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Setenta e cinco novos agentes policiais passarám a formar parte da unidade da Polícia espanhola adscrita à CAG em 2006. A notícia fazia-se pública antonte trás comprometer-se o ‘Ministerio de Interior’ com a administraçom autonómica a convocar as vagas policiais antes do mês de Julho. A unidade policial que actualmente protege instituiçons e altos cargos da CAG conta com 350 efectivos e 150 menos que os previstos quando foi criada em 1991. Segundo anunciou o departamento de Presidência, Interior e Justiça que preside o ‘vazquista’ Méndez Romeu, o alargamento efectivo do pessoal policial adscrito materializaria-se no próximo verao ou, a mais tardar, a finais de 2006. Os factos venhem satisfazer as demandas de diversas associaçons policiais que o passado Novembro se reuniam com Méndez Romeu para correger o que qualificárom como ‘défice de pessoal’. O titular da conselharia anunciou sem embargo que aguarda que durante 2006 o quadro de pessoal policial adscrito alcanze os 500 efectivos. A ampliaçom do corpo repressivo asignado funcionalmente à CAG poria de manifesto o ‘sucesso’ alcançado pola directora geral de Interior e promotora da criaçom dumha Polícia autónómica no território da Galiza administrativa Isabel Durántez. Fontes da administraçom autonómica assegurárom que 2009 será o ano em que saia às ruas a nova Polícia Autonómica cuja primeira promoçom ser formará na Academia de Segurança da Estrada a partir de 2007. Precisamente foi Luis Garcia Mañá, chefe superior da Polícia espanhola na CAG, quem a respeito deste projecto do bipartido PSOE-BNG assegurava ontem sentir “expectaçom e curiosidade e nada mais”, umha vez que se trataria dum “projecto político” e García Mañá definiu-se como “um técnico”. As declaraçons do máximo responsável da Polícia espanhola publicam-se 24 horas antes da posta em andamento do dispositivo que suporá o submetimento de determinados colégios e liceus da CAG qualificados como ‘zonas de risco’ a operativos de vigiláncia policial.
 
O nosso País nom fica à margem da extensom do controlo e a vigiláncia policiais que, devagar e sem protestos significativos, se imponhem sobre os mais diversos aspectos da vida comunitária em toda a UE e, particularmente, sobre a mocidade. Denunciavamos a semana passada a policializaçom de colégios e liceus da CAG. Agora, segundo o plano previsto, o ‘tempo livre’ da juventude e os espaços em que este se mercantiliza som os seguintes alvos para a vigiláncia. ‘Conflitividade’, ‘violência’, ‘descenso da idade meia no início do consumo de álcool’, ‘insuficiência dos corpos policiais existentes e necessidade do seu reforçamento’, ‘vandalismo juvenil’, etc. som alguns dos magnificados e recorrentes leit motivs lançados contra a opiniom pública e que servirám como coarctada para lograr o objectivo procurado: acrescentar o controlo policial sobre a juventude galega e impor os corpos repressivos espanhóis como reguladores da sua vida social. Colaboraçom mediática O rotativo corunhês ‘La Voz de Galicia’ recolhe na sua ediçom de hoje umha ampla reportagem na que condensa os citados ‘argumentos’ e anuncia a determinaçom da Polícia espanhola de impor “mais vigiláncia nas áreas de ócio”, aplicando o guiom de policializaçom da vida comunitária e alineando diferentes sectores sociais detrás da iniciativa policial. Segundo o diário do ‘Grupo Voz’, que magnifica determinados incidentes menores, “o problema (sic) é maior nas vilas pequenos”. La Voz de Galicia, com 105.000 exemplares vendidos cada dia na CAG, ergue-se em vozeiro do ‘Ministerio de Interior’ e chama a umha maior presença policial nestas vilas e nos principais núcleos urbanos do País.
 
Recevemos nova postagem do patriota galego Ugio Caamanho desde o centro penitenciário de Navalcarnero (Madrid). 12/12/2005, Segunda-feira. Estou lendo umha colecçom de textos do Partido dos Panteras Negras, um movimento realmente interessante, como em geral todo o dos negros norteamericanos. Este partido, nacionalista e marxista, foi golpeado duríssimamente polo Estado com todos os meios, incluídos os mais sujos. O seu “Chairman”, Bobby Seale, caiu preso acusado da morte dum confidente, e desde o cárcere escreveu umha data de textos para os seus companheiros, para a comunidade negra e para o mundo em geral (também para mim e para nós, naturalmente), com umha claridade, umha energia e umha lucidez que me assombram. Como sou incapaz de escrever algo semelhante com a minha mao, traduzo (o melhor que podo) um trecho seu: “Se simplesmente começássemos a compreender a necessidade de nom sermos ferramentas do agressor fascista! (...) Vós sabei-lo, companheiros. Até o último de vós o sabe. Vós vides do bairro, irmaos negros, e conheço-vos. Conhecedes-me tam bem como vos conheço eu. Muitas vezes dividimo-nos em grupos para luitar e seguir avante. Alguns de vós talvez estejais a fumar porros, bebendo, tratando de fazer-vos com algumha roupa limpa e perseguindo as irmás por aí. Nom sodes diferentes de outros irmaos; só que nós politizámo-nos. Simplesmente politizámo-nos. Figérom-nos presos políticos porque nos levantamos contra a clase dominante fascista, contra esses fascistas, porcos racistas, que ocupam as nossas comunidades como umhas tropas estrangeiras ocupam território. Somos o mesmo, só que estamos em dous sítios diferentes.” 16/12/2005, Sexta-feira. É interessante que o Barça se pronuncie a favor do Estatut. É interessante também a crítica que suscita: o futebol nom deve misturar-se com a política, os desportistas nom devem meter-se nos assuntos dos políticos. O mesmo argumento que nos lançaram alguns quando a LOU, e tantas outras vezes: nom politizeis o movimento estudantil. Mesmo dentro do independentismo se nos dixo (igual até eu próprio o tenho dito, vai tu saber), esse é um tema para a organizaçom política, nom podeis entrometer-vos vós (vós: organizaçom juvenil, associaçom cultural, ou o que for). Em resumo: “a política é cousa dos políticos.” Neste sentido acertárom outros muito melhor e muito antes que nós; por exemplo os da Casa Encantada, que sem descuidar o seu projecto principal (sociocultural e de bairro), nunca olvidam a sua condiçom de cidadaos e portanto os direitos e deveres políticos (ou “antipolíticos”, melhor dito). Assim que quando cumpre, por umha crise ecológica ou um caso de corrupçom ou guerra, simplesmente juntam-se e organizam cousas, sem sequer preocupar-se polo fetichismo das siglas: fam, isso é todo e ademais basta. É pura saúde democrática: a gente participa naturalmente na vida social. Também as organizaçons, tenham a funçom principal que tenham. Pergunto-me se ainda hoje haveria reticências a violar esses cânones da política oficial; se umha associaçom cultural reintegracionista entenderá como lógico fazer umha campanha contra o PGOU, ou a favor do transporte público e contra o carro, ou pola autodeterminaçom. Ou se a contrário pensará que isso “é cousa da organizaçom política”, como se ainda a houver e, ainda se assim for, como se alguém pudesse desertar dos seus compromissos colectivos. Suspeito que cada dia existem menos preconceitos e menos fetichismos neste tema; oxalá nom me equivoque, porque um começa por delegar a acçom política no “partido”, depois encomenda a criaçom cultural aos “intelectuais e artistas”, prossegue confiando a luita laboral aos sindicatos, e acaba por deixar a segurança e autodefesa em maos da polícia (ou do seu reverso popular, que no nosso caso nom existe e ademais nom pode desculpar a ninguém de levar a sério essa fasquia da vida social).
 
Segundo anunciou antonte o ‘Jefe Superior de Policía de Galicia’, Luis Manuel Garcia Mañá, 300 efectivos da Polícia espanhola despregarám-se a partir de 10 de Janeiro no contorno de escolas, licéus e colégios definidos como ‘zonas de risco’ quanto ao acesso de nen@s e jovens a drogas ilegalizadas. A iniciativa é a plasmaçom no nosso País do desenho de policializaçom dos centros de ensino implementado desde Madrid. Mais de 400 centros educativos de menores de idade som alvo dumha iniciativa que, mediática e socialmente, se justifica no progressivo descenso da idade de iniciaçom no consumo de substáncias psicoactivas nom legalizadas por parte d@s nen@s e moç@s galeg@s. Os efectivos de vigiláncia derivarám-se de unidades de investigaçom de estupefacientes, esquadras de distrito e brigadas de Segurança Cidadá. Aliás, “vam-se ver unidades de guias caninos em determinados centros, verám-se também mais agentes uniformados próximos de determinados centros, mas nom se verám outros que trabalharám à paisana”, assegurou anteonte Garcia Mañá. O mando policial nom detalhou que centros som considerados ‘zonas de risco’. No entanto, a ‘Delegación del Gobierno’ está a determinar este extremo através da elaboraçom dum ‘Mapa de Pontos de Risco’. Embora os efectivos oficialmente despregados som numericamente insuficientes para o controlo policial dos centros educativos objecto da medida de Interior, García Mañá anunciou que o corpo repressivo espanhol deve ser reforçado com um alargamento dos seus quadros de pessoal. Por outra parte, a iniciativa policial está-se a aplicar ainda experimentalmente. O ‘Plan Estratégico de Respuesta Policial’ para os centros de ensino anunciado o dia 3 polo ministro espanhol de 'Interior' José Antonio Alonso nom inclue até o momento a realizaçom obrigatória de provas de saliva a nen@s e jovens para detectar eventuais consumos de drogas ilegais –prática iniciada no Estado británico-, mas reforça o controlo policial e a pressom da ideologia da Segurança Cidadá sobre a mocidade galega, empregando como coarctada umha problemática cuja abordagem e superaçom é inviável de umha óptica repressiva. A própria presidenta da Confederaçom de Maes e Pais de Alun@s de Colégios Públicos da Galiza, Olga Patinho, qualificava anteonte o plano policial de “plano fachada” porquanto, segundo Patinho, “nom se trata de isolar o jovem, mas formá-lo”.
 
O semanário autonomista A Nosa Terra publicita no seu último número a obra ‘Couto Mixto. Unha república esquecida’, redigida por Luís Manuel García Mañá, ilustrada com fotografias de Xurxo Lobato e editada por Xerais. Segundo ANT, o livro constitue “umha radiografia exacta e documentadíssima do Couto Mixto”. O facto nom seria noticiável neste web de nom ser porque o autor do livro é um dos máximos responsáveis da repressom na Galiza: o ‘Jefe Superior de Policía’, que esta semana anunciava o despregamento de agentes nos colégios e liceus do País e o aumento da pressom policial sobre a juventude galega. Embora o facto passará inadvertido para a maioria de leitor@s de ANT umha vez que o semanário nom explica qual a dedicaçom ‘profissional’ do autor e seu nome carecer de releváncia mediática, a colaboraçom editorial de ANT e Xerais com o mando policial nom é politicamente trivial trazendo em conta que a construçom nacional que diz procurar o semanário afim ao BNG contradiz-se com a presença e a funçom social e política que desempenha a Polícia espanhola no nosso chao. O que alguém considerará um detalhe insubstancial delata no entanto umha realidade muito mais grave e profunda que atinge a direcçom política e boa parte do corpo militante e eleitoral do nacionalismo estatutista: a capitulaçom em aspectos elementares e irrenunciáveis da luita nacional galega, como a negativa a qualquer colaboraçom com a repressom espanhola e os seus agentes, a denúncia da mesma e o nom reconhecimento político dos corpos que a praticam. infelizmente, a posiçom de ANT nom é um facto isolado. Governos municipais do BNG ou co-participados polo Bloco oferecem terrenos para a construçom de quartéis da ‘Guardia Civil’ ou assistem a homenagens institucionais aos corpos repressivos; cargos locais nacionalistas apoiam e/ou aplicam via Conselhos Locais de Segurança políticas de controlo, vigiláncia e repressom que emanam da ‘Delegación del Gobierno’ polas que centenas de galeg@s som processad@s e sancionad@s cada ano; aposta-se na criaçom dum corpo repressivo na CAG que releve os actuais nas suas funçons; promove-se na base social nacionalista a coexistência acrítica com quem exercem a repressom e chega-se ao grau de considerar ‘trabalhador’ quem ganhar um salário praticando a vigiláncia e a repressom (carcereiros, polícias, guardas privados, soldados profissionais, etc.). Desde Ceivar denunciamos e denunciaremos estes posicionamentos e atitudes e exigimos umha mínima coerência a quem dizem participar da luita pola liberdade da Galiza e defender as liberdades e direitos individuais d@s galeg@s.
 
O próximo dia 5 de Janeiro quinta-feira a coordenadora de associaçons contra a tortura e os maus tratos Comissom de Denúncia da Galiza convoca em Ourense umha concentraçom. O objecto da mesma é denunciar a existência e métodos empregados polos cárceres de menores. A título orientativo sobre a realidade destes centros de reclusom, a Comissom aponta a utilizaçom de psicofármacos de contençom com menores de idade, umha 'educaçom' fundamentada na terápia condutista prémio-castigo ou o emprego intensivo e extensivo de regimes de isolamento e violência física sobre as nenas e nenos recluidos nestes centros dos que na Galiza existem dous em funcionamento e um terceiro em projecto. A cita é para as 17:00 horas da tarde na Ponte Romana de Ourense junto ao bairro da Ponte. Desde Ceivar chamamos todas as pessoas defensoras da liberdades democráticas e contrárias à repressom estatal a reforçar com a sua presença o protesto da Comissom.
 
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