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O próximo dia 5 de Janeiro quinta-feira a coordenadora de associaçons contra a tortura e os maus tratos Comissom de Denúncia da Galiza convoca em Ourense umha concentraçom. O objecto da mesma é denunciar a existência e métodos empregados polos cárceres de menores. A título orientativo sobre a realidade destes centros de reclusom, a Comissom aponta a utilizaçom de psicofármacos de contençom com menores de idade, umha 'educaçom' fundamentada na terápia condutista prémio-castigo ou o emprego intensivo e extensivo de regimes de isolamento e violência física sobre as nenas e nenos recluidos nestes centros dos que na Galiza existem dous em funcionamento e um terceiro em projecto. A cita é para as 17:00 horas da tarde na Ponte Romana de Ourense junto ao bairro da Ponte. Desde Ceivar chamamos todas as pessoas defensoras da liberdades democráticas e contrárias à repressom estatal a reforçar com a sua presença o protesto da Comissom.
 
O Estado espanhol desdobra umha ampla panóplia de recursos de controlo e repressom a meio do extendido clima de indolência social que favorece o seu assentamento. O ministro espanhol de Interior, José Antonio Alonso, anunciava ontem o ‘Plan Estratégico de Respuesta Policial’. A iniciativa alarga o controlo policial da juventude nos centros de ensino e completa-se com outros planos específicos para estaçons de autocarros, centros de transporte e inclusivamente áreas e locais de ócio. Sinteticamente, a medida, que olha a mocidade galega como ‘problema de ordem pública’ necessitado de tratamento policial, incide em leit motivs reaccionários já empregues polo PP para legitimar socialmente as suas reformas penais e alvisca o despregamento de agentes da repressom nas proximidades dos colégios da CAG durante os dous próximos anos. ‘Guardia Civil’, Polícia espanhola, a futura Polícia Autonómica e as Polícias municipais participarám cooperativamente na vigiláncia dos centros de ensino. A terminologia empregue por Alonso trasluze a óptica puramente repressiva com que o Estado foca a mocidade galega e os fenómenos de exclusom social que a afectam. Fala-se assim em ‘centros conflitivos’, ‘zonas de risco’, ‘aumento da pressom’, ‘optimizaçom dos recursos policiais’, etc. e dum pacote de iniciativas onde áreas de ócio, estaçons de autocarros e caminhos de ferro e outros locais onde se reune ou por onde transita a juventude aparecem como alvos da vigiláncia. Alonso anunciou, aliás, a “necessidade” de acrescentar a pressom policial sobre os locais onde se consumem drogas ilegalizadas e/ou produz o tráfico das mesmas a pequena escala; umha medida que com certeza se traduzirá na extensom da presença policial à paisana nos citados locais. Ameijeiras Vales supervisará o plano no território da Galiza administrativa Nom existe desenho repressivo eficaz sem umha execuçom e seguimento sobre o terreno. O ‘Delegado del Gobierno’ espanhol Manuel Ameijeiras Vales será quem se responsabilizar politicamente da aplicaçom do desenho policial de Madrid com a colaboraçom dos ‘subdelegados provinciales’ Obdulia Taboadela Álvarez (A Corunha), Jesús Otero Calvo (Lugo), Camilo Isaac Ocampo Gómez (Ourense) e Delfín Fernández Álvarez (Ponte Vedra). Ameijeiras Vales assumirá como máximo chefe policial nas quatro ‘provincias’ a execuçom do plano e supervisará e coordenará os distintos corpos repressivos e administraçons implicadas na iniciativa. Aliás, o ‘Delegado del Gobierno’ designará e apresentará antes da vindoura segunda-feira um mapa das ‘zonas de risco’ (sic), isto é, aquelas onde for mais provável o pequeno tráfico de drogas ilegalizadas, face despregar sobre estas os efectivos disponíveis para o controlo de colégios e áreas de ócio juvenil. Embora o superior de Ameijeiras Vales incidiu particularmente no facto de que os efectivos policiais nom penetrarám fisicamente nos colégios, o desenho do dispositivo de Interior é mais esclarecedor do que qualquer declaraçom de intençons: o departamento despregará os corpos policiais nas proximidades dos centros, durante o tempo de formaçom regrada, nas zonas de descanso e nas actividades extra escolares. Com ‘as drogas’ como coarctada legitimadora, o PSOE dá mais umha volta de porca no controlo e a vigiláncia da mocidade galega.
 
O presidente da associaçom cultural ourensana A Esmorga, activo militante nacionalista e colaborador da AMI Iago Vilar recuperava antes da meia manhá de hoje a sua liberdade. Vilar foi detido, segundo informamos o dia de ontem, por agentes da ‘Guardia Civil’ espanhola quando se encontrava no seu domicílio. Sequestrado sem possibilidade de dar a conhecer a sua situaçom a nengumha pessoa, o nacionalista galego via ocupada a sua morada por efectivos do instituto armado e requisados parte dos seus objectos pessoais -entre eles, o seu computador pessoal-. A posta em liberdade do independentista galego fazia-se no entanto ‘com cargos’: a responsabilidade de Iago Vilar como desenhador de páginas web e a sua relaçom com a página electrónica da AMI era motivo mais do que suficiente para o juíz decretar a vinculaçom do jovem com a “associaçom ilícita” criada pola ‘Operación Castiñeira’ despregada polo instituto armado o passado 14 de Novembro. Nom se colocam contra ele outros cargos imputados aos e às dez detidas de Novembro, como ‘injúrias contra a monarquia espanhola’, ‘danos’, ‘ultragens à bandeira de Espanha’, etc., razom pola que a incriminaçom do militante no sumário que ainda continua sob secreto se fundamenta, unicamente, no seu trabalho de informaçom e comunicaçom independentista. Um reduzido grupo de quinze pessoas convocadas polo nosso organismo recebia o patriota galego às portas do edifício judicial, portando umha faixa assinada por Ceivar com a legenda ‘Defender a Terra nom é delito. IAGO LIBERDADE!’. Vilar partia para o seu local de origem trás recuperar a liberdade. Rectificando informaçons anteriores, esclarecemos que o militante independentista passou a noite na ‘Comandancia de la Guardia Civil’ da Corunha, recebendo um trato qualificável genericamente como ‘correcto’. A sua posta a disposiçom judicial realizava-se por volta das 10:30 da manhá, negando-se Vilar a responder as perguntas do magistrado que, ocasionalmente, substituia o juíz Miguez Poza e saindo livre minutos depois. Apontar, como dado significativo da inconsistência geral do processo repressivo que continua aberto contra a AMI, que nem a própria Fiscalia se presentou no local dos factos, demonstrando a falta de solidez da acusaçom cursada. Ceivar convocou também para o dia de hoje umha concentraçom anti-repressiva na ourensana Praça do Ferro. O acto celebrará-se a partir das 20:00 da tarde e nele denunciará-se a continuidade da operaçom policial aberta contra a formaçom juvenil independentista. Advogados ligados ao nosso organismo anunciárom a possibilidade de que, enquanto a presente causa continue aberta e o sumário judicial se mantenha sob secreto, é possível que se pratiquem mais detençons. O talante altamente anti-independentista do magistrado juíz Francisco Javier Míguez Poza, a sua mais do que provável impronta pessoal em todo este processo de instruçom e a sua pública vinculaçom com instituiçons policiais convidam-nos a vincar nesta hipótese de trabalho. Independentemente destes extremos, Ceivar chama o conjunto da militáncia independentista galega a manter a calma e as linhas de trabalho sócio-político despregadas nos últimos anos. Entendemos que o presente operativo policial, mediático e judicial apenas pretende punir um determinado projecto político para este País, aquel que defende sem ambigüidades o nosso direito a ser e viver como um povo livre através do exercício do direito de Autodeterminaçom. É precisamente isto o que se quer perseguir e reprimir: a integridade e a coerência dumha proposta política num momento em que todas as forças políticas institucionais se apontam ao circo estatutário, incapaz, por sim próprio, de abordar de modo resolutivo nengum dos principais problemas deste País. Valorizamos que, para além dos objectivos políticos da ‘Operación Castiñeira’, descritos no artigo publicado no nosso portal o passado 30 de Novembro, a presente ofensiva trata de situar o independentismo à defensiva, obrigar o nosso movimento a repregar-se sobre sim e envolver-se numha dinámica única e exclusivamente anti-repressiva. Está de mais dizer o desaconselhável que pode ser cair nesta armadilha espanhola. Por último, fazemos um novo chamado à solidariedade. Solidariedade ou, melhor seria dizer, solidariedades, entendidas estas desde a sua riqueza de razons e motivaçons, às vezes inclusivamente contraditórias entre si, mas coincidentes num elemento fundamental: a necessidade de impedir o afogamento repressivo da única alternativa sócio-política que defende um futuro de soberania, liberdade e justiça social para a nossa naçom. É isto precisamente o que se está a jogar num momento em que Galiza vai ser submetida a um novo ciclo de autonomia em Espanha e vulneraçom do nosso direito a decidir como povo. É esta, desde o campo anti-repressivo, a razom última da necessidade e a importáncia desta estrutura que chamamos Ceivar. Seguiremos informando.
 
Convocadas polo nosso organismo, 60 pessoas concentravam-se esta noite na Praça do Ferro para denunciar o último ataque repressivo contra a juventude independentista, concretado agora na pessoa do presidente da Associaçom Cultural A Esmorga e colaborador da AMI Iago Vilar. O militante de Ceivar Alexandre Fernandes tomava a palavra para comunicar @s assistentes o estado actual da causa aberta contra o jovem ourensano no marco da ‘Operación Castiñeira’, assim como denunciar o contexto e os objectivos políticos que pretende o operativo policial ainda aberto. @s participantes na concentraçom coreárom palavras de ordem contra a ‘Guardia Civil’, a favor da mobilizaçom como resposta aos ataques repressivos e de solidariedade com as pessoas que estám sendo detidas nas últimas semanas. Desde Ceivar anunciamos a nossa decisom de perseverar na decisom de recorrer à contra-informaçom e a mobilizaçom social como instrumentos para combater a presente ofensiva repressiva e a tentativa de criminalizaçom das pessoas, colectivos e organizaçons que neste País trabalhamos a favor do reconhecimento e o exercício do direito de Autodeterminaçom para a Galiza.
 
Oitenta pessoas concentrárom-se na manhá de ontem perante o edifício dos julgados da Corunha para reivindicar o esclarecimento das circunstáncias em que perdeu a vida Diego Vinha Castro no quartel da ‘Guardia Civil’ de Arteixo. O falecimento do jovem de 22 anos produzia-se em Setembro de 2004 em circunstáncias e por causas que, ainda, um ano depois, nom fôrom esclarecidas convenientemente. Dá-se aliás a circunstáncia de que algum dos elementos de prova que facilitariam a resoluçom desta morte a maos da ‘Guardia Civil’ teria “desaparecido” de modo tampouco explicado. A concentraçom convocada pola Comissom de Denúncia da Galiza estivo em todo o momento vigilada por agentes da Polícia espanhola com material anti-distúrbios e polícias à paisana colocados nas proximidade do local da protesta. A presença policial fijo-se extensiva ao controlo da entrada dos julgados, habitualmente abertos ao público. As pessoas mobilizadas para exigir o esclarecimento da morte do jovem galego mostrárom fotografias com o rosto de Diego Vinha e gritárom palavras de ordem como ‘A Guardia Civil tortura e assassina’ e ‘Queremos saber como morreu Diego’. A Comissom de Denúncia da Galiza anunciou futuras mobilizaçons para presionar polo esclarecimento desta morte sob custódia policial. Mais umha vez, o absoluto siléncio mediático sobre este grave caso é bem indicativo do grau de conivência dos meios com o corpo repressivo espanhol e da supressom da ‘actualidade informativa’ de toda aquela notícia que ponha em questom as actividades e métodos da ‘Guardia Civil’ espanhola.
 
A repressom nom quer abandonar-nos nem nos dias de festa. O moço galego Iago V. foi detido esta manhá por agentes da ‘Guardia Civil’ em Ourense. A sua morada foi registada por encarapuçados do corpo repressivo espanhol e diversas pertenças do jovem independentista roubadas. Desconhecemos onde se pode encontrar o colaborador da AMI quando elaboramos esta primeira informaçom de urgência –embora pudesse ser que a ‘Guardia Civil’ o tenha conduzido para Compostela-. Os advogados do organismo anti-repressivo encontram-se já sobre a caso e tratando de localizar o independentista detido. Todo indica que Iago V., que se encontrava emigrado em Andalucía desde há semanas e estava no País para passar as férias, é detido e extorcionado no marco da Operación Castiñeira despregada por este corpo repressivo contra a mocidade independentista em geral e contra a AMI em particular, mas esta vinculaçom com @s detid@s do 14 de Novembro é ainda indemostrável à hora de redigir-se a informaçom. Anunciamos, finalmente, que Ceivar tomará as medidas mobilizadoras que considere precisas no dia de hoje para presionar pola liberdade deste defensor da nossa Terra. De Ceivar chamamos a denunciar hoje activamente este novo ataque dos ‘picoletos’ contra a juventude independentista mais combativa. Denunciar e mobilizar-se, apesar de ser um dia de festa, porque nengumha agressom contra @s moç@s mais comprometidas deste País pode ficar sem resposta. Querem impedir-nos o direito a ser e viver como um povo livre. Querem condenar-nos à sua miséria de precariedade, emigraçom, sinistralidade, esmorecimento e desapariçom como povo, mas que saibam, desde agora, que nom o vam conseguir e que toda a sua repressom nom apaga a luita deste povo para poder ser ele próprio e livre de ataduras. Som e serám uns imperialistas fracassados. Anunciamos também que manteremos informaçom permanentemente actualizada sobre esta detençom e as suas consequências através de cartazes, pintadas e da nossa página web www.ceivar.org. Hoje é dia de festa. Hoje também é dia de luita. Até que nos deixem em paz e até que ninguém seja perseguido, detido, julgado ou maltratado por fazer o que deve fazer: defender esta Terra.
 
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