embargo que aguarda que durante 2006 o quadro de pessoal policial adscrito alcanze os 500 efectivos. A ampliaçom do corpo repressivo asignado funcionalmente à CAG poria de manifesto o ‘sucesso’ alcançado pola directora geral de Interior e promotora da criaçom dumha Polícia autónómica no território da Galiza administrativa Isabel Durántez. Fontes da administraçom autonómica assegurárom que 2009 será o ano em que saia às ruas a nova Polícia Autonómica cuja primeira promoçom ser formará na Academia de Segurança da Estrada a partir de 2007. Precisamente foi Luis Garcia Mañá, chefe superior da Polícia espanhola na CAG, quem a respeito deste projecto do bipartido PSOE-BNG assegurava ontem sentir “expectaçom e curiosidade e nada mais”, umha vez que se trataria dum “projecto político” e García Mañá definiu-se como “um técnico”. As declaraçons do máximo responsável da Polícia espanhola publicam-se 24 horas antes da posta em andamento do dispositivo que suporá o submetimento de determinados colégios e liceus da CAG qualificados como ‘zonas de risco’ a operativos de vigiláncia policial.
 
O nosso País nom fica à margem da extensom do controlo e a vigiláncia policiais que, devagar e sem protestos significativos, se imponhem sobre os mais diversos aspectos da vida comunitária em toda a UE e, particularmente, sobre a mocidade. Denunciavamos a semana passada a policializaçom de colégios e liceus da CAG. Agora, segundo o plano previsto, o ‘tempo livre’ da juventude e os espaços em que este se mercantiliza som os seguintes alvos para a vigiláncia. ‘Conflitividade’, ‘violência’, ‘descenso da idade meia no início do consumo de álcool’, ‘insuficiência dos corpos policiais existentes e necessidade do seu reforçamento’, ‘vandalismo juvenil’, etc. som alguns dos magnificados e recorrentes leit motivs lançados contra a opiniom pública e que servirám como coarctada para lograr o objectivo procurado: acrescentar o controlo policial sobre a juventude galega e impor os corpos repressivos espanhóis como reguladores da sua vida social. Colaboraçom mediática O rotativo corunhês ‘La Voz de Galicia’ recolhe na sua ediçom de hoje umha ampla reportagem na que condensa os citados ‘argumentos’ e anuncia a determinaçom da Polícia espanhola de impor “mais vigiláncia nas áreas de ócio”, aplicando o guiom de policializaçom da vida comunitária e alineando diferentes sectores sociais detrás da iniciativa policial. Segundo o diário do ‘Grupo Voz’, que magnifica determinados incidentes menores, “o problema (sic) é maior nas vilas pequenos”. La Voz de Galicia, com 105.000 exemplares vendidos cada dia na CAG, ergue-se em vozeiro do ‘Ministerio de Interior’ e chama a umha maior presença policial nestas vilas e nos principais núcleos urbanos do País.
 
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