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O acidente sofrido o passado sábado polo jovem E. V. D. continua servindo como carnaça para jornalistas e empresas sem escrúpulos como El Correo Gallego e La Voz de Galicia. A ediçom de hoje do jornal vinculado ao Partido Popular obsequia os seus leitor@s com umha ‘informaçom’ na que se anuncia que o sinistro de que foi objecto o moço galego é parte dum “escalamento da violência” por parte do MLNG. A intoxicaçom recaba a palavra do regedor local Xosé Sánchez Bugallo para assegurar que “devemos acender todas as luzes de alarme” e anunciar que “nom se pode ser tolerante com a AMI” apesar de E. V. D. nom ter nada a ver com esta organizaçom juvenil. A colecçom de falsidades que hoje serve o diário ultradireitista anuncia um imaginário “temor a que grupos radicais galegos ‘invistam’ em armas” derivado do acidente sofrido polo moço E. V. D. El Correo Gallego apresenta como ‘provas’ destas acusaçons a apresentaçom de E. V. D. como candidato às eleiçons europeias numha candidatura independentista, a realizaçom de pintadas por parte do jovem e a participaçom em manifestaçons, criminalizando a actividade política legal desenvolvida polo moço de Angrois. Vinculam o acidente com a prática da violência política Aliás, El Correo Gallego minte ao assegurar que o moço acidentado é “um membro habitual da AMI” e vincula gratuitamente o sinistro de que foi objecto com o ataque realizado contra umha sucursal de Caixa Galicia o passado 23 de Julho em Compostela. O alcalde compostelano Xosé Sánchez Bugallo, ex militante do MCG conhecido como ‘O Nitro', achega as suas declaraçons para dar peso institucional à manipulaçom do diário de Feliciano Barrera. Assim, Bugallo afirma que o acidente “já se via vir” (!?). Enquanto, a própria Polícia espanhola nom tem realizado qualquer acusaçom formal contra o jovem. O presente episódio criminalizador de pessoas, ideias e siglas às que nem sequer se respeita a presunçom de inocência e sobre as que se vertem todo tipo de acusaçons é umha boa prova da categoria política e moral das empresas e profissionais da informaçom que avondam na Galiza e escrevem ao ditado de qualquer esquadra policial. Pola nossa parte, denunciar novamente a intoxicaçom contra o independentismo e responsabilizar os meios das consequências laborais, sociais e familiares que esta campanha tiver sobre o jovem galego ao que os citados diários decidírom por no seu ponto de mira para lançar umha intoxicaçom que, provavelmente, derivará em novos ataques repressivos. Achegamos a ligaçom ao exemplo paradigmático de manipulaçom publicado hoje por El Correo Gallego com a colaboraçom de Sánchez Bugallo (PSOE).
 
Referidas à segunda quinzena do mês de Dezembro de 2005, as últimas postagens do preso galego no centro penitenciário de Navalcarnero (Madrid) vincam nalguns aspectos irracionais da vida carcerária e a pressom a que estám submetidas todas as formas de comunicaçom das presas e presos com o mundo exterior. Apontamos também que o endereço web http://www.com-os-pes-na-terra.blogspot.com/ recolhe todas as postagens de Giana Rodrigues e Ugio Caamanho publicadas até ao momento. Trata-se ainda dum sítio web em provas com o que em breves estabeleceremos umha ligaçom directa desde a página de início do nosso portal. 19.12.05 Segunda-feira Estava visto que nom podia durar. Por um descuido ou por preguiça, os carcereiros nom me limitaram as cartas que podo enviar. Giana e todas as políticas de Brieva nom tenhem autorizada mais que duas semanais; os bascos daqui nom podem ultrapassar as quatro. Desde que cheguei, estava enviando umha meia de dez semanais, os carcereiros nom diziam nada e as cartas chegavam, mas estava claro que a cousa nom se sostinha. Acaba de vir um porco (nom sei quem era, o SS talvez) para notificar-mo: desde já, o limite é de quatro, assine aqui por favor, Eu nom assino nada, Você verá, E com os postais de Nadal nom vam fazer excepçom?, Você nom assina e nós nom fazemos excepçom. Ou seja que se assina sim permitiriam enviar mais postais? Sorri e confessa Pois nom. Umha faena, a verdade. Dos postais podo esquecer-me porque enviar um a cada pessoa a que me escrevo deixaria-me meses sem correio de verdade, e as últimas chegariam já em primavera. Enfim, desculpas a todos, por isso e pola demora acrescentada que desde agora terá a minha correspondência. Ah, os motivos! Igual a alguém lhe interessa conhecer a causa desta restriçom, alguém que ainda nom saiba que aqui dentro abolírom o principio de causalidade. Pois bem, o que dim os porcos é que se vem obrigados a privar-nos mais ainda da nossa comunicaçom com os familiares e amigos (mais que com a gravaçom e fotocopiado, mais que com o afastamento a seis centos quilómetros, mais que com a limitaçom a dez amigos para as visitas...) nom por motivos de segurança como costumam replicar. Nom: porque o trabalho de enviar por fax à polícia as nossas cartas é demasiado fatigoso para o porco que se ocupa desses mesteres, nom sei se por gosto ou por sorteio. E como cumpre velar pola saúde laboral, o resultado é que nos proíbem as cartas número 5,6,7... E ainda querem que assinemos. Acabo de decidir que sobram argumentos para imitar aos Panteras Negras e começar a denominar “porcos” aos energúmenos estes. 21.12.05 Quarta-feira Estes dias que ando muito zangado com os porcos chegou-me às maos umha citaçom que leva percorridos muitos quilômetros, e os que restam. “Todo preso político debe agradecer a sus carceleros que le confirmen, en los hechos y sobre su persona, la validez de sus convicciones, la razón de sus pasos”. Escreveu-no Mario Benedetti, nom sei quando nem onde. Tampouco sei quando nem porque meio chegou ao conhecimento de Rafa, um preso anarquista (nom sei onde o tenhem, nunca o conhecim) ao que puteárom imenso nos últimos meses e que se mantivo firme e digno. Das suas maos chegou às de Joaquín, um outro anarquista preso cá em Navalcarnero, que à sua vez conhece bem a que se refire Benedetti; e de Joaquín véu dar às minhas, numha carta que me enviou há pouco. O percurso dessas palavras continua depois de mim, de preso em preso, de mao em mao, como o bastom dumha corrida de relevos demoradíssima que nom há de concluir mentres existam presos políticos. Muitos quilómetros tem ainda por diante, muitas cadeias por visitar e muitos revolucionários por animar, vai tu saber por quantas décadas mais ainda. 23.12.05, Sexta-feira Hoje, cinqüenta dias, dezaoito euros com cinqüenta cêntimos e sei lá quantas dioptrias depois, conseguim o meu flexo. E agora que encerro esse capítulo, inaugurei um novo sobre a recém-iniciada batalha, por exemplo, à procura dos “clips”? Nom: dou por explicada a maneira como as cousas acontecem cá dentro, e desde aí que cadaquém imagine todas estensons possíveis, sem medo de chegar ao absurdo.
 
Instituiçons Penitenciárias conhece a importáncia que para as presas e presos políticos, e para as pessoas presas em geral, tem a comunicaçom com a realidade que se move além dos muros dos centros de reclusom e aplica aqui umha parte essencial da sua política de restriçons e repressom. Visitas semanais, vises, correio e chamadas telefónicas som os meios para efectivar a sua chantagem. @s pres@s galeg@s Ugio Caamanho e Giana Rodrigues estám a conhecer de perto esta política institucional de isolamento. Recluida e recluido ilegalmente a centos de quilómetros da Galiza, contravindo as mais elementares normativas espanholas e internacionais a respeito dos direitos das pessoas presas, @s 2 independentistas galeg@s nom apenas se encontram deportad@s e dispersad@s fora do seu País, mas enfrentando importantes restriçons na comunicaçom exterior comuns a outros presos e presas políticas. Assim, a possibilidade de escrever ao exterior tem-se reduzido a duas cartas semanais no caso da companheira Giana Rodrigues e a quatro no de Ugio Caamanho. Aliás, queremos denunciar a gravaçom da totalidade das visitas semanais de 45 minutos realizadas em loqutório e a perda de qualquer confidencialidade nestes encontros com familiares, amig@s e companheir@s; os ínfimos tempos de comunicaçom telefónica (3 ou 4 minutos de comunicaçom em cinco chamadas semanais); a reduçom a dez pessoas da listagem de visitas que podem aceder a comunicaçons cada trimestre, etc. Todos os aspectos citados som ‘legais’ no Estado de Direito que diz ser Espanha e vincam num único objectivo: isolar, incomunicar e desligar @s pres@s independentistas da realidade sócio-política da que procedem e à que responde a sua luita, impondo um castigo engadido à permanência em prisom e a deportaçom fora da Galiza. Por parte do nosso organismo, além de denunciar esta situaçom que converte em papel molhado os mais elementares direitos humanos, queremos fazer um novo chamado ao contorno social e político d@s patriotas pres@s para solicitar o vosso compromisso activo e firme no pulso colectivo que todas e todos devemos botar à repressom exercida sobre Giana Rodrigues e Ugio Caamanho, escrevendo regularmente às prisons, colaborando economicamente com o trabalho anti-repressivo, visitando @s pres@s nos cárceres e participando das iniciativas presentes e futuras que tenham por objectivo a melhora das condiçons de vida d@s pres@s enquanto permanezam sequestrad@s polo Estado espanhol e a reivindicaçom da sua liberdade. Xiana Rodriguez Gomez Centro Penitenciário de Ávila Carretera de Vicolozano 05194-Brieva (Ávila) Espanha Uxio Caamaño Santiso Centro Penitenciario Madrid IV-Navalcarnero Carretera N-V. Kilómetro 27.7 28600- Navalcarnero (Madrid) Espanha
 
Trás a luita desenvolvida no seu dia por parte de associaçons e entidades independentistas contra a presença de câmaras policiais nas ruas da capital galega e o ‘esquecimento’ da problemática, o Movimento polos Direitos Cívicos (MpDC) vem de iniciar o passado 10 de Janeiro um processo contencioso para a retirada das videocâmaras colocadas polo governo municipal PSOE-BNG na Zona Velha de Compostela. A entidade entende que a proliferaçom de vídeo-vigiláncia incumpre o ‘princípio de proporcionalidade’ necessário para proceder à sua instalaçom e exigido pola Lei Orgánica 4/1997 de regulamentaçom de câmaras nos espaços públicos. Argumenta o MpDC na petiçom entregue no Registo Geral do município compostelano que “a utilizaçom de videocámaras está presidida polo princípio de proporcionalidade, na sua dupla versom de idoneidade e intervençom mínima. A idoneidade determina que só se podem empregar videocámaras se resulta ajeitado, numha situaçom concreta, para a mantença da segurança cidadá". O Movimento polos Direitos Cívicos assegura, aliás, que a lei que adopta como marco referencial válido aponta que a colocaçom de câmaras em espaços públicos “exige a ponderaçom, em todo o caso, entre a finalidade pretendida e a possível afectaçom polo uso das videocâmaras do direito à hora, à própria imagem e à intimidade das pessoas”. Por último, limita a reivindicaçom ao casco histórico porque, segundo o MpDC, “nom estám a evitar nem delitos nem infracçons graves e sim que estám a atentar contra direitos fundamentais das pessoas”. A associaçom nom crítica a presença de dezenas de câmaras de edifícios institucionais e privados a varrer espaços públicos, ou as empregues para a ordenaçom do tránsito rodado, todas elas a vulnerar igualmente a privacidade e a intimidade das pessoas. A petiçom legal acompanha-se de provas documentais recadadas nos últimos dous anos e foi apresentada no ‘Defensor del Pueblo’, o Valedor do Povo, a Comissom de Garantias de Vídeo-vigiláncia, A Fiscalia, o concelho de Compostela e a Delegaçom do Governo, assegurando o MpDC que, paradoxalmente, nengumha destas instituiçons autorizou a instalaçom.
 
As notícias sobre o independentismo neste País nom som matéria d@s profissionais da informaçom, mas, principalmente, umha questom policial e de ordem pública ou, no melhor dos casos, o filom onde furam e medram jornalistas sem escrúpulos, indivíduos instalados na órbita do poder e alimentados por este. O acidente sofrido a passada sexta-feira ou sábado em Compostela por um moço independentista, trás disparar-se supostamente a arma que manipulava, ferindo-o numha perna, é um exemplo dos sujos procedimentos seguidos polos chamados profissionais da informaçom para o tratamento de todo o que tem a ver com o MLNG. Nom é o acidente em sim –relativamente habitual num País onde milhares de pessoas disponhem de licença de armas- o motivo que produz um (interessado) alarme social, mas a condiçom independentista do acidentado. É esta condiçom -mais do que suficiente na ordem espanhola para qualquer incriminaçom- a que é utilizada de modo rasteiro polos media para argalhar umha trama argumental na que a ideologia, as simpatias políticas e as possíveis filiaçons de E. V. D. situam-se no centro da actualidade como ‘explicaçom’ do ocorrido, pissoteiando a sua privacidade e criando um discurso criminalizador de pessoas, ideias e organizaçons na que o ferido nom é mais do que a coarctada perfeita. Bem sabemos nós que exprimir solidariedade com quem está a ser objecto de semelhante campanhá é, também, motivo suficiente para sermos igualmente acusadas e acusados das questons mais abjectas. Mas nom vamos ceder à pressom coactiva do Estado e os media e mudar a nossa opiniom sobre pessoas e ideias polo facto de que estas se encontrem no ponto de mira da repressom. A ‘bomba informativa’ saltava o passado sábado no informativo de TVG das 20:30. A Rádio Galega, as principais agências de notícias da CAG e os meios de comunicaçom de massa nom reproduziriam qualquer informaçom ao respeito durante as horas seguintes dando passo a umha interessada e condicionada rumorologia. Contodo, TVG já delineara a questom desde o início: moço independentista, AMI, ‘Operación Castiñeira’, independentismo radical, candidato eleitoral de NÓS-UP, etc. O juízo mediático estava feito. Pouco importa que Eduardo nom se encontre detido e esteja ingressado num hospital. Pouco importa que nem a própria Polícia espanhola tenha qualquer acusaçom contra ele. Pouco importa, enfim, que os profissionais da informaçom que ganham suculentos salários difundindo mentiras sobre o MLNG em La Voz de Galicia, El Correo Gallego e outros, vulnerem por enésima vez a privacidade e a presunçom de inocência de que, supostamente, desfrutamos as pessoas: ser independentista galego e ter o valor de fazê-lo público e notório, como fai no seu dia a dia este jovem, é mais do que suficiente para estar condenado. A nossa solidariedade neste momento de criminalizaçom e mentiras encontra-se com Eduardo. Porque conhecemos o seu compromisso honesto e inegociável por este País, o seu povo e a classe trabalhadora. Stop criminalizaçom informativa! Somos culpáveis de luitar pola liberdade da Galiza! Eduardo solidariedade!!! PD: disponibilizamos ao pe desta notícia um exemplo paradigmático do lixo informativo que os media presentes na Galiza vertem sobre o independentismo. Um exemplo que pom de manifesto a objectividade e o rigor que manejam os que se chamam a sim próprios 'profissionais da informaçom'.
 
Convidado polo decanato da Faculdade de Direito de Compostela, o Delegado do Governo espanhol na Galiza administrativa, Manuel Ameijeiras Vales, fijo ontem acto de presença no centro académico para falar sobre ‘Os reptos da segurança na Galiza’ numha conferência enquadrada nos cursos que o Centro Superior de Estudos da Defesa Nacional (Ceseden) celebra anualmente neste centro. Umha campanha prévia de denúncia, a apariçom de pintadas nos acessos à Faculdade e o protesto dumha dúzia de independentistas ligados a Agir acompanhárom a presença do principal responsável político das forças policiais no nosso País e dérom o necessário contra-ponto ao colaboracionismo com que o centro universitário se vem destacando através do convite a destacados funcionários e organismos estatais ligados à repressom. Ameijeiras gavou a acçom policial A denúncia dos e das estudantes independentistas nom impediu sem embargo a celebraçom do acto político-académico. Ameijeiras Vales aproveitou a sua presença para louvar a situaçom da 'Segurança Cidadá' no nosso País. “Os índices de criminalidade na Galiza som muito inferiores às meias espanhola e europeia”, afirmo o Delegado do Governo espanhol na Galiza na conferência pronunciada na Faculdade de Direito. Ameijeiras destacou as 28.1 infracçons penais por 1000 habitantes na Galiza, frente às 49 existentes no Estado espanhol, ou as 70 de Europa. Aliás, insistiu em que para que a populaçom se sinta "segura" nom só é necessário um número baixo de infracçons penais mas causar nas pessoas "sensaçom de segurança". Contrasta este baixo índice de infracçons com os contínuos aumentos de efectivos dos corpos repressivos solicitados nos últimos dias pola administraçom autonómica ao Ministério de Interior. É de supor que todos estes agentes policiais solicitados usarám-se em fomentar a "sensaçom de segurança" de galegas e galegos, é dizer, acrescentar o controlo da cidadania e criar a sensaçom de estar sob umha permanente vigiláncia na linha das medidas aplicadas e pré-anunciadas nos últimos dias.
 
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