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Segundo o Dicionário Electrónico Estravis, ‘extorquir’ significa obter por meio de violência ou ameaça, tirar à força, roubar. O agente da Polícia municipal de Cela Nova Fernando Mouriño Villar vem de ser acusado pola Fiscalia de Ourense de fazer o próprio com o anciao José Dorado, colocando-lhe umha pistola na têmporas para fazer-se com a propriedade dum terreno deste por meio da força. Segundo informaçons recolhidas em jornais ourensanos, o ministério fiscal demanda da Audiência Provincial ourensana umha condenaçom para o cabo da Polícia local celanovesa. A juíza do Julgado do Penal nº 1 que processou o agente policial vem de absolvé-lo da comissom dum delito de extorsom, embora considerou provado o facto de que Mouriño Villar pujo a sua pistola na cabeça do denunciante para que assinasse um documento polo que ele seria proprietário do citado terreno. A fiscal do caso denuncia que a juíza fijo umha “valorizaçom incorrecta da prova” e que omitiu parte das declaraçons do vizinho agredido. Aliás, aponta que Fernando Mouriño nom mercou apenas a finca Figueiredo, mas estava interessado em fazer-se com a finca Outeirinho apesar de José Dorado nom estar disposto a vende-la. Contodo, a sentença agora recorrida descarta a existência de extorsom apesar das evidências em contra do agente Mouriño porque “falta a existência de negócio jurídico e vantagem patrimonial”. Assinou um documento em branco com o polícia apontando na cabeça Embora, a fiscal do caso entende que assinar um documento em branco sob ameaça de morte e com efeitos reais no tránsito jurídico encaixa à perfeiçom no delito de extorsom. Frente à denúncia de adquirir pola força a propriedade alheia, o agente policial argüiu nom ter interesse na mesma, mas a fiscalia retrucou que Mouriño chamara dous funcionários de Política Territorial para consultar dados sobre o terreno. A petiçom é de 3 anos de cárcere para o polícia, 3 anos de distanciamento de José Dorado e o pagamento de 30.000 euros em conceito de indenizaçom. O processo judicial de que está a ser objecto o polícia celanovês, com independência de como se resolva finalmente o seu caso, deixa bem às claras o tratamento diferencial aplicado pola Justiça espanhola segundo quais as pessoas sentadas na bancada dos acusados. A posta em liberdade dum agente policial trás demonstrar-se e reconhecer-se a veracidade dos factos assinalados evidencia novamente –como no caso dos polícias locais de Vigo, absolvidos polo Conselho de Ministros trás malhar e lesionar o trabalhador senegalês Mamadou Kane- a vigência da impunidade policial na Galiza.
 
Um companheiro do organismo anti-repressivo deslocou-se o passado dia 3 de Janeiro até Barcelona para participar numha charla sobre a repressom na Galiza organizada polo Ateneu Popular Independentista La Torna. Quarenta pessoas assistírom a um acto no que se debulhou a ‘Operación Castiñeira’, a situaçom d@s pres@s independentistas galeg@s e o contexto repressivo geral que se vive no País. A charla oferecida no ateneu do bairro de Gràcia foi apresentada por umha activista do organismo anti-repressivo catalám Resgat. Igualmente, os jornais Llibertat e L´Accent –umha publicaçom quinzenal de distribuiçom gratuita da que se editam 5000 exemplares nos Països Catalans- publicárom, respectivamente, um artigo redigido pola nossa associaçom e umha entrevista ao companheiro deslocado ao Principat para expor a realidade repressiva da Galiza.
 
O vindouro sábado 21 de Janeiro Ceivar organizará na Corunha um concerto contra a repressom, o primeiro dumha série que em 2006 esperamos realizar em diversas comarcas da Galiza. O concerto celebrará-se a partir das 22:00 horas na Sala Inox (Beiramar, 44) e participarám os grupos Mossin Nagant –punk gazteiztarra- e Mencer Vermelho –rock proletário ferrolano-. As entradas para o concerto venderám-se a partir de amanhá no centro social Atreu (Sam José, 12) e no Bar Faluya (Orçám, 75). Os preços do bilhete som de 6€ se se compram com antelaçom nestes locais e de 8€ os vendidos o dia 21 na bilheteira da Sala Inox. Desde Ceivar animamos a assistir a esta actividade lúdica e informamos que a totalidade dos fundos recadados das entradas destinarám-se a potencializar o trabalho anti-repressivo num momento em que este se fai mais necessário do que nunca.
 
O rotativo corunhês La Voz de Galicia está a desenvolver umha campanha de adoutrinamento da opiniom pública a favor da criminalizaçom da juventude galega e a intervençom do elemento repressivo como rectificador de comportamentos ‘desviados’ e ‘incívicos’. Se o diário arroupava recentemente o despregamento policial nos colégios e liceus da CAG, destina na sua ediçom de hoje umha ampla reportagem ao ‘vandalismo juvenil’, a ‘carência de valores’ da juventude galega e a ‘falta de disciplina nas escolas e famílias’. A reportagem assinada por Alberto Magro incide sem reconhecé-lo em argumentos tipo da direita reaccionária a nível europeu e sugire o aumento da repressom, a vigiláncia e a colaboraçom da cidadania com a polícia como estratégias resolutivas do ‘problema’. Assim, Magro agita as cifras do chamado vandalismo juvenil, os custos da reposiçom de mobiliário urbano, a insuficiência do controlo policial e uns magnificados ‘actos anti-sociais’ que afectam os núcleos urbanos do País relativamente à juventude e a ‘movida nocturna’. Como exemplos das expeditivas vias de soluçom à problemática que constrói e socializa mediaticamente o diário corunhês, o jornalista apresenta a Toleráncia Zero aplicada por Giuliani em Nova Iorque nos noventa com um custo máximo para os direitos civis d@s neoiorquin@s, o recurte generalizado de liberdades que aplica Tony Blair no Reino Unido e a política municipal parisina. Modelos todos nos que a liberdade de expressom, o exercício da dissidência política e ideológica e os direitos públicos fundamentais pagam a factura de dispor de ‘cidades limpas e ordenadas’. Construir umha realidade virtual atravês da manipulaçom mediática Objectivamente, o rotativo alinea-se com os projectos do Ministério de Interior e a Delegaçom do Governo na CAG, estrategicamente tendentes a acrescentar o controlo policial sobre umha cidadania galega atomizada, encorsetar a vida social em normativas de carácter mais do que duvidoso do ponto de vista democrático e ‘normalizar os comportamentos desviados’ segundo o critério dominante. Curiosamente, La Voz parece preocupar-se mais polo estado das papeleiras e contentores de lixo da CAG do que pola integridade física das pessoas num País onde em 2005 morriam 93 pessoas nos seus postos de trabalho por culpa da dessídia patronal e institucional. Nom surpreende, portanto, que os modelos do diário sejam a Toleráncia Zero da polícia neoiorquina -saldada com dezenas de mortos nos bairros pretos e pobres e persecuçom d@s antibelicistas, ou as políticas do primeiro ministro británico que, enquanto procura ‘comportamentos cívicos’ e ‘cidades limpas e ordenadas’, comanda um genocídio no Iraque, defende o emprego em chao británico da tortura na ‘luita contra o terrorismo’ ou prorroga sine die os tempos de detençom incomunicada de pessoas detidas sem qualquer acusaçom concreta. Embora resultar irrisório vindo de quem avalam umha classe política corrupta, ocultam a realidade sócio-económica do País, silenciam sistematicamente qualquer resposta social e vendem o sentido das suas informaçons ao melhor postor, apelar à ‘falta de valores’ da mocidade galega e converter esta num problema policial, é umha séria advertência sobre as jos_content medidas repressivas que estám por chegar. Medidas para as que La Voz prepara o terreno e que, no caso da mocidade galega no seu conjunto, suporám criminalizaçom, controlo e repressom mantendo intacto o actual panorama de precariedade laboral maciça, emigraçom, mercantilizaçom do ‘tempo livre’ e impossibilidade de independizaçom familiar. Achegamos ao pe da informaçom a ligaçom com a reportagem de LVG a favor de políticas repressivas contra a juventude galega.
 
A criaçom da Polícia Autonómica nom virá acompanhada da rebaixa no número de guardas civis, segundo assegurou o vice-presidente da Junta da CAG Anxo Quintana o secretário geral da ‘Asociación Unificada de Guardias Civiles’ (Augc) na Galiza, José Díaz Castelo. O vice-presidente autonómico assegurou aliás que nom haveria transferências de agentes e que alguns poderiam seguir como polícias autonómicos. Em palavras do secretário da Augc , Quintana tomou o compromisso de que nom haveria “desterros de guardas civís” a outros lugares do Estado Espanhol e que o BNG se oporia à citada medida. Resulta chamativo que os ‘desterrros’ de pessoas trabalhadoras som denominados polos diferentes governos e o patronato como “mobilidade geográfica e laboral”, e que as mobilizaçons opostas a esta fôrom en múltiplas ocasions reprimidas por quem agora reclama nom mover-se da Galiza. O secretário da Augc também agradeceu Anxo Quintana o apoio do BNG através do Grupo Mixto no Parlamento espanhol às petiçons deste colectivo.
 
A comunicaçom social é umha frente fundamental do nosso trabalho anti-repressivo. Com o intuito de reforçar esta linha de intervençom, o passado mês de Dezembro editamos experimentalmente o número 0 da ‘Cisalha’, um periódico de informaçom trimestral sobre a defesa das liberdades democráticas e a luita contra a repressom. ‘Cisalha’ sairá coincidindo com as estaçons do ano e a sua difusom será gratuita através de locais sociais nacionalistas, mobilizaçons populares e correio postal. Destacamos deste primeiro número do nosso vozeiro o Editorial, focado a impulsionar a linha de trabalho aberta com a manifestaçom nacional do passado 18 de Dezembro, e umha análise de urgência da ‘Operación Castiñeira’. A publicaçom consta nesta ocasiom de duas páginas em formato A3. Podem-se consultar, imprimir e difundir a partir do endereço web que figura ao pé desta informaçom.
 
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