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CadeiaCom o galho dos festejos e das reivindicaçons do Dia da Pátria, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR organiza a VIII ediçom da Cadeia Humana pola Liberdade das/os presas/independentistas que terá lugar o dia 24 de Julho às 18:30h na Praça da Galiza (Compostela).

 A Cadeia Humana é por excelência o ato reivindicativo anual no que se exige a repatriaçom das/os independentistas galegas/os presas/os, a suspensom das estratégias de extermínio carcerário e a liberdade de quem se encontram desterradas/os  por participarem no processo de emancipaçom nacional e social da Galiza. Assim mesmo é também o momento no que, mao com mao, se tece a rede de solidariedade que consigue vissibilizar às/aos presas/os independentistas da Galiza e denunciar as ilegalidades e ilegitimidades que estám a sufrir nas prisons espanholas; dispersom, humilhaçons, restriçons, etc.

A aposta pola solidariedade imparável é irreversível

Decorrérom já 365 dias desde a anterior Cadeia Humana e o Povo galego tivo que enfrontar-se de novo a incontáveis processos repressivos em vários Julgados, entre eles, na Audiência Nacional com o saldo de dous presos independentistas mais, Raúl Agulheiro e Heitor Naia, assim como infinitude de sançons em todas as suas vertentes. Igualmente a recente aprovada Lei Mordaça tampouco contribuiu a abrir espaços de liberdade e justiça na Galiza mas é óbvio que no atual regime político a repressom é inerente às reivindicaçons embora a solidariedade também se gera nos momentos mais difíceis.

Durante este ano a repressom chegou até todos os recunchos mas a solidariedade também empapou cada golpe, cada sançom e prisom. Por centos contamos já as pessoas que se implicam nesta luita pola justiça social e pola soberania do País. É o momento de nom cessar no empenho e conseguir que as convocatórias sejam respaldadas por todas/os aquelas/es que procuram viver com liberdade na Terra.

Além da Cadeia Humana o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR também se fará presente na mobilizaçom juvenil que terá lugar o próprio 24 de Julho como respaldo a todas/os as/os jovens dignas/os que repressentam o futuro da Galiza e que atualmente estám no ponto de mira da repressom.

Do mesmo jeito, o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR aproveita para saudar a manifestaçom unitária que terá lugar o vindeiro 25 de Julho e declara a satisfaçom polos esforços que permitírom tender pontes para concurrir conjuntamente no Dia da Pátria. Parabeniza-se a iniciativa especialmente pola força e ilusom que conseguiu despertar na sociedade soberanista galega.

Durante os dias prévios à VIII ediçom da Cadeia Humana, CEIVAR estará nas ruas do País mediante umha campanha publicitária de cartazes, faixas, pintadas, colantes e demais ferramentas populares. Igualmente informa-se que durante os dias 24 e 25 em Compostela poderá-se mercar diverso material novo do Organismo Popular Anti-repressivo e enviar ums postais aos/ás presas/os independentistas numha data tam assinalada para todas/os.

 

2011a9_3bf9e5188b044735985ab819ccfa71c8.jpg_srb_p_340_220_75_22_0.50_1.20_0.00_jpg_srbA continuaçom reproduzimos e traduzimos a nova publicada polo coleitivo internacionalista venezuelano Terra Liberada com o galho da solidariedade com as/os presas/os independentistas galegas/os.

Esta segunda feira, 6 de Julho, recebemos com muita alegria umha carta de Eduardo Vigo, militante independentista galego preso desde 2011, onde comunica e agradece a chegada de postais solidários desde a Venezuela anti-imperialista.

Desde o Comité Internacionalista Terra Liberada, começamos neste ano 2015 umha campanha de envio de postais de apoio às/aos presas/os independentistas galegas/os de parte de militantes venezuelanas/os e internacionalistas de Argentina, Chile, Uruguay, Ecuador, Panamá, Guatemala, Galiza, Euskal Herria, Països Catalans, Italia, etc., que participam na Revoluçom Bolivariana.

Na atualidade, Teto, Raúl, Maria, Koala, Antom e Edu estám presas/os e dispersadas/os nos cárceres espanhóis condenados a penas desproporcionadas de 8 a 14 años de prisom, agás Raúl que se atopa em prisom preventiva aguardando juízo. Todas/os som ativas/os militantes do movimento político-cultural galego, com participaçom em numerosas iniciativas do projecto independentista como os centros sociais, médios de comunicaçom ou organizaçons políticas.

Desde o momento das suas detençons, as/os militantes fôrom submetidas/os à Lei Anti-terrorista, ferramenta que permite a aplicaçom de medidas excepcionais que vulneram os Direitos Humanos e fomentam a tortura: detençom e prisom incomunicada, dispersom a centos de quilómetros da sua terra, cumprimento íntegro das condenas, assim como um regime penitenciário especial de máxima seguridade.

Sem dúvida estes postais estám ajudando a romper com os muros das prisons convertendo-se numha janela aberta às luitas dos povos do mundo, onde a solidariedade é umha viagem de ida e volta. Desde Terra Liberada queremos agradecer a todas as pessoas que nom duvidárom em sumar a sua voz à solidariedade colaborando com a campanha no web www.terraliberada.com onde podedes atopar os postais para descarregar junto com os endereços das/os seis militantes independentistas presas/os.

A continuaçom compartilhamos algumhas das palavras de Eduardo Vigo em agradecimento e apoio à Revoluçom Bolivariana.

(17 de Maio de 2015) Neste dia das Letras, aproveito para enviar-vos um saudo agradecido e o reconhecimento pola solidariedade achegada desde essa beira do Atlántico.

Hoje Venezuela é um referente, um motivo de alegria para os que luitamos desde outros lugares do planeta. Necessitamos aos povos, que a Revoluçom Bolivariana resista; sabemos que o imperialismo está a intensificar a súa campanha beligerante contra a Independência e o Socialismo nessas terras. Compre resistir, compre avançar ao Socialismo. Pátria ou morte!!!

Satisfaz-me saber que galegos, dignos e orgulhosos, socializam a realidade social e política de Galiza, a negaçom histórica, a violaçom sistemática do nosso direito a ser nós próprios polo imperialismo espanhol, o mesmo que sofrérom os povos latinoamericanos.

Um abraço patriótico com agradecimento e força combativa!

Viva Galiza Ceive!!!

 

ciberseguridad-seguridad-internet-securityFôrom mais de 400 Gigabytes o que os hacker-ativistas conseguírom até o momento hackear com informaçom de vários pontos do mundo entre o que se atopa o Estado Espanhol. Até o de agora já se desvelou um contrato com o Centro Nacional de Inteligencia (CNI) que data do 02 de Novembro de 2010 quando por entom era presidente José Luis Rodríguez Zapatero.

A empresa que contratou o Ministerio del Interior foi foi Hacking Team que está especializada na espionagem a civis: ativistas, jornalistas, defensoras/es de Direitos Humanos, etc. Em concreto sabe-se que esta empresa lhe vendeu ao CNI a suscriçom ao portal Zero Day polo que se pode aceder aos exploits de qualquer programa. É dizer, pode-se chegar aos pontos fracos de qualquer ponto do computador e criam-se “arquivos maus” que umha vez que som abertos polas/os usuárias/os já se abre a porta à espionagem. Esta venda ascende a 48.000 euros anuais.

Por se nom fora avondo, o portal de Internet complementa-se com o RCS (Revision Control System) que também foi criado por Hacking Team. Este último programa consiste en que cada vez que a/o usuária/o abre qualquer arquivo, enviase-lhe cópia ao CNI neste caso. Este outro contrato eleva 24.000 euros mais o seu custe.

Nom obstante, dentro da informaçom que os hacker-ativistas lográrom recuperar assinala-se que existem contratos assinados polo Gobierno de España com este tipo de empresas que vulneram os direitos à privacidade, até 2016 e que o orçamento destinado supera os 3,4 milhons de euros.

Esta nova já foi levada ante o Congreso de los Diputados na manhá da segunda feira polo deputado de Esquerra Republicana de Catalunya, Joan Tardá. Na pergunta apresentada por Tardá interroga-se sobre o  excesso de intromissom na vida privada das pessoas em relaçom à legalidade.

 

Sin_ttuloNa meia-noite de hoje entra em vigor a Lei Mordaça mais a Reforma do Código Penal.  Estas duas reformas legislativas procuram restringir até o máximo todas as liberdades de expressom, reuniom e manifestaçom  como mecanismo para frenar os protestos xurdidos da atual crise financieira e democrática pola que atravessa o Estado Espanhol.

Além do Estado Policial ao que pretendem submeter-nos, o Governo de Rajoy aprovou a Lei Mordaça baixo expressons ambiguas e arbitrárias que limitam os Direitos Fundamentais. Assim o Governo tem umha ampla margem para a sua interpretaçom e incluso suple as funçons das/os juízes. Ademais o Ejecutivo de Madrid reserva-se o direito a sancionar com multas económicas casos que antes eram apresentados primeiramente no Julgado.

1. Intensa limitaçom das liberdades públicas e direitos civis e sociais. Especialmente em relaçom com o direito de reuniom e manifestaçom: escraches, encerramentos, “rodea ao parlamento”, acampadas reivindicativas; assim como o direito de greve e liberdade de expressom). Isto é, a perseguiçom do protesto.  (Artigos: 35, 36 e 37, na LPSC)


2. Incremento amplíssimo das condutas a sancionar. Segundo a nova Lei Mordaça nem se poderá combinar nas ruas para falar de assuntos públicos (de 100 a 600 euros), nem fechar-se numha sucursal bancária por umhas horas (de 100 a 600 euros), nem somar-se a manifestaçons espontáneas (de 100 a 600 euros), nem impedir desafiuzamentos (de 601 a 30.000 euros), nem guindar-se de edifícios para colocar faixas (de 100 a 600 euros), nem entrar numha canle de televisiom para protestar (de 30.000 a 600.000 euros), nem difundir imagens de polícias (de 601 a 30.000 euros), nem difundir mensagens que incitem a algum delito de alteraçom pública (até um ano de prisom segundo o novo Código Penal).

3. Agravamento desproporcionado das consequências jurídicas:
a) Aumenta-se o praço de prescriçom se sançons (artigo 38, LPSC)
b) Sançons que podem chegar aos 600.000€
c)  Obvia-se toda referência ao património da pessoa sancionada como critério de graduaçom. Este ponto a efeitos práticos trata de castigar as classes populares em maior medida já que terám que fazer fronte a multas que as endividarám de por-vida.
Ley-mordaza
4. Hipertrófia do “preventismo” no senso de justificar ou “legaliçar” as intervençons das Fuerzas de Seguridad del Estado (polícias) polo mero risco de vulnerar normas do ordenamento jurídico ou ameaça de comportamento objetivamente perigoso. Isto significa a legalizaçom da arbitrariedade e abuso policial recolhidos nos artigos 16, 17, 18 e 20. da LPSC.
Esta linha “preventista” está em consonância –e nom deixa de ser consequência necessária– da expansom das políticas de exceçom punitiva caracterizadas pola flexibilizaçom de todo tipo de garantias.

5. Proliferaçom de tipos mui elásticos e porosos, é dizer moi contornáveis en funçom das necessidades concretas de castigo. É dizer, os polícias poderám fazer uso das “intençons subjetivas da/o responsável” podendo acusar a umha pessoa somentes polas suas supostas “intençons”.

6. Fixaçom do marco legal para um Estado Policial:   Aplica-se a sobreproteçom dos membros das FCS (art. 36.26, LPSC) sem garantias da sua identificaçom numérica na suas atuaçons, facilitando assim a impunidade do uso da violência. A isto engadense-lhe as faculdades de controlo, identificaçom e registro policial (artigos 16, 17, 18 e 20, LPSC)

7. Negativa a identificar-se: “La desobediencia o la resistencia a la autoridad o a sus agentes en el ejercicio de sus funciones así como la negativa a identificarse a requerimiento de ellos” sancionado com multa de entre 601 a 30.000 euros.

8. Nom colaborar com os polícias: “La falta de colaboración con las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad en la averiguación de delitos o en la prevención de acciones que puedan poner en riesgo la seguridad ciudadana”. Segundo o artigo 35.15 supom multa de entre 601 a 30.000 euros.

9. Abandono de móveis ou veículos: “La obstaculización de la vía pública con mobiliario urbano, vehículos, contenedores, neumáticos u otros objetos que ocasionen una perturbación grave de la seguridad ciudadana”. Penado com multa de 601 a 30.000 euros.

10. Perder o bilhete de identidade três vezes num ano: La negligencia en la custodia y conservación de la documentación personal legalmente exigida considerándose como tal la tercera y posteriores pérdidas o extravíos en un plazo de tres años”. Sancionado con entre 100 e 600 euros.

11. Instauraçom da cadeia perpétua: recolhida nos artigos 36, 78 bis y 92 da Reforma do Código Penal baixo o nome de “prisión permanente revisable”. As próprias penas que se imponhem nem garantem sair com vida da prisom nem que se ponha em liberdade a uma pessoa anciá ou com graves enfermidades.

 

Ante a situaçom também podemos fazer as seguintes perguntas:

1.  A ocupaçom da via pública: contra...“lo dispuesto por la ley” ou contra “la decisión adoptada en aplicación de aquella por la autoridad competente”. Trata-se de ocupaçom na que haja distúrbios ou estar meramente concentrado nas ruas já é delito? Segundo o artigo 37.7, esta conduta é penada con entre 100 e 600 euros.

2.  A “perturbación del desarrollo de una reunión o manifestación lícita, cuando no constituya infracción penal”. O 36.8 nom inclue a “perturbaçom grave” se nom somentes se refire a “perturbaçom” polo que nom se compreende a que se refire com o de nom constituir infraçom penal. O novo limbo legal pode penar com multas de entre 601 a 30.000 euros.

3.  O incumprimento “de las restricciones de circulación peatonal o itinerario con ocasión de un acto público, reunión o manifestación, cuando provoquen alteraciones menores en el normal desarrollo de los mismos”.  Refire-se acaso a outro percorrido que nom estava estabelecido? A dispersar-se? Segundo o artigo 37.7 equivale a umha multa de entre 100 e 600 euros.

4.  A “perturbación grave de la seguridad ciudadana que se produzca con ocasión de reuniones o manifestaciones frente a las sedes del Congreso de los Diputados, el Senado y las asambleas legislativas de las comunidades autónomas, aunque no estuvieran reunidas, cuando no constituya infracción penal”. Segundo o artigo 36.2 penado entre 601 a 30.000 euros.

5.  “Colgar fotos o difundir vídeos de autoridades o policías si suponen un peligro para su seguridad personal o familiar“. Quem define o “perigo”? Que impunidade terá o polícia para arrebatar um telefone com o que se filmam abusos policiais? Penado com multa de entre 601 a 30.000 euros.

6.  O reenvio de mensagens de convocatórias nas redes sociales, baixo pena de sufrir o mesmo castigo que as/os organizadoras/es embora quem enviar a mensagem nem acudira à convocatória nem deveram de conhecer o resultado. Menciona o artigo 30.3. “… también se considerarán organizadores o promotores quienes (…) por publicaciones o declaraciones de convocatoria de las mismas, por las manifestaciones orales o escritas que en ellas se difundan, por los lemas, banderas u otros signos que ostenten o por cualesquiera otros hechos pueda determinarse razonablemente que son directores de aquellas”. Multa de 30.001 a 600.000 euros.

7.  Cadeia perpétua: A posta em liberdade de umha boa parte da populaçom reclusa vai depender do seu “bom comportamento” se lhe foi imposta umha condena longa e se aguarda sair com vida do centro penitenciário. Abrem-se várias perguntas. Que significa “bom comportamento”? Alude à colaboraçom com o Estado com praxes nauseabundas como as delaçons? Quem determina quais som os parámetros? A isto deveria-se engadir que as “infraçons” dentro das cadeias cada vez som mais quantiosas e arbitrárias. A mencionada arbitrariedade por parte do funcionariado das prisons será um grave obstáculo para que as/os presas/os poidam recuperar a sua liberdade. Por se isto nom fora suficiente também é possível que a violência dentro dos centros penitenciários se agrave devido a que haverá reclusas/os que tenham a certeça que nunca sairám de prisom e que “nom tenham nada que perder”.

ley-mordaza-400x230Curiosamente na reforma do Código Penal respeito a este tema, nom se menciona o artigo 25.2 da Constituçom referente a  que las penas privativas de libertad y las medidas de seguridad estarán orientadas hacia la reeducación y reinserción social”. A mençom à Constituçom obvia-se porque com a reforma o que se procura é extender o tempo de reclusom.

O descrito até o momento somentes é umha síntese da Lei Mordaça e da Reforma do Código Penal que procuram aplicar a lógica da excepcionalidade, é dizer, da restriçom desmedida de direitos e liberdades mediante o controlo absoluto, a vigiláncia permanente e a repressom contra as pessoas e coletivos que questionam o atual estatus quo. Além desta gravidade, outra das indefensons que se afrontam som as duvidosas interpretaçons que se poidam fazer das novas leis, nem juristas nem indivíduos sabem a que ater-se em termos legais.

 As leis que nos rigem até esta noite nom eram nengumha balsa de azeite e muito menos com as reformas aprovadas contra as liberdades políticas. Sem embargo a partir deste 1 de Julho a repressom exercerá-se de maneira universal em todo o Estado Espanhol. Ninguém, por muito que considere que nom comete factos delitivos, está a salvo da Lei Mordaça nem da aplicaçom do Código Penal. É o momento de deixar os individualismos e de pensar e atuar coleitivamente dum jeito solidário. A solidariedade deverá de ser mais forte que a repressom.

Nem leis nem mordaças nos farám calar!

 

imagesNem um mês decorreu para que um independentista de Ferrol fora violentamente atacado duas vezes. Desta segunda volta fôrom umha dúzia de siareiros “Diablos Verdes” ligados ao fascismo, quem tirárom ao chao ao independentista e propinárom-lhe umha paliça na passada sexta feira.

Somentes decorrérom umhas semanas entre esta agressom e a malheira que lhe dera a polícia quando se atopava trabalhando no mar junto a outro companheiro de faena tal e como relatamos em novas anteriores deste web. A raíz desta primeira tunda o independentista apresenta numerosas lesons que lhe impedem continuar com a sua vida cotiá assim como trabalhar e esta segunda malheira agrava os danos.

O independentista ferrolano é um ativo militante político e solidário contra a repressom polo que nom é de extranhar que nom se trate de meras coincidências se nom dum ataque contra o movimento independentista.

Desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR enviamos a nossa solidariedade com o independentista e fazemos um chamento a estar alerta e reforçar mais do que nunca as nossas conviçons e os nossos espaços.

 

Hoje, no Dia Internacional de Apoio às Vítimas da Torutura, desde o Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR queremos fazer um repasso às situaçons de maus tratos e de tortura que se tenhem efetuado no nosso País e/ou contra cidadás/aos galegas/os durante o ano 2014.

MAUS TRATOS NA ESQUADRA POLICIAL

cargapolicialsantiago122/03/2014

As “Marchas da Dignidade” rematam com graves enfrontamentos entre polícias e manifestantes. Um grupo de pessoas é detido por polícias à paisana e conduzidos até a esquadra policial. Lá som obrigadas a ficar de pé cos braços erguidos durante nove horas namentres recebem insultos e humilhaçons. Depois, levam-nos aos calabouços onde os agentes acendem e apagam as luzes arbitrariamente, provocando assim a perda de noçom do tempo e impossibilidade de descansar. Também acendem o ar acondicionado para que as/os detidas/os tenham sensaçom de frio. Durante 35 horas nom se lhes oferece auga nem comida, e apenas lhes é permitido ir à casa de banho umha vez cada doze horas.

07/04/2014

Seis pessoas som detidas em Compostela acusadas de participarem nos incidentes posteriores à manifestaçom convocada polos marinheiros do cerco o 11 de março de 2014. Permanecem na esquadra policial perto de 24 horas.

 A umha das pessoas detidas, A.B., doente de asma, é-lhe negada a sua medicaçom ademais de ser víctima de mofas e humilhaçons por parte dos polícias que lhe dim “si no la tomas no creo que te mueras”. Isto  apesar de te-la solicitado em várias ocasions e mesmo de ter ido ao médico, que nom lha podia suministrar mas expedia-lhe umha receita para que merca-se o medicamento numha farmácia, mas que teria que paga-la ela, ao que a detida se opujo. Nessa situaçom na que a custódia policial tem que fazer-se cargo dos medicamentos, os polícias com indiferença respondem “bueno, pues mala suerte”.

Finalmente rematam cedendo e permitem-lhe ligar para umha das suas companheiras de andar e que lhe achegue a medicaçom à esquadra policial.

03/10/2014

R.A. é detido en Compostela nun operativo anti-terrorista da Guarda Civil, acusado de pertença a Resistência Galega, fecham-no entre dous carros policiais e baixam-se entre seis e oito guardas civis obrigando a R.A. a baixar-se do seu carro particular. Algema-no com violência e sobem-no noutro carro tapando-lhe a cara para que nom poida ter vissibilidade.

Dirixem-se ao quartel das Cancelas, durante o trajeto ameaçam-no e dim-lhe “la cagaste”. Já no quartel das Cancelas, as ameaças continuam e R.A. permanece coa cara tapada em todo momento.

Depois do registro domiciliário dim-lhe que vam fazer um registro ao monte, e voltam tapar-lhe o rostro. Já no monte, comentam-lhe que há explosivos e que a ver  “si era umha trampa”,si explota yo voy a ser el primero en morir”. Por este motivo colocam a R.A.C. diante dizendo-lhe que assim fará a funçom de “escudo humano”.

As ameaças repitem-se constantemente  “seis años más y ya llevas dieciocho”, e o rostro tapado em quase todo momento.

Quando vai efetuar-se o deslocamento a Madrid, antes de subi-lo ao carro tiram-lhe auga por enriba e com a cara tapada acossam-no com perguntas e ameaças. Durante a viagem nom param de golpear-lhe a cabeça e de abanea-lo com as maos.

Durante o trajeto param duas vezes, a primeira devido a que R.A. mareia-se pola situaçom e a segunda porque lhe dim ao condutor que pare que o “ vam matar” , referindo-se a R.A. Ao ir freando o carro abrem um bocado a porta e empurra-no cara ela.

Já no quartel de Madrid sucedérom-se continuamente os interrogatórios, nos que os torturadores já davam a resposta que queriam escuitar. Empregárom diferentes métodos como o do polícia bom e o polícia mao, chantagens, paternalismos e golpes.

Durante os três dias que durou a detençom perdeu a noçom do tempo. Na última noite fixerom-lhe acreditar que prolongariam a incomunicaçom dous dias mais, mas finalmente nom foi assim.

Durante os três dias de detençom incomunicada permitirom-lhe ao seu médico de confiança que entrara a vê-lo.

03/10/2014

L.R. parelha de R.A. atopava-se na casa deste quando vários membros da Guardia Civil irrompem no quarto e a ponta de pistola berram-lhe que se deite no chao e exigim-lhe “No nos mires!” .

Fecham-na  num quarto com um agente que a obriga a estar de pé contra a parede e afirma-lhe que ela também  está detida baixo Lei Anti-terrorista e que a vam levar a Madrid. Ela nem estava detida nem havia cargos contra a sua pessoa, simplesmente procuravam o medo e como um sistema mais de ameaça contra R.A.

26/11/2014

J.C.S. é detido na cidade da Corunha por membros da Guardia Civil numha operaçom na que também som detidos J.M.O. em  Madrid e A.C. em Logronho baixo a acusaçom de “enaltecemento do terrorismo” por umha palestra na localidade de Laudio (Euskal Herria), na que se falou do movemento obreiro e a sua trajetória desde a instauraçom do fascismo até a actualidade, e das/os presas/os políticas/os desde o fascismo até hoje.

A detençom produz-se sobre as dez da manhá, numha avenida, quando ao sair da casa da sua mae dirige-se ao bairro de Elvinha para participar na resistência civil contra um despejo.

No operativo participam uns 20 membros da Guardia Civil, ums à paisana e encarapuçados e outros de uniforme, que cortam a avenida. Achegam-se por detrás a J.C.S. berrando-lhe que nom se mova e tiram-no ao chao com violência, mancam-no nas costas. Algemam-no no chao e metem-no num carro que o leva ao hospital onde lhe dim os motivos da sua detençom e que o deslocarám a Madrid para passar a disposiçom da Audiência Nacional.

O trajeto a Madrid fai-no encarapuçado e algemado.

O trato no quartel foi correto, mas somentes se o compara com as outras duas detençons das que fora objeto no ano 85 e no ano 90, onde golpes e tortura fôrom constantes durante os dias que permaneceu detido.

Ao dia seguinte passam aos três detidos na operaçom a disposiçom judicial na A.N., que os pom em liberdade com cargos tendo que ir assinar ao Julgado de Guárdia os 1 e 15 de cada mês.

 

CARGAS POLICIAIS, MAUS TRATOS NA VIA PÚBLICA

20/02/201454cea668e61d4.r_1423232981770.0-9-600-318

A manifestaçom convocada polas organizaçons estudantis com motivo da jornada de greve no ensino em Vigo remata cumha forte carga policial diante do edifício da Xunta na cidade.

No mesmo dia, em Ourense, agentes da Polícia Nacional requisam bandeiras da Pátria pois “la ley no permite palos en la calle”.

En Ponte-Vedra som detidos quatro menores de idade, por participarem nas manifestaçons da greve estudantil. Som conduzidosà esquadra policial até que vam seus pais a pessonar-se.

Um deles é multado com 7.000 euros por levar petardos no momento da identificaçom.

11/03/2014

Diante do Parlamento Galego manifestam-se os marinheiros do cerco, contra os quais hai umha brutal carga por parte da Polícia Nacional. Batem nos marinheiros, pessoas que se atopam nas proximidades e mesmo à deputada do BNG, M.P., que é agredida e reduzida por vários agentes que lhe propinam porraços numha perna. Namentras ela lhes berra para que deixem de  bater nos manifestantes.

25/08/2014

Durante a visita de Angela Merkel a Compostela membros da polícia anti-distúrbios da Polícia Nacional cortam a via pública proibindo o acesso à Praça do Obradoiro.

Por volta de 300-400 pessoas convocadas por diversos coletivos e organizaçons políticas: BNG, CIG, Colectivo de Despedidos da Citröen, Emigrantes retornados e Plataforma de Afectados polas Preferentes... manifestam-se na Praça da Quintana em contra das medidas da Troika. Sobre as 11:45 tentam levar o protesto até a Praça do Obradoiro mas é-lhes cortado o passo por polícias anti-distúrbios  na Rua Fonseca. Nessa via cargam contra eles a porraços, provocando várias pessoas feridas, o mais grave R.C.S., com umha fenda na cabeça.

Embora nengumha pessoa foi detida nem identificada, meses depois comezam a chegar notificaçons do Julgado a militantes do BNG por supostamente agredirem a um agente com um “objeto punzante” e colher a pistola de outro.  Também chegam notificaçons de multas por infraçons graves.

19/09/2014

Durante o despejo dumha família da parroquia de Arins, Compostela, a polícia anti-distúrbios da Polícia Nacional carga contra ativistas anti-despejos, que se atopavam concentrados diante da casa para evitar que a família fora empurrada fora do seu fogar.

B.G. depois de ser espancado, é algemado no chao e detido. Quatro dos activistas anti-despejos som julgados por desobediência e resistência à autoridade.

27/11/2014

Quince furgóns da polícia anti-distúrbios e agentes municipais participam no despejo de umha família na parróquia corunhesa de Elvinha, provocando retençons de tráfico e levando adiante umha carga policial contra as pessoas que se concentravam diante da vivenda em solidariedade coa familia. A brutal carga remata com umha ativista inconsciente e vários feridos.

 

PRISOM    

tortura2Novembro 2014     

O preso independentista R.R.F. é deslocado à prisom de Villanubla, Valladolid. Desde a sua chegada, ingressa no módulo de isolamento com a escusa de que o centro nom possue dum módulo de primeiro grao (no que ele está classificado quase desde que ingressa em prisom). Nesta cadeia há presos políticos bascos que também estám classificados em primeiro grao e aos que lhes tenhem aplicado o artigo 100.2, polo que estám num módulo de segundo grao fazendo vida de primeiro.

A cadeia mantem a R.R.F. na mais absoluta soidade durante as 24 horas do dia (sem poder ver nem falar com ninguém) quase dous meses, apesar de que o próprio Regulamento Penitenciário prevé um mínimo de companhia para evitar o isolamento social.

03/05/2014

O preso E.G., de 48 anos de idade, morre numha cela de isolamento da cadeia da Lama após ser castigado por atopar-lhe a Direçom da prisom umha carta de um advogado de um coletivo de defesa dos direitos das pessoas presas.           

A morte com violência foi descartada, e as que se baralham como posíveis som o infarto ou a sobredose. O irmao do falecido acusa à cadeia de negligência, pois: “En qualquer dos dous casos, o cárcere seria responsável por negligência. Se foi um infarto, E.G. nom poderia ter recibido ajuda de ninguém por atopar-se em isolamento; no caso de ser sobredose nom hai razom para que umha pessoa isolada poda ter acesso a esa quantidade de drogas”.

Nesta cadeia já se tenhem denunciado incontáveis situaçons de malheiras a presos que tratam de organizar-se em defesa dos seus direitos por parte dos funcionários. Igualmente tem saido à luz que os médicos que atendem na prisom suministram grandes quantidades de fármacos aos internos para vários dias.

 
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