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Desde o Organismo Popular Anti-repressivo Ceivar aderemos à convocatória do próximo 26 de Novembro em Bilbo a favor da Amnistia. Publicamos a continuaçom o nosso manifesto de apoio:

azaroak_26AMNISTIA  é umha palavra maiúscula, encerra em oito letras o reconhecimento dumha injustiza legalizada, e a superaçom deste marco. AMNISTIA é a reclamaçom na postura da dignidade, e explica como acontecerom os feitos: por que há presas políticas nas prisons. Por que esta dor. Porque antes do enfrontamento, já havia umha ferida. E sabemos como aconteceu o primeiro corte, a violaçom ao princípio.

Paradoxalmente, a origem etimológica de AMNISTIA, do grego “oamnestia” significa “esquecemento”. Um esquecemento que só pode acontecer quando há memória. “Esquecemos” o delito, porque entendemos que nom era tal. Desculpas polo incómodo. AMNISTIA é o termo indispensável para comezar a ponher em comum o sentido de outras palavras: direito, justiza, autodeterminaçom. Para poder traduzir-nos e que o entendimento aconteça.

É difícil falar de justiza e paz com Estados. Pouco ou nada sabe disto o Estado Espanhol. Em Galiza também conhecemos a barbárie deste Reino; séculos de humilhaçom, empobrecimento, emigraçom: a ferida. E sobre esta, a repressom golpea, mais ou menos selectivamente, a quem enfrentam um régime de negaçom e violência. As mais golpeadas som sempre as que tiverom o valor e a generosidade de enfrentar o inaceptável, e de lhe chamar às cousas polo nome. Elas, assassinadas, presas e exiliadas, som as que enchem a casa de ar fresco, as que abrem janelas, as que ensancham o prado. As que resistem.

As presas independentistas galegas tenhem encontrado ar fresco cada vez que coincidirom no encerro e na dispersom com companheiras independentistas bascas. Em Galiza, também e a pesar de todo, resiste-se, abrimos janelas. A liberdade só chega quando entra aire.

AMNISTIA OSOA.

 

Stetoem sançons e por periodo indefinido, mas condenado à soidade mais extrema. Assim está o vizinho de Vigo, Roberto Fialhega, Teto, na prisom de Valladolid. A escusa da direcçom é que em esse centro penitenciário nom tenhem módulo de Primeiro Grao. Já no passado ano, Teto permaneceu quase três meses consecutivos sem companhia nenhuma.

Em este momento a situaçom já está em maos do avogado para tentar resolver quanto antes esta tortura engadida ao encerro.

O próximo 30 de Novembro cumprem-se cinco anos da sua detençom em 2011. Cinco anos de resistência em que Teto soubo enfrentar sempre com um sorriso e os punhos fechados o intento de aniquilaçom que o estado Espanhol aplica com sanha contra as independentistas galegas.

Ajuda a rachar os muros, que a solidariedade seja mais forte que nunca! Faz-lhe chegar a tua aperta, escreve-lhe:

Roberto Rodríguez Fialhega

Centro Penitenciario de Valladolid
Carretera del Adanero Gijón, km 94
47071 Villanubla, Valladolid

 

 
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Mais um mês no interior das cadeias, as presas independentistas passam umha jornada completa de jejum em reclamaçom polos seus direitos. Nas ruas, entre as 20h e as 21h da noite concentraremos-nos as pessoas solidárias, para visibilizar as suas reclamaçons elementares. Desta volta ademais, aproveitamos que para Outubro é o aniversário de Edu, e vamos levar faixas com parabéns, depois imprimiremos as fotos e enviaremo-las à prisom de Ocaña para que cheguem no momento da celebraçom, assim que aproveita para vir também rachar os muros e celebrar a pesar do encerro.

Os pontos que o Coletivo de Presas Independentistas Galegas reclama som: O reconhecimento da sua condiçom de prisioneiras políticas, o fim da política criminal de dispersom penitenciária, o reagrupamento dos membros do coletivo numha mesma prisom em território galego, o cessamento do regime de reclusom nos centros de menores e a melhora geral das condiçons de vida no encerro.

As convocatórias som:

SEXTA-FEIRA 28 DE OUTUBRO

Compostela: 20:30h na praça de Galiza

Burela: 20:30h na praça do Concelho

Vigo: 20h no Marco (rua Principe)

Ourense:20:30h na praça do Ferro

Lugo: 20:30h na Praça Maior

Achega-te à concentraçom mais próxima!

 

Esta images.duckduckgo.comdata celebra-se na Galiza desde o ano 2000; mas resiste-se e combate-se desde vários séculos antes. Depois de quinze anos de celebraçom pública, após a passada ediçom vimos como nove pessoas eram detidas e encausadas por reconhecerem e celebrarem esta jornada de dignificaçom da memória coletiva. A denominada “operación Jaro”, continua aberta na Audiência Nacional e umha organizaçom política está ilegalizada de facto no nosso pais.

A história do nosso povo nom encaixa com o discurso oficial espanhol, e contra as descriçons de tinte colonial que apresentam a Galiza submisa, a autoorganizaçom popular vém visibilizando as boas e generosas que se defenderam, que entregaram a vida para a causa do povo.

Na madrugada do 11 de Outubro de 1990 as militantes do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive, Lola Castro e José Vilar perdiam a vida ao se acionar accidentalmente um artefacto explossivo destinado à luita contra o narcotráfico. Elas, e muitas outras combaterom pola liberdade. E nom deixarám de ser nomeadas, ainda que a sua lembrança seja empurrada à clandestinidade. Falaram muros e falara-se boca a boca e celebrara-se fora dos focos a saude das nossas mortas.

Sobre os seus leitos mantenhem-se as flores frescas.

11 de outubro é todos os dias.

 

salaiago

Esta quarta-feira, às 9h nas portas dos julgados nas Fontinhas. Apenas dous dias depois de que a solidariedade enche-se essas mesmas portas em apoio a Antia, Atanes e Mario, acusadas por defenderem a universidade pública da homofobia do professor Luciano Mendez. Manhá volta convocar-se às pessoas solidárias desta volta para pedir a absoluçom das doze imputadas pola ocupaçom da emblemática e abandonada Sala Yago.

Aqui podes ler a crónica da ocupaçom, que reeencheu por cinco dias de atividades o edifício, em Novembro de 2011. Projeçons, circo, monicreques, debates, jantares, concertos, palestras... até a chegada dos antidistúrbios. Aqui o comunicado que difundirom as imputadas.

 

Absoluçom para as 12 da Yago! Avante os movimentos sociais!

 
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Estám ainda frescas as condenas dos últimos anos do franquismo e o sabor amargo da legalidade franquista dumha Espanha a ponto de transitar para Reino. Também o calor e a valentia dos cinco militantes políticos antifascistas que afrontarom a morte diante dum batalhom de mercenários há agora 41 anos. Tal qual deixárom refletidas nas derradeiras palavras escritas às suas famílias José Luis Sánchez-Bravo (21 anos); Ramón García Sanz (27 anos); Xosé Humberto Baena (25 anos); Juan Paredes Manot Txiki (21 anos) e Angel Otaegi (33 anos). Os três primeiros militantes do FRAP (Frente Revolucionario Antifacista y Patriótico); os dous últimos, de ETA. Todos eles fôrom assassinados polo Regime franquista com os primeiros raios de sol do 27 de Setembro de 1975.

Xosé Humberto Baena era originário de Vigo e cursou estudos de Filosofia na USC onde foi detido e julgado por primeira vez quando participava nas greves de estudantes. Embora sair absolto, Umberto passou polos calabouços de Vigo, Compostela e A Corunha, e a partir de ai a polícia política franquista nom deixou de manter sobre ele um estrito controlo. Após cumprir o serviço militar em Madrid, Xosé voltou à cidade olívica onde continuou participando ativamente nas greves de trabalhadores e no ámbito solidário com os retaliados polo Regime. Estando perseguido polas forças repressoras, Baena fuge a Madrid onde seria detido o 22 de julho de 1975 acusado de matar a um polícia.

O Consejo de Ministros do 26 de Setembro confirma as penas de morte além dos numerosos protestos chegados incluso desde o Vaticano. Ao dia seguinte, Txiki foi assassinado em Barcelona, Otaegi em Burgos. Xosé Umberto Baena, José Luis Sánchez Bravo e Ramón García Sanz no Hoyo del Manzanares. Em Madrid destinárom-se três pelotons, cada um composto por dez guardias civís ou polícias, um sargento mais um tenente. Todos voluntários.

Assim, às 9:10h caia sobre terra o corpo de García Sanz, aos vinte minutos fazia o próprio o de Sánchez Bravo e momentos depois o galego Humberto Sánchez Baena. Em menos de umha hora os assassinatos já concluiram e ninguém, mais que os seus assassinos, puideram acudir até o lugar. Os corpos dos antifascistas fôrom devoltos dias depois às suas famílias.

Passado e presente

Quem ainda considere que os derradeiros anos de Franco fôrom umha “ditadura branda”, está num erro. Os quarenta anos que durou a sua pessoa no poder fôrom décadas de terror e de voraz repressom. Igualmente, tal e como mencionara Franco, “todo está atado y bien atado”, esta frase foi o preságio do que aconteceria posteriormente no Estado Espanhol.

Infinitas som as vozes que reclamam que se julguem os crimes cometidos polo franquismo e incluso países como Argentina fam petiçons expressas ao respeito. Pola contra, som grandes e nojentos os interesses de Espanha em ocultar a etapa na que se matou a milhares de pessoas e outras tantas que tivérom que exiliar-se ou fôrom perseguidas. O continuísmo do Regime franquista perpetuado nesta democracia farsa nom permitem julgar ante um tribunal de Justiça com maiúsculas a quem ordenárom todas estas masacres.

Do Organismo Popular Anti-repressivo CEIVAR queremos aproveitar o dia de hoje para lembrar a todas/os as/os antifascistas que pagárom com a sua vida o seu amor pola liberdade. Do mesmo jeito, exigimos que todos os implicados nos crimes franquistas sejam obrigados a rendir contas ante tribunais e à populaçom e a nossa aposta pola rutura com o Regime continuísta.

 

 
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