INTRODUÇOM
Corresponde
o organismo popular anti-repressivo, como umha outra das suas
funçons, a análise e seguimento do particular panorama repressivo
que deve afrontar o nosso povo nas suas luitas quotidianas e
no seu processo de emancipaçom. Nom por qualquer afám teoricista
ou de retórica para minorias, mas pola necessidade de conhecermos,
com o máximo rigor e objectividade possíveis, um sistema repressivo
que deveremos combater e nalgumha medida neutralizar em
cada momento histórico.
Diremos,
de entrada, que pouco ou quase nada é o que há desenvolvido
neste campo: o trabalho anti-repressivo actual move-se no terreno
forçoso da imediatez, da resposta mecánica -quando tal é possível-
os golpes dum inimigo hoje consideravelmente superior. Umha
prática em si própria já dificultosa, se a valorizarmos à luz
dos recursos materiais, económicos e humanos a disposiçom desse
trabalho anti-repressivo. Mas nom podemos constranger-nos no
imediatismo e na visom de curto prazo. A utilidade real da nossa
intervençom virá dada em grande medida pola capacidade de captarmos
o fenómeno repressivo no seu conjunto, analisar as suas estrategias,
repercussons, debilidades e contradiçons, e abordá-lo em consequência.
É por isto
que, com a modéstia que demandam os primeiros passos deste processo
de autoorganizaçom, mas também com a firmeza necessária para
sacar este adiante, iniciamos o citado labor de análise e seguimento.
O que vem é umha compilaçom de intervençons repressivas de que
fôrom objecto organizaçons, colectivos sociais em conflito,
militantes e o conjunto do nosso povo ao longo do primeiro semestre
de 2003. De certeza nom teremos recolhido a totalidade de sucessos.
Em cada comarca do país haverá quem puder achegar a este informe
exercícios de coacçom política e social, instituicional ou parainstituicional,
que este trabalho nom incorpore. Nem que dizer tem a infinidade
de microrepressons quotidianas e invisíveis que agem
sobre o corpo social galego, ou os elementos repressivos surdos
que, como o diário adoutrinamento mediático ou a maciça chantagem
do mercado laboral, condicionam com eficácia máxima os comportamentos
sociopolíticos do país.
Com todo,
si achegamos um primeiro material orientativo sobre o estado
da questom: um diagnóstico geral e forçosamente parcial em muitos
aspectos sobre factos e tendências fortes que se desenvolvem
ante os olhos do observador ou observadora, e que podem supor
um primeiro chanço para umha análise mais madurecida e o arbítrio
de estrategias acaidas de resposta.
Desta primeira
aproximaçom, marcada conjunturalmente polo desenvolvimento da
catástrofe nacional desencadenada polo naufrágio do Prestige,
e pola resposta popular à política belicista da administraçom
espanhola, som várias as ideias-força que poderiamos extrazer:
1ª Estamos
imers@s num processo planificado de regressom generalizada quanto
a direitos e liberdades fundamentais da mao dos actuais gestores
do poder estatal espanhol. Com as limitaçons que resultam visíveis,
o nosso informe dá umha medida desse processo. A fervença de
reformas legislativas em matéria penal e penitenciária que,
desde primeiros de ano, pom em marcha o Executivo espanhol é
indicativa do retrocesso que vivemos quanto à qualidade democrática
do regime espanhol: agudiza-se a repressom
sobre os efeitos socioeconómicos mais perversos da dependência
colonial. Acoutam-se ainda mais as margens de actuaçom para
a dissidência política da mao de legislaçons específicas que
tornam papel molhado direitos formalmente reconhecidos como
o de associaçom, reuniom, livre expressom ou manifestaçom. Finalmente,
aprofunda-se a via punitiva contra organizaçons, movimentos
e pessoas que agem politicamente contra o vigente estado de
cousas.
2ª Assistimos
a um reforço material e simbólico do aparato repressivo. Reforço
que se concreta nos projectos de alargamento dos quadros de
pessoal policial, equipamentos, emprego das novas tecnologias
da informaçom no controlo social e a injecçom maciça e permanente
da doutrina da segurança cidadá. Ideologia fundamental
para compreender, quando menos parcialmente, certos processos
de atomizaçom social e de compactaçom em torno a um poder forte
altamente fascistizado e legitimado para a repressom sociopolítica.
3ª Atreveriamo-nos
a sinalar, à luz dos dados recolhidos, a existência dum outro
processo de cessom de competências repressivas face abaixo
-entidades autonómicas e concelhos especialmente-, sem se perder
em qualquer caso a centralidade directiva do poder estatal na
estrategia repressiva. No mesmo sentido caberia apontar a crescente
implicaçom de forças políticas instituicionais qualificadas
como progressistas na acçom repressiva.
4ª A beligeráncia
repressiva contra os movimentos populares foi também outra constante
ao longo do semestre analisado. Desde a criminalizaçom da mocidade
até a petiçom de condenas de prisom para colectivos sociais
que, nas suas luitas, enfrontárom com todos os meios ao seu
alcanço as problemáticas que lhes afectam, som multidom os processos
repressivos que tenhem como alvo o povo autoorganizado.
É preciso
apontar neste apartado um dado que, apesar de conjuntural, nom
deixa de ser significativo: a aberta reacçom autoritária do
poder político contra a permanente mobilizaçom social que viveu
o país durante estes meses. O emprego da força policial e a
manipulaçom mediática foi umha constante frente à política parainstitucional
neste período.
5ª O independentismo
político em todas as suas expressons continua a ser objectivo
sistemático de controlo e repressom. Umha estrategia de desgaste
permanente que combina a manipulaçom e criminalizaçom informativa,
a pressom policial sobre entornos militantes, a supressom da
liberdade de expressom, a repressom económica e esporádicas
actuaçons exemplarizantes. Testemunha desta estrategia
som as dúzias de pessoas de ideologia independentista que ao
longo do território nacional estám imersas em processos judiciais
ou administrativos.
Valham as
anteriores notas para enquadrar minimamente o presente informe
anti-repressivo. Trataremos em sucessivas ediçons de melhorar
a sua confecçom e conteúdos, contando com a colaboraçom de todas
as pessoas interessadas na dinamizaçom dum trabalho anti-repressivo
à altura das necessidades que nos marcam os tempos na Galiza.
ceivar@ceivar.org
INFORME SOBRE REPRESSOM NA GALIZA
Primeiro semestre de 2003
CRONOLOGIA
BÁSICA DE INTERVENÇONS E PROJECTOS REPRESSIVOS
3 de Janeiro
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O primeiro Consejo de Ministros de 2003 aprova o
anteprojecto de reformas legais que endurece o cumplimento
de condenas por terrorismo. O Governo espanhol aposta
pola recuperaçom fáctica da cadeia perpétua dentro da nova
legislaçom penal. As mudanças legislativas em curso
afectarám o Código Penal, a Ley General Penitenciaria,
a Ley de Enjuiciamiento Criminal e a Ley del Poder
Judicial.
Segundo o titular do Ministerio de Justicia, o opusdeista
José María Michavila, as reformas tenhem por objecto reforçar
o “efeito dissuassório” das condenas e activar “um novo instrumento”
complementário de medidas como a tipificaçom legal de toda
forma de violência política baixo o epígrafe terrorismo,
a aprovaçom da euroordem para a entrega de refugiad@s polític@s,
a nova legislaçom sobre partidos e as medidas sobre segurança
de concelheir@s, corporaçons municipais e repressom de intervençons nom regulamentadas
em plenos municipais, todas aprovadas recentemente.
O anteprojecto de reformas legais aprovado fixa o tempo
máximo de prisom para militantes de organizaçons armadas em
40 anos, que cumplirám de forma “íntegra e efectiva”. Poderá-se
aceder a benefícios penitenciários -reduçom de condena- se
existir “arrependimento activo”, figura que, entre outras
exigências, implica a colaboraçom com as autoridades espanholas
por parte d@ arrependid@ e a entrega a estas de informaçom
sobre a própria organizaçom e a sua militáncia. Com todo,
qualquer processo de reduçom de condena fará-se apartir da
condena total estipulada -em casos de centos ou miles de anos-
com o que, na prática, se elimina a denominada política
de reinserçom social com a que o Governo espanhol tratara
no passado de desestruturar as organizaçons armadas revolucionárias.
À imposiçom fáctica da cadeia perpétua, engade-se agora
que @s condenad@s a mais de 5 anos por resistência armada
“sem delito de sangue” nom poderám aceder ao terceiro grau
penitenciário até cumplir um período de segurança que
será metade da condena imposta. Acorda-se, por último, a paralisaçom
de toda excarceraçom de terroristas que seja recorrida
polo Fiscal e a centralizaçom de todas as medidas que
afectarem à vida penitenciária dos presos e presas políticas
num único julgado de vigiláncia dependente da Audiencia
Nacional.
O PSOE, por boca do seu Secretário de Liberdades Públicas
Juan Fernando López Aguilar encenará nos próximos dias “divergências”
de matiz com o anteprojecto proposto polo PP por volta da
necessidade de manter a via da reinserçom social para
@s militantes pres@s.
5 de Janeiro
30 pessoas do Observatório para a Defesa dos direitos e
liberdades ESCULCA concentram-se
na entrada do edifício da Presidência da Xunta para
exigir “limpeza democrática”.
Denúnciam deste
modo a actuaçom dos profissionais da política no desenvolvimento
da catástrofe nacional, ao tempo que exigem “informaçom veraz
e sem censuras”. Vítor Vaqueiro, portavoz provissório do colectivo,
anúncia que Esculca prevé finalizar o seu período constituinte
em Fevereiro e eleger a primeira directiva estável da
associaçom cidadá.
6 de Janeiro
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O Chefe do Estado espanhol avala publicamente as reformas legislativas
aprovadas o dia 3 polo Consejo de Ministros para endurecer
a situaçom penitenciária de militantes e colaborador@s de
organizaçons armadas. No discurso
realizado durante a celebraçom da Páscoa Militar no Palacio
de Oriente, Juan Carlos I de Borbón y Borbón advogou ante
mais de 200 altos mandos de Defensa, soldados, guardias
civiles e militares dos três exércitos espanhóis por utilizar
“todos os meios” na luita contra o terrorismo.
O alegato realizado polo monarca espanhol, a meio dum clima
de extensom da tipificaçom de terrorismo a quase qualquer
actividade política contrária ao quadro constituicional, e
a menos dumha semana da aprovaçom da cadeia perpétua fáctica
polo Consejo de Ministros, supom o definitivo visto
bom da Monarquia espanhola às reformas penais em curso.
José María Aznar anúncia “umha ofensiva total” contra a
pequena delinquência. O presidente espanhol declara o despregamento dumha
iniciativa global “contra a insegurança e os delinquentes”
e asegura que esta nova política “já está em andamento”. A
ofensiva concretará-se no plano legal no endurecimento das
condiçons para o acesso à liberdade provissória, a possibilidade
do encarceramento “por reincidência” e a expulsom imediata
dàqueles trabalhadores ou trabalhadoras imigradas que atentem
contra a propriedade privada.
10 de Janeiro
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Governo espanhol aprova a reforma que impom a prisom preventiva
automática para delinquentes com reincidência. Introduzem-se
a este respeito novas reformas na Ley de Enjuiciamiento
Criminal. O titular de Justicia José María Michavila
explica que o anteprojecto “está cargado de sentido comum”
e “muito bem pensado”, para além de contar com o apoio de
94% d@s deputad@s do Parlamento espanhol. Michavila indica,
a respeito dum previsível aumento do número de pessoas presas,
que “se o número destas deve aumentar, farám-se os centros
penitenciários pertinentes”.
Ángel Acebes, Ministro de Interior e pessoa próxima
à organizaçom fundamentalista Legionarios de Cristo,
anuncia na véspera que o seu departamento negócia com Hacienda
a construçom de sete novos macrocárceres. O conjunto de
medidas legislativas vem inscrito no Pacto por la Justicia
que venhem de asinar PP e PSOE.
13 de Janeiro
José María Aznar anúncia um endurecimento das condenas para
as faltas e delitos menores. A comissom de
quatro faltas passa a ser considerada como delito
com o qual se agravam as sançons penais imponhíveis e situa-se
a “habitualidade” como um dos eixos sobre os que se desprega
a reforma penal. Além disso, a repressom da pequena delinquência
cometida por trabalhador@s estrangeir@s ilegais pode ser punida
em diante com a expulsom do território estatal.
O despregamento dosificado dumha bateria de reformas em
matéria penal, com o discurso da segurança cidadá como
trasfundo, e com umha impresionante cobertura mediática e
publicitária, é umha constante ao longo do mês de Janeiro.
A meio da crítica situaçom que se vive na Galiza, como consequência
das limitaçons competenciais e da gestom incompetente do naufrágio
do Prestige, as autoridades espanholas tratarám de deslocar
o centro da atençom informativa para as políticas de segurança
cidadá.
14 de Janeiro
O informe anual de Human Rights Watch sobre a situaçom
dos direitos humanos a nível internacional denúncia as condiçons
infrahumanas de detençom d@s imigrantes ilegais no Estado
espanhol. HRW incide
em que, “apesar das repetidas críticas do Comité Europeio
para a Prevençom da Tortura e do Comité da ONU contra a Tortura”,
a situaçom nos centros de detençom espanhóis segue a ser “muito
deficiente”
Antonio Pillado, Conselheiro de Justiça e Interior da Xunta
da Galiza, destaca o “importante papel” que estám chamadas
a jogar as Polícias locais na luita contra a pequena delinquência.
Durante a abertura
do curso académico 2003 da Academia Galega de Segurança, o
titular galego de Interior afirmou a necessidade dumha “maior
e mais diversificada preparaçom” das Polícias locais face
o aperfeizoamento das suas funçons “no conjunto de corpos
e forças de segurança do Estado”.
15 de Janeiro
O Estado espanhol pom em funcionamento Eurodac, um novo
sistema europeio de comprovaçom de pegadas dactilares para
demandantes de asilo político. Segundo o Ministerio de Interior, Eurodac estará
agrupado na Unidade Central, ubicada em Luxemburgo, e contará
com umha base de dados informatizada que permitirá identificar
se umha pessoa demandante de asilo fizo este trámite previamente
noutro Estado da UE. A notícia desta nova medida para acrescentar
o controlo social sobre as e os cidadáns da Uniom Europeia
e, particularmente, sobre @s extracomunitári@s, vem
rodeada de louvanças às “garantias” que oferece o novo sistema
e à “inviolabilidade dos dados” que acumula.
16 de Janeiro
Ampliaçom do quadro de pessoal da Polícia espanhola. Segundo
a planificaçom realizada por Interior, 12825 pessoas
incorporarám-se ao Cuerpo Nacional de Policía de 2003
a 2007 no quadro do Plan Integral contra la Delincuencia.
A situaçom socioeconómica derivada da dependência colonial
que padece a Galiza provocará que umha parte percentualmente
importante desse contingente de força repressiva seja originário
do nosso país e, com toda provabilidade, empregado para praticar
a repressom fora do nosso território nacional.
Para acelerar o ritmo de incorporaçom dos novos polícias
Interior vem de reduzir o período de preparaçom dos
agentes num terço da sua duraçom. Nom se conhece que parte
do contingente global será destinado ao nosso país.
17 de Janeiro
Consejo de Ministros aprova
as medidas legais do “Plano contra a delinquência” publicitadas
nos meios de difusom nas semanas prévias. Recolhem-se neste informe, nos dias anteriores,
algumhas das fundamentais em matéria de controlo social e
repressom política.
20 de Janeiro
Corrupçom na Guardia Civil na Galiza. O imputado
num macrojuízo por prostituiçom e proprietário do Clube A
Fonte Arturo G. S. declara durante o seu processo que “um
sargento da Guardia Civil dissera-me meses antes da
redada que se lhe entregava 1500 euros poderia viver tranquilo”.
As acusaçons de práticas corruptas contra agentes do corpo
repressivo serám umha constante neste semestre e som indicativas
do carácter estrutural, e nom apenas casual ou esporádico,
que define esta prática. Aqui apenas resenharemos algumhas
das que alcançárom o conhecimento público.
24 de Janeiro
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Corunha amanece ocupada por antidisturbios espanhóis. As Unidades de Intervención Policial (UIP), popularmente
conhecidas como antidisturbios, tomam na manhá de 24
de Janeiro os principais acessos à cidade de Corunha. Mais
dum centenar de agentes ocuparám também a Praça de Maria Pita.
O objectivo do despregamento policial é impedir a proximidade
ao Consejo de Ministros da protesta de mais de 5000
pessoas convocadas por Nunca Mais para exigir responsabilidades
políticas pola catástrofe que vive o país. As sucessivas intervençons
dos corpos repressivos saldárom-se com várias cidadás e cidadáns
contusionados.
26 de Janeiro
As Unidades de Intervención Policial tomam o Paço
de Congressos da capital galega. A celebraçom dumha convençom de
cargos municipais do Partido Popular na capital da
Galiza, com presença do presidente do Governo espanhol, é
motivo para um novo despregamento da UIP. 800 manifestantes
mobilizad@s por Nunca Mais som fisicamente rodead@s polos
efectivos policiais produzindo-se várias agressons e a retençom
dalgumhas das pessoas mobilizadas.
27 de Janeiro
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Polícias espanhóis retiram à força umha faixa reivindicativa
do lugar do Pajonal (Compostela). Quatro agentes
policiais efectivam a
ordem ditada polo titular do Julgado nº2 de Compostela o ultraconservador
Javier Míguez Poza, e retiram as faixas instaladas pola família
Costoia em que denúnciam a “usurpaçom de terrenos vizinhais”
na construçom dumha gasolineira.
29 de Janeiro
O Movimento polos Direitos Cívicos entrega o seu informe
anual ao Fiscal Jefe da Galiza e os sindicatos. A associaçom
composta por Galiza Nova, CIG-Mocidade e os CAF dá conta no
seu informe das denúncias e queijas apresentadas pola mesma
a respeito de actuaçons policiais em manifestaçons e protestas.
Criticam igualmente as reformas legislativas introduzidas
no Estatuto de los Trabajadores e a Ley Orgánica
de Partidos Políticos, assi como a política governamental
de intoxicaçom informativa desenvolvida sobre a catástrofe
nacional que vive a Galiza.
31 de Janeiro
O Governo municipal de Ames aplica as directrizes do Plano
contra a Delinquência do Governo espanhol. O pleno do Concelho
aprova o reforço do quadro da Polícia local e demanda de Madrid
a ampliaçom do número de guardias civiles alistados
no quartel do Milhadoiro. A iniciativa parte de J. M. Astray,
alcalde do Partido Popular em Ames desde o franquismo.
FEVEREIRO DE 2003
3 de Fevereiro
Concelho de Ourense persegue a liberdade de expresom. Dous activistas
da Plataforma Nunca Mais som identificados e denunciados por
colar cartazes da plataforma cidadá. O Governo municipal imporá-lhes
por esta actividade umha sançom administrativa de 30 euros
a cada um.
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Ángel Acebes aposta por acrescentar o número de casas quartel
da Guardia Civil. O Governo espanhol nom baralha
qualquer proposta de reduçom de efectivos e ámbito de despregamento
do instituto militar, senom que “para atalhar a delinquência”
prevé acrescentar o número de instalaçons do mesmo. O Ministro
de Interior Ángel Acebes asegura que esta é “umha aposta
permanente” do Executivo que representa, o qual declara que
“a melhora da segurança está intimamente vinculada à presença
da Guardia Civil”. Na actualidade o Estado espanhol
dispom de 2300 casas quartel que albergam 38400 vivendas de
agentes deste corpo repressivo. O orçamento do instituto armado
alcança oficialmente a quantidade de 51 milions de euros anuais.
Ocupaçom policial do casco histórico da capital galega.
Dúzias
de carrinhas policiais e agentes da Unidad de Intervención
Policial ocupam desde primeiras horas da manhá as principais
ruas e praças da zona velha compostelana, limitando a liberdade
de circulaçom da vizinhança e procedendo a identificaçom das
pessoas que resultam suspeitosas ante a visita do Chefe
do Estado espanhol à Fundación Torrente Ballester.
20 independentistas que conseguiram concentrar-se para manifestar
o seu rechaço à visita real som cercad@s por agentes da UIP.
Vári@s resultam identificad@s.
4 de Fevereiro
BNG demanda mais efeitivos policiais para “controlar a movida
nocturna” em Ordes. Ramiro Recouso, portavoz nacionalista
na corporaçom municipal ordense, anúncia que a sua formaçom
considera “chave” acrescentar os efectivos da Polícia local
e solicitar reforços como alternativas para evitar os incidentes
que gera na sua opiniom a massiva presença na vila de centos
de moços e moças durante as fins-de-semana. Recouso acusa
o alcalde Teodóssio Martino de “incapacidade” para “por freio
à situaçom”.
5 de Fevereiro
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Interior convoca 800 praças
de carcereiros ante a prevista enjurrada de pessoas presas
que derivará das reformas penais e penitenciárias. 25% da oferta pública de emprego
para 2003 irá destinada à Dirección General de Instituciones
Penitenciarias (DGIP). Esta oferta vem acompanhada dum
crédito de 130.6 milions de euros que Hacienda traslada
a Interior para a construçom de quatro novos macrocárceres.
A DGIP dispom actualmente dum quadro de 20000 carcereiros
e umha populaçom penitenciária de 45075 pessoas
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Polícias espanhóis agredem em Ourense os tractoristas da
Límia participantes numha mobilizaçom em defesa do sector
da pataca. O Subdelegado
del Gobierno espanhol em Ourense Rosendo Fernández resolve
as reivindicaçons dos pataqueiros da Límia com umha brutal
carga policial que ocasiona vários contusionados, duas pessoas
feridas nas extremidades inferiores que devem ser trasladadas
ao hospital e a detençom de José Manuel Puga, secretário provincial
do Sindicato Labrego Galego, que resultará também agredido
em Comisaría e permanecerá em maos dos antidisturbios
durante várias horas.
A intervençom repressiva desenvolvida por 5 carrinhas policiais
e mais de 20 agentes contra os produtores de pataca produz-se
a 6 qm. de Ourense, pondo fim de modo violento à tentativa
dos labregos de alcançar a cidade e aparcar indefinidamente
ali os seus veículos para acelerar umha saída à crise que
vive o sector. Além disso, e aplicando idênticos métodos que
a Guardia Civil no seu ámbito de intervençom, os antidisturbios
tomam as matrículas dos tractores e pedem a documentaçom os
agricultores. A maior parte deles nega-se a cumplir com esta
obriga legal.
O colapso da N-525, agora em demanda da liberdade sem cargos
para o sindicalista do SLG, durará até meia-noite, hora à
que este é libertado. Alcaldes do PP de Sandiás, Rairiz de
Veiga, Trasmiras, Sarreaus e outras vilas afectadas polo conflito
despraçam-se até o lugar dos factos. Xaquin Rodríguez, regedor
de Rairiz de Veiga, declarará que esta “é umha situaçom alucinante
em pleno século XXI que reflite um retrocesso das liberdades”.
6 de Fevereiro
Fai-se pública a suposta “inoperatividade” das câmaras de
videovigiláncia que a Polícia espanhola tem instaladas no
casco histórico da capital galega. Segundo informaçons aparecidas no diário La Voz
de Galicia, estas câmaras carecem do permisso preceptivo
da Delegación del Gobierno espanhol na Galiza. Simultaneamente
à apariçom desta notícia, dous vizinhos que fizeram umha petiçom
ao Governo local para conhecer o conteúdo das fitas gravadas
polas videocâmaras recebem a resposta de que as gravaçons
“borram-se quase de imediato”.
8 de Fevereiro
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60 manifestantes convocad@s por Nunca Mais em Lugo resultam
agredidos por polícias espanhóis e escoltas de Mariano Rajoy
quando exigiam responsabilidades pola catástrofe do Prestige. O transcurso
dum acto convocado polo Partido Popular em Lugo é boicotado
por manifestantes mobilizad@s por Nunca Mais. O local do PP
é objecto dum vertido de chapapote. Perante a impossibilidade
para conter as pessoas que protestam frente a Mariano Rajoy,
vários escoltas deste desenfundam armas de fogo e agredem
brutalmente um dos manifestantes. Junto aos polícias espanhóis
despregados chegarám com posterioridade efeitivos da Guardia
Civil e a Polícia Autonómica. A mobilizaçom realizada
e os incidentes que dela resultam som motivo dumha
campanha mediática local para reforçar a presença da Polícia
espanhola na localidade dos 116 efeitivos de que dispom na
actualidade aos 175 “necessários”.
9 de Fevereiro
Criminalizaçom da mocidade em Boiro e Ordes. Forças
da Guardia Civil espanhola e a Polícia local tomam
o Campo da Feira de Ordes, lugar de reuniom de centos de moços
e moças durante as fins-de-semana. O diário ultraconservador
El Correo Gallego demanda através dos seus correspondentes
Suso Souto e Mónica González “maior presença policial” na
vila de Boiro para o controlo da mocidade.
10 de Fevereiro
Novas tecnologias e controlo social. A Agencia
de Protección de Datos pom em questom o projecto de tarjeta
sanitária individual que pretende por em andamento o Ministerio
de Sanidad no conjunto do Estado e que foi apresentado
em 13 de Janeiro os conselheiros de sanidade das Comunidades
Autónomas. José Luis Piñar, presidente da entidade, asegura
que o projecto manifesta “problemas, e nom poucos, do ponto
de vista da protecçom dos dados” e considera necessário esclarecer
“que dados conterám as tarjetas, como se utilizarám e que
pessoas estarám facultadas para aceder os mesmos”. J. L. Piñar
questiona que a informaçom armazenada nas tarjetas tenha um
uso “estritamente sanitário ou de outro tipo”. O alto grau
de interrelaçom existente entre os distintos organismos estatais
e o actual nível de informatizaçom administrativa convidam
a pensar que o projecto de Sanidad suporá umha maior
imiscussom estatal na privacidade dos e das cidadás.
11 de Fevereiro
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Relevo de mandos à frente da Polícia Autonómica. Manuel
Bouzas Canosa é nomeado comisario da Polícia Autonómica
em substituiçom de Jaime Iglesias que se reintegrará à Polícia
espanhola na vila de Ponte-Vedra. Bouzas Canosa fora Comisario
Jefe de Seguridad Ciudadana em Corunha, participando na
implantaçom do Programa Policía 2000.
A Junta de Fiscales de Sala tacha de “ilegal” a reforma
governamental que regula que a comissom de quatro faltas
no prazo dum ano será considerada como delito. Indicam que este
aspecto pontual da reforma penal “iria contra a presunçom
de inocência”, dando o visto bom o resto das medidas governamentais.
13 de Fevereiro
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Policializaçom da capital galega. 25 novos
polícias espanhóis incorporarám-se proximamente à Comisaría
compostelana, actualmente com 183 efeitivos. O alcalde
Sánchez Bugallo aproveita a ocasiom para aparecer em diversos
meios reinvindicando um quadro de 240 agentes. O Concelho demanda
também a permanência na cidade da Unidad de Intervención
Policial (UIP) -os antidisturbios-, recentemente
despraçada a Compostela para cubrir diversos actos oficiais.
Quanto a Polícia local, o quadro deste corpo repressivo alcançará
em breve a cifra de 188 agentes, embora o Governo local demanda
a quantidade de 230.
A hiperpresença de agentes de polícia na capital
galega nom deriva da existência dumha elevada conflitividade
social ou política: as próprias autoridades municipais e policiais
coincidem sem excepçom em qualificar o núcleo urbano como
“seguro” em termos policiais, mas alegam o intangível conceito
da insegurança subjectiva para justificar a permanente
policializaçom dos espaços sociais e actividades que se desenvolvem
na cidade. Nesta mesma direcçom, o Governo municipal asinará
um convénio com a Subdelegación del Gobierno para a
colaboraçom entre a Polícia local e a espanhola no marco dum
acordo asinado recentemente entre o Governo espanhol e a Federación
Española de Municipios y Provincias (FEMP).
14 de Fevereiro
O Consejo de Ministros aprova a reforma legal que
permitirá os juízes encarcerar @s autor@s da denominada pequena
delinquência. A medida
supom a generalizaçom da aplicaçom da prisom preventiva para
os delitos de menor quantia. A própria Fiscalía
General del Estado alerta sobre a possível ilegalidade
das mudanças promovidas polo Executivo.
16 de Fevereiro
A Guardia Civil interpom denúncia contra os pataqueiros
da Límia. Apesar de nom atopar-se presente na carga
policial realizada contra os pataqueiros o dia 5 (ver informaçom),
quando estes demandavam ajudas para o sector,
a Guardia Civil interpom denúncia contra os
agricultores por curtar o tránsito de forma ilegal. Incumplem-se
assi as promesas de ausência de repressárias exprimidas no
seu momento polo Subdelegado del Gobierno em Ourense
Rosendo Fernández.
La
Voz de Galicia e a “insegurança
cidadá” na Galiza. Em domingo -jornada em que o diário do
Grupo Voz alcança o seu máximo número de leitores e leitoras
(mais de 140000 jornais vendidos)- e no marco da campanha
governamental arredor do discurso do delito e a promoçom
da insegurança cidadá, o jornal La Voz de Galicia
apresenta umha extensa reportagem com o objectivo perceptível
de magnificar os índices de delitividade e dar fundamento
informativo à demanda Más Seguridad, promovida tanto
desde a direita quanto desde a esquerda instituicional.
Asegura La Voz de Galicia que estes índices se teriam
acrescentado na Galiza rural mais do duplo do que a meia estatal.
Para além da conjunturalidade do dado e o seu escaso relevo
percentual, a informaçom serve para dar voz a Asociación
de Simpatizantes de la Guardia Civil, entidade composta
por membros em activo do corpo militar, que relaciona o reponte
delitivo com a “deficiente asignaçom de recursos” a
umhas áreas em que vive 60% da populaçom da CAG. A letra pequena
da mesma reportagem indica, com todo, um dado muito significativo
quanto à campanha estatal Más Seguridad: a CAG tem
uns índices de delinquência que estám 20 pontos percentuais por debaixo da meia estatal.
Distintos meios de difusom anúnciam que a Academia Galega
de Segurança formou em 112 cursos 3700 polícias no último
ano. A entidade
policial insiste na necessidade de homogeneizar as actuaçons
das Polícias locais e intervir na formaçom de outros corpos.
Privatizaçom da segurança cidadá. A vigiláncia
policial continua escalando postos entre os sectores económicos
mais lucrativos. Seguindo a estrategia privatizadora, Interior
vem de entregar a maos privadas a protecçom dos edifícios
das Jefaturas de Tráfico. O desembolso do Ministerio
espanhol para pagamentos a empresas privadas de segurança
medrou um 82.24% desde 1996 com a chegada do PP ao Governo.
17 de Fevereiro
O Ministro de Justicia José María Michavila reafirma
a validez das reformas do Código Penal que impulsiona
o Governo espanhol. Frente as discrepáncias de matiz que surgem em diversas
instáncias do Estado a respeito das reformas em curso, o representante
do Governo fai umha defesa encerrada das mesmas e asegura
que “a polícia nom pode estar soa na luita contra o delito”.
18 de Fevereiro
Adoutrinamento instituicional da infáncia na adesom aos
corpos repressivos. Dúzias de nen@s do Colégio “Compañía de
María” som despraçad@s às dependências da Polícia local compostelana
para indoutriná-los na ideologia da segurança cidadá.
A iniciativa parte do Departamento de Educaçom do Concelho
em colaboraçom com a Dirección General de Tráfico,
entidade directamente dependente do Ministerio de Interior.
19 de Fevereiro
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Repressom das protestas populares contra a catástrofe do
Prestige. O julgado nº 7 de Ponte-Vedra abre diligências “por injúrias
à autoridade” contra umha moça que insultou Fraga Iribarne
quando este saia dumha reuniom do PP provincial.
21 de Fevereiro
Militantes de NÓS-Unidade Popular de Trasancos identificados
por realizar um mural político. Bruno Lopes,
Paulo Rico e Maurício Castro som denunciados “por danos ao
património” pola Polícia espanhola trás realizarem um mural
independentista.
23 de Fevereiro
O Grupo Parlamentar do BNG no Hórreo exige à Xunta
partidas orçamentárias para a posta em andamento dos juízos
rápidos. Fora
desta petiçom técnica realizada polo deputado Alberte
Rodríguez Feixoo, a formaçom nacionalista nom questiona a
filosofia política dumha reforma que doravante dará um peso
excepcional aos corpos policiais no desenvolvimento dos processos
judiciais.
24 de Fevereiro
Criminalizaçom da mocidade ordense. Campanha
em diversos meios de difusom comarcais demandando umha maior
presença policial na vila de Ordes “para controlar a movida
juvenil”. As informaçons magnificam de modo interessado
factos delitivos marginais para gerar umha alarma social
que revirta tanto na estigmatizaçom da mocidade -drogadiçom,
desordens, etc.- , quanto na compactaçom social em torno as
forças repressivas e a demanda de mais efectivos policiais.
Mais polícia espanhola para a capital galega. Ao fio
da polémica aberta há algumhas semanas sobre a suposta falta
de efeitivos policiais na capital da Galiza, o Ministerio
de Interior convoca 27 novas praças e anúncia que incorporará
à Comunidade Autónoma Galega 254 agentes mais a engadir aos
2070 já existentes.
O juíz do Julgado nº 7 de Ponte-Vedra arquiva as diligências
abertas contra umha moça que insultara Fraga Iribarne.
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Novas dotaçons para a Polícia espanhola. O Ministro
de Interior Ángel Acebes inaugura em Madrid 1073 carros
de camuflagem para a Polícia espanhola.
Colaboraçom cidadá com os corpos policiais. Umha
nova legislaçom de ámbito autonómico impom @s proprietári@s
de locais hostaleiros a obriga de chamar a Polícia quando
detectarem ruido nas proximidades dos seus locais.
25 de Fevereiro
Vizinh@s contra a Guardia Civil. Vizinh@s
de Santa Comba denúnciam “por vejaçons” o sargento da Guardia
Civil da vila José Lino Lemos Rosende e organizam umha
recolha de sinaturas para o despraçamento deste número.
Numerosos vizinhos e vizinhas alegam ter sido objecto dos
excessos do denunciado.
26 de Fevereiro
Controlo cidadám por videocâmaras. O Governo
municipal de Ribeira contratará à empresa Fichet para instalar
câmaras policiais em diversas ruas e praças da vila do Barbança.
A colocaçom dos objectivos realizará-se em dous meses.
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Sabotagem instituicional de iniciativas de autoorganizaçom
social em Corunha. O Governo municipal corunhês precinta
temporariamente o local da Associaçom Cultural “Mil Luas”,
centro social libertário onde até o momento se desenvolviam
regularmente actividades socioculturais. A razom oficial da
claussura é a necessidade de o local social reformar-se para
adequar-se a normativa municipal sobre ruidos, trás a denúncia
realizada contra a associaçom por um juíz residente no bairro.
Várias pessoas denúnciam a intervençom do Concelho.
28 de Fevereiro
Repressom policial em Ourense. Dous moços resultam
identificados, detidos e denunciados quando realizavam umha
pintada antifascista na Ponte do Milénio. Estám à espera de
processo judicial.
MARÇO DE 2003
3 de Março
Concelhos contra a liberdade de expressom. O Governo
municipal de Santa Comba decide contratar os serviços dum
grafólogo para averiguar a autoria de diversas pintadas aparecidas
na vila com as legendas PP caciques e Parajó RIP
-em alusom a Toja Parajó, alcalde da vila-. Xosé Manuel
Vila, concelheiro nacionalista na corporaçom jalheira, qualificou
a realizaçom das pintadas de acto de “covardia política de
quem nom tem valor de dar a cara”.
Juízo em Madrid contra independentista galego. O processo
a celebrar hoje contra o ex militante do Exército Guerrilheiro
do Povo Galego Ceive Manuel Quintáns Lopes é suspendido pola
incomparecência de vários advogados da acusaçom particular.
O patriota galego enfrenta-se a umha petiçom de 82 anos de
cárcere pola sua presunta participaçom numha acçom desenvolvida
em 2 de Fevereiro de 1989 polo EGPGC em Irijoa. O número
da Guarda Civil Benedicto García Ruzo resultara
morto como consequência deste operativo. Acusa-se além disso
Quintáns Lopes de “integraçom em banda armada, detençom ilegal,
atentado, assassinato frustrado e assassinato consumado”.
O independentista galego fora excarcerado em 1993 trás quatro
anos de prisom sem ser-lhe realizado o juízo, aproveitando
esta circunstáncia para exilar-se no estrangeiro. Em Julho
de 1998 foi detido polas Forças Aéreas Mexicanas, permanecendo
quatro anos em prisons dáquel país e sendo extraditado em
2002.
6 de Março
Parlamento espanhol avala quase por unanimidade a cadeia
perpétua fáctica proposta polo Executivo do PP. Com mais de 90%
dos votos afirmativos, o Congresso espanhol aprovava a reforma
da legislaçom penitenciária que eleva de 30 para 40 anos a
máxima pena por delitos de “terrorismo” e endurece
as condiçons para o acesso ao terceiro grau penitenciário
para @s militantes ou colaborador@s de organizaçons revolucionárias.
Foi rechaçada a totalidade das emendas ao Projecto de Lei
para o cumplimento íntegro e efectivo das condenas. Carlos
Aymerich, deputado do BNG na câmara espanhola, tachou a medida
de “cadeia perpétua encuberta”.
Oscurantismo no processo de instalaçom de câmaras policiais
nas ruas da capital galega. O Movimento polos Direitos Cívicos
denúncia a negativa do Governo municipal e da Delegación
del Gobierno a informar sobre os permissos para a instalaçom
de câmaras de videovigiláncia na rua. O Valedor do Pobo
também afirma a impossibilidade de aceder ao citado material.
650 sinaturas contra a Guardia Civil. Vizinh@s
de Santa Comba recolhem 650 sinaturas como denuncia dos abusos
do chefe do posto da GC na vila, José Lino Lemos Rosende.
Com as sinaturas é apresentado no Concelho um dosier sobre
as atitudes do citado número. Umha brochura anónima
distribuida massivamente por Santa Comba caracteriza Lemos
Rosende como “um vaqueiro” a circular pola vila.
8 de Março
Reorganizaçom das instalaçons da Guardia Civil por
Interior. O Ministerio de Interior procederá à realizaçom
dum Plano Renove imobiliário da GC consistente na venda
das instalaçons obsoletas do instituto armado para custeiar
a melhora de outras que Interior considera estratégicas.
Dentro do plano de reorganizaçom aponta-se a necessidade de
melhora das 38400 vivendas de que actualmente dispom a Guardia
Civil . Com este objectivo, os orçamentos para o corpo
militar serám acrescentados num 11.86% para 2003.
12 de Março
Criminalizaçom da mocidade em Melide. Benedito
Álvares, concelheiro nacionalista na corporaçom municipal
de Melide, demanda “mais polícia, particularmente às noites”
como mecanismo de controlo da movida juvenil. A incorporaçom
do nacionalismo instituicionalista às denominadas políticas
de segurança é a cada mais umha realidade, já nom apenas a
nível de acordos instituicionais globais, mais desde os próprios
governos municipais.
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A Guardia Civil espanhola implicada em torturas. O Tribunal
de Direitos Humanos de Estrasburgo vem de admitir a trámite
15 denúncias de tortura contra a Guardia Civil apresentadas
por independentistas cataláns em 1992. O Tribunal considera
que há indícios de que o Estado espanhol violou o artigo 3
da Carta dos Direitos Humanos que proibe o emprego da tortura.
O Tribunal Constitucional contra o direito de livre
associaçom política. O Tribunal Constitucional avala
com o apoio de doze magistrados a Ley Orgánica de Partidos
Políticos. A nova legislaçom sobre o direito de associaçom
permite por fora do jogo político instituicional e social
aquelas opçons que fagam um questionamento explícito do actual
quadro jurídico-político. Na Galiza, as diversas organizaçons
e entidades que conformam o independentismo nacional seriam
potencialmente as primeiras acredoras a ser objecto de aplicaçom
da lei.
13 de Março
O Estado espanhol é denunciado na UE por torturas e tratos
degradantes. O Comité para a Prevençom da Tortura e
dos Tratos Inhumanos e Degradantes do Conselho de Europa afirma
que as pessoas detidas no Estado espanhol estám desprotegidas
contra a prática instituicional da tortura. O informe apresentado
polo Comité alega que “o quadro legal nom oferece os detidos
um sistema eficaz de garantias contra os mal-tratos””. Denúnciam
também a imposiçom das 120 horas de detençom incomunicada
em casos de terrorismo, sem que a pessoa detida tenha
direito a eleger advogad@ e médic@ forense e baixo o desconhecimento
das acusaçons que se lhe realizam.
Este novo informe soma-se a outros já apresentados pola
ONU e por Amnesty International em que se acusa o Estado
espanhol da prática instituicionalizada da tortura como meio
de extracçom de confessons. Para evitar estas práticas, AI
propom entre outras medidas a gravaçom dos interrogatórios.
José Manuel Sánchez Forner, Secretário Geral do Sindicato
Unificado de Policía (SUP)
asegurou com todo que “99% das denúncias de mal-tratos som
falsas”.
14 de Março
Inícia-se um processo judicial contra 12 vizinhos da Arouça
que participaram na luita contra os depósitos de hidrocarburos
do Ferraço em 2000. Pedem-se para todos mais de 55 anos de
cárcere. Hoje
fai-se pública a petiçom do fiscal contra vários vizinhos
da comarca da Arouça que, em 18 de Janeiro de 2000, participaram
na mobilizaçom contra os depósitos do porto do Ferraço em
Vila Garcia. A convocatória fora realizada pola Plataforma
para a Defesa da Ria e reunira na altura 800 pessoas de toda
a comarca. Segundo o informe do fiscal, @s manifestantes dividiram-se
em três grupos de 250 pessoas que se dirigiram a colapsar
as três principais saídas da vila, curtando o tránsito rodado
com barricadas de contentores ardendo e outros elementos de
mobiliário urbano. @s manifestantes deixaram incomunicada
Vila Garcia durante várias horas, produzindo-se diversos enfrontamentos
entre @s vizinh@s e dezenas de antidisturbios despraçados
à vila para repremer as protestas.
Como consequência da intervençom policial resultaram contusionadas
dúzias de pessoas e praticaram-se 12 detençons: um vizinho
de Vila Garcia, 3 de Rianjo, 4 da Ilha de Arouça e 4 de Boiro,
Vila Nova, Vila Longa e Cambados.
Mais de 3 anos depois dos factos, o Ministerio Público
realiza a abertura do processo contra as doze pessoas detidas.
Afirma a fiscalia que as actuaçons dos detidos “som legalmente
constitutivas dum delito de desordens públicas em concurso
com um delito de danos”, e considera um agravante “que três
deles levassem o rosto cuberto com passamontanhas”. Acusa-se
também a 11 dos processados dum “delito de atentado contra
a autoridade” e ao duodécimo dum “delito de resistência”.
As petiçons som de condena de 5 anos e meio de cárcere por “desordens públicas”, “danos
com agravante de disfraz” e “atentado” para dous dos processados.
Para um terceiro vizinho pede-se umha condena idêntica com
a engádega de 10 meses “por resistência”. Os restantes nove
encausados enfrentam-se a penas de 4 anos e meio de prisom
por “desordens”, “danos” e “atentado”. Um total de 55 anos
e 4 meses de privaçom de liberdade conformam a petiçom da
fiscalia, à que há que engadir o pagamento dumha sançom económica
de 16083 euros em conceito de “indenizaçom” ao Concelho de
Vila Garcia -instituiçom que se persona como acusaçom no processo
contra os 12 vizinhos- e o pagamento das custas judiciais.
Os julgamentos poderiam iniciar-se o vindeiro mês de Setembro.
16 de Março
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Constitue-se na capital da Galiza o organismo popular anti-repressivo
Ceivar. Com a presença d@s membros da Comissom
Gestora para a criaçom do organismo anti-repressivo nacional
constitue-se formalmente Ceivar. A nova estrutura focará a
sua intervençom para a denúncia da repressom política sobre
o povo galego e a cobertura jurídico-legal das e dos militantes
que sejam objecto da mesma. O organismo dota-se dumha estrutura
assemblear de comités comarcais coordenados através dumha
Mesa Nacional. Entre os objectivos imediatos aponta a formalizaçom
dumha Equipa Jurídica e a centralizaçom da gestom dos processos
repressivos em que estám imersas dezenas de independentistas
galeg@s.
17 de Março
O Tribunal Supremo espanhol aplica por primeira vez
a Ley Orgánica de Partidos Politicos. Por unanimidade,
os 16 juízes que componhem a sala do Tribunal Supremo
aprovavam a primeira ilegalizaçom dum partido político no
Estado espanhol desde 1975. Do consenso judicial alcançado
no TS para a ilegalizaçom de Batasuna informa nom só
a citada unanimidade, mas o facto de que apenas tenham sido
necessários 4 dos 20 dias preceptivos para ditar a resoluçom.
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Repressom da liberdade de expressom no ensino polas autoridades
autonómicas. A Xunta da CAG inícia a retirada
de propaganda em denúncia da maré negra e do começo da guerra
imperialista contra o povo iraquiano nos colégios e licéus
de todo o país. Alega esta administraçom que “nom se pode
utilizar (sic) um centro com fins políticos” e continua na
linha da instruçom emitida o dia 12 sobre publicidade e propaganda
nos centros educativos. Esta normativa dita que os tabueiros
de anúncios dos centros só podem ser utilizados “para fins
próprios do serviço público docente” e que é ilegal qualquer
tipo de propaganda ou publicidade sobre “questons alheias”.
Engade além disso a proibiçom de os centros se manifestar,
“em votaçons ou referendos”, sobre as citadas questons.
18 de Março
Repressom económica contra a AMI. Os membros
do Conselho Nacional da AMI Júlio Soares, Miguel Garcia e
Ugio Caamanho som condenados polo Julgado de Instruçom nº
1 da capital galega a pagar 540 euros em conceito de sançom
por realizarem um mural político no bairro da Trisca e 120
em conceito de “indenizaçom” ao Governo local. A sentença
advirte que, em caso de nom poderem pagar as quantidades e
em ausência de bens embargáveis, procederá-se ao arresto dos
processados.
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Concelhos e liberdade de informaçom. O Governo
municipal compostelano vem de colocar a instáncias da Concelharia
de Meio Ambiente que dirige o nacionalista Néstor Rego Candamil
20 painéis para fixaçom de cartazes. Rego Candamil asegura
que com esta medida “compatibiliza-se a liberdade de expressom
com a limpeza urbana”, mas a ordenança local que proibe o
emprego de todo tipo de suporte informativo no termo municipal
fica intacta. Além disso os painéis instalam-se em lugares
de pouca ou nula visibilidade. Diversos colectivos sociais
e políticos -particularmente independentistas- denunciarám
nos próximos dias o que consideram umha lavagem de cara
por parte das autoridades municipais que nom resolve a questom
de fundo.
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Rebeliom nos centros educativos da Galiza. A reacçom
a esta nova demonstraçom do talante fascista do PP nom se
fai esperar. Licéus de todo o país convocam claustros extraordinários
para rechaçar os ditames de Educaçom, afirmando que a normativa
“caiu como um maçaço”. Sindicatos e assembleias de estudantes
exigem a sua retirada e convidam a que se ignore. A Assembleia
de Professores de Ensino Secundário de Lugo pede a imediata
demissom do Conselheiro e do Director Geral de Centros. Professor@s
de distintos licéus aseguram que a Inspecçom está obrigando
a retirar bandeiras de Nunca Mais em diversos centros de ensino.
O sindicato do ramo da CIG denúncia que “o comunicado coarta
a liberdade de expressom e atenta contra os direitos fundamentais
de professores e alunos”.
Enquanto, Celso Currás advertirá da possibilidade de @s
director@s dos centros educativos ser expedientad@s no caso
de nom cumplir a normativa. A deputada do BNG Tareixa Novo
tachará de “fascista” o titular de Educaçom.
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Subdelegación del Gobierno espanhol
em Corunha defende brutal carga policial. A máxima representaçom
do Governo espanhol na provincia de Corunha declara
que a Polícia espanhola empregou a “força mínima imprescindível”
para disolver a concentraçom que o passado 3 de Dezembro denunciava
ante o parlamento autonómico a passividade das autoridades
ante a catástrofe nacional desencadenada polo naufrágio do
Prestige. A versom oficial oculta no entanto o facto
de que as pessoas agredidas fôrom-no unilateralmente por parte
do corpo repressivo, dando-se casos de assanhamento com militantes
destacad@s polo seu compromisso público. Várias pessoas resultaram
contusionadas, ingressando oito ao Hospital Policlínico como
resultado da agressom. Essas mesmas pessoas estám pendentes
de juízo por “atentado contra a autoridade”, ao ser facilitada
polo citado hospital a informaçom sobre os ingressados aos
antidisturbios.
20 de Março
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Fraga Iribarne retoma práticas dos seus tempos de Ministro
de Información franquista. O presidente do Governo autonómico Fraga
Iribarne declara-se “contra a violaçom das consciências dos
estudantes galegos”. Socialmente acurraladas nos momentos
álgidos da crise nacional, as autoridades autonómicas reagirám
em coerência com comportamentos próprios da sua natureza fascista
com a criaçom de irreais inimigos externos que reagrupem a
populaçom (batasunizaçom da Galiza), a criminalizaçom
de toda resposta social (reduçom desta a formas menores de
violência política) e o emprego da repressom contra a protesta
popular massiva, considerada polo titular da presidência da
Xunta como “toda essa merda com a que querem untar
o país”.
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Detençons em Ourense. Umha mobilizaçom
juvenil contra a guerra imperialista convocada em Ourense
remata na Praça Maior da cidade. Produze-se o lançamento de
pedras e ovos contra o edifício do Concelho governado polo
Partido Popular e enfrentamentos com as Fuerzas
de Seguridad del Estado. Um carro da Polícia local é volcado
pol@s manifestantes no seu propósito de defender-se da agressom
desta. 4 moços resultam detidos. Dous serám conduzidos a Comisaría
e ficarám à espera de juízo por “atentado contra agente da
autoridade” e rotura das cristaleiras do Concelho.
Reforço dos julgados ante a aplicaçom da justiça rápida. O Consejo General del Poder Judicial (CGPJ) solicita
dos Ministerios de Justicia e Interior o reforço
de 50 julgados de Instruçom, Primeira Instáncia e do Penal
para asumir os juízos rápidos e a enjurrada de processos
que derivará das reformas governamentais em matéria penal.
Empresários com a Guardia Civil. Um grupo
de empresários da vila de Santa Comba solidariza-se com o
sargento do instituto armado José Lino Lemos Rosende, suspendido
cautelarmente das suas funçons. O chefe do posto da GC em
Santa Comba fora denunciado num dosier elaborado ao efeito pola sua agressividade
e prepotência por parte dos vizinhos e vizinhas da vila. Foram
recolhidas 650 sinaturas exigindo a sua separaçom da responsabilidade.
21 de Março
Nove vizinh@s de Lugo som imputad@s judicialmente por protestar
frente a Mariano Rajoy. O Julgado nº 3 de Lugo toma declaraçom
as nove pessoas identificadas em 8 de Fevereiro numha protesta
contra o responsável da catástrofe nacional Mariano Rajoy.
@s manifestantes dificultaram a participaçom do vicepresidente
espanhol num acto do seu partido em Lugo, resultando um deles
ferido na cabeça por escoltas do político.
A Guardia Civil pratica o controlo político da cidadania.
30 pessoas som identificadas arbitrariamente em Rois por
números da GC quando participavam numha concentraçom
para denunciar a implicaçom do Governo espanhol na guerra
imperialista contra o povo iraquiano. Desconhece-se até o
momento que destas identificaçons tenha derivado qualquer
processo judicial.
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Resposta social à circular repressiva enviada pola Conselharia
de Educaçom. 25 professor@s de Lugo queimam publicamente
ante um edifício da Xunta a circular enviada pola Conselharia
de Educaçom a todos os colégios e licéus da CAG proibindo
a colocaçom de informaçom sobre a catástrofe nacional e a
denúncia do massacre em curso contra o povo iraquiano. Pedem
também a demissom de Celso Currás e do Director Geral de Centros.
Associaçons de pais e maes, estudantis, sindicatos e movimentos
de renovaçom pedagógica constituem-se em plataforma para levar
adiante acçons conjuntas contra a circular de Educaçom. A
Assembleia de Directores de Licéus de Lugo declara-se em favor
da insubmissom activa à reforma.
Importante sentença ditada polo Tribunal Supremo
a respeito do direito à própria imagem dos corpos repressivos.
O Tribunal
Supremo avala a publicaçom dumha fotografia na que se
pode reconhecer um polícia local de serviço participando no
desalojamento dum local em Madrid. Explica a citada sentença
que “o direito à própria imagem cede em favor do direito à
informaçom veraz e livre quando a parte gráfica da crónica
se referir a umha pessoa exercitando cargo público, se capta
num lugar público e com ocasiom de acto público”.
22 de Março
Quatro pessoas contusionadas por antidisturbios em
Ourense quando protestavam ante Álvarez Cascos. Umha concentraçom
popular convocada por Nunca Mais em Santa Cruz de Arrabaldo
remata em brutal carga policial. @s concentrad@s pretendiam
denunciar a presença dum dos máximos responsáveis da crise
do Prestige, o Ministro Álvarez Cascos, implicado na
decisom de alonjar o petroleiro da costa e presente agora
numha Convención Provincial do PP. Após vários enfrentamentos
verbais entre os corpos repressivos e @s manifestantes, os
primeiros cargarám provocando várias pessoas contusionadas.
Celso Currás exige “que nom se faga política” nos centros
de ensino. “Nunca tivo a Conselharia intençom de medidas coercitivas
ou sancionadoras”, declara o titular de Educaçom em Arteixo
trás comprovar a reacçom social provocada pola sua tentativa
de suprimir a liberdade de expressom. Menos conciliador, Fraga
Iribarne realiza umha ameaça velada ao movimento popular em
chave tipicamente fascista: “Aqui já sabem, porque passou
em 1977, que se se ponhem bobos e nom presumimos de matons,
nada disso, que um home só fai correr 300 quando se saca a
chaqueta”, em alusom à sua prática pessoal de enfrontar-se
fisicamente com militantes de esquerda em mitins da extinta
Alianza Popular.
24 de Março
Manifestantes contra a catástrofe nacional rodead@s por antidisturbios. Seguindo a tónica das últimas semanas, 800 pessoas mobilizadas