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Apresentamos o informe mensal anti-repressivo correspondente ao mes de março. É a nossa intençom elaborar umha série de informes mensais ou bimensais que resumam os factos repressivos mais salientáveis do nosso País. O bombardeio de múltiples informaçons que estamos a receber a diário provoca o seu rápido esquecimento, polo que um jeito de nom padezer esta "memória do peixe" é resumindo, condensando é fazendo accesível a informaçom que nom devemos esquecer. Estes informes pretendem isso mesmo. Armazenados no computador ou editados em papel os factos relatados teram mais difícil fugir da nossa memória. 62 de Redacçom de www.ceivar.org
 
A próxima sexta-feira 28 de Abril está convocada umha concentraçom na Corunha às 12:00 horas perante os Julgados desta cidade situados na rua Monforte para exigir o esclarecimento da morte de Diego Vinha. Coincidindo com esta convocatória, difundimos umha entrevista a Carmen Castro, mae de Diego Vinha, morto no quartel da Guarda Civil de Arteijo em Setembro de 2004, que aparece publicada no número 41 do jornal jos_content da Galiza. -Como lhe notificam a morte do seu filho ? Nom soubem nada até as onze da noite, quando telefonou a minha filha, e ele já tinha morto às 5 da tarde. Nem sequer tivem conhecimento da detençom do dia anterior, porque essa temporada ele estava a viver com o pai. Nem a polícia nem a Guarda Civil, nem o pai se dignárom a me dizer nada. A desinformaçom foi absoluta. -Foi o próprio pai o autor da denúncia que levou à detençom do Diego. Por que? O pai denunciou-no após umha discusom por maus tratos, mas o parte médico recolhe que nom apresenta lesons. É umha pessoa mui conflituosa e mantinham umha relaçom muito tensa, por isso Diego estava em tratamento. O pai estava bêbedo quando realizou a denúncia; de facto ao sair do quartel deu positivo num controlo de alcoolemia. Valeu-se da relaçom que tinha com um dos guardas para que tivessem a denúncia em conta. E mesmo declarou que figera umha denúncia falsa para tirar o filho de cima. -Que passos destes para denunciar o caso? Eu soubem no cemitério que o pai efectuara umha denúncia contra a Guarda Civil para conseguir algo de indemnizaçom pola morte do filho. Depois pugem-me em contacto com um advogado e figemos um abaixo-assinado para que os factos fossem esclarecidos. Assim que conseguim a denúncia feita polo pai e soubemos da existência de irregularidades, mudei de advogado, e insistindo muito, este acedeu a pôr a denúncia polo penal. PreS.O.S. elaborou depois umha denúncia mais completa e pouco a pouco fomos dando conta das contradiçons, da desapariçom de provas, até que finalmente, há uns meses, o TSJG admitiu a denúncia a trámite. -Falávamos de pontos obscuros na detençom e na morte, pode assinalar alguns ? A Guarda Civil di que se enforcou com as calças, mas quando o juíz foi levantar o cadáver encontrou-no no chao. Nom o vigilárom nos calabouços e os guardas que o levárom ao médico desobedecêrom as ordens deste para ser transferido para um centro de toxicodependências. Entom, o Diego foi levado de novo para o quartel, onde nom lhe dérom a medicaçom que precisava, e isto agravou o seu estado de ansiedade. Também desaparecêrom as calças... há muitíssimas cousas que nom quadram. -Que pretende com a denúncia, para além de esclarecer a morte do Diego ? Quero que os cinco guardas civis denunciados paguem polo que figérom, sejam encarcerados e afastados do corpo; ademais quero que se saiba que na Guarda Civil se tortura, que sirva para que as pessoas tomem consciência do que se passa nos quartéis. O que aconteceu ao meu filho pode acontecer a qualquer pessoa. Por tudo isto é polo que vou luitar: demonstrar o que é a Guarda Civil é o que me mantém em pé. Nom vou parar até chegar ao fundo.
 
Devido a questons de natureza técnica, o portal permanece paralisado quanto a sua renovaçom a partir de domingo passado. Esperamos correger em breve as causas que levam a esta suspensom. Enquanto enviaremos a galizalivre.org qualquer informaçom que tiver releváncia especial. Informar também que está em elaboraçom um boletim mensal do organismo anti-repressivo que se enviará por correio electrónico em formato pdf a todas as pessoas que desejarem. Rogamos desculpedes as moléstias
 
Quatro activistas das Bases Democráticas Galegas (BDG) fôrom identificad@s na Estrada na madrugada de hoje quando realizavam um mural de dez metros reivindicando o direito de Autodeterminaçom para a Galiza e denunciavam a fraude autonómica. @s nacionalistas interferid@s polo instituto militar espanhol respondem às iniciais B. M., A. S., I. C. e J. P. @s quatro eram localizados enquanto confeccionavam a rodilho um mural com a legenda ‘Estatutos nom. Autodeterminaçom’ assinado pola citada plataforma autodeterminista. Dá-se a extranha circunstáncia de que as pessoas identificadas pudérom continuar realizando o mural perante a presença policial, chegando inclusivamente a rematá-lo por completo, enquanto os números da Guarda Civil apenas tomavam e comprovavam os seus dados pessoais durante um tempo que se aproximou dos 45 minutos. Aliás, apesar de que os efectivos permitírom rematar o trabalho, convocárom no lugar umha outra patrulha que acudiu apenas para reconhecer ocularmente @s independentistas. A identificaçom produzida esta madrugada poderia somar-se à série de denúncias, sançons administrativas e procedimentos judiciais que afectam dezenas de militantes galeg@s em toda a naçom por motivos relacionados com o exercício da Liberdade de Expressom. Contodo, o lugar escolhido para a confecçom do mural nom é nem muito menos, como é habitual, qualquer património histórico-artístico protegível –trata-se dum muro de blocos de formigom-, nem umha propriedade pública, razons polas que há que interpretar a identificaçom como um mero labor de controlo político-social da cidadania galega que trabalha em chaves autodeterministas. A permissividade mostrada polos militares espanhóis para que o mural fosse rematado aponta nessa mesma direcçom. Por parte de Ceivar cominamos a militáncia nacionalista a nom ceder no exercício de liberdades elementares que nos correspondem inalienavelmente pola nossa condiçom de galegas e galegos, com independência do que digam os registos legais do Estado –que neste caso avalizam formalmente o nosso direito- e das práticas policiais paralegais destinadas a esvaziar as nossas exíguas liberdades democráticas formais de qualquer conteúdo real. Os direitos conquistam-se fazendo umha defesa intransigente deles, independentemente de quais sejam as coacçons institucionais e policiais desenvolvidas para fazê-los impraticáveis.
 
A referência informativa aparece hoje nas páginas locais de La Voz de Galicia em Compostela e na sua versom na Internet. Segundo a notícia publicada, a secçom sindical da CIG na câmara municipal de Compostela tem iniciado umha recolhida de assinaturas para solicitar que a construçom dum novo imóvel para a Polícia Local seja considerado polas autoridades de Rajói “projecto prioritário”, que deveria ser aprovado neste ano e iniciado a sua construçom a primeiros de 2007. A nossa experiência no trabalho anti-repressivo é avondo concluinte para –além de nom considerarmos ‘trabalhadores’ quem tenhem precisamente por missom a repressom social e política dest@s- sermos profundamente crític@s com o citado posicionamento. Além de nom fazer parte de qualquer classe trabalhadora destinatária e geradora de acçom sindical, seja qual for a perspectiva da que aquela classe se definir, os efectivos policiais da capital galega destacárom-se sempre pola sua persecuçom constante da liberdade de expressom, a sua beligeráncia anti-nacionalista, o funcionamento como guarda pretoriana das autoridades locais, a colaboraçom com as forças de ocupaçom, o tratamento puramente repressivo das desigualdades sociais locais e, inclusivamente, a repressom d@s assalariad@s no termo municipal –veja-se, por achegar um exemplo, a intervençom policial no conflito dos jardineiros de Cepsa, dinamizado pola central nacionalista-. Consideramos que a repressom e o controlo social nom som “serviços sociais”. Que conceder tal categoria àqueles nom é mais que um modo de justificar a sua existência e funcionalidade e enquadrar-se na ‘correcçom política’ mais miserável. Que a classe trabalhadora –definindo-se esta como se definir- nom tem cabimento no seu seio para quem precisamente tenhem por finalidade a sua repressom. Com uns níveis de precariedade laboral, emigraçom e exclusom social desbordados, como é o caso da capital galega, onde 22% da vizinhança vive sob o ‘umbral da pobreza’ segundo os dados oficiais, a prática do sindicalismo nacionalista nunca poderia considerar “prioritário” nem sequer “necessário” a melhora das dotaçons e infraestruturas de quem tod@s sabemos que funçom desempenha na nossa realidade social. A repressom nom é um “serviço público”. As competências ‘de carácter social’ que em ocasions se atribuem a corpos policiais nom justificam a virtualidade destes, mas exigem umha pronta reapropriaçom por instáncias e organismos civis.
 
Alfredo Pérez Rubalcaba (Cantábria, 1952) é o próximo ministro espanhol de Interior desde a remodelaçom governamental anunciada esta manhá. Porta-voz parlamentar do PSOE em Madrid, a colocaçom de Rubalcaba à frente da responsabilidade política sobre os aparelhos policiais do Estado foi interpretada como umha resultante do processo político iniciado em Euskal Herria trás a declaraçom de cessar-fogo permanente por parte de ETA. De facto produz-se 15 dias após esta. Pérez Rubalcaba estaria destinado assim a jogar um papel fulcral na nova dinámica aberta desde a suspensom da actividade armada da organizaçom revolucionária basca. Contodo, o novo titular de Interior espanhol aparenta apostar nas velhas receitas repressivas e declarava ontem –antes de o nomeamento fazer-se público- a decisom do PSOE de manter vigente a Lei de Partidos. Home de confiança de Rodríguez Zapatero, o actual responsável político dos corpos repressivos destaca como ideólogo do ‘espanholismo amável’, magnífico orador e experto em processos de negociaçom. Rubalcaba tem umha larga trajectória no PSOE. Foi ministro de Educaçom e Presidência e porta-voz governamental no último período de Executivo de Felipe González, precisamente quando se destapam os escándalos de corrupçom dos ‘socialistas’ e saem à luz as vinculaçons de altos responsáveis do PSOE no Executivo espanhol com o grupo terrorista GAL, desenhado de instáncias estatais para desenvolver a Guerra Suja contra o Movimento de Libertaçom Nacional Basco. Espanholismo inteligente Prova da habilidade negociadora que caracteriza Rubalcaba e a confiança que esperta nos poderes fácticos do Estado é o facto de ter sido destinado a representar Madrid na negociaçom multilateral do Estatut catalám. Frente aos sectores toscamente espanholistas do PSOE –perdem peso no Executivo com a saída “em favor da minha família” de José Bono-, e frente a linha neofranquista que destacados membros de Legionarios de Cristo impremem na direcçom do PP, Rubalcaba representa um espanholismo firme nas questons nucleares mas capaz de adoptar um perfil ‘dialogante’ nas formas. A posiçom do político e titular de Interior na negociaçom do Estatut evidencia este ‘espanholismo amável’. Rubalcaba aceitava, por exemplo, a utilizaçom no preámbulo do Estatut do termo ‘naçom’ trás admitir a existência de “um sentimento maioritário” em favor do reconhecimento nacional da Catalunya, mas apontava a continuaçom que há “outro sentimento do resto do povo espanhol que também é maioritário”, contrário ao anterior e juridicamente preferente. Aliás, o novo titular evidenciou a banalidade do debate nominal ao declarar “o que figemos é descreber esta situaçom no preâmbulo [do Estatut], tendo em conta que o preâmbulo nom tem valor jurídico do ponto de vista constitucional”.
 
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