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A comunicaçom social é umha frente fundamental do nosso trabalho anti-repressivo. Com o intuito de reforçar esta linha de intervençom, o passado mês de Dezembro editamos experimentalmente o número 0 da ‘Cisalha’, um periódico de informaçom trimestral sobre a defesa das liberdades democráticas e a luita contra a repressom. ‘Cisalha’ sairá coincidindo com as estaçons do ano e a sua difusom será gratuita através de locais sociais nacionalistas, mobilizaçons populares e correio postal. Destacamos deste primeiro número do nosso vozeiro o Editorial, focado a impulsionar a linha de trabalho aberta com a manifestaçom nacional do passado 18 de Dezembro, e umha análise de urgência da ‘Operación Castiñeira’. A publicaçom consta nesta ocasiom de duas páginas em formato A3. Podem-se consultar, imprimir e difundir a partir do endereço web que figura ao pé desta informaçom.
 
A imposiçom de medidas de carácter punitivo e policial e para abordar problemáticas que dificilmente tenhem umha soluçom repressiva está à ordem do dia e extende-se a todas as esferas da vida social, fazendo onipresente a vigiláncia. Neste sentido, o bipartido vem de solicitar a Madrid o alargamento da presença da Guarda Civil nas carreteras da CAG, trás constatar que, com 285 pessoas mortas nas estradas em 2005, Galiza “mantém umha preocupante tendência ascendente que a alonja das cifras estatais”. Reafirmando a visom da sinistralidade viária como “problema de ordem pública”, a conselheira de Política Territorial María José Caride reunia-se ontem com os quatro subdelegados do Governo espanhol na CAG para “controlar a rede viária de forma muito mais intensa”. Caride anunciou aliás que se dirigirá ao representante de Espanha na CAG, Manuel Ameijeiras Vales, para solicitar da Delegaçom do Governo “um esforço maior” e o incremento do número de agentes da Guarda Civil e veículos destinados ao seguimento do tránsito rodado. A dissuassom policial é a receita exclusiva Como é lógico, a alta funcionária nom questionou em nengum momento o modelo de transporte que produz esta sinistralidade e incidiu apenas em medidas sancionatórias. Tampouco se baralham medidas paliativas como a promoçom do transporte público nocturno, o fomento de formas de tempo livre desligadas do emprego do carro individual, etc. Comprova-se portanto que o incremento dos efectivos policiais na Galiza será continuo nos próximos anos, existindo um amplo consenso nos partidos que componhem a administraçom autonómica. A conclusom lógica é que cada vez estaremos mais vigilad@s, mais expost@s a processos repressivos e mais privad@s de direitos.
 
Setenta e cinco novos agentes policiais passarám a formar parte da unidade da Polícia espanhola adscrita à CAG em 2006. A notícia fazia-se pública antonte trás comprometer-se o ‘Ministerio de Interior’ com a administraçom autonómica a convocar as vagas policiais antes do mês de Julho. A unidade policial que actualmente protege instituiçons e altos cargos da CAG conta com 350 efectivos e 150 menos que os previstos quando foi criada em 1991. Segundo anunciou o departamento de Presidência, Interior e Justiça que preside o ‘vazquista’ Méndez Romeu, o alargamento efectivo do pessoal policial adscrito materializaria-se no próximo verao ou, a mais tardar, a finais de 2006. Os factos venhem satisfazer as demandas de diversas associaçons policiais que o passado Novembro se reuniam com Méndez Romeu para correger o que qualificárom como ‘défice de pessoal’. O titular da conselharia anunciou sem embargo que aguarda que durante 2006 o quadro de pessoal policial adscrito alcanze os 500 efectivos. A ampliaçom do corpo repressivo asignado funcionalmente à CAG poria de manifesto o ‘sucesso’ alcançado pola directora geral de Interior e promotora da criaçom dumha Polícia autónómica no território da Galiza administrativa Isabel Durántez. Fontes da administraçom autonómica assegurárom que 2009 será o ano em que saia às ruas a nova Polícia Autonómica cuja primeira promoçom ser formará na Academia de Segurança da Estrada a partir de 2007. Precisamente foi Luis Garcia Mañá, chefe superior da Polícia espanhola na CAG, quem a respeito deste projecto do bipartido PSOE-BNG assegurava ontem sentir “expectaçom e curiosidade e nada mais”, umha vez que se trataria dum “projecto político” e García Mañá definiu-se como “um técnico”. As declaraçons do máximo responsável da Polícia espanhola publicam-se 24 horas antes da posta em andamento do dispositivo que suporá o submetimento de determinados colégios e liceus da CAG qualificados como ‘zonas de risco’ a operativos de vigiláncia policial.
 
O nosso País nom fica à margem da extensom do controlo e a vigiláncia policiais que, devagar e sem protestos significativos, se imponhem sobre os mais diversos aspectos da vida comunitária em toda a UE e, particularmente, sobre a mocidade. Denunciavamos a semana passada a policializaçom de colégios e liceus da CAG. Agora, segundo o plano previsto, o ‘tempo livre’ da juventude e os espaços em que este se mercantiliza som os seguintes alvos para a vigiláncia. ‘Conflitividade’, ‘violência’, ‘descenso da idade meia no início do consumo de álcool’, ‘insuficiência dos corpos policiais existentes e necessidade do seu reforçamento’, ‘vandalismo juvenil’, etc. som alguns dos magnificados e recorrentes leit motivs lançados contra a opiniom pública e que servirám como coarctada para lograr o objectivo procurado: acrescentar o controlo policial sobre a juventude galega e impor os corpos repressivos espanhóis como reguladores da sua vida social. Colaboraçom mediática O rotativo corunhês ‘La Voz de Galicia’ recolhe na sua ediçom de hoje umha ampla reportagem na que condensa os citados ‘argumentos’ e anuncia a determinaçom da Polícia espanhola de impor “mais vigiláncia nas áreas de ócio”, aplicando o guiom de policializaçom da vida comunitária e alineando diferentes sectores sociais detrás da iniciativa policial. Segundo o diário do ‘Grupo Voz’, que magnifica determinados incidentes menores, “o problema (sic) é maior nas vilas pequenos”. La Voz de Galicia, com 105.000 exemplares vendidos cada dia na CAG, ergue-se em vozeiro do ‘Ministerio de Interior’ e chama a umha maior presença policial nestas vilas e nos principais núcleos urbanos do País.
 
Recevemos nova postagem do patriota galego Ugio Caamanho desde o centro penitenciário de Navalcarnero (Madrid). 12/12/2005, Segunda-feira. Estou lendo umha colecçom de textos do Partido dos Panteras Negras, um movimento realmente interessante, como em geral todo o dos negros norteamericanos. Este partido, nacionalista e marxista, foi golpeado duríssimamente polo Estado com todos os meios, incluídos os mais sujos. O seu “Chairman”, Bobby Seale, caiu preso acusado da morte dum confidente, e desde o cárcere escreveu umha data de textos para os seus companheiros, para a comunidade negra e para o mundo em geral (também para mim e para nós, naturalmente), com umha claridade, umha energia e umha lucidez que me assombram. Como sou incapaz de escrever algo semelhante com a minha mao, traduzo (o melhor que podo) um trecho seu: “Se simplesmente começássemos a compreender a necessidade de nom sermos ferramentas do agressor fascista! (...) Vós sabei-lo, companheiros. Até o último de vós o sabe. Vós vides do bairro, irmaos negros, e conheço-vos. Conhecedes-me tam bem como vos conheço eu. Muitas vezes dividimo-nos em grupos para luitar e seguir avante. Alguns de vós talvez estejais a fumar porros, bebendo, tratando de fazer-vos com algumha roupa limpa e perseguindo as irmás por aí. Nom sodes diferentes de outros irmaos; só que nós politizámo-nos. Simplesmente politizámo-nos. Figérom-nos presos políticos porque nos levantamos contra a clase dominante fascista, contra esses fascistas, porcos racistas, que ocupam as nossas comunidades como umhas tropas estrangeiras ocupam território. Somos o mesmo, só que estamos em dous sítios diferentes.” 16/12/2005, Sexta-feira. É interessante que o Barça se pronuncie a favor do Estatut. É interessante também a crítica que suscita: o futebol nom deve misturar-se com a política, os desportistas nom devem meter-se nos assuntos dos políticos. O mesmo argumento que nos lançaram alguns quando a LOU, e tantas outras vezes: nom politizeis o movimento estudantil. Mesmo dentro do independentismo se nos dixo (igual até eu próprio o tenho dito, vai tu saber), esse é um tema para a organizaçom política, nom podeis entrometer-vos vós (vós: organizaçom juvenil, associaçom cultural, ou o que for). Em resumo: “a política é cousa dos políticos.” Neste sentido acertárom outros muito melhor e muito antes que nós; por exemplo os da Casa Encantada, que sem descuidar o seu projecto principal (sociocultural e de bairro), nunca olvidam a sua condiçom de cidadaos e portanto os direitos e deveres políticos (ou “antipolíticos”, melhor dito). Assim que quando cumpre, por umha crise ecológica ou um caso de corrupçom ou guerra, simplesmente juntam-se e organizam cousas, sem sequer preocupar-se polo fetichismo das siglas: fam, isso é todo e ademais basta. É pura saúde democrática: a gente participa naturalmente na vida social. Também as organizaçons, tenham a funçom principal que tenham. Pergunto-me se ainda hoje haveria reticências a violar esses cânones da política oficial; se umha associaçom cultural reintegracionista entenderá como lógico fazer umha campanha contra o PGOU, ou a favor do transporte público e contra o carro, ou pola autodeterminaçom. Ou se a contrário pensará que isso “é cousa da organizaçom política”, como se ainda a houver e, ainda se assim for, como se alguém pudesse desertar dos seus compromissos colectivos. Suspeito que cada dia existem menos preconceitos e menos fetichismos neste tema; oxalá nom me equivoque, porque um começa por delegar a acçom política no “partido”, depois encomenda a criaçom cultural aos “intelectuais e artistas”, prossegue confiando a luita laboral aos sindicatos, e acaba por deixar a segurança e autodefesa em maos da polícia (ou do seu reverso popular, que no nosso caso nom existe e ademais nom pode desculpar a ninguém de levar a sério essa fasquia da vida social).
 
Segundo anunciou antonte o ‘Jefe Superior de Policía de Galicia’, Luis Manuel Garcia Mañá, 300 efectivos da Polícia espanhola despregarám-se a partir de 10 de Janeiro no contorno de escolas, licéus e colégios definidos como ‘zonas de risco’ quanto ao acesso de nen@s e jovens a drogas ilegalizadas. A iniciativa é a plasmaçom no nosso País do desenho de policializaçom dos centros de ensino implementado desde Madrid. Mais de 400 centros educativos de menores de idade som alvo dumha iniciativa que, mediática e socialmente, se justifica no progressivo descenso da idade de iniciaçom no consumo de substáncias psicoactivas nom legalizadas por parte d@s nen@s e moç@s galeg@s. Os efectivos de vigiláncia derivarám-se de unidades de investigaçom de estupefacientes, esquadras de distrito e brigadas de Segurança Cidadá. Aliás, “vam-se ver unidades de guias caninos em determinados centros, verám-se também mais agentes uniformados próximos de determinados centros, mas nom se verám outros que trabalharám à paisana”, assegurou anteonte Garcia Mañá. O mando policial nom detalhou que centros som considerados ‘zonas de risco’. No entanto, a ‘Delegación del Gobierno’ está a determinar este extremo através da elaboraçom dum ‘Mapa de Pontos de Risco’. Embora os efectivos oficialmente despregados som numericamente insuficientes para o controlo policial dos centros educativos objecto da medida de Interior, García Mañá anunciou que o corpo repressivo espanhol deve ser reforçado com um alargamento dos seus quadros de pessoal. Por outra parte, a iniciativa policial está-se a aplicar ainda experimentalmente. O ‘Plan Estratégico de Respuesta Policial’ para os centros de ensino anunciado o dia 3 polo ministro espanhol de 'Interior' José Antonio Alonso nom inclue até o momento a realizaçom obrigatória de provas de saliva a nen@s e jovens para detectar eventuais consumos de drogas ilegais –prática iniciada no Estado británico-, mas reforça o controlo policial e a pressom da ideologia da Segurança Cidadá sobre a mocidade galega, empregando como coarctada umha problemática cuja abordagem e superaçom é inviável de umha óptica repressiva. A própria presidenta da Confederaçom de Maes e Pais de Alun@s de Colégios Públicos da Galiza, Olga Patinho, qualificava anteonte o plano policial de “plano fachada” porquanto, segundo Patinho, “nom se trata de isolar o jovem, mas formá-lo”.
 
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