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cartaz_17A_2016

O 17 de Abril, como vem sendo habitual, Ceivar comemora o dia internacional das presas políticas com umha jornada de denúncia e visibilizaçom do conflito e repressom política por parte do Estado espanhol.

Os atos organizados celebraram-se na jornada do sábado, dia 16, na capital. Começará com umha palestra ministrada por Helena Dominguez, às 18h no CSO escárnio e maldizer, intitulada “Propaganda e desinformaçom na imprensa: o caso da Resistência Galega”.

Depois, às 22h dará começo um concerto na Sala Malatesta, com os grupos Skarmento e Liska.

17 de Abril

Esta data foi instituída em 2004 numha conferência mundial de organismos anti-repressivos e solidários. A necessidade da celebraçom é visibilizar e denunciar a existência do encerramento de pessoas por questons políticas, reclamar respeito dos seus direitos e posta em liberdade aos governos dos Estados responsáveis, e em último termo, impulsionar a resoluçom dos conflitos políticos, sócio-económicos, ambientais, etc., do que as retaliadas e retaliados som a sua expressom.

O recurso generalizado à negaçom, coerçom, o militarismo e a violência é tendência da Colômbia a Euskal Herria, dos Estados Unidos à Sudáfrica, da Alemanha ao Chile, do Egipto à Corsica, da Rússia à Palestina.

As consequências som visíveis. Estados em crise como o Espanhol armam-se com legislaçons restritivas do exercício das liberdades, punitivas com a dissidência, que multiplicam a repressom económica, classificam como terrorismo qualquer luita para esmagá-la com mais contundência, estendem a aplicaçom do Direito Penal do Inimigo ou a Teoria da Contorna, botando mao dos meios de comunicaçom como vozeiros dos ditados policiais.

A existência de presos e presas independentistas galegas nas prisons espanholas e o especial trato penal e penitenciário que recebem som um sintoma que evidência a vigência dum conflito entre dous projetos políticos mutuamente excluintes: o projeto nacional galego e o projeto imperialista espanhol na Galiza.

Prisom preventiva, dispersom, imposiçom do regime especial FIES-3, isolamentos prolongados, controlo das comunicaçons exteriores, agressons, etc. configuram um quadro geral de tratamento penitenciário que procura a destruiçom pessoal e política dos presos e presas para devolve-las reeducadas, isto é derrotadas, para a rua. O Estado espanhol é consciente do exemplo de rebeldia e firmeza que para o País representam, por isto a sua assimilaçom e destruiçom se torna tarefa prioritaria na luita contra o projeto independentista galego.

Contra a fascistizaçom do Reino de Espanha e da Uniom Europeia e o corte de liberdades até o afogo, solidariedade ativa. Autoorganizaçom para enfrentar a repressom e continuar no nosso labor incansável de tecedoras de redes solidárias, apoio mútuo para resistir, e energia para continuar denunciando, até vivermos, mais cedo que tarde,“sem sermos escravas de Espanha”.

 

 
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Como cada última sexta-feira de cada mês, os presos e presas independentistas unirám-se numha jornada de protesto polos seus direitos vulnerados, realizando um jejum de vinte-e-quatro horas reivindicado perante a prisom com um escrito remitido à Direcçom Geral de Instituiçons Penitenciárias. Na rua, a solidariedade veoltará a se tornar visível nas ruas das cidades do país, graças às já tradicionais concentraçons.

Horas e lugares:

-Burela: Praça do Concelho às 20:30h e ao remate, ceia vegetariana no CS Xebra

-Ferrol: Praça do Concelho 20:30h

-Lugo: Praça Maior 20:30h (quiosque da musica)

-Ourense: Praça do Ferro 20:30h

-Vigo: Marco 20h

-Ponteareas: Concelho 20h

Esta é a tabela reivindicativa que os presos e presas do CPIG remitem à DGIP com ocasiom do jejum, e que os solidários fazemos nossa:

-O reconhecimento da sua condiçom de prisioneir@s polític@s.

-O reagrupamento num mesmo cárcere do Colectivo.

-O fim da ilegal dispersom,o traslado a umha prisom em território galego.

-A melhora geral das condiçons de vida na prisom, alimentaçom, higiene, atençom sanitária, comunicaçons.

-O cessamento do actual regime de reclusom aplicado nos centros de menores.

 

 
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A assembleia comarcal de Compostela do Organismo Popular Anti-Repressivo Ceivar organiza para esta sexta-feira 18 de Março às 22:00h na Gentalha do Pichel umha ceia solidária com um preço de 5€.

Na ceia aproveitará-se para fazer um brinde polo Teto, que estará de aniversário no mês de Abril.

Essa tarde, às 20:30, celebrará-se a concentraçom mensal em defesa dos direitos d@s pres@s independentistas na Praça da Galiza.

Longe na distáncia, perto no coraçom!

Acode e difunde!

 

Francisco_MartinsA próxima segunda-feira, 14 de Março, celebrará-se em Ferrol um juízo contra Francisco Martins Rodrigues pola sua participaçom na greve geral de Março de 2012. Esse mesmo dia está convocada umha concentraçom de apoio às 09:30 nas portas do julgado de Ferrol. O organismo anti-repressivo Ceivar adere-se a esta convocatória e anima a pessoas e coletivos a difundi-la e acudir.

Francisco Martins Rodrigues, trabalhador do mar e ativista sindical, é também conhecido pola sua militáncia política na esquerda independentista e a solidariedade ativa c@s pres@s polític@s. Na seguinte entrevista relata-nos o processo repressivo que está a sofrer.

Como lembras os factos acontecidos?
Os factos acontecem o dia 29 de março de 2012 durante a manifestaçom convocada pola CIG com motivo da greve geral. Quando a máni passava pola rua Dolores observei que na rua de abaixo (Rua Concepción Arenal) havia cinco carros parados aguardando a que passasse a mani, entom o quinto carro sube polo passeio e começa a acelerar cara a manifestaçom levando por diante atropelada umha companheira que ia com a sua criança e a sua mai; passa-lhe por riba da perna com o carro e segue a acelerar dirigindo-se até o grosso da mani.
Eu puxem-me diante do carro para que parasse mas sem o conseguir; a minha reaçom posterior foi dar-lhe duas pancadas ao carro e meter a mao pola janela do condutor tentando apagar o carro e tirar-lhe as chaves. De imediato chegam outros companheiros do sindicato e dous polícias municipais, o conductor intenta sair marcha atrás tendo até que se fazer a um lado um polícia para que nom o atropelasse.
Nesse momento um companheiro consegue tirar as chaves do carro e já se fai cargo a polícia; nós voltamos à mani e terminamos onde estava programado.

Como se desenvolve o processo?
Uns dous ou três messes depois, na sede do sindicato, um companheiro di-me que estivera ali a polícia espanhola a perguntar por mim.
Dous anos depois recebo umha notificaçom do julgado na qual se me acusa dum delito de danos e dam-me o praço dum dia para apresentar umha fiança de 4,558,77€ a pagar conjuntamente com a companheira que foi atropelada.
Nesse momento estava desempregado, entom tenho que acudir conseguir um justicante do INEM e outro doutra entidade que confirmem que estou desempregado e nom recebo nengumha prestaçom; a continuaçom dirijo-me ao julgado, entrego os papéis e libro-me de pagar a fiança.
Posteriormente recebo umha citaçom do julgado do penal número 3 de Ferrol citando-me para ser julgado em setembro de 2015 jumto com a companheira e o fascista.
Acusa-se-me dum delito de danos, representa-me o avogado do sindicato e dias antes do juizo reuno-me com o avogado e di-me que me proponhem chegar a um trato e nom ir a juizo, o trato é pagar 900€ de multa e 800€ polos danos; eu nego-me a chegar a nengum trato com um fascista assasino e prefiro ser julgado. Recebo o apóio do sindicato, a estratégia que prepara o avogado é que eu nom me apresente no juízo para nom ser identificado in situ, entom nom assisto; posteriormente as pessoas achegadas que forom ao juizo a mostrar-me o seu apoio contam-me  que a "companheira" e o fascista chegam a um acordo e a juiz fixa umha data (14 de junho deste ano) para ser julgado apenas eu polo delito de danos.

O que achas sobre a petiçom fiscal?
A minha leitura sobre todo isto é que vou ser julgado e é mui provável que saia culpável, e o único que fixem foi exercer o direito à greve e tratar de impedir que um fascista espanhol matasse gente obreira em situaçom precária que se manifestava para exigir os seus direitos. Se isto é um delito entom som um delinquente e seguirei a ser até a morte. Viva Galiza ceive, feminista e socialista, viva a classe operária!

 

raul_webO preso independentistas Raul Agulheiro Cartoy, foi dislocado esta passada sexta-feira à prisom de Estremera, a 675 Km da terra, cadeia à que chegou ontem tras vários dias de conduçom.

Desde o organismo anti-repressivo convidamos-vos a que lhe escrevades umhas palavras de ánimo, e aproveitamos para animar-vos a fazê-lo também às e aos demais presos independentistas galegos. A nossa solidariedade racha os seus muros.

A continuaçom o novo endereço de Raul, ao q já podedes escrever-lhe:

RAUL AGULHEIRO CARTOY

C.P. Madrid VII
Ctra. mas-241, km 5,750
28595 Estremera
Madrid

 

Uns dias antes da manifestaçom contra a ilegalizaçom de Causa Galiza, os presos independentistas decidírom publicar um comunicado no seu blogue chamando à solidariedade com os nove detidos e analisando politicamente a operaçom repressiva.

Este é o comunicado completo:

Comunicado do CPIG sobre a Operaçom Jaro e a situaçom política geral.

Transcorridos uns meses desde a denominada Operaçom Jaro da Guarda Civil contra o independentismo galego, do Coletivo valoramos de interesse contribuir com a nossa reflexom política perante os recentes acontecimentos, pola especial transcendência e envergadura deste ataque repressivo e a sua significaçom na etapa histórica que estamos a atravessar.

A recente operaçom, como todos sabemos, nom tem por objeto golpear às estruturas operativas da resistência galega, nem afecta diretamente ao nosso projeto combatente; com estas detençons o Ministerio del Interior espanhol intervém com vários objetivos estratégicos interrelacionados: por um lado ataca a acçom política independentista, caracterizada por umha linha estratégica rupturista e um discurso valente e desacomplexado, fiel à tradiçom política do independentismo revolucionário. Por outro lado, busca estender certa sensaçom de vulnerabilidade e temor ante a repressom política em ámbitos cada vez mais amplos, buscando um evidente efeito dissuasório no movimento popular.

Esta operaçom tem um precedente, na já distante Operaçom Castinheiras contra AMI, se bem as detençons de militantes de Causa Galiza situam-se num contexto particularmente diferente a aquel novembro de 2005. Hoje o Estado, afectado profundamente por umha crise social e económica devastadora junto a umha agudizaçom do questionamento do modelo territorial, está imerso em plena ofensiva reaccionária contra direitos e liberdades públicas, estendendo a repressom a diferentes níveis, administrativo, judicial e carcerário, contra a dissidência política, o independentismo revolucionário galego.

Nesta dilatada década, as acçons da resistência galega contribuírom decissivamente à visibilizaçom do conflito político e histórico que confronta o nosso país com Espanha, obrigando ao Estado espanhol a planificar umha repressom específica estratégica para liquidar as forças de autodefesa nacional num contexto mais amplo de aceleraçom do processo de desestruturaçom da Galiza cara a assimilaçom nacional.

O recente golpe repressivo supom um passo mais nesta direcçom, afectando umha organizaçom política do movimento independentista, atacando direitos fundamentais e liberdades formalmente reconhecidas no próprio ordenamento jurídico espanhol e garantidos por tribunais internacionais. Cumpre tomarmos consciência com toda claridade dos tempos que atravessamos, o Estado na sua vorágine recentralizadora e neoliberal converte-se de feito em um Estado totalitário que só oferece precariedade, pobreza, repressom e cárcere.

Diante deste panorama, suficientemente descrito, o conjunto do movimento popular galego, mui particularmente a militáncia independentista deve reagir com dignidade e valentia, confrontando a repressom fascista espanhola com compromisso militante e firmeza estratégica. Quando o inimigo pretende a liquidaçom do País, a deserçom das fileiras do movimento nacional, só há umha resposta possível aceitável: a confiança no caminho decidido, o sustento da tradiçom política do independentismo revolucionário que, nestas longas décadas de luita, foi capaz de confrontar e superar outros ciclos de dificuldades, mais de umha travessia no deserto, contribuindo ativamente para a libertaçom nacional.

Cumpre falar abertamente sem disfrazar umha realidade que nom admite discussom política: a luita conleva golpes e repressom do inimigo. A história ensina-nos que isto foi, é e continuará sendo assim. A evidência incontestável de que este País está vivo e resiste segue sendo a necessidade que os espanhóis tenhem de reprimir, deter e encarcerar luitadores galegos.

Saiamos às ruas, defendamos direitos e liberdades, envolvamo-nos na solidariedade ativa perante a repressom, mas nom só, tomemos perfeita consciência dos tempos que vivemos, sejamos coerentes e demos passos valentes e decididos contra o inimigo espanhol. Ou eles ou nós. Espanha reserva-nos a miséria e o medo, abracemos um presente de luita por um futuro nosso.

A luita é o único caminho!

Viva Galiza Ceive!

Denantes Mortos Que Escravos.

Coletivo de Presos/as Independentistas Galegos/as.
Janeiro de 2016.

 
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