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A presença na Galiza dum príncipe do país vizinho foi a semana passada motivo de satisfaçom e apologismo por parte de círculos mediáticos, institucionais e corporativos, embora o facto passasse desapercebido para @s mais de nom ser pola ampla presença policial, o curte de ruas e estradas e as restriçons à livre circulaçom e expressom inerentes às visitas de todos os membros da Monarquia espanhola ao nosso País. O príncipe espanhol Felipe de Borbón e a sua companheira Dona Letizia Ortiz presidírom no Paço de Congressos de Compostela, situado no extrarrádio da capital galega, a inauguraçom do V Congresso de Cooperativismo Agrário. A presença do futuro Chefe do Estado espanhol viu acompanhada por umha maior presença policial nos acessos a Compostela, na cidade e as proximidades do edifício oficial. Meios e autoridades institucionais conformárom a recepçom de que fôrom objecto Letizia Ortiz e o seu home. Francotiradores em Vigo Vigo recebeu pola tarde a visita de Estado. O centro da cidade olívica era ocupado por centenas de polícias espanhóis de uniforme e à paisana que rodeárom a presença de Felipe de Borbón na Fundaçom Barrié de la Maza. O presidente do Banco Pastor e vice-presidente da fundaçom, José María Arias, o presidente da administraçom da CAG Emilio Pérez Touriño e a Ministra de Agricultura Elena Espinosa fôrom as autoridades mais destacadas no acto. Menos dum cento de curiosas entre as que predominavam mulheres de elevada idade arremoinhárom-se por volta do imóvel do Banco Pastor para ver o matrimónio espanhol. Embora a assistência popular foi muito cativa, umha maciça presença policial, a colocaçom de francotiradores nos terrados, as dificuldades para a circulaçom rodada, os controlos de documentaçom e o desdobramento dumha enorme bandeira de Espanha numha clínica de Policarpo Sanz ‘anunciavam’ a presença do príncipe e a princesa espanhóis. Felipe de Borbón assegurou aos presentes que “sempre que haja ocasiom, volveremos” (sic). Trata-se da segunda visita que o sucessor à Coroa do país vizinho fai à Galiza. A primeira fora na símbólica data de 17 de Dezembro de 2002, em plena crise do Prestige, para inaugurar o museu Marco. Efectivos da Polícia espanhola carregaram na altura contra manifestantes que exigiam responsabilidades ao príncipe Felipe de Borbón, provocando constusons em muitas das pessoas agredidas.
 
Restabelecemos o serviço informativo diário de Ceivar trás umha semana de parálise e após realizar umha série de actualizaçons técnicas destinadas a reforçar a segurança e reduzir a vulnerabilidade do portal perante eventuais medidas repressivas, que nos últimos meses afectárom diversos portais do campo soberanista. Pedimos desculpas às pessoas às que a inacessibilidade do sítio web tenha causado qualquer perjuízo e publicamos parte das notícias que deveriam ter sido publicadas de manter-se o ritmo habitual de ediçom. Continuaremos informando. 62 de Redacçom de www.ceivar.org
 
As Polícias Locais continuarám sendo um elemento central no desenho repressivo da CAG, acrescentando a sua interacçom com a futura Polícia Autonómica. Quando menos isto é o que se pode extrazer das declaraçons realizadas esta semana por José Luis Méndez Romeu, titular de Presidência, Administraçons Públicas e Justiça da administraçom autonómica. Méndez Romeu advogou por umha “modernizaçom” da Lei de Coordenaçom das Polícias Locais da Galiza. Apesar de que esta lei já foi revisada em 2000, o dirigente ‘socialista’ considera que “hoje unanimemente polícias e autoridades locais consideram que deve ser modificada, modernizada para permitir no seu momento umha maior coordenaçom com a Polícia Autonómica e também o passo de efectivos de umha para outra”. As declaraçons de Méndez Romeu realizárom-se trás a reuniom do Conselho Reitor do Centro de Estudos Judiciais e Segurança Pública da Galiza (Cexesga). O conselheiro anunciou a entrada em 2006 de quatro normas relativas a este organismo autonómico: a Lei de Polícia Autonómica, a Lei de Emergências, a Lei de Coordenaçom de Polícias Locais e a Lei de Reforma do Cexesga que se adequará a jos_content funçons. Méndez estimou como “suficiente” o número de agentes municipais na CAG e situou Galiza por cima da meia estatal quanto à cifra de agentes da repressom por cada 10.000 habitantes. 2500 agentes na CAG Segundo o registo de Polícias Locais da CAG, a Galiza administrativa tem 2485 polícias municipais, o que dá umha rátio de nove agentes por cada 10.000 habitantes. O reparto por ‘provincias’ é significativo umha vez que na Corunha operam 1090 efectivos, 877 em Ponte Vedra, 266 em Lugo e 252 em Ourense. Cento trinta e sete (137) termos municipais do total de 315 que componhem a CAG tenhem o seu próprio corpo de Polícia Local, é dizer, 43% do total de concelhos existentes. A Guarda Civil é o corpo que se encarrega das labores policiais no resto do território da Comunidade Autónoma. Por cidades a presença de efectivos das Polícias Locais é mais ou menos similar: 330 agentes na Corunha e 14 polícias locais por cada 10.000 pessoas; 95 e 12, respectivamente, em Ferrol; 173 e 19 na capital galega –a rátio mais alta do País-, 362 e 12 em Vigo, 108 e 14 em Ponte Vedra, 151 e 14 em Ourense e 146 e 16 em Lugo. Cexesga formará polícias locais Segundo Méndez Romeu, o Centro de Estudos Judiciais e Segurança Pública da CAG especializará-se exclusivamente na formaçom de agentes locais e pessoal de Protecçom Civil 62rando umhas e outras funçons e abandonará a preparaçom administrativa do pessoal da Justiça espanhola. Méndez justificou a mudança pola próxima apresentaçom no parlamento autonómico da Lei de Polícia Autonómica e a necessidade dumha maior especializaçom. Assim o Cexesga passará a ser, segundo o titular de Presidência, “estratégica na segurança da Galiza”. Precisamente hoje inaugura-se o curso académico 2006 deste organismo policial autonómico com a presença no acto do director do Cexesga, Carlos Suárez-Mira Rodríguez, e asistirán representantes da Conselharia de Presidencia como o director geral de Justiça, Santiago Roura Gómez, a directora geral de Administraçom Local, Matilde Begoña Rodríguez Rumbo, e a delegada de Lugo, Begoña Santos Fernández. Autoridades das forças policias e militares destacadas na Galiza também farám acto de presença.
 
Após a apresentaçom pública em conferência de imprensa em 14 de Fevereiro, o dia 24 desse mês celebrou o seu primeiro acto público na zona peonal do bairro do Calvário a Iniciativa Cidadá contra a impunidade, plataforma viguesa que agrupa perto dumha vintena de colectivos e organizaçons entre as que se encontra o nosso organismo. O objecto da mobilizaçom foi denunciar e exigir a revisom do indulto e a readmissom de quatro polícias municipais que em 1997 seqüestraram e torturaram o trabalhador senegalês afincado em Vigo Mamadou Kane. O acto contra a impunidade tivo de ser reformulado devido à inclemência meteorológica e o que se previa um acto concorrido -animado com música ao vivo, exposiçom e decoraçom da zona- ficou numha pequena coçncentraçom que nom chegava ao cento de pessoas e na que se pudêrom ler faixas com as legendas ‘Tod@s poderíamos ser Mamadou’ e ‘Nem indulto governamental nem readmissom municipal’ assinadas pola Iniciativa cidadá. Tomou a palavra em nome da Iniciativa Laura Pérez que deu leitura ao manifesto. O siléncio dos meios de comunicaçom locais a respeito desta iniciativa social foi absoluto até onde nós pudemos comprovar. Olhar mais informaçom sobre esta caso e o Manifesto da Iniciativa Cidadá contra a Impunidade no linque anexado ao pé desta notícia.
 
Os piquetes informativos da greve de ambuláncias concentravam-se ontem no Hospital Clínico Universitário de Compostela e percorriam a cidade numha caravana de mais de 70 viaturas. O filiado viguês de CCOO J. P. era detido no decurso do acto reivindicativo, acusado dumha “tentativa de agressom” e de “vulnerar os direitos dos trabalhadores” (sic). O sindicalista passou a noite nos calabouços da Polícia espanhola e estava previsto que hoje pola manhá fosse posto a disposiçom judicial. O porta-voz da corporaçom sindical de que fai parte o detido, Ramiro Otero, assegurou que este tratava de pedir a documentaçom de serviços mínimos a umha ambuláncia em activo. Por sua parte, o sindicalista da CIG Óscar Graña denunciou a pressom policial constante a que estám submetidos os trabalhadores e assegurou que provocará um recrudecimento da greve “embora nós nom queramos e rechazemos todo tipo de violência”. Imobilismo da patronal anuncia umha radicalizaçom do conflito A caravana laboral rematou o seu percurso perante a esquadra da Polícia espanhola em Rodrigo de Padrom, exigindo a posta em liberdade do detido. A dinámica de luita aberta o passado mês de Janeiro procura por couto à precariedade laboral maciça existente no sector, limitar os tempos da jornada laboal e lograr umha suba salarial. Ontem, novamente, as reivindicaçons dos trabalhadores exprimiam-se através de pinchaços de ambuláncias em vários pontos do País, pintadas e enfrontamentos verbais. Enquanto a repressom sobre os grevistas nom tem cessado desde primeiros de ano, a Federaçom Galega de Ambuláncias (Fegam), mantém a sua postura contrária a qualquer avanço na negociaçom. O seu presidente Félix Caminha afirmava ontem com prepotência que “já estám todas as cartas jogadas e nom há mais partida”. A atitude encerrada do patronato, que apenas aceita umha suba salarial de 30% a quatro anos vista, preanuncia a convocatória dumha greve indefinida no sector e o endurecimento da resposta laboral. Sanidade informava ontem da inutilizaçom de quatro ambuláncias por parte dos trabalhadores em toda a Galiza.
 
Informamos os dias 13 e 15 dos correntes –olhar ligaçom ao pé- do processo iniciado contra cinco participantes na mobilizaçom vicinal em defesa da propriedade social do Edifício Sindical de Compostela celebrada em Agosto de 2004. A sentença emitida polo juíz Eduardo Fernández-Cid Tremoya do Julgado de Primeira Instáncia e Instruçom nº 1 da capital galega exculpa quatro d@s acusad@s da suposta agressom aos vigilantes da companhia Cetssa José Manuel Landeira Saavedra e Francisco Vilas Redondo e sentencia um quinto ao pagamento de 530 euros. O juíz espanhol considera o acusado J. P. autor material dumha falta de ‘lesons’ recolhida no artigo 617-1º do Código Penal e condena-o ao pagamento dumha sançom de 180 euros e um arresto substitutório de 15 dias em caso de nom fazer esta efectiva. Aliás, Fernández Cid-Tremoya exige o pagamento de 350 euros ao vigilante José Manuel Landeira Saavedra em conceito de ‘indenizaçom’ polos dias em que nom se pudo incorporar ao seu posto na empresa Cetssa. A sentença, que será recorrida, ditamina que nom som determináveis @s agressor@s do também vigilante Francisco Vilas Redondo, que o dia dos factos defendia junto a Landeira Saavedra a propriedade privada da Imobiliária Urban sobre o Edifício Sindical. Apontar que J. P. nom foi identificado no seu dia polos vigilantes privados, mas assinalado ‘a dedo’ por um mando policial espanhol de umha unidade anti-distúrbios e identificado e detido posteriormente junto a outras quatro pessoas que permanecêrom ingressadas durante 36 horas nos calabouços da Polícia espanhola em Compostela.
 
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