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As notícias sobre o independentismo neste País nom som matéria d@s profissionais da informaçom, mas, principalmente, umha questom policial e de ordem pública ou, no melhor dos casos, o filom onde furam e medram jornalistas sem escrúpulos, indivíduos instalados na órbita do poder e alimentados por este. O acidente sofrido a passada sexta-feira ou sábado em Compostela por um moço independentista, trás disparar-se supostamente a arma que manipulava, ferindo-o numha perna, é um exemplo dos sujos procedimentos seguidos polos chamados profissionais da informaçom para o tratamento de todo o que tem a ver com o MLNG. Nom é o acidente em sim –relativamente habitual num País onde milhares de pessoas disponhem de licença de armas- o motivo que produz um (interessado) alarme social, mas a condiçom independentista do acidentado. É esta condiçom -mais do que suficiente na ordem espanhola para qualquer incriminaçom- a que é utilizada de modo rasteiro polos media para argalhar umha trama argumental na que a ideologia, as simpatias políticas e as possíveis filiaçons de E. V. D. situam-se no centro da actualidade como ‘explicaçom’ do ocorrido, pissoteiando a sua privacidade e criando um discurso criminalizador de pessoas, ideias e organizaçons na que o ferido nom é mais do que a coarctada perfeita. Bem sabemos nós que exprimir solidariedade com quem está a ser objecto de semelhante campanhá é, também, motivo suficiente para sermos igualmente acusadas e acusados das questons mais abjectas. Mas nom vamos ceder à pressom coactiva do Estado e os media e mudar a nossa opiniom sobre pessoas e ideias polo facto de que estas se encontrem no ponto de mira da repressom. A ‘bomba informativa’ saltava o passado sábado no informativo de TVG das 20:30. A Rádio Galega, as principais agências de notícias da CAG e os meios de comunicaçom de massa nom reproduziriam qualquer informaçom ao respeito durante as horas seguintes dando passo a umha interessada e condicionada rumorologia. Contodo, TVG já delineara a questom desde o início: moço independentista, AMI, ‘Operación Castiñeira’, independentismo radical, candidato eleitoral de NÓS-UP, etc. O juízo mediático estava feito. Pouco importa que Eduardo nom se encontre detido e esteja ingressado num hospital. Pouco importa que nem a própria Polícia espanhola tenha qualquer acusaçom contra ele. Pouco importa, enfim, que os profissionais da informaçom que ganham suculentos salários difundindo mentiras sobre o MLNG em La Voz de Galicia, El Correo Gallego e outros, vulnerem por enésima vez a privacidade e a presunçom de inocência de que, supostamente, desfrutamos as pessoas: ser independentista galego e ter o valor de fazê-lo público e notório, como fai no seu dia a dia este jovem, é mais do que suficiente para estar condenado. A nossa solidariedade neste momento de criminalizaçom e mentiras encontra-se com Eduardo. Porque conhecemos o seu compromisso honesto e inegociável por este País, o seu povo e a classe trabalhadora. Stop criminalizaçom informativa! Somos culpáveis de luitar pola liberdade da Galiza! Eduardo solidariedade!!! PD: disponibilizamos ao pe desta notícia um exemplo paradigmático do lixo informativo que os media presentes na Galiza vertem sobre o independentismo. Um exemplo que pom de manifesto a objectividade e o rigor que manejam os que se chamam a sim próprios 'profissionais da informaçom'.
 
Convidado polo decanato da Faculdade de Direito de Compostela, o Delegado do Governo espanhol na Galiza administrativa, Manuel Ameijeiras Vales, fijo ontem acto de presença no centro académico para falar sobre ‘Os reptos da segurança na Galiza’ numha conferência enquadrada nos cursos que o Centro Superior de Estudos da Defesa Nacional (Ceseden) celebra anualmente neste centro. Umha campanha prévia de denúncia, a apariçom de pintadas nos acessos à Faculdade e o protesto dumha dúzia de independentistas ligados a Agir acompanhárom a presença do principal responsável político das forças policiais no nosso País e dérom o necessário contra-ponto ao colaboracionismo com que o centro universitário se vem destacando através do convite a destacados funcionários e organismos estatais ligados à repressom. Ameijeiras gavou a acçom policial A denúncia dos e das estudantes independentistas nom impediu sem embargo a celebraçom do acto político-académico. Ameijeiras Vales aproveitou a sua presença para louvar a situaçom da 'Segurança Cidadá' no nosso País. “Os índices de criminalidade na Galiza som muito inferiores às meias espanhola e europeia”, afirmo o Delegado do Governo espanhol na Galiza na conferência pronunciada na Faculdade de Direito. Ameijeiras destacou as 28.1 infracçons penais por 1000 habitantes na Galiza, frente às 49 existentes no Estado espanhol, ou as 70 de Europa. Aliás, insistiu em que para que a populaçom se sinta "segura" nom só é necessário um número baixo de infracçons penais mas causar nas pessoas "sensaçom de segurança". Contrasta este baixo índice de infracçons com os contínuos aumentos de efectivos dos corpos repressivos solicitados nos últimos dias pola administraçom autonómica ao Ministério de Interior. É de supor que todos estes agentes policiais solicitados usarám-se em fomentar a "sensaçom de segurança" de galegas e galegos, é dizer, acrescentar o controlo da cidadania e criar a sensaçom de estar sob umha permanente vigiláncia na linha das medidas aplicadas e pré-anunciadas nos últimos dias.
 
Vincam com frequência na banalidade dos símbolos nacionais, mas som estritos na imposiçom e regulamentaçom dos seus próprios. O Executivo de Madrid vem de ‘chamar a atençom’ os gestores da administraçom periférica na CAG pola nom apariçom da bandeira de Espanha na tomada de posse de cargos institucionais do BNG. Madrid aponta este extremo na resposta remitida por escrito à deputada do PPdeG María Jesús Sainz trás perguntar esta sobre a questom. Recordamos que vários cargos autonómicos do BNG assumírom as suas responsabilidades institucionais perante a presença exclusiva da bandeira oficial da CAG. Cumprindo o seu cometido como “virrei político” no País, o subdelegado do Governo espanhol em Ourense, Camilo Isaac Ocampo Gómez (Ourense, 1948), redigira no seu dia um informe específico destinado a comunicar a ‘ocultaçom’ à Delegaçom do Governo espanhol na CAG. O seu titular, Manuel Ameijeiras Vales (A Corunha, 1949), contactara com o departamento de Presidência para “recordar” a lei que impom o uso da bandeira de Espanha na CAG e, especificamente, o artigo que assinala que “as autoridades corregerám no acto as infracçons restabelecendo a legalidade que foi conculcada”. Madrid assegura na sua resposta a María Jesús Sainz que, no caso de se produzir novamente a ‘ocultaçom’ da bandeira estrangeira, Ameijeiras Vales se dirigiria ao presidente da CAG para “requerir-lhe formalmente” que obrigue ao cumprimento da lei 39 de 28 de Outubro de 1981 que impom a presença da bandeira do país vizinho em todos os actos institucionais que se celebrem no território da Galiza administrativa. Lei aprovada sob a pressom da tentativa golpista de 1981 A polémica institucional evidencia as estreitas margens em que se move qualquer discordáncia –mesmo simbólica- no plano institucional e o zelo dos nacionalistas espanhóis na onipresença da sua simbologia nacional, mas também o papel de virreinato colonial que exerce a instituiçom presidida por Manuel Ameijeiras e as subdelegaçons provinciais da mesma, velando polo cumprimento do protocolo espanhol, acrescentando a pressom policial sobre a juventude galega ou desenvolvendo, como se está a fazer nas últimas semanas, operativos policiais e mediáticos contra a mocidade independentista. A lei a que alude Madrid, além de ilegítima por impositiva, é um produto típico das reformas legislativas aprovadas no Estado espanhol trás o 23 de Fevereiro de 1981, data em que um grupo de guardas civis tomavam o Congresso dos Deputados de Madrid a ponta de pistola e metralheta e encenavam um golpe de Estado. A intervençom militar nom triunfaria formalmente, mas provocaria na alturra a aprovaçom parlamentar dum ronsel de leis orientadas a constranger a evoluiçom do processo autonómico e recurtar as liberdades democráticas. É essa legislaçom a que agora se invoca para chamar à ordem alguns cargos institucionais do BNG e, particularmente, alicionar o conjunto da cidadania galega.
 
Segundo o Dicionário Electrónico Estravis, ‘extorquir’ significa obter por meio de violência ou ameaça, tirar à força, roubar. O agente da Polícia municipal de Cela Nova Fernando Mouriño Villar vem de ser acusado pola Fiscalia de Ourense de fazer o próprio com o anciao José Dorado, colocando-lhe umha pistola na têmporas para fazer-se com a propriedade dum terreno deste por meio da força. Segundo informaçons recolhidas em jornais ourensanos, o ministério fiscal demanda da Audiência Provincial ourensana umha condenaçom para o cabo da Polícia local celanovesa. A juíza do Julgado do Penal nº 1 que processou o agente policial vem de absolvé-lo da comissom dum delito de extorsom, embora considerou provado o facto de que Mouriño Villar pujo a sua pistola na cabeça do denunciante para que assinasse um documento polo que ele seria proprietário do citado terreno. A fiscal do caso denuncia que a juíza fijo umha “valorizaçom incorrecta da prova” e que omitiu parte das declaraçons do vizinho agredido. Aliás, aponta que Fernando Mouriño nom mercou apenas a finca Figueiredo, mas estava interessado em fazer-se com a finca Outeirinho apesar de José Dorado nom estar disposto a vende-la. Contodo, a sentença agora recorrida descarta a existência de extorsom apesar das evidências em contra do agente Mouriño porque “falta a existência de negócio jurídico e vantagem patrimonial”. Assinou um documento em branco com o polícia apontando na cabeça Embora, a fiscal do caso entende que assinar um documento em branco sob ameaça de morte e com efeitos reais no tránsito jurídico encaixa à perfeiçom no delito de extorsom. Frente à denúncia de adquirir pola força a propriedade alheia, o agente policial argüiu nom ter interesse na mesma, mas a fiscalia retrucou que Mouriño chamara dous funcionários de Política Territorial para consultar dados sobre o terreno. A petiçom é de 3 anos de cárcere para o polícia, 3 anos de distanciamento de José Dorado e o pagamento de 30.000 euros em conceito de indenizaçom. O processo judicial de que está a ser objecto o polícia celanovês, com independência de como se resolva finalmente o seu caso, deixa bem às claras o tratamento diferencial aplicado pola Justiça espanhola segundo quais as pessoas sentadas na bancada dos acusados. A posta em liberdade dum agente policial trás demonstrar-se e reconhecer-se a veracidade dos factos assinalados evidencia novamente –como no caso dos polícias locais de Vigo, absolvidos polo Conselho de Ministros trás malhar e lesionar o trabalhador senegalês Mamadou Kane- a vigência da impunidade policial na Galiza.
 
Um companheiro do organismo anti-repressivo deslocou-se o passado dia 3 de Janeiro até Barcelona para participar numha charla sobre a repressom na Galiza organizada polo Ateneu Popular Independentista La Torna. Quarenta pessoas assistírom a um acto no que se debulhou a ‘Operación Castiñeira’, a situaçom d@s pres@s independentistas galeg@s e o contexto repressivo geral que se vive no País. A charla oferecida no ateneu do bairro de Gràcia foi apresentada por umha activista do organismo anti-repressivo catalám Resgat. Igualmente, os jornais Llibertat e L´Accent –umha publicaçom quinzenal de distribuiçom gratuita da que se editam 5000 exemplares nos Països Catalans- publicárom, respectivamente, um artigo redigido pola nossa associaçom e umha entrevista ao companheiro deslocado ao Principat para expor a realidade repressiva da Galiza.
 
O vindouro sábado 21 de Janeiro Ceivar organizará na Corunha um concerto contra a repressom, o primeiro dumha série que em 2006 esperamos realizar em diversas comarcas da Galiza. O concerto celebrará-se a partir das 22:00 horas na Sala Inox (Beiramar, 44) e participarám os grupos Mossin Nagant –punk gazteiztarra- e Mencer Vermelho –rock proletário ferrolano-. As entradas para o concerto venderám-se a partir de amanhá no centro social Atreu (Sam José, 12) e no Bar Faluya (Orçám, 75). Os preços do bilhete som de 6€ se se compram com antelaçom nestes locais e de 8€ os vendidos o dia 21 na bilheteira da Sala Inox. Desde Ceivar animamos a assistir a esta actividade lúdica e informamos que a totalidade dos fundos recadados das entradas destinarám-se a potencializar o trabalho anti-repressivo num momento em que este se fai mais necessário do que nunca.
 
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